História A vendedora de poções - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - A Carta do Príncipe


 

 

MIAU! 

Escutei um som enquanto dormia e me levantei num pulo. "Parece o Meio-Dia", pensei; Meio-Dia era o gato branco que Thalia, minha irmã mais velha, ganhara de presente do meu pai Iakemi, no primeiro aniversário que passara com ele.

Saí correndo pelas escadas, tropeçando no caminho (sem cair), "o que eles estão aprontando agora?", pensei, e, quando cheguei ao primeiro andar (onde ficava a sala de estar e de jantar e a cozinha), vi Meia-Noite (mina gata preta, que eu tenho desde sempre) em cima da bancada se alongando e dando voltinhas antes de se deitar, enquanto Meio-Dia, lambia a própria pata com cara de quem chupou limão.

- O que está acontecendo aqui? - perguntei bocejando.

- Bom-dia pra você também, Petra - disse Meia-Noite, com o mesmo olhar zombeteiro de sempre - Não está acontecendo nada...é esse gato que é fresco! - ela disse apontando para Meio-Dia.

- Eu não sou fresco! - disse o gato se virando para Meia-Noite com indgnação - Eu apenas não pedi para você pisar na minha pata! - e, dizendo isso, foi até as tigelas de ração na cozinha, "empinando o fucinho como sempre", pensei, entre risadinhas. 

- Se os dois não pararem de brigar...eu castro os dois, pessoalmente! - eu disse finalmente e os dois deram miados de horror, pulando rapidamente um para cada canto.

TUK TUK TUK. Outro barulho e esse veio lá de cima. Subi as escadas novamente. 

Meio-Dia (que não escutava muito bem) achou que o barulho vinha do antigo quarto dos meus pais (que estava trancado pois nós não entravamos lá desde que eles sumiram), pois ele estava arranhando a porta com a pata. Mas, depois de escutar e olhar com atenção, vi uma coisa preta batendo na janela de meu quarto. Corri para abri-la e, ao fazer isso, quase trombei com Alvorada, o corvo que entrou voando pela janela.

"As cartas do dia!", pensei. Uma coisa da qual sempre vou me orgulhar é o fato de eu ter salvo o meu amigo corvo dos maus tratos de Cherry, uma garota da escola de magia que eu frequento (Merlim Akademy-para todos os seres mágicos); Cherry o deixava preso em uma gaiola o dia todo. Para salvá-lo, invadi a mansão Blood, usando minha capa de invisibilidade (presente da minha amiga Dot), entrei no quarto de Cherry e libertei Alvorada. Desde então ele é amigo da família e diz estar em dívida comigo, por isso entrega as minhas cartas como um favor.

- Ah, é só o Alvorada! - exclamou Meia-Noite quando o corvo entrou ofegante pela janela.

- Tenho...uma...carta pra você..., Srta. Petra... - ele disse entre suspiros para recuperar o folego e tosses - Im... portan... te... - e caiu no chão de barriga para cima.

- Ah para de drama Alvo! - a gata falou enquanto cutucava o corvo.

- Meia-Noite...pare de atormentar o pobre pássaro!

Apanhei as cartas e as analisei, de um lado estava escrito:

 

Para: Petra e Thalia Cerasus Ligno Caedes

Loja de Poções 

Rua Cerasus Ligno Caedes, 131

Floretas de Carvalho, Capital Oak

 

Do outro lado:

 

De: Charlotte Cerasus 

Palácio Real

Rua Rainha Ágata, a primeira

Floretas de Carvalho, Capital Oak

 

"Meu Deus!", pensei, "faz uns dois meses que a prima Lotte não me escreve!", olhei para a cama, estava tão quentinho quando eu estava deitada ali, Mas eu leio mais tarde...", ainda cambaleando de sono, eu li a  segunda carta.

A carta tinha o selo real carimbado com cera vermelha para lacrar a carta, estava endereçada à mim e à minha irmã como na carta de minhas primas...mas o remetente era diferente..."ah, deve ser lembrete do pagamento do imposto de amanhã", pensei, agora analisando a segunda carta:

 

De: Príncipe Arthur

Palácio Real

Rua Rainha Ágata, a primeira

Floretas de Carvalho, Capital Oak 

 

Larguei as carta em cima da escrivaninha, olhei para o relógio (esquecendo completamente que estava sem chama mágica de energia, o que, por um acaso, fazia o relógio funcionar), que marcava quinze para as sete e me joguei na cama, pretendendo voltar a dormir.

