História A Única - Capítulo 32


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emmaswan, Regina Mills, Swan Queen, Swanmills, Swanqueen
Visualizações 275
Palavras 3.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nada a declarar.

Boa leitura.

Capítulo 32 - 32 - Cretina idiota


Isso, era hora de nos definir-mos.

- Vamos começar por... - sou interrompida pelos lábios de Regina selandos os meus.

Ela os sela diversas vezes até que sua habilidosa língua pede passagem por meus finos lábios e sem dúvidas alguma o concedo.

Me perco naquele beijo, naquela boca que junto à minha forma uma perfeita sincronia.

Infelizmente o ar se faz necessário e encerramos aos poucos, o beijo encantador. Permaneço de olhos fechados em meu êxtase particular enquanto sinto seus braços envolver meu corpo em um firme abraço.

Permanecemos assim por um tempo, sem dizer nada. Minha vontade era de mandar tudo para o espaço e ficar aqui pra sempre, nesse abraço forte com ela.

- Eu amo você mais que qualquer coisa na minha vida - diz ainda me abraçando firme. Nessa posição não consigo ver seu rosto mais sua voz trêmula demonstra seu nervosismo - te amei cada segundo desses dez anos, bizarro né? - sorrio - eu te esperei por todos esses anos porque sabia não sei como que algum dia ficaríamos juntas - nos soltamos do abraço e nos encaramos - eu amo muito você e por esse amor que digo, seja lá qual for o rumo disso aqui, estou pensando no que é melhor para ambas.

Assinto. Nos conduzo de volta ao sofá e quando nos sentamos no mesmo, uma de frente para a outra, falo:

- Sou toda ouvidos. - sorrio seguida dela.

- Queria muito dizer, sim, te amo e quero ser sua namorada Emma, porém as coisas são muito maiores e complicadas para duas mulheres adultas. Eu gosto de contato, sentir a pessoa perto, tocar, beijar, acarinhar, amar - fala tudo gesticulando com as mãos - e por mais que a tecnologia esteja avançada ligações e vídeos chamada não permitem isso...

- Mas o meio de transporte tá aí pra gente pegar a qualquer momento e aparecer na casa da pessoa amada de surpresa. - lhe interrompo dando uma solução ao seu problema.

- Mas - enfatiza - a minha pessoa amada é uma grande mulher dona de uma multinacional de sucesso que não dispõe de tanto tempo assim, e eu também não disponho de tanto tempo assim. Emma, você está aqui há um mês, viu como é difícil para mim? Mesmo querendo muito passar meus dias com você não posso pois estou atolada de coisas na "Legítima Maçã", sou muito ocupada assim como sei que você é, acha que não percebo que no meio do dia enquanto estamos juntas você recebe ligações da sua empresa mesmo estando de férias?

Bufo um tanto contrariada.

- Estou ciente de tudo isso Rê, vai ser difícil, entretanto fazendo pequenos sacrifícios a gente chega em algum lugar não acha?

- Acho que não seria pequenos sacrifícios que teremos que fazer - se levanta - não quero que comecemos algo que no futuro acabe se tornando algo tão ruim que acabaremos frustradas uma com a outra e se começarmos algo sem pensar é nisto que nosso relacionamento vai se tornar.

Também me levanto.

- Quer dizer que acabamos por aqui então? - meu tom é seco, sem emoção.

- Não - sua resposta sai um tanto desesperada - Eu amo muito você Swan, não faz ideia de quanto. Eu quero uma solução para nós, quero muito, só que agora não consigo ver nenhuma e isso me agonia - prossegue gesticulando arduamente - preciso ir embora.

- Ué, mas...

- Preciso pensar, refletir e só conseguirei raciocínio lógico longe - pontua.

- Tá bem - dou-me por vencida - só não esqueça que eu também amo muito você, e que esperei a vida toda por nós também. Merecemos ser felizes.

