História A Um "Bip" de Distância. - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aceitacao, Amigos, Amizade, Amor, Aplicativo, Bullying, Drama, Escola, Gay, Gravidez, Preconceito, Racismo, Relacionamento, Romance, Virtual
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Palavras 2.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - 05 - Qual o seu nome?


- Não pode ser! - Iris dizia deitada sobre o tapete macio que cobria quase todo seu quarto. Foi bom te visto ele de novo, na verdade foi ótimo ter visto o céu e o sol novamente. Ficar naquele hospital forá de longe a pior coisa que me aconteceu, e olha que não foram tantos dias. Quem enfrenta esse tipo de batalha, digo viver num hospital, merece ser todos os dias aplaudido ou receber medalhas por cada dia vitorioso.

- Todos que estavam na festa eram conhecidos, menos os irmãos do Mike. Bom no caso só o irmão, já que procuramos um garoto e não uma garota.

- Ele ainda não te respondeu? Não mandou a foto? - Ela questiona e me faz rever se há alguma notificação; nenhuma, como de esperar. A não ser pela mensagem do meu pai me pedindo para olhar senão esqueci a bombinha, a verdade é que fiz dela um chaveiro inseparável, com um breve olhar de relance a olho presa a minha mochila surrada que amava.

- Não. Pela demora deve ter entendido que sei quem ele é.

- Faz sentindo. - Ela diz já levantando do chão e indo até a janela, jogou o restante da água que bebiamos nas plantinhas que sua mãe cuidada, (No andar de baixo) depois se voltou e me pediu para pegar seu computador, que estava mais próximo a mim do que dela.

- O que vai fazer? - Perguntou entregando o computador a ela.

- Procurar algo nas redes sociais do Mike, com certeza tem foto com o irmão, que por sorte terá seu perfil marcado. - Por um momento havia se esquecido de que vivíamos nos anos 2000, não em 1950. A internet estava aí, salvaria vidas, mas ao mesmo tempo as destruiria.

- Tudo bem, isso vai ser divertido... - Me sentei próximo a ela é fitei a tela do computador. Mas em brevemos momentos me peguei fitando a janela do outro lado que se mantia aberta, no entanto sem alguém em seu cômodo. Lucas havia sumido depois da sua visita no hospital. Espero que ele não esteja com raiva de mim.

- Ótimo achei mas de já me arrependo,  olha isso! - Ela virou a tela para que eu pudesse ver a foto que mostrará, era Mike em sua casa, que por foto parecia muito maior que os muros a sua volta. Outra exibia ele é sua família numa extensa mesa de jantar, pareciam ter saído daqueles filmes ou livros medievais, onde eu era o plebeu e eles a realeza. Não que minha vida me incomodasse, mas aquilo era invejável. - Ele é podre de rico. Mas viu os comentários?

Não havia realmente reparado nos comentários ao lado da foto, só agora fui me dar conta de que haviam tantos, além de meninas tinha meninos, claro, seus amigos. Lucas curtiu a foto, claro, teriam ficado amigos naquele dia da festa, é normal rico gostar de rico, mesmo que seja falsamente. AH claro, Cibele. Lá estava o comentário da garota que visivelmente estava se jogando no garoto, porém virtualmente.

- Essa garota é maluca, mas tem força de espírito. - Caio na risada após o comentário de Iris. Cibele realmente faria de tudo para subir seu status, mesmo que isso signifique sair com o cara mais sujo da cidade. - Olha! - Iris teria achado uma tag em que o perfil do irmão de Mike estava marcado, porém a decepção veio assim que abrimos o perfil do menino, ele não tinha colocado seu nome no perfil, além de usar nome de personagem de desenho japonês, era um Otaku(?).

- Nossa... - Digo.

- Nossa mesmo, não acredito que gastei células dos meus dedos procurando isso nas redes sociais do Mike pra achar isso. - Caímos no riso como se estivéssemos diante da melhor palhaçada já feita por um palhaço. - Okay, vamos assistir o nosso filme.

Achei que ela gostasse dessas coisas, de animes ou coisas similares, enfim...

Depois do tempo perdido tentando procurar o irmão de Mike, eu e Iris novamente nos deitamos sobre o carpete e assistimos a continuação de De volta para o futuro, na minha opinião o segundo era um dos melhores.

