1. Spirit Fanfics >
  2. A Única Alternativa - IronStrange ( Stony - Spideypool ) >
  3. Passarinhos

História A Única Alternativa - IronStrange ( Stony - Spideypool ) - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


Olá galerinha, tudo bem com vocês?!


MAIS UM CAPÍTULO AQUI RAPIDINHO PARA VOCÊS, OS PRÓXIMOS DIAS VÃO SER CORRIDOS E TALVEZ NÃO DÊ PARA EU TRAZER ATUALIZAÇÃO NO MEIO DA SEMANA, ENTÃO ME ESFORCEI PARA TRAZER ANTES QUE AS COISAS COMPLIQUEM.

Boa leitura.

Capítulo 19 - Passarinhos


Fanfic / Fanfiction A Única Alternativa - IronStrange ( Stony - Spideypool ) - Capítulo 19 - Passarinhos

O dia havia se iniciado de forma tão confusa e caótica que Tony nem podia acreditar como tal lugar podia lhe oferecer tanta calmaria e tranquilidade, as árvores, os cantos dos pássaros, o perfume que as flores silvestres exalavam e o cheiro de água pura conseguiram acalmar o milionário. Bastou apenas entrar debaixo da queda d’água que, por um certo momento, conseguiu a paz de espírito de que tanto precisava.

Tony estava tão conectado com a natureza, que conseguia sentir em seu próprio corpo a energia restauradora que a água emanava, fluindo por seus chakras. Aquilo era tudo que Tony precisava, sua alma ansiava para ter sua energia espiritual restaurada e assim conseguir refletir com clareza sobre o que estava sentindo.

Era uma missão difícil para Stark fazer isso, dada a situação atual, mas as coisas de uma forma bem engraçada começaram a ficar mais claras para si, pois enquanto sentia a água cair por seu corpo, observou uma família de passarinhos em uma das árvores que cercavam a cachoeira. Aquela cena lhe chamou a atenção, parecia que os pais passarinhos estavam tentando fazer com que o jovem pássaro finalmente saísse do ninho e voasse pela primeira vez.

 

O jovem pássaro batia desesperadamente suas asas dentro do ninho, talvez estivesse tentando fortalecer suas asas para tentar seu primeiro e voo, pensou Tony que olhando com atenção para toda aquela cena, conseguia ler com exatidão a expressão de medo estampada na face do pobre passarinho.

Parecia ser apavorante para o pequeno passarinho, a ave esperneava com assobios altos enquanto olhava para o chão, como se estivesse desesperadamente tentando contar a seus pais que ainda não era capaz de alçar voo e que uma queda seria fatal.

Os papais passarinhos pareciam não se importar nem um pouco com as súplicas incessantes de sua prole, estavam firmes em sua decisão. Então mesmo contra a vontade do jovem pássaro, um de seus pais forçou, delicadamente, sua saída do ninho, o empurrando suavemente com sua cabeça até que o jovem passarinho não encontrasse mais apoio algum no ninho e por consequência fazendo-o cair.  

A princípio parecia o fim do jovem passarinho, por mais que ele batesse as asas enquanto caía, de uma altura provavelmente fatal, nada acontecia. Tony se assustou com a cena, mas logo se tranquilizou quando viu que faltando poucos centímetros do chão, quase que como um milagre, o jovem pássaro abriu suas asas e finalmente planou pelo ar, fazendo com que o jovem pássaro realizasse de uma forma naturalmente incrível seu primeiro voo.

Tony então voltou suas atenções para a face do passarinho que agora não era mais possível enxergar medo algum, pelo contrário, a expressão era de pura felicidade. Suas asas batiam freneticamente enquanto se aproximava de seus pais, o rodeando-os como se estivesse os convidando para voar ao seu lado, e assim o fizeram. Agora aqueles três pares de asas cortavam os céus de forma voraz, embora com uma graciosidade divina, que faziam os olhos de Tony brilharem.

