História A Última Herdeira - Capítulo 5


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Guerreira, Hades, Mitologia Grega, Romance, Semideuses, Vingança
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Palavras 2.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Capítulo certo agora! Aproveitem a leitura ;)

Capítulo 5 - O Oráculo


- Há quanto tempo estamos aqui? - Lya questionou, vestindo-se e preparando-se para descer à aldeia.

- Não faço ideia. - Respondeu Hades, com seu meio sorriso nos lábios, a encarando. - Então, acredito que essa pressa toda se dá pela batalha que terás hoje à noite? - A fitava, com curiosidade e certa preocupação.

- É. A batalha. - Diz Lya, pensativa e relutante. - Hades, algo me intriga sobre você...

- E, o que seria? - Ele responde, vestindo sua armadura e ajeitando o manto negro que adorna suas costas.

- O que, de fato, veio fazer aqui por esses lados? Um deus como você não sai assim de seu reino e se envolve com mortais. Nunca o vi em lugar nenhum e todos os outros deuses nunca comentam sobre você ou seu reino. É estranho vê-lo desfilando pelo mundo dos mortais e...

- Lya, vim ver de onde vem todo sangue que banha o teto de meu reino.  - Ele a interrompe sem rudez, mas com certo incômodo na voz. - E claro, observar o estilo de vida de vocês. - Diz calmamente.

- Parece satisfeito com o que viu e experimentou. - Lya o responde de costas, o olhando e sorrindo. Os belos cabelos acobreados ao vento, iluminados pelo sol, pareciam ainda mais reluzentes.

- Não tenha dúvidas... - Ele a abraça por trás e novamente, sente o cheiro doce de seus cabelos.

- Hades... precisamos voltar, você não se cansa nunca? - Sussurrou, quase ao tom de um gemido.

- Na verdade, não. - Respondeu com um sussurro rouco. - Mas entendo que tens suas obrigações. - Hades afrouxou o abraço e se colocou ao lado da guerreira. Juntos, desceram as colinas à aldeia.

- Gostaria de mostrar-lhe algo... - Diz Lya com um sussurro. 

Ao chegarem próximo a aldeia, Lya apanhou uma tocha e fez menção para que ele a seguisse. Andaram até uma pequena portinhola que, ao que tudo indicava, ficava abaixo da morada da guerreira. Ela abriu a portinhola e continuou seguindo. Por mais que fosse dia, o local era escuro e úmido. Coma tocha que carregava nas mãos, Lya acendeu várias outras que decoravam as paredes, iluminando um grande corredor. Seguiram por ele e desceram 3 espirais de escadas, até chegarem à uma câmara cujo as portas reluziam como bronze recém polido.

- Peço licença a meus ancestrais ao trazer um forasteiro às nossas origens ocultas, mas o faço por crer que finalmente, a profecia do oráculo irá se cumprir. - Diz Lya, com os olhos fechados, tocando com a ponta dos dedos uma esfera cobre no centro da imponente porta.

A abertura foi concedida e, novamente, com sua tocha, iluminou todas as outras, fazendo com que a grande sala ficasse clara, revelando assim o que escondia.

- Vocês são... - Diz Hades, atônito.

- Sim, somos a civilização responsável pelo equilíbrio terrestre. Desde os tempos mais remotos, entre nós sempre houveram semideuses, por uma razão específica, é claro. - Após um longo suspiro, continuou. - O poderio de vocês é o que move o mundo e tudo o que há nele. Mas vocês, deuses, possuem suas moradas e não podem a todo tempo atender aos mortais, que, diga-se de passagem, os chamam em vão, sempre a pedir coisas triviais e egoístas. Contudo, um filho de vocês é capaz de manter o equilíbrio e formar um elo entre deuses e mortais, inquebrável. Nosso povo é feito da guerra, alguns dizem que os primeiros de nós foram gerados a partir das gotas de sangue de Ares, na terrível batalha que se sucedeu com Zeus. Não duvido disso, afinal, você pôde perceber do que somos capazes. - Explica Lya, exalando preocupação.

- Soube que eram diferentes desde o momento que pisei nesse solo, Lya. - Diz Hades calmamente. - Mas, não entendo sua preocupação. O que acontece? - Questiona, enquanto observa Lya ir até um "altar" e de lá retirar um livro grande e dourado. Estava curioso para saber o que a preocupava.