Não se passou quinze segundos e Meia-Noite já estava deitada em cima de mim, encarando. Bocejei, ficou alguns momentos tentando dormir, porém, vendo que não ia conseguir com a gata em cima de mim, perguntei, finalmente abrindo os olhos:

- Algum problema, Noite?

- Acho que você esqueceu como as horas passam rápido.

Por cinco segundos fiquei pensando, "o que ela quer dizer com isso?", mas, quando finalmente entendi, na mesma hora me levantei exclamando: - ESSA NÃO! 

"Esqueci coisas importantes", pensei enquanto descia as escadas, "como: o relógio não funciona; as quinze para as sete está escuro, mas o Sol já havia raiado há um bom tempo; que precisava da ajuda de Thalia para abrir a loja, mas ela dorme pra sempre se ninguém a acordar e também o mais importante...EU TENHO QUE ABRIR A LOJA!"

- Calma, Petra, calminha... - murmurei - Alvo, pode, por favor, acordar minha irmã? - o pássaro assentiu com a cabeça e saiu voando até o último andar onde ficavam os quartos - E vocês dois...arrumem a loja usando seus poderes, vou me trocar. 

Subi as escadas até meu quarto, e me dirigi ao meu armário, abriu-o com um estalido. Me troquei pensando: "como é legal a história desses dois felinos...quero dizer, não é todo dia que o mago Merlim cria dois gatos com a luz da Lua e os raios do Sol para derrotar Morgana..."

-Droga de asas!- eu disse enquanto tentava passar as asas pelos buracos que tinha feito para elas em suas vestes. 

Tenho asas pois sou uma mestiça. Filha de pai Bruxo e mãe Feiticeira. A diferença é: Bruxos são humanos que com o tempo aprendem a fazer mágica e fazem isso com as próprias mãos (eles escolhem ser assim); Feiticeiros são decendentes dos Elfos, nascem com abilidades mágicas mas só conseguem "expressa-las" com auxílio de algum objeto encantado (objetos de madeira como varinhas, cetros, cajados e outros; mas apenas objetos de madeira retirados de árvores mágicas).

Me olhei no espelho. Eu estava vestida com meu chapéu pontudo preto estampado com estrelas douradas; gravata borboleta rosa; colete lilás por cima de uma camiseta branca manga longa; meu amuleto de pedra da lua (que era da minha mãe); uma saia rosa curta; botas pretas e, meu sobre-tudo preto, que ficava caído nos ombros.

Olhei para o reflexo do relógio, "não vou me atrasar da próxima vez", pensei enquanto pegava o esqueiro de chamas de energia na gaveta da escrivaninha e acendia o relógio.

Desci as escadas e encontrei a loja arrumada, mas nada de minha irmã. Nesse momento Alvorada chegou e disse:

-Thalia está acordada, muito brava, e se trocando...

-Obrigada! - agradeci, enquanto saí correndo para acender o caldeirão - então, Alvo...qual foi a ameaça de hoje? - continuei enquanto virava a placa de "aberto/fechado".

- Ah, o de sempre, ela disse que ia me depenar e me jogar pela janela... - disse a ave voando diretamente para o meu ombro e se empoleirou nele.

- Uou...essa parte da janela é nova... - eu disse fazendo carinho na cabeça dele. Então olhei para a gata, reparei que estava com uma expressão de desgosto no rosto, então perguntei: - O que foi Noite? - então peguei-a no colo e sentei no chão no meio da loja, Alvorada em meu ombro, Meia-Noite em meu colo e Meio-Dia deitado ao meu lado. - Não está com ciúmes, está?

- Miau? Ciúmes? "Moi"? - ela falou em francês - É claro que não! Não tenho ciúmes de ninguém! 

- Certo, então, quando eu arrumar um namorado... - comecei, mas logo fui interrompida por Meio-Dia, que deu uma grande gargalhada:

- A senhorita vai ter que namorar o Luke para ela não se zangar!