 

 

Aquela cena de fato havia sido um presente que Tony recebeu, uma cena tão simples lhe fez refletir bastante sobre si e sobre a situação que estava prestes a enfrentar. Tony então percebeu que durante muitos anos de sua vida estava agindo como o jovem passarinho, com medo de abandonar o ninho e voar pelos céus.

Foi uma associação imediata e inevitável que seu subconsciente fez, talvez fosse a razão ou apenas a vontade de ser finalmente feliz de novo que gritava dentro de si. Não importava o que era muito menos o que tinha motivado aquilo, Stark sabia que precisava ouvir esse chamado, precisava abandonar o conforto do ninho e ser feliz.

Após refletir o resto da tarde naquele lugar de infinita paz, Tony percebeu que estava escurecendo e então se recorda que havia dito a Wade que os veria mais tarde. Sendo assim resolve voltar para casa e tentar conversar com Steve sobre como se sentia em relação a toda aquela situação, mas não sem antes passar no Sanctum e descobrir se Wanda e Wong haviam encontrado uma solução.

 

 

 

Enquanto isso no Sanctum Sanctorum dezenas de livros encontravam-se espalhados pelo chão da biblioteca e nossa querida Wanda desesperada lendo mais um dos livros daquela vasta coleção, procurando por uma solução para desfazer o feitiço e trazer Stephen de volta.

Parecia um carma, mais uma vez a vida de alguém que tanto amava e admirava estava em suas mãos, porém dessa vez não iria fracassar, pensava a mutante se culpando por tudo que havia ocorrido, como se aquilo fosse realmente sua culpa.

Após passar horas procurando sozinha por uma solução, sem nenhum êxito, um portal se abre na biblioteca e dele sai Wong ainda visivelmente preocupado com toda aquela situação.

 

“Oi Wanda, e então encontrou algo?” – Pergunta Wong, com uma voz triste.

“Ainda não... Eu não sei mais o que fazer, li dezenas de livros sobre o tema, estudei diversos feitiços, mas nenhum parece ser útil para a situação.” – Fala a jovem, também com tristeza em sua voz.

“Você já leu todos esses livros?” – Perguntou o mago, olhando para o chão repleto de livros.

“Sim, todos eles! Mas não encontrei nada útil, e você como foi com os outros mestres, conseguiu alertá-los sobre a situação?” – Pergunta apreensiva.

“Consegui sim. Estão todos cientes dos riscos e alertas ao mínimo sinal de problemas.” – Fala Wong.

“Eu estou com medo Wong, e se isso não puder ser desfeito?” – Pergunta Wanda, a tempo que seus olhos começam a encher de lágrimas.

“Não pense nisso! Tenho certeza que acharemos algo depois do jantar!” – Responde.

“Como pode pensar em comida uma hora dessas?” – Pergunta.

“Não estou pensando nisso, mas precisamos nos alimentar renovar nossas forças e nossa energia para continuarmos a procurar por uma solução juntos.” – Falou.

“Você está certo! Vamos comer, mas assim que terminarmos nós voltamos, não é?!” – Pergunta a jovem feiticeira, fechando um dos livros que estava lendo antes de Wong aparecer.

“Claro, assim que terminarmos de comer!” – Responde Wong.

 

Enquanto isso, na varanda do quarto que um dia já havia sido seu, estava Steve Rogers, sentado em uma cadeira, olhando para o céu e procurando pelo brilho das estrelas enquanto tomava aos poucos seu chocolate quente.

As coisas estavam tão confusas para o super soldado também, não esperava regressar, ainda mais dessa forma, as custas do sacrifício de alguém. O loiro sabia que aquilo era errado, e também sentia que essa não era a ordem natural das coisas, sabia que por mais que amasse estar de volta, de poder abraçar seu filho e ver Tony novamente, aquele não era seu lugar.

