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História A Última Lua de Sangue - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa leitura. ♡

Capítulo 4 - Vermelhos, cor de sangue


Pesoas a cercavam, enquanto a observavam com expressões assustadas e de medo. A respiração dela estava desregulada, seu coração batia aceleradamente, como se algo ruim a fosse acontecer. Para ela, as pessoas estavam cassoando da mesma, e a qualquer momento poderiam a atacar. 

Ao olhar para si mesma, via coisas saindo da mesma, eram como grandes asas negras, quando virou seu olhar por um instante para uma poça de água ao seu lado, se assustou ao ver seu reflexo, ela tinha olhos negros, e veias vermelhas poderiam ser observadas ao redor de seus olhos, seu cabelo que antes era azul, agora era vermelho, cor de sangue.

 Aquilo poderia ser ela? Oh, não! Uma face demoníaca como tal não poderia ser ela! Então esse seria o motivo de todos alí estarem com medo?

Ela tentava os conter, repetindo diversas vezes "Eu não irei os fazer mal!", entretanto, seus suplicos não foram atendidos, ao ouvir a chamarem de "monstro". Aquilo a magoava profundamente, ela não era um monstro, não era capaz de fazer mal a uma simples formiga, então por que a chamavam assim? Por sua aparência?


Mais assustada ela ficou, ao ouvir dizerem que "Deveriam chamar os caçadores, matem este demônio!". Tão horrível ela se sentiu, ao ouvir tal coisa, estavam a julgando, mas nem a conheciam, nem ela estavas reconhecendo a si mesma, mas a julgarem assim já era demais.


As suplicas dela continuavam, pedindo para que não a fizessem mal, que ela não era um monstro, mas o povo não a ouvia, e a encarava como tal.


Enquanto o povo gritava para a matarem, um homem saiu do meio da multidão, com o quê parecia ser uma arma em mãos. O povo agora gritava de alegria, enquanto o homem apontava as besta para a garota, que estava deveras assustada, ela não tinha feito mal a ninguém, por que a fariam algo tão ruim?


Um disparo foi feito, ela fechou seus olhos, para receber o impacto, mas estranhou o fato de que, segundos depois, nada a tocou. O povo agora gritava em desespero, e ela então abriu seus olhos, vendo um corpo jogado ao chão, e se desesperou ao ver que quem havia se jogado em sua frente, e levado a flechada, era o homem fugitivo, o homem ao qual a tinha feito companhia, em uma de suas idas ao mercado.


Em um impulso, ela despertou, confusa demais, estranhou o fato de estar em seu quarto, aquilo não passava de um sonho? Ou devo dizer, um pesadelo?


Ela estava deveras suada, e sua respiração estava tão rápida quanto no sonho. Sua cama estava ensopada, ela parecia ter corrido uma maratona. Ao olhar pela janela, via que ainda estava escuro, novamente havia acordado de madrugada, mas dessa vez havia sido diferente, desta vez ela havia sonhado.


Em seu coração um sentimento ruim havia se instalado, se abrigado, e criado raízes lá. Ela sentia uma coisa ruim, e sabia que tinha haver com o pesadelo que acabava de ter, mas não se engane, aquele não seria o único.


Tentava adivinhar o motivo de sua figura estar daquele jeito, "demoníaco", julgado pela mesma. Ela tocava seu rosto, mais precisamente, perto de seus olhos, se recordando bem, das veias vermelhas saltadas, dos olhos tão negros quanto a escuridão, de suas asas também negras, e enormes. 

Por que havia sonhado com aquilo? Por que Seokjin estava em seu sonho? Por que ela se sentiu tão mal ao vê-lo? Todo bem que, se qualquer um tivesse feito o mesmo que ele havia feito, ela estaria deveras triste, mas não o quanto ficou se tratando dele. Foi como se a flecha tivesse a atravessado também, foi como se tivesse a arrancado um pedaço de seu coração, como se a tivessem tirado a coisa mais preciosa de sua vida, e era exatamente isso que lhe intrigava. Por que ela se sentia assim por um completo desconhecido?