- Esse é o Oráculo. Aqui temos todas as profecias que recebemos desde os primórdios, e uma delas, em especial, sempre me preocupou... - Diz Lya, com voz firme, mas preocupada. - Aqui diz que em um tempo muito sangrento, no qual a guerra assolaria nosso povo, sairíamos vitoriosos de todas as batalhas e pouco sangue nosso seria derramado.

- Espere, preocupada com a vitória? - Hades riu, afinal, não fazia sentido uma guerreira temer a vitória.

- Não terminei. Que pressa! - Diz Lya impaciente, olhando Hades e sorrindo em seguida. - Na mesma profecia, é dito que o rei da morte tomaria a principal guerreira da aldeia por mulher, gerando assim a última herdeira. - Lya andava de um lado para o outro enquanto falava.

- Isso me parece familiar... - Diz Hades, olhando para Lya com curiosidade. - E o rei da morte seria...

- Você, Hades. O deus do submundo, rei da morte. - Ela diz.

- Então, segundo o oráculo, teremos um filho? -Ele olha para ela com certa alegria, que se esvai segundos depois, o fazendo encarar o solo.

- Bem... se o oráculo estiver certo...

- Mas Lya, eu sou o deus da Morte. Sabe o que isso significa? - Hades parece entristecido. - Significa que em mim não há vida, que não posso gerar nada. Minha missão nessa Terra é apenas ceifar, e não gerar... - Ele abaixa a cabeça e cerra os punhos.

Lya, delicadamente anda até ele e levanta sua cabeça com uma das mãos.

- Havia se deitado com alguma mulher antes? - O encara de modo firme.

- Nunca! Você é a primeira e...

- Então? Como sabes? - Lya o encara. - Enfim... Hades, o que mais me assusta é o que vem depois. - Pausou entre as palavras e, após um pigarro, continuou - ...O oráculo diz que após a semente ser plantada na Terra (a última Herdeira), por nove anos haverá paz e fartura em nosso reino e as pessoas dessa aldeia finalmente poderão viver em "paz". Mas, ao fim desse prazo, uma guerra como nenhuma outra assolará nosso povo e, seremos dizimados, um a um. A herdeira será a única sobrevivente e terá nas costas o fardo da vingança. 

- Lya... acreditas mesmo nessas coisas? - Hades sussurra em seus ouvidos enquanto acaricia sua mão.

- Você está aqui Hades... A profecia é clara. Você veio até nós e... - Lya foi interrompida por um beijo sincero e apaixonado de Hades, e se rendeu. Ficaram por um longo tempo nos beijos e carícias até Lya se desgrudar e o olhar séria, como nunca esteve.

- Hades. Faça uma promessa para mim? - Ela o olha aflita, quase que implorando por palavras verdadeiras.

- Promessa? Que tipo de promessa? - O olhar dele é o oposto... transmite serenidade e calma.

- Volte para o seu reino e me observe... - Diz pausadamente. - ...e, caso aconteça o que eu te revelei hoje... promete não nos abandonar? - Pela primeira vez, Lya aparentava estar totalmente vulnerável e isso fez com que Hades a observasse com mais admiração.

- Por que eu a deixaria?

- Porque vocês são assim! - Diz, inflexível.

- Ora, Lya. Não use Ares como parâmetro. Se ele abandonou você e sua mãe, é um problema dele, não meu. Jamais conseguiria saber que terei um filho e o abandonar. E você...

- O que tem eu? - Lya o mirava com uma feição menos tensa. Percebeu ali que não lidava com os "outros". Ele, por mais sombrio e enigmático que fosse, tinha noções de sua obrigação caso a relação entre eles gerasse o fruto previsto há séculos pelo Oráculo.

- Lya... - Ele se aproxima vagamente, sem pressa - ...você é... MINHA! - Um outro beijo é iniciado e dessa vez, ambos se entregam à paixão que os consumia. 

De fato, Lya não estava errada. O Oráculo não mentiria. Havia sim uma semente que germinaria dentro dela em pouco tempo, ela estava sim esperando um filho de Hades e, o que mais a amedrontava não era a sina que a criança carregaria, e sim o fato de ela não estar mais ali para ajudá-la com sua missão.