No coração de Stephen um sentimento nostálgico, pois sabia e desejava que tudo aquilo fosse desfeito o mais rápido possível. Mas ele também precisava usar um pouco da razão, aquilo poderia nunca ser desfeito, havia essa possibilidade, pensava Steve.

Então mesmo que aquilo fosse algo inevitável, talvez agora poderia aproveitar a oportunidade de se despedir melhor das pessoas que amava, concluiu o loiro.

 

“Sexta-Feira, boa noite.” – Fala Steve.

“Boa noite, capitão! Como é bom ouvi-lo novamente!” – Responde a IA.

“Obrigado!” – Responde o soldado.

“Como posso ajudá-lo?” – Questiona a IA.

“É algo simples, quero que consiga o contato do Bucky Barnes. Consegue fazer isso?” – Pergunta.

“Claro que sim, um minuto.” – Responde.

“Obrigado.” – Responde o capitão.

 

 

Enquanto aguardava que a inteligência artificial localizasse o número do soldado invernal, o loiro continua a beber seu chocolate quente, torcendo para que não demorasse muito, afinal também estava com saudades do rapaz.

Depois que Tony descobriu a traição de Steve com Bucky, e quase se divorciaram por isso, Rogers e Barnes se falaram poucas vezes e se viram menos ainda, tudo para evitar qualquer conflito com Stark, mas aquela era uma situação especial e tudo que Steve queria no momento, era poder matar um pouco da saudades que sentia de Bucky,  ainda mais agora que eram apenas bons amigos.

Steve estava tão concentrado, pedindo internamente que a inteligência artificial conseguisse, que mal percebeu Peter e Wade entrando no quarto.

 

“Pai, com licença...” – Fala Peter, roubando a atenção de Steve.

“Ah... Oi filho, entra.” – Responde.

“O senhor está bem?!” – Pergunta Peter, caminhando em direção a varanda.

“Estou sim... Estou bem, apenas contemplando a noite e um delicioso chocolate quente.” – Responde de forma saudosa.

“A noite está realmente agradável, e o chocolate quente parece estar uma delícia. Lembro de quando fazia para mim e para Tony nas noites frias...” – Comenta Peter.

“Se quiser, tem mais na cozinha.” – Fala Steve.

“Por mais que eu esteja morrendo de saudade de seus dotes culinários, vou ter que recusar, acabamos de jantar.” – Fala Peter.

“Tudo bem filho... Sem problemas, prometo fazer aquelas panquecas que você adora amanhã.”

“Seria maravilhoso.” – Fala Wade.

“Então combinado, amanhã teremos panquecas para o café da manhã!” – Fala, por entre gargalhadas.

“Tony ainda não voltou?” – Pergunta Peter.

“Ainda não querido...” – Fala Steve, com uma voz triste.

“Tenho certeza de que ele já deve estar voltando, não se preocupem.” – Fala Wade.

“Parece que Tony não digeriu muito bem a situação... Na realidade parece que ninguém digeriu bem a situação.” – Desabafa Steve.

“Ninguém realmente estava esperando que isso fosse acontecer.” – Responde Peter.

“Eu sei filho, é confuso para todos nós.” – Desabafa.

“Enfim, só viemos avisar que já organizamos o quarto de hóspedes como o senhor pediu e que iremos nos recolher a nossos aposentos.” – Fala Wade, brincando.

“Tudo bem, obrigado senhores. Durmam bem... – Responde Steve, em tom de brincadeira também.

“Obrigado, até amanhã pai.” – Fala Peter.

“Obrigado sogrão! Boa noite.” – Fala Wade.

“Boa noite, garotos.” – Fala Steve, bebendo seu chocolate quente logo em seguida.

 

 

Alguns minutos depois que os jovens saem do quarto de Steve, o mesmo resolve sair da varanda e sentar naquela cama que também já havia lhe pertencido e que agora era apenas uma doce lembrança de carinhos e noites a fio de puro e intenso amor.  Steve ainda sentia uma enorme exaustão por todo seu corpo, provavelmente voltar do mundo dos mortos requer uma energia muito grande, concluiu o super soldado.