Decidida a tentar esquecer um pouco disso, calçou seus sapatos, e mesmo estando apenas com sua roupa de dormir, saiu de casa, a fim de apenas dar uma pequena volta por ai, sozinha. Afinal, o quê a poderia acontecer? Aquela era uma vila extremamente segura, no máximo ela encontraria Jackson voltando de uma de suas noites.


Sem perceber, acabou por se distanciar um pouco demais de sua casa, mas ela conhecia os caminho dali como a palma de sua mão, saberia exatamente o caminho que deveria seguir para estar de volta em casa.


Vendo que havia chegado em seu destino, ela se sentou sobre o banco de pedra, olhando para o lago em sua frente, observando o reflexo da lua pelo mesmo. O lugar em que se encontrava era lindo, vagalumes iluminavam o local, que era repleto de flores, e um lago de águas cristalinas, ao qual ela sempre foi apaixonada. Aquele era o seu canto especial, onde ia para esvaziar seus pensamentos, ou para se desfazer deles, ou simplesmente, para olhar a beleza que apenas ele continha.


Parecia mais um lugar mágico. Ela se recordava da primeira vez que havia estado alí, tinha ido com seus pais, e quando questionava que lugar era aquele, eles a diziam que alí era o local onde as fadas habitavam. Já crescida, ela pensava que, eles diziam aquilo apenas porque era uma criança, afinal, fadas não existem, certo?


Ela já tinha passado um bom tempo, apenas observando aquele lago, e incrivelmente, aquilo a tinha acalmado como se tivesse tomado um calmante, se sentia tranquila, mesmo que o sentimento ruim insistia em ficar em seu peito.


Um suspiro saiu de seus lábios, ao se levantar, e antes de sair, levantou seu olhar a lua que estava ainda exposta no céu. Entretanto, quando se virou, não contava que, estaria de frente com um lobo, um enorme lobo de pelos negros, e olhos vermelhos, estranhamente, cor de sangue. Ele a encarava, sem mover um músculo, apenas a observando. Ela tinha seus olhos arregalados, olhando para a enorme besta em sua frente, ela engoliu seco, olhando para os olhos do "monstro" que estava em sua frente.


Diferente do que ela imaginava, o enorme lobo apenas se limitava em a olhar. Eles fizeram contato visual, por pelo menos 30 segundos, até a besta, que até agora estava apenas parada, avançar em sua direção. Em um ato de defesa, ela logo se abaixou, se encolhendo, segurando seus joelhos. A besta pulou por cima dela, e antes de sumir por entre aquelas enormes árvores, eles ainda fizeram um pequeno contato visual, que foi quebrado assim que ele pulou, novamente voltando para a floresta.


Se antes estava assustada, agora havia ficado ainda mais. Por que havia um lobo daqueles tamanho? E por que ele não tinha a atacado? Sem mais contestar, ela saiu em disparada, correndo pelo caminho que a levaria de volta para casa. Os raios de sol já começavam a aparecer, enquanto ela ainda corria de volta para casa.


Perdida em seus devaneios, ainda correndo, não percebeu que havia uma pessoa em sua frente, e acabou esbarrando na mesma, caindo em seguida. A pessoa, preocupada com o estado em que ela se encontrava, logo se abaixou, ficando da altura em que ela estava.


- O quê houve contigo, Byul? Por quê está assim? - Ele perguntava, o transparecer sua preocupação, enquanto tocava seu rosto.


- Eu… Eu… - Ela não conseguia falar nada, olhava continuamente para trás, com medo da besta a ter seguido. - Vamos, Jackson! Não podemos ficar por essas bandas, vamos embora! - Ela se levantou, trazendo com si, Jackson, que a observava sem entender nada.


- Por que? - Se deixou ser levado por ela, que o puxava, ainda dando olhadas para trás. Mesmo que soubesse que, ele teria entrado na floresta, uma coisa dentro de si a dizia para não confiar tão facilmente. - Yah, Moonbyul!


