1. Spirit Fanfics >
  2. A um bloco de distância de você >
  3. Mark planeja um plano

História A um bloco de distância de você - Capítulo 16


Escrita por: Kyokkoo

Notas do Autor


Olá leitores, prometi voltar daqui 3 semanas e cá estou!

Quero agradacer todos os favoritos
CHEGAMOS A 200 FAVS UHULL

Também quero agradecer pelos comentários, eles me motivam muito a continuar escrevendo <3


Hoje temos uma surpresa no capítulo... Flashback contado pelo Mark!!
Nesse cap temos um pouco da história contada pela visão de Mark e seus pensamentos e razões, enatão espero que gostem!


Boa leitura!

Capítulo 16 - Mark planeja um plano


 

MARK

 

 

Flashback: Um mês antes da viagem de férias.

 

 

 

            Um mês e meio se passou desde a conversa tensa com Donghyuck. Eu me sento péssimo, muitas noites de sono perdidas no meio da madrugada. Não havia um dia que as lembranças daquela noite deixassem de me assombrar, como se aquele momento estivesse tatuado no fundo do meu cérebro.

            Na noite anterior, sonhei com o dia que proferi coisas terríveis sobre Donghyuck. Lembro-me exatamente de estar na frente de meu armário com seu bilhete em minhas mãos, a cena se passou exatamente como a realidade, porém desta vez eu sabia que ele estava escondido me observando. Eu tentava gritar pedindo para que parassem de falar mal dele, tentava o defender, mas nenhum som saia de minha boca. Tentei correr atrás dele, mas meus pés estavam grudados no chão. Na cena seguinte, estava dentro do avião.

Acordei a meio de soluços e olhos molhados, Taeyong estava sentado em minha cama encarando-me espantado. Abracei forte o corpo de meu irmão e deixei as emoções transbordassem de meu corpo. Nunca me senti tão culpado.

Os dias se passavam de forma torturante. Nos trombávamos na escola e algumas vezes no condomínio, mas a única coisa que recebia era um aceno de cabeça e um sorriso melancólico. Vê-lo assim machucava, porém não posso dizer que estou em uma situação melhor.

Mesmo com a minha insistência e de Donghyuck, nosso grupo de amigos se fragmentou por um tempo. Agora, Donghyuck, Jisung e Chenle passavam os intervalos no bosque de nossa escola. Jeno e Jaemin me acompanhavam no refeitório — mesmo que eu tivesse insistido várias vezes que poderia passar o intervalo com o time de natação. Talvez só não quisessem que me sentisse rejeitado ou excluído, mesmo merecendo. Renjun transitava entre os grupos se revezando, mas quando se sentava conosco no refeitório mal olhava em minha cara e nem conversava comigo.

  Eu sabia que Jeno e Jaemin estavam com dó de me deixar sozinho, porém percebi o quanto eles se sentiam mal por isso, como se tivessem “escolhido um lado”. Então há uma semana estou fugindo deles na escola, passo os intervalos na arquibancada da piscina, pelo menos ninguém me acharia lá.

A situação inteira era uma bosta, mas o que me destruía era não poder ficar do lado de Donghyck. Não poder ver sua cara fofa quando estava irritado, escutar sua risada contagiante, até dos xingamentos sinto saudade. Não menti sobre meus sentimentos sobre ele. Eu sabia que gostava dele antes de ir viajar, mas não tinha coragem de contar. Foi um momento conturbado em minha vida, aceitar minha própria sexualidade foi um processo complicado, no começo eu não queria aceitar, mas acabei me conformando que não era uma escolha e sim uma parte de mim, uma parte que eu deveria me orgulhar.

Eu cogitei na época me declarar, mas eu iria voltar para o Canadá, não valeria a pena. Nunca havia entendido do porquê de Hyuck nunca ter ido se despedir de mim, lembro de ter ficado muito triste e bravo, mas acabei aceitando que talvez ele não quisesse que o visse triste. Hoje sei que o motivo é totalmente diferente...

Quando voltei para Coréia, pensei que seria um momento de recomeço, mas eu fui ingênuo, esperava que as coisas estivessem exatamente iguais de como eu havia deixado, porém tudo mudou. O grupo de amigos aumentou, Jeno, Jaemin e Renjun estão namorando e Donghyuck mal olhava em minha cara, e se olhasse era para me criticar. Fiquei confuso com sua reação, achei que estaria feliz em me ver, mas era o contrário.

Eu tentei dar espaço para Hyuck, mas chegou um momento que eu só queria respostas. “Por que ele me odeia tanto?”; “O que eu fiz de errado?” Era o que eu me perguntava na época, agora vejo que seria melhor ter ficado sem resposta. De fato, ele me odeia. Donghyuck me odeia.