Assim que se sentou na cama, a inteligência artificial retorna com a informação que Steve havia pedido.

 

“Senhor Rogers, desculpe a demora, tive que acessar o banco de dados do QG dos Vingadores.” – Informa a IA.

“Tudo bem, sexta-feira. Eu que lhe peço desculpas pelo trabalho.” – Fala Steve, sempre cordial.

“Não foi trabalho algum. Já possuo o número do senhor James Buchanan Barnes, como o senhor solicitou.” – Fala.

“Será que você pode contatá-lo?” – Pergunta.

“Claro que sim, estou fazendo isso agora.” – Responde.

“Mais uma vez, obrigado sexta-feira.” – Fala Steve.

“Chamando...” – Informa a IA.

 

Enquanto escutava os bipes da ligação o coração de Steve apertava, há muito tempo ansiava por esse momento, falar com Bucky, ouvir sua voz e falar o quão se importava com ele, era algo que fazia os olhos do soldado brilharem.

Apesar disso, sentia um pouco de medo da reação do rapaz, afinal receber a ligação de um ex-namorado que provavelmente estava morto, deveria ser bastante confuso.

 

“Alô.” – Fala Barnes, atendendo a ligação.

“Bucky?” – Pergunta Steve, quase chorando.

“Steve?” – Pergunta Barnes, depois de alguns segundo de pura confusão.

“Oi, sou eu...” – Fala Steve, aos prantos.

“Como assim, como isso é possível?” – Pergunta Barnes, desnorteado.

“É uma longa história, mas eu adoraria te encontrar para lhe contar os detalhes.” – Fala Steve.

“Eu adoraria também Steve... Meu deus, eu não estou acreditando nisso!” – Fala Barnes, deixando suas emoções fluírem.

“Ei calma, soldado... Que tal almoçarmos amanhã?” – Pergunta Steve.

“Claro! Onde te encontro?” – Pergunta Barnes perceptivelmente alegre.

“Lembra daquele restaurante chinês, aqui perto da casa do Tony?” – Pergunta.

“Claro que lembro!” – Responde.

“Ótimo! Me encontra lá as 12:00.” – Vou pedir para sexta-feira fazer as reservas. 

“Certo, mas Steve... E o Tony, não sei se ele vai gostar da ideia.” – Fala Barnes.

“Tudo bem, deixe Tony comigo...” – Fala Steve.

“Então até amanhã, amigão.” – Fala Barnes, encerrando a chamada.

 

Assim que Bucky Barnes encerra a ligação, o coração de Steve começa lentamente a voltar a seu ritmo normal, desacelerando de forma vagarosa até que não mais batesse de forma descompensada.

Steve então pede para que sexta-feira faça a reserva deles, e assim a inteligência artificial faz.

 

 

Voltando ao Sanctum Santorum, nossos feiticeiros recebiam a visita de Tony Stark, que havia aparecido de forma repentina para falar com Wong e Wanda a respeito do que havia refletido e buscar melhor esclarecimento sobre a situação, saber se aquilo realmente poderia ser revertido.

Ainda que tivesse decidido a seguir em frente, se aquilo fosse irreversível ele tinha que saber.

 

 

“Sente-se Tony, aceita um chá?” – Pergunta Wong.

“Seria ótimo.” – Fala Tony.

“Eu vou buscar.” – Fala Wanda, intrigada com a presença do playboyzinho.

“Então Stark, estou curioso... O que veio fazer aqui?” – Pergunta.

“Desculpe não ter avisado antes, e aparecer assim de surpresa, vocês devem estar ocupados...” – Fala Tony.

“Na realidade, estamos sim.” – Fala Wong, concordando.

“Eu sei, mas vim para saber se encontraram uma solução mágica para isso tudo... Se existe uma solução mágica para isso, na verdade.” – Questiona.

“Estamos procurando por uma solução, incansavelmente.” – Fala Wong.