- Sim nós merecemos - volta a me abraçar forte - fica bem, se lembre que essa decisão é pensando no que será melhor para nós duas meu amor - encerra o abraço e sem mais nenhuma palavra se vai.

Fico vagando por mais alguns instantes pelos cômodos do amplo apartamento. Todos meus sentidos alertas, eu não podia perder o amor da minha vida mais uma vez, porém não serei egoísta ou incompriensiva, ela tem razão em tudo. Só espero que o melhor para ambas seja de alguma forma nos mantermos uma na vida da outra.

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Sinceramente, eu particularmente gostava muito de Oz. A cidade vizinha de Storybrook era bem confortavel e com lugares muito bacanas para ir, além do shopping center que já tem vários atrativos, havia casas noturnas de todos os gostos, cinemas, barzinhos e até mesmo um aeroporto. Se fosse meus pais ou meus irmãos já teria mudado para cá faz tempo.

Desde que voltei para o Maine, vim a essa cidade por diversos motivos distintos e hoje estou aqui por mais dois motivos. Primeiro que segundo Killian, seu guarda roupa só tem looks para ir em festa de família e ele precisava dar uma renovada e o segundo motivo, hoje era a estreia da Zax, a casa noturna que todas as pessoas de Oz e região estavam esperando para ser inaugurada era imprescindível que nós fossemos nessa inauguração, segundo Killian, lógico.

- Sapatona o que acha, tô uma gay bem fina e irresistível ou tô mais pra pirua de esquina? - fala surgindo de um provador vestido com um cropped masculino prata com brilho e uma jardineira negra jeans.

- Gostei muito, tá bem abalo Bangu - digo sem muito interesse.

- Ai miga sai dessa fossa, Regininha não te deu fora só quis um tempo pra pensar.

- Tempo pra pensar no fora que vai me dar né? - rio sem humor - Já são quatro da tarde, nenhuma mensagem ao menos ela me mandou.

Quando Kill me chamou para vir com ele a Oz vi uma oportunidade de me distrair mas nesse momento percebo que foi um grande engano, nada me faz parar de pensar na conversa de ontem a noite o que me faz sentir péssima.

- Emmazinha, só se ela for muito burra de não ficar com uma mulher maravilhosa como você - diz todo pomposo me fazendo rir pela primeira vez no dia - olha como fica ainda mais maravilhosa sorrindo, vem - pega em minha mão - vamos experimentar toda a loja juntos e levar tudo que acharmos bonito, afinal você é a dona de tudo isso bebê - sabia que por trás de todo elogio vinha uma rasteira.

Estávamos na "Única" do shopping, a mesma que tive problemas com a funcionária Drizella a algum tempo, imagine que essa funcionária não só mudou sua forma de ser como também se tornou a funcionária do mês, estava certa em lhe da uma segunda chance.

- Quer me levar a falência, poc?

- Eu? "Magina"?

...

Depois de fazer um desfalque na loja, Kill entrou numa das lojas mais caras de artigos de crianças e bebês após ver um macacãozinho vermelho na vitrine.

- O bebê ainda não nasceu, na verdade é uma azeitoninha na barriga da mãe mas eu preciso daquele macacão pois com toda certeza eu serei o padrinho, o próprio pai do bebê que nem me suporta disse isso para mim - fala tudo para a vendedora, solicitá logo foi a busca da pequena peça de roupa.

- Kill que bebê é este? - questiono intrigada, não sabia de nenhuma mulher grávida em Storybrook.

- Até parece que não sabe - mexe nos cabelos.

A vendedora volta com a peça em mãos.

- Meu deuso que coisinha mais linda - sua voz sai infantil - vai ficar lindo no neném, ainda mais que provavelmente terá olhos claros. Embrulha por favor, e onde fica o caixa para eu pagar?

Terminada aquela exótica compra nos direcionamos ao salão de beleza para uma hidratação dos deuses segundo meu amigo que não quis continuar o assunto da roupinha de bebê.