- Há quanto tempo estamos aqui? - Lya questionou, vestindo-se e preparando-se para descer à aldeia.

- Não faço ideia. - Respondeu Hades, com seu meio sorriso nos lábios, a encarando. - Então, acredito que essa pressa toda se dá pela batalha que terás hoje à noite? - A fitava, com curiosidade e certa preocupação.

- É. A batalha. - Diz Lya, pensativa e relutante. - Hades, algo me intriga sobre você...

- E, o que seria? - Ele responde, vestindo sua armadura e ajeitando o manto negro que adorna suas costas.

- O que, de fato, veio fazer aqui por esses lados? Um deus como você não sai assim de seu reino e se envolve com mortais. Nunca o vi em lugar nenhum e todos os outros deuses nunca comentam sobre você ou seu reino. É estranho vê-lo desfilando pelo mundo dos mortais e...

- Lya, vim ver de onde vem todo sangue que banha o teto de meu reino.  - Ele a interrompe sem rudez, mas com certo incômodo na voz. - E claro, observar o estilo de vida de vocês. - Diz calmamente.

- Parece satisfeito com o que viu e experimentou. - Lya o responde de costas, o olhando e sorrindo. Os belos cabelos acobreados ao vento, iluminados pelo sol, pareciam ainda mais reluzentes.

- Não tenha dúvidas... - Ele a abraça por trás e novamente, sente o cheiro doce de seus cabelos.

- Hades... precisamos voltar, você não se cansa nunca? - Sussurrou, quase ao tom de um gemido.

- Na verdade, não. - Respondeu com um sussurro rouco. - Mas entendo que tens suas obrigações. - Hades afrouxou o abraço e se colocou ao lado da guerreira. Juntos, desceram as colinas à aldeia.

- Gostaria de mostrar-lhe algo... - Diz Lya com um sussurro. 

Ao chegarem próximo a aldeia, Lya apanhou uma tocha e fez menção para que ele a seguisse. Andaram até uma pequena portinhola que, ao que tudo indicava, ficava abaixo da morada da guerreira. Ela abriu a portinhola e continuou seguindo. Por mais que fosse dia, o local era escuro e úmido. Coma tocha que carregava nas mãos, Lya acendeu várias outras que decoravam as paredes, iluminando um grande corredor. Seguiram por ele e desceram 3 espirais de escadas, até chegarem à uma câmara cujo as portas reluziam como bronze recém polido.

- Peço licença a meus ancestrais ao trazer um forasteiro às nossas origens ocultas, mas o faço por crer que finalmente, a profecia do oráculo irá se cumprir. - Diz Lya, com os olhos fechados, tocando com a ponta dos dedos uma esfera cobre no centro da imponente porta.

A abertura foi concedida e, novamente, com sua tocha, iluminou todas as outras, fazendo com que a grande sala ficasse clara, revelando assim o que escondia.

- Vocês são... - Diz Hades, atônito.

- Sim, somos a civilização responsável pelo equilíbrio terrestre. Desde os tempos mais remotos, entre nós sempre houveram semideuses, por uma razão específica, é claro. - Após um longo suspiro, continuou. - O poderio de vocês é o que move o mundo e tudo o que há nele. Mas vocês, deuses, possuem suas moradas e não podem a todo tempo atender aos mortais, que, diga-se de passagem, os chamam em vão, sempre a pedir coisas triviais e egoístas. Contudo, um filho de vocês é capaz de manter o equilíbrio e formar um elo entre deuses e mortais, inquebrável. Nosso povo é feito da guerra, alguns dizem que os primeiros de nós foram gerados a partir das gotas de sangue de Ares, na terrível batalha que se sucedeu com Zeus. Não duvido disso, afinal, você pôde perceber do que somos capazes. - Explica Lya, exalando preocupação.

- Soube que eram diferentes desde o momento que pisei nesse solo, Lya. - Diz Hades calmamente. - Mas, não entendo sua preocupação. O que acontece? - Questiona, enquanto observa Lya ir até um "altar" e de lá retirar um livro grande e dourado. Estava curioso para saber o que a preocupava.