“E fizeram algum progresso?” – Pergunta o empresário, com uma certa aflição.

“Por que toda essa curiosidade, Stark?! Achei que você mais que ninguém iria querer manter as coisas do jeito que estão.” – Fala Wong, intrigado.

“Aqui está o chá.” – Fala Wanda, trazendo consigo uma bandeja com algumas xícaras de chá e açúcar.

“Obrigado Wanda” – Agradecem, Tony e Wong.

“Então Wong, eu estive refletindo desde a hora que saí daqui mais cedo e evitei a presença de Steve para que pudesse observar as coisas com um olhar neutro, tentar ser imparcial e decidir baseado com o que sinto de verdade, sem mais interferências momentâneas ou rompantes sentimentais.” – Fala Tony.

“Uma sábia atitude, parabéns!” – Fala Wanda.

“Mas isso não responde o que lhe perguntei.” – Fala Wong enquanto pegava uma das xícaras de chá.

“Eu já ia chegar lá... Bom, acontece que acabei percebendo que isso não é o que quero para minha vida.” – Fala Tony.

“Isso o quê?” – Pergunta Wanda.

“Essa situação... Eu amo o Steve e tê-lo novamente é como um doce sonho de adolescente, pois o amo com todas as minhas forças, e acredito que sempre o amarei...” – Fala Tony, fazendo uma pequena pausa para respirar fortemente.

“Ainda não entendi...” – Fala Wong.

“Mas sacrificar alguém inocente para trazê-lo de volta é errado, e seria muito egoísta da minha parte concordar com isso.” – Fala Tony.

“Uau! Jamais pensei em escutar isso de você...” – Fala Wanda.

“Entendo, apenas isso Stark?” – Pergunta o feiticeiro.

“Okay, você quer me ouvir falar, não é?!” – Pergunta Tony com um sorriso no rosto.

“Falar, o quê?” – Pergunta Wong, ironicamente.

“Okay, não é apenas isso... Por mais que eu ame o Steve, não posso negar que sinto algo muito forte e ainda indefinido por Stephen também.” – Fala Tony, um pouco envergonhado.

“E olhe para você, ainda está inteiro depois de colocar isso pra fora.” – Brinca Wong.

“Engraçadinho...” – Fala Tony, com um sorriso frouxo.

“Eu estou sem palavras, isso estava totalmente fora do script.” – Fala Wanda.

“Agora que já sabem o motivo de eu estar aqui, me digam, podemos desfazer isso?” – Pergunta Tony.

“Acredito que sim... Só não descobrimos ainda.” – Fala Wong.

“Precisamos de um pouco mais de tempo, sinto que estamos perto.” – Fala Wanda.

“Está bem, espero saber assim que vocês descobrirem.” – Fala Tony, terminando seu chá.

“Pode deixar, assim que soubermos de algo, lhe comunicaremos.” – Fala Wong.

“Fico grato... Ah e obrigado pelo chá, estava fantástico.” – Fala Tony.

 

 

Era hora de ir para casa, Tony não tinha mais como adiar sua volta, por mais que soubesse que a conversa que estava prestes a ter com Steve, provavelmente fosse magoar tanto o loiro quanto o moreno. Sem mais escapatória e pronto para encarar seu grande amor mais uma vez, o Homem de Ferro voa em direção a sua residência.

Quando o milionário chegou em casa, percebeu que já estava razoavelmente tarde e que provavelmente Peter e Wade já deveriam estar dormindo, então pousa de forma delicada na varanda de seu quarto.

Assim que aterriza, sua armadura de nanotecnologia se desfaz, deixando Stark apenas com vestimentas mais leves e exposto ao frio, com certeza não seria bom ficar na varanda com roupas tão leves e finas. Sendo assim adentra em seu quarto e se depara com Steve cochilando pacificamente na cama.