- Lobos! Acabei de ver um enorme lobo, e por pouco não me atacava, temos que sair daqui antes que ele volte! - Disse a verdade, tentando o convencer, mas sua tentativa foi falha, ao ouvir uma risada ser dada pelo mesmo.


- Lobos? Por Deus, Byul! Sabe que há anos não existem mais lobos por essas bandas!


E então ela parou. Parou de falar, andar, observar, ela apenas parou. Aquilo que Jackson havia proferido era a mais plena verdade, por muitos anos, ninguém tinha visto um único lobo passar por aquela vila.


- Então como? - Perguntavaa amais para si mesma, do quê para Jackson.

- Byul, acho que ainda não estais acordada! Vamos, irei te levar para casa, tu precisas de um belo descanso.

[…]


Ela olhava o jardim pela janela. Observava tamanha beleza, lá haviam dos mais variados tipos de flores, rosas (de várias cores), margaridas, orquídeas. Entretanto, a princesa sempre havia gostado de apenas uma, mesmo que julgasse todas aquelas com uma beleza esplêndida, uma sempre a chamou atenção fora um dos tipos de rosas que haviam alí, mas não estavam expostas naquele jardim, mas em outro, ao qual ela não ia a muito tempo.


- O quê estais a fazer, minha irmã? - O mais novo dos irmãos se aproximou. Seus cabelos castanhos se balançavam a medida em que ele se aproximava, com um sorriso de coelho.

- Contemplando a beleza deste lindo jardim. - Sorriu amigavelmente para o garoto que era anos mais novo que ela, mas mesmo assim, insistia, desde mais novo, a ser mais alto que ela.

- Como sempre… - Ele revisou seus olhos, fazendo com que a mais velha soltasse uma pequena risada - Não sei o quê há de tão bom a se observar neste jardim.

- Que tal… as flores? - Simplista ela respondeu, antes de sair, sem rumo pelos corredores do Castelo, sendo seguida por seu irmão mais novo. - O quê queres comigo, Jungkook?

- Estava sozinho este tempo todo, pensei que poderia me fazer companhia, Solar. - Ele se arriscou em dizer o apelido da irmã.

Todos alí sabiam que não a deviam chamar assim, mais especificamente na frente da rainha. Ela deixava transparecer o ódio que sentia de todos alí, todos os filhos do rei que não haviam sidos gerados em seu ventre, eram donos de ódio repulsivo da mulher mais importante daquele reino. E um dos mais atrevidos era Jungkook, uma vez havia se arriscado em dizer o nome da princesa em alto e bom som, mesmo na frente da rainha. Naquele dia, eles nunca a viram tão brava, os chamava de "insolentes, delinquentes" e outros xingamentos, que eu prefiro não os contar, dizendo que eles nunca seriam dignos do trono. Por que ela havia explodido daquele jeito? Apenas por um simples apelido?


- Está louco de chamar-me assim? - Young Sun olhava para os lados, preocupada de alguém ter ouvido, ou até mesmo a rainha.

- Está preocupada com tua mãe? O quê mais ela pode fazer a não ser me dizer palavras de baixo calão?

- Sei que te machucas quando ela te dirige tais palavras. - Jungkook que antes estava com um sorriso em seus lábios, ficou sério, ao lembrar dos xingamentos que sofria da rainha.

- Oras, está tudo bem! Vamos… Vamos para a biblioteca, hum? - Ele tentou espantar todo o clima ruim que havia se instalado, pegando na mão de sua irmã, a levando na direção da enorme biblioteca do Castelo.


[…]


E mais uma vez, os dois príncipes estavam lutando com suas espadas, a diferença é que, desta vez, Namjoon parecia estar descontando toda sua raiva, naquela luta, e mesmo que Seokjin fosse muito bom com a luta de espadas, estranhas o fato de seu irmão estar tão focado em o vencer, como nunca havia feito antes.


- O quê está planejando? - Proferiu, quando eles se aproximaram, ambos colocando o máximo de força em suas espadas, quando as mesma se encontraram, formando um perfeito "X", como uma barreira.

- A vitória. - Se distanciaram, nesta luta de ataque e defesa, ao mesmo tempo que testavam seus limites, poderia dizer que se divertiam.


