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História A Vampire Story - Capítulo 20


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Capítulo 20 - The Leader Of The Broken Hearts


Fanfic / Fanfiction A Vampire Story - Capítulo 20 - The Leader Of The Broken Hearts

Mike’s Pov

“É a primeira derrota

Te corta até os ossos

Te derruba no chão

E você descobre que casa

Não é uma pessoa ou um lugar

Mas um sentimento que você não pode ter de volta”

 

Quebrado.

Se preciso me determinar em uma palavra, com certeza será essa. Quero dizer, eu redefini o conceito da palavra. Se você procurar quebrado no dicionário, vai achar uma foto minha fazendo joinha com os dedões partidos ao meio. E a dor física de ter seus ossos despedaçados um por um, não se compara com a sua alma. Ah não, essa dor é outro nível. Eu ainda tive um pequeno momento de alivio, achando que a morte verdadeira fosse libertadora, mas não. Ela não me deu essa chance. Porque, como imortais, teoricamente não podemos ser mortos, exceto que podemos. Se ela arrancasse meu coração por exemplo, ou se Red não tivesse me tirado da cobertura antes do sol nascer. Não, ela queria que eu sofresse. Ela quebrou meu corpo, meu espírito, e tudo mais que restava.

Quebrado...

Quando acordei, estava amarrado em uma maca, e primeiro pensei “Ah tá, me largou para os caçadores a vadia. ” Mas então Redfield apareceu com um pouco de sangue.

- Alguns ossos não curaram corretamente, vou ter que os quebra-los e reposiciona-los. Por isso te amarrei, e você estando fraco, vai ser mais fácil te segurar.

- Por que está fazendo isso?  – Minha voz saiu baixa e rouca. – Porque não me deixou morrer?

- Se ela quisesse você morto, você estaria morto Shinoda. Ela está machucada e causando uma bagunça enorme. Então, meu amigo, nos dois vamos ter que ajuda-la.

- Não sou seu amigo.

- Sim, sim. Agora se segura, isso vai doer.

E então, uma segunda onda de tortura começou.

 

“Em seguida, a segunda rodada

Te arremessa para o chão

Deixa você gaguejando

Que diabos foi isso?

Te pega de surpresa

Como a bala que você nunca viu chegando”

 

Por dois dias, Christopher quebrou meus ossos, colocou de volta, e me alimentou com gotas de sangue. Por dois dias eu ameacei mata-lo com requintes de crueldade. E tudo que ele respondia era “Sim, sim, um dia cara. ” E eu ficava ainda mais puto. Quarenta e oito horas que pareceram mais quarenta e oito anos. No começo eu gritei e tentei me soltar, mas no fim acho que abracei a dor. Continuava ameaçando apenas pelo costume de frases ácidas deixando meu sistema. Uma catarse.

Dor. Quebra. Dor. Cura. Repete.

Nos momentos acordados, em que não estava amaldiçoando dez gerações de Redfield, eu pensava nela. E isso doía mais que tudo. O último olhar. O ódio. O fato de ela me reduzir a nada. Como se eu fosse apenas uma mosca zunindo que precisava ser silenciada. Eu poderia aceitar que estava apenas colhendo o que plantei, mas ainda não parecia justo.

Quando terminou, Red me desamarrou, sentando-se em uma cadeira próximo a mim (muito corajoso) e me alcançou uma bolsa de sangue, que bebi em segundos.

- Não tem medo que eu te mate agora?

- Vamos ter tempo para isso depois. – Ele me jogou uma segunda bolsa de sangue, e pegou uma para si. – Julie vai voltar para casa e – antes que eu pudesse interrompe-lo, sinalizou para que eu o ouvisse. – Deixe ela comigo, ela vai voltar. E você tem que estar lá por ela. Essa guerra.... Eles têm que pagar pelo que fizeram com a gente. E Julie vai precisar da sua ajuda. Eu sei bem como política funciona, e todo aliado é importante agora.

- Julie e eu.... Não vai rolar. Olha o que eu fiz para ela, o que ela fez para mim. Não tem como voltar disso.

- O que você fez para ela, alias? – Rolei os olhos, incomodado, mas contei tudo que aconteceu. Ele não ficou feliz.

- E você ainda se pergunta porque ela quase te matou?

- Caguei, paguei o preço né? Duas vezes. Não tem nada mais para mim aqui cara.

- Quando acabar você pode fugir e se esconder se quiser, eu não ligo.

- E o que tem para você? Tá fazendo isso tudo da bondade do seu coração, eu presumo.