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A tal da Zax realmente deveria ser algo muito esperado pois nem mesmo em Vancouver vi uma fila tão enorme para entrar em uma danceteria.

- Desse jeito a gente só entra amanhã, Kill por favor deixa eu ir pra casa não estou no clima para festas - reclamo mais uma vez fazendo meu amigo grunhir irritado.

- Já disse que não loirão, quando entrarmos você vai ver que valeu a pena esperar, além disso vai desperdiçar um look que eu montei para você indo embora pra casa? Negativo more.

Bufo.

Começa um reboliço no meio da fila que nos faz direcionar o olhar para o começo.

- Ah, não. Era só o que faltava - digo.

- Eita porra, ela tá sendo expulsa? - Kill diz o óbvio.

- EU NÃO TAVA FAZENDO NADA DE MAIS ATÉ PARECE QUE VOCÊS NUNCA FUMARAM UMA MACONHA NUMA BOATE NA VIDA - Branca falava aos berros enquanto se debatia nos seguranças que a colocava para fora do estabelecimento.

- Esse estabelecimento já subiu no meu conceito - gargalho sendo acompanhada por Killian e mais algumas pessoas da fila.

...

- Nossa Senhora, olha essa estrutura, olha essa acústica, olha que lugar incrível - o moreno de olhos azuis diz tudo encantado.

O lugar era mesmo muito lindo.

Composto de dois andares onde o terrio do segundo andar era erguido por cabos de aço que simulavam correntes, uma iluminação fantástica com pontos de luz de neon e um bar no meio do salão. Esplêndido.

- Hoje saio daqui arrastado, mas primeiro preciso fazer xixi - fala já me arrastando entre a multidão a procura do toalete.

Minutos após Kill sair do banheiro, somos surpreendidos por uma ruiva visivelmente bêbada nos abraçando.

- Por que não me falaram que viriam? - pergunta arrastada - Ruby ficou louca tentando ligar chamando vocês para virem conosco, mas que bom que nos encontramos aqui, venham - a mesma arrasta eu e meu melhor amigo até uma mesa no segundo andar.

Ao chegar na mesa sinto um certo choque ao me deparar com diversos de nossos amigos de Storybrook e também Regina.

- Viados ainda bem que vieram fiquei louca caçando vocês - Rubs diz abraçando a mim e Kill.

- Não perderia essa inauguração por nada, agora viada me passa esse copo porque você não pode beber - o moreno toma o copo que estava nas mãos de minha amiga.

- Não posso beber por quê? E isso é água - fala raivosa.

- Porque eu vou da pt e você vai cuidar de mim, agora vem comigo até o bar.

Vejo meus amigos sairem enquanto isso cumprimento as meninas na mesa.

- Emma deve pensar que vivemos de festa, só nos encontra nessas ococasiões - Ariel diz fazendo as amigas rirem.

- Que isso gente.

Uma conversa qualquer se segue e durante a mesma Regina me olha de canto.

- Se comer a pessoa com o olhar adiantasse alguma coisa Emma estava bem comida, olha aquela loira ali no canto, não para de te olhar - Úrsula, uma linda negra de vestido verde fala e todos a mesa olha para a tal loira que continua me encarando.

- Vocês nem sabem disfarçar credo - Úrsula as repreende.

Olho para outro lado um tanto constrangida com aquele olhar sobre mim.

- Tem cara de hetero deve tá de olho no meu vestido - todas meninas gargalham menos uma certa morena.

...

Desço as escadas do lugar afim de ir ao bar pegar uma bebida.

Na fila, sinto alguém pegar em meu braço.

- Deixa que eu pago sua bebida.

Quem oferece e a mesma loira que a pouco minhas amigas apontaram.

- Não precisa - falo sem graça.

- Então você paga a minha - ri. - Me chamo Glinda, e você é...?

- Emma.

Verdadeiramente não queria continuar a conversa mas não conseguiria ser indelicada.