Senti o rosto corar. Eu e Meia-Noite dissemos em coro: 

- Cale a boca Meio-Dia! 

- Bom dia, esquecidinha!... - me virei para trás e me levantei, dando de cara com minha irmã; reparei que ela estava sorrindo, nem parecia que ela havia acabado de ameaçar Alvorada.

- Esquecida por quê? Tudo bem, eu quase esqueci de abrir a loja - eu disse num sorrisinho envergonhado - mas, agora ela está aberta... - Thalia riu gostosamente e deu um beijo na minha testa - Você é muito fofa maninha!

- Espera...perdi algo? Qual a graça?

- Ai, ai, Petra! Por Deus! Cuide da loja por mim, vou fazer o almoço...hoje tem escola...

-Eu não acredito que esqueci isso também!

 

Minutos depois

 

- Será que não vai vir nenhum cliente hoje? - eu disse, desapontada, enquanto folheava o jornal e bebia leite puro. Estava sentada no banquinho atrás do balcão, que ficava num canto da loja. Meia-Noite estava sentada ao lado do Livro-de-Saídas (onde nós registravamos tudo o que acontecia com todas as poções que vendemos), lendo-o:

- As vendas estão caindo, Petra - disse Meia-Noite ainda olhando para o livro - Suas "Poções Repelentes" não estão saindo como de costume. E elas são muito importantes...

- Vem vindo alguém! - disse Alvorada (com voz esganiçada) olhando a janela do seu poleiro - É o Luke senhorita!

Ajeitei meus cabelos cor-de-lavanda, coloquei o chapéu e fui atender a porta. Luke era um garoto loiro, branquelo, alguns sentímetros mais alto que eu, estava vestindo sua capa preta de sempre, é meu amigo desde que éramos bem pequenos, quando meus pais sumiram, a amiga deles, Srta. Link, mãe de Luke, se ofereceu para cuidar de nós. Ela ensinou Thalia a fazer comida, cuidar da casa, cuidar de crianças e a fazer magia com uma varinha (Thalia é feiticeira). Eu e Luke viramos melhores amigos, brincavamos o dia todo, fazíamos tudo juntos, e é assim até hoje.

- Olá! - eu disse abrindo a porta - Como vai vizinho? - eu ri.

- Bem, apesar dos cupins... - ele disse com um sorriso nervoso - Aliás, é por isso que vim aqui...preciso de uma poção repelente - ele corou, acho que é pelo fato de todo mundo achar ele estranho por fazer inúmeros favores para a mãe dele, afinal, ele é o "homem da casa" desde que o pai dele foi embora, mas...

- Por que não usou seu cajado? - perguntei intrigada.

- Não funcionou... - ele disse baixinho, abri um sorriso, ele corou mais ainda.

- Eu vou ver se tem no estoque... - eu disse apontando pra porta - THALIA! - gritei, Alvorada se assustou - Desculpa! - eu disse ao ver a expressão do corvo.

- O que foi? - gritou Thalia da cozinha, e veio correndo até o topo das escadas - Alguém se machucou?!

- Para de preocupação! - eu disse entre dentes - Vai assustar a visita!

- Visita? - ela desceu as escadas - Luke! - ela abriu os braços e deu-lhe um abraço - Quanto tempo que você não aparece! Como está sua mãe? - não ouvi o resto da conversa, saí de fininho até o estoque, olhei a prateleira de poções repelentes e peguei um frasco, voltei para a loja, os dois estavam rindo alto.

- A conversa parece estar boa mas...Tha, você não estava cozinhando? - eu disse dando o frasco para Luke, Thalia parou de rir imediatamente, deu um sorriso torto e nervoso, então correu para a cozinha.

- Droga! - gritou ela - Petra! Você vai ter que almoçar na escola! A comida virou carvão!

- Ah, mas a comida da escola é horrível! - eu e Luke dissemos em coro.

- Vocês podem almoçar na minha casa se quiserem - disse Luke, os gatos e Alvorada subiram para ajudar Thalia a arrumar a cozinha, Meia-Noite piscou para nós, ficamos eu e Luke sozinhos na loja.

- O que teria para almoçar se fossemos na sua casa? - perguntei muito corada.

- Pato assado! Eu, Derek e Terry pegamos um no final de semana...