 

O super soldado não estava com seu pijama clássico, então Tony conclui que provavelmente Rogers estava o aguardando para conversar. O empresário observa o Steve dormindo feito um neném, era uma cena tão fofa e tão nostálgica, que por uma fração de segundos Tony esqueceu por completo toda a preocupação que estava sentindo e apenas conseguiu admirar a cena.

Depois de admirá-lo por certo tempo, Tony decide ir tomar um banho e conversar com Steve em seguida, afinal um banho era tudo que precisava após passar o dia todo tomando banho de cachoeira. Então evitando a todo custo fazer zoada, Stark parte em direção a sua suíte e lá inicia seu banho.

 

Steve que estava cochilando, acorda ao ouvir o som do chuveiro, o super soldado então levanta, sai do quarto em direção a um dos banheiros que tinha no corredor e resolve passar uma água no rosto, pois também tinha noção de que uma conversa com Tony não dava mais para ser adiada.

Assim que enxugou seu rosto, retornou ao quarto de Tony e fez um drink simples para tomar, como se estivesse se preparando para a conversa, o copo meio cheio de pura vodca com apenas duas pedrinhas de gelo, era assim que Steve Rogers gostava. Por mais que o capitão não bebesse muito, quando o fazia, gostava de uma boa e autêntica vodca russa.

Após beber dois ou três copos de vodca, Steve se sente menos apreensivo para a conversa, é óbvio que o Capitão América não estava embriagado com essa mísera quantidade de bebida alcoólica, mas se sentia mais confiante depois daquilo, quando finalmente então observa Tony sair de sua suíte com seu pijama.

 

“Estava esperando por você...” – Fala Steve.

“Eu imaginei, afinal você estava cochilando sem seu pijama, sinal de que não estava pronto para dormir.” – Fala Tony.

“Dormirei no quarto de hóspedes, os garotos organizaram tudo para mim, mas eu não queria dormir sem conversar com você, por isso resolvi esperar você chegar.” – Fala Steve, enquanto vira o copo.

“Você não precisa dormir no quarto de hóspedes, se quiser pode dormir aqui e eu durmo lá.” – Falou.

“Não tem cabimento isso, né Tony?” – Responde.

“Vodca?” – Pergunta o milionário.

“Sim, me acompanha?” – Pergunta.

“Da última vez que bebi antes de uma conversa importante, eu acabei fazendo uma grande merda, vou passar. Obrigado.”  - Responde.

“Eu fiquei preocupado com você, na realidade todos nós ficamos. Parece que meu retorno mexeu muito com você.” – Comenta Steve.

“Não era para menos, o homem que eu tanto amo, volta milagrosamente do mundo dos mortos.” – Fala Tony, com um tom brincalhão.

“Eu imagino... Olha... Não se chateie com os garotos, mas dei um jeito deles me contarem tudo o que aconteceu desde que parti e então também estou ciente do que rolou entre você e o Stephen.” – Fala o loiro.

“Não há razão para eu me chatear com os garotos, isso era algo que você saberia mais cedo ou mais tarde.” – Fala Tony, sentando-se em sua cama.

“Tony, você sabe que o amo não sabe?” – Pergunta Steve se aproximando de Tony.

“Sei sim! E você sabe que todo esse carinho e amor é recíproco, não sabe?” -  Pergunta Tony com o coração apertado.

“Eu sei. Se existe alguém que me ama de verdade, em todos os momentos é você e o Bucky.” – Fala Steve.

“Steve, você sabe que tudo que eu mais queria na minha vida era nunca ter te dado adeus, não sabe?” – Pergunta Tony, com lágrimas ameaçando transbordar de seus olhos.

“Eu sei amor... Mas todos nós fizemos tudo o que podíamos para impedir o titã louco. Não tinha outro jeito, e sei que você por muito tempo julgou o Stephen, achando que o mago manipulou os fatos para que isso acontecesse, mas no fundo você sabe que era a única alternativa.” – Fala Steve sentando-se ao lado de Tony.