A mulher segue puxando assunto e eu dando meias respostas. Em um dado momento chega a minha vez e sem ter como escapar pago a minha bebida e a da mulher.

- Realmente não quer dançar agora? - me pede mais uma vez.

- Quem sabe outra hora? Tenho que ver se meu amigo não está dando trabalho por aí.

- Ok, mas tu não me escapa de uma dança até o final da noite - a mulher me surpreende com um beijo na bochecha e se vai.

Volto novamente para a mesa porém antes de alcança-la sou puxada.

- Demorou lá embaixo Swan. A loirona é boa de papo? - Regina fala de forma dura.

Pronto era o que faltava.

- Ela parece ser gente boa - sou sincera.

- Deve mesmo afinal ficou bastante tempo conversando com ela.

- Tava me espionando?

- Estava sim, é daí? - diz entre dentes - Da pra tirar essa marca de batom nogenta da sua bochecha?

Passo a mão no local e a mesma sai manchada, havia mesmo marca de batom ali, começo esfregar.

- Saiu? - pergunto.

- Para a sua sorte, sim. Olha Emma tô chateada de verdade com você.

Essa é a gota d'água.

- Chateada comigo? Tá bem Regina. Passei o dia todo mal porque Killian queria me arrastar para uma boate enquanto eu tava péssima com a nossa conversa de ontem e só vim porque fui basicamente arrastada, aí chego aqui e minha namorada ou seja lá o que você é minha, tá aqui aos risos e bebidas, aparentemente bem enquanto eu tava me martirizando por o que pode vir nos acontecer, mas tudo bem a chateada aqui é você porque fui educada com a moça.

- Eu vim para me distrair também ok? Não joga a culpa de nada em cima de mim o que nos fere são as circunstâncias.

- O que me fere no momento é a sua insinuação de que eu estava dando mole para aquela loira.

- Emms...

- Olha, esquece tá legal? - magoada saio de perto da dona daqueles olhos avelãs.

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Para mim aquela noite já tinha dado tudo o que tinha para dar.

Killian já estava pra lá de Bagdá deitado em cima da mesa.

Mal, Úrsula e Cruella pareciam mais minhocas ao sol do que dançarinas na pista de dança enquanto eu consolava minha melhor amiga que mesmo estando sóbria chorava com as atitudes relacionadas ao meu irmão.

- Eu disse que queria um cachorro e ele falou que os pelos do animal pode fazer mal a mim - falava aos prantos.

Já estava em desespero com todas aquelas lágrimas.

- Vocês nem moram juntos é só comprar o cachorro sem ele saber - em resposta a solução que arrumo recebo uma enxurrada de lágrimas.

Abraço minha amiga e por cima de seu ombro tenho a visão de Regina conversando com Ariel porém olhando para mim.

- Por que tantas lágrimas coisinha linda? - Zelena para em nossa frente e puxa Ruby de meus braços - Vamos no banheiro lavar esse rostinho bonito.

Com a saída de Ruby do meu lado, a morena que antes falava com Ariel senta no espaço vago.

- Você sabe que sou ciumenta e isso me deixa irracional então por favor tem como parar de me ignorar? - pede, e ao contrário de um pedido de desculpas o tom que usa é bravo.

- Não tô ignorando ninguém.

- Então porquê não olha pra mim, por quê não fala comigo?

- Vamos falar sobre o que? - me viro em sua direção - Discutir relação? - debocho.

- Melhor que isso - olha a entrada do lugar e em seguida me puxa para um beijo completamente despudorado, como não sou imune a sua boca, retribuo no mesmo ardor.

O ar se faz necessário, todavia ela não permite que interrompa o beijo dando mordidas em meus lábios. Suas mãos começam massagear minha coxa e adentrar meu vestido.

- Rê.. local público... - digo entre os beijos.

Ela para as carícias e encerra o beijo. Ainda entorpecida tento me recompor.

Quando estou inteiramente recuperada olha para a direção que Regina está rindo.