Quando finalmente achei que estivéssemos nos resolvendo tudo virou de ponta cabeça. Sabia que meus sentimentos por ele nunca haviam ido embora, só estavam escondidos e a qualquer momento iria florescer novamente, e foi o que aconteceu. Estar ao seu lado se tornou torturante, queria me declarar, o abraçar, cuidar, beijar sua boca quantas vezes eu quisesse até cansar. Queria Donghyck inteiramente para mim, e este foi meio erro, pois ele não é uma propriedade para ter um dono. Donghyuck é dono de si mesmo, porém eu só queria fazer parte de sua vida novamente.

Entro em êxtase ao me recordar de nosso beijo, seus lábios quentes e macios em contato com os meus. Um deleite. Um beijo cheio de sentimentos complicados e saudade. Quando nos beijamos eu soube que ele tinha sentimentos por mim também, sentimentos cultivados por anos, e finalmente estávamos satisfazendo nossas vontades. Gostaria de reviver aquele momento para sempre.

Me arrependo amargamente por não ter insistido mais para que me contasse o que aconteceu anos atrás. Se eu soubesse antes os motivos da raiva de Donghyuck, talvez as coisas seriam mais fáceis. Poderíamos ter resolvido de outra maneira, mas agora é tarde demais.

É um domingo qualquer, não me importo que horas são só queria me esconder em meu quarto o dia inteiro e ficar deitado em minha cama. Soube que meus planos não iam se concretizar quando Taeyong entra no meu quarto com certa brutalidade e abre as persianas deixando a luz invadir meu quarto.

— Você perdeu o almoço — diz carrancudo.

— Não ligo.

— Até quando você vai ficar nessa fossa, Minhyung?

— Me chamou pelo nome coreano, o papo é sério. — Sento-me em minha cama ficando a sua frente.

— É lógico que é sério. Estou preocupado com você.

— Eu estou bem. — Sorrio melancólico. Pela primeira vez em semanas permito sentir pena de mim mesmo.

— É claro que está. — Ri irônico. — Jeno e Jaemin ligaram em casa perguntando de você.

— Não quero ver ninguém.

— É uma escolha sua, mas saiba que o Hyuck parece já ter superado essa situação. — Fico em alerta ao escutar o nome dele. — Jaehyun comentou que o irmão dele e Donghyuck saíram para ir ao cinema esses dias.

— Bom pra ele. — Afundo minha cara no travesseiro novamente.

— Tá bom, chega. — Taeyong me dá um tapa na bunda e eu exclamo indignado. — Você precisa reagir! Ou não quer se resolver com ele?

— Querer eu quero, mas é ele que não quer se resolver comigo.

— Então você tem quer provar para ele que está errado.

— Você quer que eu crie uma revolução ou obrigue a falar comigo a força? — Eu realmente não estava compreendendo qual era a ideia maluca que meu irmão mirabolava em sua mente.

— Mostre que se importa com ele.

— Achei que isso já tinha ficado muito claro.

— Não seu idiota. — Dá um tapa na minha cabeça. — Você tem que mostrar que se importa, que não pode ficar sem ele na sua vida de novo. Correr atrás, sabe?

— Eu não estou gostando para onde essa conversa está indo. Como você conquistou Jaehyun hyung, mesmo?

— Ele me pediu em namoro, mas isso não vem ao caso. — Ele se levanta de minha cama. — Só pensa nisso, Mark. Ou você quer perdê-lo de novo?

— Não quero. — Só de pensar nesta possibilidade meu corpo se enche de medo. — Eu não sei o que fazer.

— Acho que eu tenho um plano.

 

 

 

 

 

 

 

 

***

 

 

 

 

 

Metade dos olhares que me cercavam era de dúvida e a outra metade, de raiva. Engulo em seco e passo as minhas mãos na calça. As possibilidades do plano de Taeyong eram de 50%, 50% de dar ruim ou de dar bom. Entretanto, agora era o momento de se arriscar, uma vez dado o início do plano, sem chances de voltar atrás.

Se aquela ideia maluca trouxesse Donghyuck de volta, eu estou disposto a fazer qualquer coisa.

— Você vai explicar por que resolveu reunir todo mundo aqui ou vai continuar calado? — Renjun fala irritado sendo repreendido por Jaemin logo depois.

A situação é um tanto delicada, mas era o primeiro passo do plano: Pedir ajuda. Então decidi reunir em minha casa todos aqueles relacionados a Donghyuck: Renjun, Jaemin, Jeno, Jisung, Chenle, Ten, Johnny e Doyoung. Além deles, ainda tinha Taeyong e Jaehyun me dando apoio moral.

— Eu preciso de ajuda. — Começo sincero.

— Isso tem a ver com o Donghyuck, não é? — Ten aponta.

— Na verdade sim.

— Não vamos forçar ele a falar com você! — Jisung acusa.

— Deixa ele falar primeiro — Jaemin rebate.

— Eu não quero que ninguém force isso, eu só quero me resolver com ele. — Me sento angustiado, nunca me abri com tantas pessoas ao mesmo tempo.