“Eu sei disso! Na realidade, depois de refletir muito sobre isso, posso dizer que eu faria o mesmo.” – Fala Tony

“Eu sei que faria... Você é um homem bom Tony, não teria te amado tanto se você não fosse... mesmo que do seu jeito todo bagunçado de resolver as coisas.” – Fala o loiro, dando um sorriso no canto da boca.

 

A conversa havia se iniciado e diferentemente do que os maiores líderes dos vingadores achavam, o diálogo estava fluindo suavemente e ambos estavam bem à vontade um com o outro.

 

Não era de gerar surpresa, né meninas?!  Afinal eles foram casados por longos anos e sabiam como chegar um no outro de uma forma sutil e honesta.

 

Por incrível que pareça ambos queriam a mesma coisa, e aquela conversa seria tão tranquila que os dois sequer poderiam imaginar. Ambos estavam dando algumas enroladas para falar o que realmente achavam ser o melhor para aquela situação, e mal sabiam que suas opiniões sobre um assunto tão delicado, eram exatamente iguais.

Se pararmos para analisar bem, é bastante plausível que ambos estivessem tão cuidadosos e sutis, nenhum deles queria magoar o outro. Steve, por mais que amasse Tony com todas as suas forças, era um rapaz íntegro e jamais aceitaria o fato de alguém se sacrificar para trazê-lo de volta e Tony vocês já sabem, amava o loiro até a última célula do seu corpo, mas também não conseguiria viver uma vida normal ao lado de Steve, quando isso significava a morte de outra pessoa, ainda mais alguém por quem estava desenvolvendo fortes sentimentos.

 

 

“Tony, é tão bom ter tido essa oportunidade de te olhar novamente, de poder mais uma vez ouvir sua voz... Eu senti tanta falta disso.” – Falava o super soldado, em um tom nostálgico.

“Eu também senti sua falta, quase enlouqueci quando você partiu.” – Fala Tony, não segurando as lágrimas.

“Eu sei, eu sei... mas não chore, caso contrário eu também vou acabar chorando.” – Fala Steve, enxugando delicadamente as lágrimas que escorriam no rosto do milionário.

“Desculpe, eu queria ter sido mais forte.” – Fala Tony.

“Mais? Se você fosse mais forte, nem mesmo o Thor conseguiria parar você.” – Brinca.

“Bobo.” – Fala Tony, em meio a um sorriso tímido.

“Tony, sabemos o quanto nos amamos e que enfrentaríamos todo o universo para ficarmos juntos se fosse preciso, mas...” – Fala Steve fazendo uma pausa, como se tivesse tentando conter suas emoções.

“Mas...” – Fala Tony, tentando fazer o rapaz concluir seu raciocínio.

“Mas não podemos concordar com isso, não podemos concordar com meu retorno, não a esse custo.” – Fala Steve, que agora deixava as lágrimas caírem.

 

 

Naquele momento Tony, fica mais aliviado, o empresário sabia o quão honesto, correto e sensato o grande Capitão América era, sabia também o quão seu marido tinha uma boa índole, mas de fato não estava esperando por aquilo, esperava ter que convencê-lo a ajudar a trazer o mago de volta, mas não foi necessário.

Tony então observou com carinho e zelo para o rosto de Steve, lhe partiu o coração ver aqueles dois oceanos azuis vazarem, e lhe doía a alma não poder discordar dele, como tantas vezes já fez no passado. Tony então estende sua mão até o rosto de Steve, e delicadamente enxuga suas lágrimas.

 

“Não precisa chorar, picolé.” – Fala Tony.

“Desculpe... Eu odeio chorar.” – Fala Steve envergonhado.

“Não deveria Steve, chorar limpa nossa alma... Você sempre foi tão orgulhoso que quase nunca se permitia chorar.” – Comenta Tony.

“É estranho para mim, eu sei que é algo natural, mas me sinto tão exposto quando choro... por isso eu só me sinto a vontade para chorar com você e o...” – Fala Steve até ser interrompido.