- Não acredito que você fez isso para ficar me exibindo - brando com ódio ao perceber que a cretina fez esse show pois Glinda estava nos olhando.

- Olha é...

- Cretina idiota.

Marcho em direção ao banheiro atrás de Ruby. Para mim aquela noite tinha chegado ao limite e precisava ir embora.

- O que você está fazendo? - questiono quando entro no banheiro e vejo minha melhor amiga dando beijos no pescoço da ruiva bêbada.

- Vendo se ainda sei arrepiar o corpo de uma mulher, eu sei tá vendo ela toda arrepiada - gargalha.

- Pega o Killian e vamos embora daqui que agora vai ser você quem vai aguentar meu choro.

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Seja qual for o ou a infeliz que está me tirando do quarto quando finalmente consigo ficar cem por cento sozinha em casa, vai pagar caro.

Abro a porta e dou de cara com quem menos queria ver.

- Posso entrar? - diz receiosa.

Dou espaço para que Regina pudesse adentrar a casa de meus pais.

- Da para ser breve? - peço.

Confirma com a cabeça.

Vejo-a olhando para todos os lados da sala. Se fosse em outro momento a convidaria para sentar mas eu mesma não conseguia me sentar com a agitação que se apossou em mim de repente.

- Me perdoa por ontem meu amor, eu fui uma idiota eu sei, mas preciso que me perdoe por favor - seus olhos estão marejados mostrando sinceridade nas palavras - não deveria de modo algum ter feito aquilo, não vou jogar culpa na bebida ou qualquer outra coisa mas só te peço que me desculpe, amor.

Suspiro pesado.

- Me senti usada Regina, nunca cogitei a hipótese de algo assim.

- Eu sei, desculpa - seu rosto estava banhado por lágrimas.

- Só prometa que nunca mais fará aquilo, prometa e ficaremos bem.

- Prometo.

Decidida a perdoar mesmo estando um tanto magoada me aproximo afim de abraça-la, mas sou interrompida por suas mãos em meu colo.

- Não terminei de fazer o que vim fazer. Passei a noite inteira pensando sobre nós, sobre tudo. O que eu tô fazendo é por nós duas é o melhor pra gente.

Me arrepio com sua última frase.

- O melhor para nós é seguirmos daqui para frente não mais como um casal - suas palavras me causa um baque inexplicável - nossos mundos são diferentes, nossas realidades são diferentes. Você é a pessoa mais incrível e merece o mundo e aqui em Storybrook não vai chegar a lugar nenhum, eu não posso prender você aqui comigo e no entanto não posso me prender a você em Vancouver.

Abro a boca mas as palavras não saem então ela prossegue.

- A prova viva foi tudo que aconteceu ontem a noite. Eu tive um medo irracional de te ver com outra e fui uma idiota completa, não sabia o que estava acontecendo, quando vi aquela mulher beijar seu rosto algo me sufocou, no entanto eu nem sabia se a essa altura tínhamos algo ou não e fui uma irregular fazendo besteiras sem parar. Eu senti um aperto tão grande não te tendo perto, uma agonia que não quero sentir nunca mais, no entanto tenho que te deixar ir e sinto que se estivermos num relacionamento sempre sentirei essa agonia.

Acredito que expresso uma face indecifrável.

- Então aqui é o nosso fim? - faço a mesma pergunta que fiz outrora.

- Não, quero dizer, quero que possamos seguir amigas - sorri em meio as lágrimas - acho que podemos não é mesmo?

- Tudo bem. Já disse tudo o que queria dizer? - assente - Acho que agora você já pode ir.

Seguimos de volta até a porta. Quando está prestes a passar para o lado de fora Regina faz menção de me abraçar.

- Acho melhor não. - peço fitando o chão.

A morena passa por mim e assim que não há vestígio seus na frente de minha casa fecho a porta e finalmente me entrego as lágrimas que segurava sem ter percebido.


Notas Finais


Não me matem por favor. Mais alguém aí "tisti"?

Até mais...


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