Já em casa, sentava-me com meu pai a mesa e juntos jantavamos aquela coisa que ele chamava de arroz, mas que eu amava. Ele ainda continuava empenhado em concertar seu carro, pela sua feição hoje era um daqueles dias em que ele não conseguiu progresso, precisava fazer algo, ajudar de alguma forma.

- Pai. - Ele levanta a cabeça assim que lhe chamo. - sei o quanto está ocupado com o carro, e sei que adoraria mais tempo com ele. - certamente seja isso a culpa dele estar assim, frustrado. Ele trabalhava, chegava cansado e ao chegar jogava seu pouco tempo que restava no velho carro que ganhará do vovô.

- Não, quero que estude.

- Não! Você precisa de ajuda. - Falo com um pouco de autoridade. - Eu posso ficar amanhã no mercado assim que sair da escola, com isso você teria mais tempo para cuidar do carro.

Quando disse aquilo pude ver que seus olhos brilhavam, como se fosse gritar que teria orgulho de mim, mas a verdade era totalmente oposta daquilo. Ele levantou-se da mesa e caminhou rumo a cozinha, já tenho retirado a mesa; eu o ajudava. Em momentos queria o parar, perguntar o que houve, porque o fato de eu querer ficar na loja o incomodava?

- Pai, o que houve? - Perguntou enquanto o ajudo a secar a louça do jantar.

- Não quero que acabe como eu, se acostumando a isso. A essa vida monótona. - Ele disse com dor em suas palavras. Sua vida inteira foi aquela mercadinho, dádiva de seu pai, assim como o carro.

- Pai, se for pra te ver feliz eu faria qualquer coisa. Ficar no mercado, ficar numa sala de cirurgia ou atuando em outras áreas. Eu só quero ver você feliz e orgulhoso, e se digo que quero lhe ajudar deve aceitar. Não se preocupe só comigo, você também tem uma vida que precisa ser vivida. - Levei minha mão até seu ombro e o vi fungar e piscar algumas vezes. Ele era fortes, não gostava de aparentar ter chorado ou simplesmente odiava chorar. Eu gostava dele, por ser assim e outras coisas.

- Tudo bem, se é isso que deseja, mas precisa ficar a páreo do preço das coisas...

- Pai - O interrompo - Eu sei o preço de tudo, eu vejo como trabalha, seria difícil não querer me espelhar.

- Ora! Seu...Moleque! - Ele me abraçou e por seguida passou sua mão pelo meu cabelo o bagunçando. - Vai, tá na hora de deitar, escova os dentes e dorme. - assenti com a cabeça e o obedeci. Corri até meu quarto, escovei meus dentes e me coloquei a cama para dormir, mas antes procuro por notificações em meu celular; nada.

×


Na manhã seguinte estava nos corredores da escola juntamente a Iris que trazia novas informações sobre o irmão estranho de Mike. A informante foi a garota maluca de seu condômino, Cibele. Como ela estava tentando ser íntima a Mike seria mais fácil de penetrar na fortaleza que era a casa dele.


- A única coisa que ela descobriu foi que ele é mais velho que o Mike 2 anos. Então ele tem 19. - Por um momento achei que se travava de o contrário, que Mike fosse o mais velhos; nitidamente enganando.


- Tá, estamos na estaca zero. Ele ainda não me mandou a foto, e pelo que parece não vai falar mais comigo. - Parece que o pedido da foto o deixou rendido, caso mostrasse seria revelado, para a minha sorte.


O incômodo matinal estava demorando. Mike. O que é estranho, nesse horário seria comum o ver correndo pelos corredores juntamente com os outros garotos do time da escola. Ew. Imagina o trabalho que é para aquelas empregadas lavar aquilo, deve ser o pior dos sacrifícios. - Para a minha infelicidade eles estavam vindo. - Me esforcei no armários, juntamente a Iris e o vimos passar. Ele corria e berrava ao mesmo tempo, pareciam ter acabado de ganhar um dos principais jogos do ano, eu, não me importava, só queria que ele saísse de perto de mim, juntamente com aquela manada de búfalos que desconhecem a funcionalidade do desodorante.


- Eu tenho um presente pra você... - Mike se voltou pra mim é logo fez uma espécie de toque secreto com seu amigo e juntos saíram. Iris me olhou e pensou no pior, eu já não ligava, se aquilo fizesse ficar longe do meu pai estava ótimo pra mim.