- Esse é o Oráculo. Aqui temos todas as profecias que recebemos desde os primórdios, e uma delas, em especial, sempre me preocupou... - Diz Lya, com voz firme, mas preocupada. - Aqui diz que em um tempo muito sangrento, no qual a guerra assolaria nosso povo, sairíamos vitoriosos de todas as batalhas e pouco sangue nosso seria derramado.

- Espere, preocupada com a vitória? - Hades riu, afinal, não fazia sentido uma guerreira temer a vitória.

- Não terminei. Que pressa! - Diz Lya impaciente, olhando Hades e sorrindo em seguida. - Na mesma profecia, é dito que o rei da morte tomaria a principal guerreira da aldeia por mulher, gerando assim a última herdeira. - Lya andava de um lado para o outro enquanto falava.

- Isso me parece familiar... - Diz Hades, olhando para Lya com curiosidade. - E o rei da morte seria...

- Você, Hades. O deus do submundo, rei da morte. - Ela diz.

- Então, segundo o oráculo, teremos um filho? -Ele olha para ela com certa alegria, que se esvai segundos depois, o fazendo encarar o solo.

- Bem... se o oráculo estiver certo...

- Mas Lya, eu sou o deus da Morte. Sabe o que isso significa? - Hades parece entristecido. - Significa que em mim não há vida, que não posso gerar nada. Minha missão nessa Terra é apenas ceifar, e não gerar... - Ele abaixa a cabeça e cerra os punhos.

Lya, delicadamente anda até ele e levanta sua cabeça com uma das mãos.

- Havia se deitado com alguma mulher antes? - O encara de modo firme.

- Nunca! Você é a primeira e...

- Então? Como sabes? - Lya o encara. - Enfim... Hades, o que mais me assusta é o que vem depois. - Pausou entre as palavras e, após um pigarro, continuou - ...O oráculo diz que após a semente ser plantada na Terra (a última Herdeira), por nove anos haverá paz e fartura em nosso reino e as pessoas dessa aldeia finalmente poderão viver em "paz". Mas, ao fim desse prazo, uma guerra como nenhuma outra assolará nosso povo e, seremos dizimados, um a um. A herdeira será a única sobrevivente e terá nas costas o fardo da vingança. 

- Lya... acreditas mesmo nessas coisas? - Hades sussurra em seus ouvidos enquanto acaricia sua mão.

- Você está aqui Hades... A profecia é clara. Você veio até nós e... - Lya foi interrompida por um beijo sincero e apaixonado de Hades, e se rendeu. Ficaram por um longo tempo nos beijos e carícias até Lya se desgrudar e o olhar séria, como nunca esteve.

- Hades. Faça uma promessa para mim? - Ela o olha aflita, quase que implorando por palavras verdadeiras.

- Promessa? Que tipo de promessa? - O olhar dele é o oposto... transmite serenidade e calma.

- Volte para o seu reino e me observe... - Diz pausadamente. - ...e, caso aconteça o que eu te revelei hoje... promete não nos abandonar? - Pela primeira vez, Lya aparentava estar totalmente vulnerável e isso fez com que Hades a observasse com mais admiração.

- Por que eu a deixaria?

- Porque vocês são assim! - Diz, inflexível.

- Ora, Lya. Não use Ares como parâmetro. Se ele abandonou você e sua mãe, é um problema dele, não meu. Jamais conseguiria saber que terei um filho e o abandonar. E você...

- O que tem eu? - Lya o mirava com uma feição menos tensa. Percebeu ali que não lidava com os "outros". Ele, por mais sombrio e enigmático que fosse, tinha noções de sua obrigação caso a relação entre eles gerasse o fruto previsto há séculos pelo Oráculo.

- Lya... - Ele se aproxima vagamente, sem pressa - ...você é... MINHA! - Um outro beijo é iniciado e dessa vez, ambos se entregam à paixão que os consumia. 

De fato, Lya não estava errada. O Oráculo não mentiria. Havia sim uma semente que germinaria dentro dela em pouco tempo, ela estava sim esperando um filho de Hades e, o que mais a amedrontava não era a sina que a criança carregaria, e sim o fato de ela não estar mais ali para ajudá-la com sua missão.

 



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