- Não. To fazendo isso por ela. No fim do dia, é tudo sobre ela. Você sabe que é. Você acha que eu gosto dessa situação? Eu esperei noventa e oito anos por ela, só para encontra-la nos seus braços. É uma merda. Eu juro para você que queria ser aquele com contatos e família poderosa para ajudar, mas não sou. Esse é você. Eu sou o cara sem grandes qualidades que não tem nada a perder. É. Uma. Merda. Mas é o que é. E os bastardos do conselho tem que pagar.

Pensei por um momento ou dois. Ele meio que tinha razão.

- Vou voltar e vou ajuda-la. Obrigado pelo que você fez por mim. – Estendi a mão e ele apertou. – Quando tudo isso acabar, a gente se acerta.

- To contando com isso.

 

Ian adorou a ideia de Redfield. Claro, para ele era só vitória. Gostou tanto que pediu Jade em casamento na mesma noite. Fiquei até contente por minha melhor amiga, afinal, ela esperou por isso tanto tempo. Pena que quando ela pode ser feliz, eu estava miserável no poço de amargura que tinha me enfiado.

Fui transferido para o quarto dela. Porque nada é tão ruim que não possa piorar. O cheiro dela por todos os lençóis, fios de cabelo loiro, e eu quase pude sentir a pele macia. Chorei até pegar no sono. Não me lembro de ter chorado antes disso.

 

São as pequenas coisas

Que me convencem a ficar

É a ponta dos seus dedos

E a música que eles tocam

Para a batida do meu coração

E o ritmo que nossos corpos fazem

 

No segundo ou terceiro dia, eu entrei no closet dela. Porque sou um masoquista filho da puta. Abri as gavetas, sem procurar por nada especifico, encontrei o hobby de seda vermelha que ela usou para mim em não um dos meus melhores momentos. Ninguém nunca.... É difícil descrever, como eu me sentia com ela... continuei mexendo, e no fundo de outra gaveta, escondido atrás de uma caixa de joias, os retalhos da camisa roxa que usei na nossa primeira vez. Ela guardou. E aí, eu chorei de novo. Me tornei um garoto sentimental. Pelo menos quando ninguém está olhando.

 

Mas está será a última vez

Querida, está será a última vez

Esta será a última vez

Que você me terá

 

Eu não estava pronto para vê-la parada no quarto me olhando. E eu não pretendia machuca-la, mas eu precisava dizer aquelas coisas. Sentimental, lembra? Ai ela... ela disse que me ama. Mas, como pode ser amor? Toda. Essa. Dor. Não é natural. Não somos as criaturas favoritas de Deus, mas, conheço casais felizes. É bonito. Nós... não somos.

Sai para caçar porque não era justo ficar lá. Para nenhum de nós dois.

Quando voltei, Julie estava sentada na cama, de costas para mim. Virou seu rosto quando entrei. Usava um hobby cor de rosa, os cabelos presos em um coque, tão bonita.

- Mike. – A voz baixa, suave, porém eu sabia que algo estava por vir. – Você precisa me marcar. – Travei onde estava, e a maçaneta que eu ainda segurava quebrou entre meus dedos.

- Não. – Ela se virou, ficando de joelhos na cama, sentando sobre os pés. Usava apenas roupa intima, mas, não estava tentando me seduzir. Acho que estava tentando apenas amenizar as coisas. – Jade ainda não marcou Ian. – Engoli a saliva que já se formava em minha boca.

- Eles vão se casar. E Ian não carrega a marca de outra pessoa. – Ela respirou fundo, e percebi que tinha virado um hábito dela. – Para isso funcionar, preciso ser sua, como você é meu. – Fechei meus olhos por um momento. Meu pai não aceitaria de outra forma. Mas...

- Você não mordeu Redfield, não completou a marca. – Ela negou com a cabeça, e tenho certeza que pensava o mesmo que eu. Dizem, que quando você completa a marca, tudo muda. E eu com certeza não estava pronto para isso.

- Quando a guerra acabar, nós liberamos um ao outro, e tudo volta ao normal. – Julie tinha um pesar grande na voz. Triste.

- Fácil assim, huh? – Ri, porque a última coisa que iria ser, é fácil.

- Achei... – analisou a próximas palavras com cuidado – que merecemos uma última vez. – A mordida, e o tesão absurdo com vem de brinde. Assenti. Porque sou um quebrado masoquista sentimental fodido.

Ela caminhou até mim lentamente, parando muito perto. Tocou meu rosto com a ponta dos dedos e fechei os olhos. Roçou nossos lábios, me beijando em seguida.

 

Oh, você está me beijando de novo

Oh, e eu não consigo ver isso

Você tem muita coragem

Me jogar fora do jeito que você fez

Você tem muita coragem

Seminua na minha cama

Você disse...

