História A Última Herdeira - Capítulo 2


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Guerreira, Hades, Mitologia Grega, Romance, Semideuses, Vingança
Visualizações 10
Palavras 1.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Apenas para os leitores não se perderem:

* A roupa da Lya é I-D-E-N-T-I-C-A a roupa da capa.
* Vocês conhecerão agora a forma que ela e as irmãs costumavam comemorar suas vitórias.

E como eu disse, essa NÃO é uma estória para crianças... as partes "quentes" começam por aqui.

Capítulo 2 - Dança dos Desejos


Fanfic / Fanfiction A Última Herdeira - Capítulo 2 - Dança dos Desejos

 

Lya aparece no recinto, junto às irmãs, com uma bela roupa de seda vermelha, que lhe cobre parte do corpo. Seus cabelos, longos e acobreados, deram o toque final ao sensual figurino que trajava. Musicas começam a tocar e ela e as irmãs dançam com toda paixão e desejo que emana de seus corações e corpos.

A essa altura, Hades está perplexo, olhando para a rainha enquanto ela dança com a mesma agilidade que luta, com a mesma paixão, com o mesmo desejo. Ele é absorvido pelo olhar que vem em encontro ao seu sem intenções. Aqueles olhos negros inflamavam algo dentro de Hades que nem ele mesmo sabia que tinha, era algo novo, tal como a doce e suave bebida que saboreava, como as cantorias e aquela dança e, sem dúvidas, aquela mulher.

Todos dançavam e se alegravam com o "show" que as irmãs davam naquela noite, era algo espetacular e muito embora simples, algo que aquecia os corações dos aldeões. Ela, Lya, a dama de vermelho, movia o corpo de forma espetacular, atraindo olhares de todos e todas que ali estavam... Mas um olhar era certeiro, e fazia seu coração bater cada vez mais forte. Lya estava dançando para o deus da Morte, não por querer, mas algo nele a chamava atenção. Ele tinha um magnetismo perfeito, era como algo que ela precisava para se completar e a olhava com a admiração mais pura e nobre daquele lugar. Claro que, ela sendo uma mulher linda como era, sabia que, mesmo os deuses a desejariam, se pudessem a ver. E era exatamente o que acontecia com Hades... Ele estava desejando ela, não só carnalmente, como os homens costumam fazer... Não, ele estava desejando muito mais, talvez seu coração ou até sua alma.

E ela dançava exatamente com tudo o que ele desejava: Com seu corpo, seu coração e sua alma. Dançava por ela, pelas irmãs, pelos aldeões e por todos que ali estavam ou estiveram, festejando com eles. Dançava alegria, tristeza, luto, solidão, paixão, fogo, ar, terra... Dançava tudo o que poderia se imaginar e ele a contemplava, perdido em seus pensamentos indecifráveis. E aqueles olhos azuis, ah, aqueles  belos olhos, revelavam que por trás de todo deus havia um humano insaciável, com desejos e sentimentos, vontades e anseios...

A dança estava quase em seus movimentos finais e, como se uma leve ventania tomasse conta de seu corpo, ela gira lindamente pelo salão e abaixa frente a Hades, como de joelhos. Ele se surpreende e entrega a ela a bela taça de prata na qual tomava o delicioso vinho. Ela levanta a cabeça, aceita a taça de bom grado e bebe do mesmo vinho, sem parar de olhar nos olhos dele.

Todos aplaudem e se alegram, os casais se unem para tomarem seus vinhos e os solteiros continuam na algazarra e festança. Parecia até que ninguém havia visto a cena entre a rainha e o deus, o que até os deixou mais aliviados.
Após a dança, Lya levantou-se, pela primeira vez, um tanto envergonhada. Hades, olhando para ela e notando isso, sorriu.

- Bela dança. Pelo que vejo, você e as irmãs não sabem apenas guerrear. Dançam com a mesma paixão que possuem nos campos de batalha... - Disse, sem parar de olhar para os olhos negros de Lya, que o levavam para o mais profundo abismo de desejos e vontades.

- Ah, disse a você que tínhamos um jeito peculiar de comemorar nossas vitórias. - Disse Lya, olhando para Hades e sorrindo, lhe entregou a taça de prata.