— E o que nós temos a ver com isso? — Doyoung questiona sem paciência.

— Eu não sei como me aproximar dele. Não quero magoá-lo de novo, não quero errar de novo. Eu sei que errei, mas essa situação está me matando por dentro também. — Abaixo minha cabeça com vergonha. Preciso segurar minhas emoções. — Ele é muito importante para mim, assim como é para vocês. Eu só não quero perdê-lo de novo.

Silêncio.

— Meu irmão errou, tá legal? — Taeyong levanta se pronunciando. — Ele está mal, não come, não dorme, nem sei quando foi a última vez que ele tomou banho.

— Também não precisa expor demais, Tae — brigo.

— Enfim, ele foi um babaca, mas ele reconheceu isso. Pediu desculpas e se afastou, mesmo que isso o deixasse desolado. Mark gosta de verdade do Donghyuck, e todo mundo sabe que é recíproco.

— Bom, era... Eu nem sei se ele gosta mais de mim, nem como amigo. — A tristeza volta a me consumir. — Talvez isso tenha sido uma péssima ideia.

— Não banque a vítima — diz Renjun.

— Não quero ser vítima, apenas reparar meus erros — me defendo. — Você também não faria de tudo para não perder Jeno e Jaemin?

— Tudo bem. — Renjun suspira. — Vamos te ajudar.

— Pera aí, nem todos nós concordamos com isso — Ten adverte.

— Qual é amor, tenha um pouco de compaixão — Johnny pede ao namorado.

— Eu só estou priorizando os sentimentos do Hyuck.

— Qual é gente, não é como se o Donghyuck estivesse feliz com toda a situação, não seria mais fácil eles se resolverem? — Chenle questiona.

— Tudo bem. — Chittaphon se aproxima ficando frente a frente comigo. — Nós vamos te ajudar, mas se o Donghyuck deixar claro que não quer mais nada com você, você vai desistir e se afastar dele para sempre, de acordo?

— De acordo — falo com convicção.

— Então qual o plano? — pergunta Jeno.

— Para que eles se reconciliem é preciso que fiquem perto um do outro por um período. — Taeyong anda de um lado para outro enquanto começa apresentar o plano.

— Eles moram no mesmo condomínio e estudam na mesma escola — Doyoung aponta.

— Não é a mesma coisa, é muito fácil para um dos dois fugirem — Jaemin diz. Sei que foi uma pontada para mim também.

— A viagem de formatura nas férias. — Renjun havia captado a ideia. — É por isso que precisa tanto de nossa ajuda. — Ri sarcástico.

— Como assim? — Johnny pergunta confuso.

— Donghyuck não quer ir à viagem, precisamos convencer ele. — Renjun finaliza seu raciocínio.

— Isso não vai ser fácil — diz Jisung. — Nem mesmo a mãe dele conseguiu o convencer.

— Nós ainda temos esperança. Existe uma pessoa que o Donghyuck sempre escuta — argumento.

Automaticamente todos os olhares da sala se voltam para Chittaphon o deixando em choque.

— Eu? — Concordo com a cabeça. Ele grunhi antes de responder: — Tudo bem, eu posso tentar.

— Se ele concordar, o que faremos depois? — Jaemin me questiona.

— Eu vou precisar da sua ajuda, de Jeno e Renjun. — Afinal, eles seriam os únicos na viagem. — Precisamos ficar no mesmo quarto.

— Os quartos são sorteados, como vamos fazer isso? — Jeno tem um ponto.

— Eu cuido disso. — Sorrio aliviado para Jaemin.

— Então basicamente temos que te ajudar a ficar perto dele? — Concordo com a cabeça. — Isso vai ser muito cansativo. — Renjun bufa.

— Eu só preciso que me ajudem no começo da viagem, depois eu vou dar um jeito.

— E o que o resto de nós vamos fazer? — Chenle pergunta confuso.

— Donghyuck não pode saber que eu vou nessa viagem, se não ele nunca vai concordar. Então eu preciso que reforcem essa informação. — Penso um pouco. — É só dizer que eu vou ter uma viagem em família, acho que vai ser convincente.

— Espero que seja mesmo — Doyoung diz já sem paciência. — Podemos ir embora agora?

— Sim. — Sorrio. — Muito obrigado pela ajuda.

— Não se empolgue antes da hora, mesmo que tudo corra de acordo com o plano, isso não depende de nós e nem de você, só de Donghyuck — Ten me alerta.

— Eu sei.

Eu sabia que não podia simplesmente forçar Donhyuck a gostar de mim de novo, mas eu preciso pelo menos tentar. Mesmo que isso só piore a situação entre nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           

            


Notas Finais


No próximo capítulo voltaremos para a linha de tempo normal e teremos muitos acontecimentos dessa viagem
Algum palpite do que vai acontecer??


Ah e sim eu mudei de nome de user kkk
beijos da Lara <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...