- Preciso falar, não vou poder ir pra sua casa, meu pai vai trabalhar no carro.


- achei que estivesse arrumado tado. - Iris disse.


- parece que depois da ida a sua casa, naquela noite no hospital, o carro quebrou próximo a entrada do residencial. - Juntos sorrimos. - Para a sorte dele. - Levantei meu braço para abrir o armário e logo descobrir qual seria o presente que Mike mencionava. Dentro do meu armário estava cheio de protetores penianos, ou coisa similar. Era nojentos. Ao abrir a porta todos caíram no chão. Iris gritou de ódio, ofendeu Mike de todas as formas possível, eu, apenas ignorei. Ele sabia ser pior que aquilo.


×


- Se te deixa feliz o Mike foi advertido. - Já estava no mercado; a briga da escola durou poucos segundos, mas foi necessário para fazer com que o diretor o visse e o colocasse na detenção.


- Tô de boas. Ele é um otário e isso não vai mudar. - coloco a última lata de sopa na prateleira e retorno para detrás do balcão.


- Bom, preciso te dizer o que vou fazer. - Iris começou. - vou criar uma conta falsa e falar com o irmão do otário.


- Não se preocupa, eu já esqueci isso.


- Mas eu não. - Iris se apoia no balcão. - Vou te mandar informações pelo celular, fica atento.. AH! Caso ele mandar a foto me avisa, não quero ficar muito tempo falando com gente da laia do Mike. - Juntos sorrimos; mas logo mudei de assunto, estava preocupado com a "amizade" de Lucas. Ele parecia distante. Não o culpo, ele estava sendo legal e eu fui um rude.


- Tem notícias do Lucas? - Perguntou.

- Não. Ele nunca mais apareceu na janela, talvez esteja ocupado com o pai. - Sorri de lado tentando acreditar na ideia de Iris, já que na minha cabeça só vinha o pior. - Até mais.

Iris sumiu pela rua e me deixou sozinho no mercadinho. Papai o mantia tão limpo que faria de tudo para entregar daquela mesma forma; com o tempo, o tédio havia tomado conta de mim, então resolvi responder algumas mensagens ignoradas no aplicativo, de cara sou respondido novamente pelo garoto do skate.

"Achei que nunca ia me responder rsrs"

Sorrio. Era isso que eu ia fazer, não responderia ninguém a não ser aquele garoto com o umbigo à mostra.

"Desculpe, foi falta de atenção." - Respondo.

"Tudo bem, sou acostumado com o abandono."  - Ele responde me fazendo rir e espantar alguns clientes que entraram ali.

"Isso foi extremamente meloso." - Respondo.

"Não gosta de caras românticos? Infelizmente sou assim." - Sorrio alto desta vez. Me arrependo de não ter falado com ele antes, é divertido e carinhosos, na verdade atencioso.

- Poderia me... Mitchell? - Levantei meu rosto assim que ouvi chamarem meu nome. Eu devia ter me alertado assim que o sininho soou, mas estava tão ocupado que não notei quem havia entrado, por sorte era alguém conhecido. Era Lucas. Pra minha sorte, perguntaria o que houve, qual motivo do seu desaparecimento.

- Lucas, Oi! - Enfio o telefone no bolso do avental que usava. Ele estava com um arranhão próximo a sobrancelha, era leve, mas como era claro como leite ficaria visível facilmente.

- Desculpe se atrapalhava. - Ele sorriu, mas não me coloquei a perguntar porque, não estava nesse direito. E se fosse algo errado em mim?

- Tudo bem, deseja algo?

- Queria saber senão tem um daqueles curativos rápido.

- Aqui ano é bem uma farmácias mas a gente tem. - Pego uma caixinha e o entrego o curativo adesivo.

- Temo que faça algo de errado, quer colocar pra mim? - Sorri de lado e o ajudei com o curativo. Era só uma arranhão, não precisava de tanto o que se preocupar. Enquanto eu trabalhava, pelo canto de olho o via me encarar, estava rindo, possivelmente eu estaria fazendo um dos meus tiques nervosos que faço quando me concentro demais, tipo morde o lábio inferior, não de forma sensual.

- Porque está me olhando com essa cara? - Perguntou depois de finalizar.