 

Minhas mãos foram dirigidas aos cabelos, soltando os, aprofundando o beijo. Ela tirou minha jaqueta, puxando a camiseta com muita urgência, soltei seus lábios apenas pelo tempo necessário para me livrar de algumas roupas. Quando nossas peles se tocaram, foi como se pegássemos fogo. A peguei no colo, prendendo suas pernas em minha cintura, e caminhei até a cama. Soltei seu sutiã e a deitei, descendo os beijos pelo pescoço macio. Ela arfou levemente, e todos os meus sentimentos estavam lá, registrando cada momento, beijando cada centímetro de pele descoberta, até me livrar das últimas peças que nos impediam de nos tornarmos um. Beijei seus lábios mais uma vez, e olhei dentro dos olhos azuis.

- Se eu não puder me reprimir, você tem que me parar.

- Você não vai me machucar.

- Prometa.

- Eu prometo.

Então eu nos uni. Movendo meu quadril gentilmente no começo, mas quase impossível de conter a violência, a necessidade dela. De estar com ela, de ser dela. E quando ela sussurrava meu nome, eu quase não podia me conter. Nossos lábios nunca separados, nossos corpos como uma melodia singular. Julie virou levemente o pescoço, indicando-me que estava pronta. Beijei a pele clara, e deixei que meus caninos se alongassem, mordendo-a, finalmente.

Um gole. E não podia ser real. Era muito para processar de uma vez só, na verdade, talvez nunca tenha entendido realmente o que tudo significou. O prazer descomunal, o gosto avassalador. O poder. Dois goles. Eu não queria parar. Eu queria tomar tudo, e queria que durasse para sempre. Três goles, e como um leve clique, eu senti a marca completa. Ela era minha. Era como se algo primitivo tivesse despertando em mim, e nada mais no universo existia, além dela. Rosnei, tremendo a cama em baixo de nós. Ela era minha parceira. Não podia compreender a verdade esmagadora que vinha com isso. Minha parceira.

Soltei seu pescoço, e lambi gentilmente, cicatrizando a ferida. Atordoado, ainda dentro dela, olhei em seus olhos e quando ela olhou de volta, eu estava em sua cabeça, assistindo tudo, vendo suas memorias, a dor, o medo, o amor esmagador que ela sentia por mim. Tudo tão claro. Eu a vi quando criança brincando com Ian, e depois adulta, com Redfield. Vi ela ser levada pelos caçadores, vi quando ela foi drenada, dia pós dia, implorando por misericórdia. Vi tudo o que foi feito com ela, em detalhes, e rugi e urrei, não podendo suportar toda a verdade. Vi que mesmo vulnerável, ela nunca desistiu. Senti como ela se sentiu, quando me via sorrir, quando eu a tocava. Alegria. E como ela estava assustada por me amar, e tão machucada.

Quando pisquei, estava de volta olhando para ela. Julie estava coberta de lagrimas, parte minha, e eu não sabia o que dizer. Beijei os lábios o mais gentilmente eu pude. Ela acariciava meus cabelos, e quis ficar ali para sempre. Minha parceira.

E então nós ouvimos uma explosão.

Roupas foram vestidas, em segundos estávamos saindo pela porta, encontrando alguns vampiros atordoados pelo caminho. A porta da sala estava escancarada, e gritos vinham do lado de fora.

O jardim da mansão estava destruído, árvores pegando fogo, alguns vampiros machucados, avistei Ian vindo em nossa direção, o rosto queimado.

- Bomba de verbena. – Ele disse, a pele já cicatrizando.

- Jade? – Perguntei.

- Estou aqui. – Minha melhor amiga se juntou a nós, intacta graças a Deus, abraçando Ian.

- Precisamos levar todos para dentro, o sol já vai nascer. – Julie disse, e notei que meu corpo respondia automaticamente ao dela. Enquanto carregávamos alguns vampiros mais machucados para dentro, pequenos pedaços de papéis começaram a chover meio as cinzas. Todos que puderam alcançaram um, mas não era necessário, já que eles tinham a mesma frase impressa:

Entreguem os puro sangue.


Notas Finais


Música maravilhosa do capitulo - First Defeat - Noah Gundersen https://www.youtube.com/watch?time_continue=6&v=nA2By5tGTlc Alias, quem não conhece esse cantor, PRECISA CONHECER. Ele é muito maravilhoso, e tem várias musicas dele nessa fic!
A questão da parceria, vai ser abordado mais a fundo nos próximos capitulos, e qualquer duvida, pergunta pra mamai!
Espero que tenham gostado <3


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