“E o Bucky, eu sei, eu sei... Nossa como eu odeio esse cara.” – Fala Tony, completando a frase do loiro.

“Sabe Steve, eu aprendi umas coisas com o Wade quando fiquei ‘preso’ no QG dos vingadores. E por mais infantil que o tagarela possa parecer, o ex-mercenário já viveu muito e aprendeu muitas coisas.” – Fala Tony.

“É mesmo? Que coisas você aprendeu?” – Pergunta Steve.

“Muitas coisas, uma delas foi é que o orgulho não é o oposto de vergonha, mas sua fonte, humildade pura é o único antídoto para a vergonha.” – Falou Tony.

“O que quer dizer com isso?” – Pergunta Steve, um pouco confuso.

“Quero dizer que você não precisa se sentir envergonhado por chorar, isso é algo natural, é humilde chorar e reconhecer suas próprias vulnerabilidades. Deixar o orgulho te guiar, te dominar a ponto de fazer você se sentir exposto por chorar, isso sim é algo vergonhoso, o orgulho não te leva a lugar algum, só te aprisiona.” – Fala Tony, abraçando-o.

“É uma reflexão bastante interessante. Jamais pensei que o Wade Wilson, vulgo Deadpool, pudesse seguir tais filosofias.” – Fala Steve, boquiaberto.

“Nem me fale... Eu fiquei tão surpreso quanto você está agora, porém é a mais pura verdade. O tagarela, é bem mais vivido que nós dois juntos.” – Comenta Tony.

 

 

Steve realmente estava surpreso com o tanto que Tony estava aprendendo, e mais surpreso ainda com quem estava lhe ensinando. Em outros tempos o super soldado pagaria uma fortuna para que Wade lhe ensinasse seu método, seria muito útil tempos atrás poder fazer com que Anthony Stark lhe ouvisse.

Realmente Tony estava mais maduro, e Wade de fato havia lhe ajudado bastante nos tempos mais sombrios de sua vida, e isso era algo que o milionário jamais esqueceria. Por esta e outras razões que concordou tão tranquilamente com o casamento de Peter e Wade.

Tony jamais iria permitir o casamento entre eles, se não sentisse que Wade era uma boa pessoa, alguém que sempre coloca as pessoas que ama como prioridade, e de alguma forma sabe como agir nos momentos mais caóticos. Tony que antes odiava o Deadpool, agora aprendia com o tagarela lições que gostaria de levar para o resto da vida, e claro sabia que seu filho seria bem cuidado, o amor entre os dois era algo imensurável.

 

“Steve, eu concordo com você. Por mais que eu te ame, nós não podemos aceitar essa situação sem antes tentar revertê-la.” – Fala Tony, voltando ao assunto.

“Fico feliz que pense assim, não seria correto com o Stephen, com Wanda, com Wong... não seria correto com o Mundo.” – Desabafa o super soldado.

“E eu fico aliviado por você pensar igual.” – Fala Tony.

“Eu sei que fica, isso deve ter sido muito confuso para você, mais do que foi  para todos.” – Fala Steve.

“Foi sim, muito confuso... Só espero que tenha realmente um jeito para desfazer isso.” – Fala Tony, com o coração partido.

“Existe um jeito.” – Fala Steve de uma forma clara e firme.

“Como sabe disso?” – Pergunta Tony intrigado.

“O próprio Stephen me falou.” – Responde Steve, deixando Tony sem palavras.

 

 

Continua...


Notas Finais


E ai, o que acharam do capítulo?

Fiquem a vontade para comentar aqui a sua opinião, seja ela uma crítica construtiva, um elogio, uma dúvida ou até mesmo uma sugestão. É muito legal poder saber o ponto de vista de vocês e conversar sobre a o que vocês estão pensando sobre cada capítulo.

Mas uma vez desculpem-me pelo atraso e é isso, lembrem-se de higienizar bem as mão, e de permanecer em casa, se possível. #FiquemEMCasa


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...