A luta estava magnífica aos olhos do rei, que assistia tudo com muita atenção. Parecia que desta vez, a luta realmente seria acirrada entre os dois príncipes, e ele definitivamente não queria perder um segundo sequer. Ele estranhava o fato de Namjoon este mais competitivo do que todas as vezes que lutaram, e isso o intrigava a dar mais valor a essa luta do quê as outras.


- Não achas que irão se machucar seriamente desta vez, querido? - A rainha questionava, por incrível que pareça, preocupada.

- Os dois são extremamente habilidosos, querida. - Seus olhos apenas acompanhavam cada movimento de seus filhos, que agora, já sangravam.


Seokjin em um pequeno período de tempo, baixou sua guarda e, Namjoon aproveitando a situação, em um movimento rápido com sua espada, conseguiu o desarmar, jogando a espada do mesmo para longe.

- Eu disse. - Namjoon sorria, orgulhoso pela vitoria conseguida. Seokjin, também sorria, aquela foi uma das poucas vezes que o mais novo havia ganhado dele, e se sentia orgulhoso por ele estar aprendendo.

- Omo! Aqui vemos uma grande reviravolta! - A mais nova dos irmãos, Wheein, batia palmas, feliz com o acontecimento.

- Meus parabéns, meu filho! - O rei falava enquanto olhava sorridente para o garoto de cabelos castanhos. Tamanha era a felicidade que seu filho sentia, como se tivesse ganhado uma coisa que a tempos esperava, e de fato havia ganhado.

- Obrigada, papai.

- Por isso gostaria de lhe presentear com algo.

- O quê seria? - A alegria era estampada em seu rosto, ele iria receber um presente, não poderia estar menos feliz.

- Uma noiva.


Toda a alegria que continha em si, foi desaparecendo, virando poeira, quando a palavra "noiva" saiu da boca de seu pai.


- O quê? - Ainda sem entender o quê seu pai havia dito, piscando repetidas vezes, ele perguntou.


- Tu estais noivo, e irá conhecer tua futura esposa no baile.

- Por que estais me contando isto apenas agora? Por que decidiram isto sem mim? Eu… eu sou o mais novo, não deveriam estar se preocupando com Seokjin, invés de mim?

- Sabes que Seokjin é prometido a casamento desde que nasceu.

Aquilo era verdade, Seokjin estava prometido a casamento com uma nobre, e a cerimônia aconteceria quando ele estivesse para reivindicar o trono, se é que ele iria fazer isso.


- Não podem fazer isto comigo! - Mesmo que não quisesse acreditar, sabia que sua chances de conseguir o trono eram mínimas perante seu irmão mais velho, então por qual motivo o queriam ver casado?

- Podemos tanto que já fizemos, está decidido, não pode nos contrariar!


- Me desculpe meu pai, mas está falando de meu futuro, de minha vida! - Apontava para si mesmo, encarando o rei, sem pudor algum.


- Teu irmão nunca nos contrariou quanto a isso!

- Porque ele se deixa ser manipulado por Vossa Alteza! - Sem pensar, gritou as primeiras palavras que o vinham em mente. Não se importava com as possíveis consequências que sofreria depois.

Enquanto isso, todos na sala olhavam aquilo abismados, ninguém nunca havia enfrentado o rei daqueles jeito, e definitivamente não esperavam aquilo ser dito, não de um de seus filhos "preferidos".

- NAMJOON! - Obviamente, vossa alteza não ficaria calma, a julgar pela ousadia de seu filho. Enquanto caminhava até onde seu filho estava, Seokjin se apressou em ficar na frente de Namjoon, encarando ao rei.

- Por favor, papai, mantenha a calma. - Pediu, olhando para seu pai, que mantinha seu olhar fixado ao de Namjoon. A raiva que sentia agora era observável, podia se sentir uma aura escura ao seu redor.

Sem mais ter o quê esperar, Namjoon saiu correndo, para longe daquela sala, daqueles corredores, daquele castelo.


Notas Finais


Obrigada por ler, até o próximo capítulo♡


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