- Sua cara estava engraçada. - Ele sorriu.

- Ha ha - Soltei um breve e forçado sorriso. - Lucas.

- Oi?

- Desculpa se te falei algo que te incomodou, naquele dia eu só queria que chegasse em casa com segurança.

- Tudo bem, eu não morri, como pode ver - Nos colocamos a sorri novamente sem se importar com o restante de clientes que circulavam na loja, porém um deles, um que chegará fez com que tudo ao meu redor parecesse morto. Mike. Ele estava com sua mãe, a mulher passou a frente indo até uma sessão e o garoto de quase 1.90 de altura ficou ali, me olhando com Lucas. Havia esquecido que eles são amigos.

- Oi! - Disse Lucas, Mike o responde com menos animação. talvez esse seja o efeito de ter visto Lucas comigo, espero que ele não o difame gratuitamente, como faz comigo.

- Michael vai ficar como uma estátua aí o tempo todo? - A mulher de voz rouca pede para que seu filho se junte a ela. Ele, com passos pesados passa por mim e Lucas. Vi que de repente ele ficou triste, talvez não seja do tipo de pessoa que deseja o mal ou que aceita perder amizades recém conquistadas.

- Preciso ir. A gente se vê. - Lucas se despede.

- Claro.

- Obrigado pelo toque médico. - Ele sorri.

- Creio que devo cobrar por isso também. - Ele sorriu e logo partiu, estava feliz de que nossa relação não tenha mudado, só estava mais intensa.

Durante meus devaneios olhando um velho jornal que papai tinha a baixo do balcão, não tinha notado a rápida aproximação de Mike a mim. O garoto estava com um olhar que nunca tinha visto, porém foi cuidadoso, sua mãe estava próximo, queria parecer o mais anjo possível.

- O que estava falando pra ele? Vai marcar um encontro com Ele? - Mas o que ele tem a ver com minha vida?

- Qual o seu problema? Porque gosta de falar essas besteiras? Isso muda algo em sua vida? - eu parecia corajoso, aquilo me animava; fora que ele não podia fazer nada com sua mãe aqui dentro. ela aparentava ser uma sem noção, mas era autoridade para ele.

Sua mãe se aproxima do caixa e o faz voltar a entrar no modo morninho. Aquilo me irritava, o ter aqui. Finalmente término de atender aquelas pessoas, as ver ir embora foi a melhor sensação do mundo.

"bip" - A notificação era de Iris, não do aplicativo.

"Advinha quem está super amiguinha do irmão do Mike?" - Aquilo me fez sorrir mais do que o normal. Não acredito que ela conseguiu, mas queria realmente saber se descobriu o nome do garoto.

"E então? Descobriu o nome dele?" - Perguntei já indo direto ao ponto.

"Ainda não. Mas ele conhece uns filmes bem legais, mas te garanto que não vai demorar para ele dizer o nome."

Apenas dei de ombros como se ela pudesse ver e fui continuar o trabalho. Depois de algumas horas, exatamente quase próximo de a loja fecha, meu pai chegará e juntamente com ele o carro, estava novinho em folha. Papai estava tão feliz, parecia uma criança que acabara de ganhar seu doce favorito.

Já em casa, deitado em minha cama, me pego olhando a tele do telefone na espera de alguma mensagem do garoto do umbigo. Nenhuma, ele parecia não ter entrado hoje, sua última atualização foi no dia que lhe pedia a foto, com certeza está chateado. Que seja! outras pessoas aqui. O garoto do skate estava lá, ele falou comigo assim que lhe mandei "oi". Foi tão automático sua resposta.

"Olá, garoto sem sentimento." - ele começou, eu sorri.

"Eu tenho sentimento, creio que melosidade não seja sentimento."

Então ficamos assim a noite toda. ele me falará de suas planos, gostos e desejos; eu fiz o mesmo. Por uns instantes havia até me esquecido quem era o garoto umbigo; quem era Ronald. estava feliz, talvez o skatista seja quem eu realmente precisava.

"Boa noite, garoto sem sentimento." - Ele disse.

"Boa noite, garoto carente." - finalizei e fui dormir.

Amanhã Iris me contaria sobre o irmão de Mike... Ew... Eu não devia ter pensando em seu nome. Espero ter forças pra dormir depois disto. 


Notas Finais


♡ Boa Leitura.


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