- Nunca havia bebido algo tão doce... por isso Dionísio tem tantos seguidores. - Disse, rindo.

- Podemos beber a noite toda, se quiser... - Diz Lya, virando-se de costas e pedindo mais uma taça de prata. Aquelas curvas se acentuavam um pouco mais sobre aqueles tecidos finos, a roupa ficava linda nela, linda. Os cabelos brilhavam, a pele resplandecia... 

- Obrigada! - Diz Lya, virando-se novamente para contemplar os olhos de Hades lhe mirando da cabeça aos pés. Sorri e bebe de sua própria taça. Após uns goles, entrega a taça ao deus e faz menção para que beba.

- Esse é de uma colheita especial. Prove. - Diz.
 

Ao beber do vinho que ela oferece, Hades entra em colapso... Doce, delicado e delicioso... Essa era sua opinião sobre o vinho e sobre a mulher que lhe entregava a taça. Delicadeza não é só ser indefesa e aguardar socorro. Lutar também faz parte da delicadeza e Lya foi feita e criada para isso. Poderia ser muitas coisas, sem anular nenhuma delas, e ele sabia disso.

- E então? - Diz ela, olhando para ele. - O que acha?
 

- Maravilhoso. - Responde ele, com um sorriso.

- Sim, é. - Ela diz, tirando a taça dele e bebendo mais uns goles. - Se não se importar, preciso ir à minha morada. - Ela diz e logo se afasta.

Ele a olha caminhando por entre os aldeões e sente a vontade enorme de segui-la, afinal, já está ali mesmo. E é isso que faz, a segue e a vê entrando em uma casa não muito grande. Espera afastado e se aproxima devagar. "Se ao tentar limpar seu ferimento, recebi duas espadas afiadíssimas no pescoço, o que será que receberei invadindo sua morada dessa forma?"  pensou.

Decide prosseguir e encontra uma cortina vermelha que separa a parte de dentro da casa da parte de fora. A cortina, pela textura, é feita do mesmo pano da roupa que Lya vestia ao dançar. Para por ali e a observa, enquanto a mesma senta no chão, com sua taça, e fecha os olhos. "No que será que pensas?".

Devagar, ele abre a cortina que divide a entrada da casa e entra. Ela continua com os olhos fechados, inerte em lembranças e pensamentos. Ele caminha calmamente até onde ela está, fazendo com que uma leve brisa toque a saia de Lya, revelando um pouco mais de sua pele. Ela sorri e continua com os olhos fechados, como se dormisse, mas sabia-se que não.

- Me seguiu? - Diz Lya, com voz fraca. - Sabia que viria... Ela se levanta com uma agilidade impressionante, ficando cara a cara com Hades. Os olhos dos dois se encontram em uma sintonia surreal, era como se já tivessem se encontrado em outas eras.

- Não poderia te perder de vista... Não me perdoaria se o fizesse. - Diz Hades, com sua voz rouca e fraca, como um sussurro.

- Diga-me, deus... Quantas mortais já levaste para sua cama? - Diz Lya, com um tom de voz autoritário e certeiro.

- Nenhuma. De todos os deuses, sou o único que ainda não fez isso. Nunca venho para o mundo dos mortais, hoje foi uma exceção. 

Os dois se aproximam um pouco mais a ponto de ficarem com os rostos e corpos colados. Ele sente o doce aroma dos cabelos de Lya, que o entorpecem. Com as mãos, alisa desde a mão de Lya até seu ombro, a fazendo arrepiar.

- Entendo... - Diz ela. - Entre deuses e homens, nunca nenhum se deitou em minha cama... - Seus lábios se encontraram com os de Hades e o momento foi mágico. Ambos fecharam os olhos e sentiram o sabor um do outro, em um beijo lento no início, mas que se tornou feroz e cheio de desejo. Lya colocou suas mãos sobre os braços armados de Hades e pouco a pouco os despiu, fazendo o mesmo com a capa que o adornava os ombros. Passou então as mãos pelos seus cabelos e os puxou, por instinto, o fazendo sorrir e abrir os olhos lentamente.

- Então é nossa noite de sorte, rainha...

 

 

 

 

 


Notas Finais


Continua...


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