- Eu adoro os patos assados da sua mãe! - fui até o balcão e pequei meu sobre-tudo - Thalia! Pegue seu casaco!

Fomos até a casa de Luke e da Srta. Link: 

- Mãe! Espero que o pato esteja bom...nós temos... - gritou Luke enquanto entrávamos.

- Petra! Thalia! Que saudade! - disse Srta. Link surgindo da cozinha e usando suas roupas ralas de sempre, ela abriu os braços e abraçou nós duas ao mesmo tempo.

- Tia Link! - eu disse devolvendo o abraço.

- Srta. Link! - Thalia também devolveu o abraço.

- Ah, pelas barbas de Merlim, Thalia, já disse que pode me chamar de "Tia Link" - ela disse, Thalia abriu um sorriso.

A mesa estava posta na cozinha, porém mudamos para a sala de jantar e acrescentamos dois pratos, comemos um delicioso pato assado, fazia muito tempo que eu não comia o pato da Tia Link, estávamos na metade da refeição, quando perguntei à Luke:

- Luke...e os cupins? - coloquei uma garfada de pato na boca. Luke fez cara de espanto, saiu da mesa num pulo, pegou o frasco da poção que eu havia lhe dado e correu para o quarto da mãe.

- Não tem cupim nenhum! - sussurrou Tia Link para mim e minha irmã.

Passado uma hora, eu e Thalia voltamos para casa, eu me troquei e fui para a escola.

Lá, eu encontrei Luke, Terry, Daisy, Dot e Nirelle, meus amigos. Terry é o melhor amigo de Luke, irmão de Derek, o namorado da minha irmã, ele é o mais alto do grupo, tem os cabelos castanhos-escuros compridos, sempre amarrados num rabo-de-cavalo, é o aquele garoto pelo qual as garotas morreriam, afinal ele é o capitão do clube de duelos da escola, assim como seu irmão era. Daisy é uma garota bonita e extrovertida, de cabelos longos sempre amarrdos numa trança, ela trabalha e mora na pousada dos pais, ela ama doces, seu doce preferido é Carolina. Dot, é uma mestiça como eu, metade humano, metade Demiguise e é parente de unicórnios, ela parece um humano, porém tem um chifre de unicórnio, o cabelo é branco como a crina de um unicórnio, e tem uma cauda, ela também tem poderes tanto de unicórnio, quanto de Demiguise. Nirelle é minha prima, da minha altura, com cabelos bem loiros e olhos azuis, ela trabalha e mora no castelo, é curandeira oficial da família real, a irmã dela, Charllote, também trabalha e mora lá, ela é Comandante do Exército, as duas só não são gêmeas por conta da idade, pois são iguaisinhas.

Sentamos em uma das mesas, com nossas bandejas de madeira cheias de comida e começamos a conversar:

- Qual a primeira aula de hoje? - perguntou Luke.

- Poções. - disse Nirelle verificando o horário de aulas.

- Argh...eu sou horrível em poções! - disse Terry escondendo o rosto com as mãos - Já repararam que cada um de nós é bom em uma matéria? Petra é boa em poções, eu sou bom nos duelos, Daisy é boa em gastronomia, Dot em uso diário de mágia e Nirelle é boa em cura...

- E eu? - disse Luke aborrecido.

- Hmm...não sei, não... - ele fingiu estar pensando - acho que...

- Ah, cala a boca - Luke jogou a bolsa de escola em Terry. Todos nós rimos. A professora de poções, Srta. Snake, tocou o sino e nós fomos para a aula.

Srta. Snake é literalmente uma grande cobra, mais expessificamente uma cascavel gigante...ela é nossa professora de poções desde sempre. Saímos do refeitorio e fomos para a ala das salas de aula, entramos na sala, ela era toda feita de pedra, com estantes esculpidas nas paredes, era bem ampla, no fundo da sala havia uma porta que levava para o estoque pessoal da professora, de acordo com algums boatos que correm pela escola ela guarda poções feitas com magia-negra no estoque, eu não acredito, mas ela é vista como malvada pela ecola inteira, um pouco á frente da porta do estoque fica a mesa dela, e no meio da sala as mesas dos alunos, todos postas em dupla.

Sentei numa mesa bem no meio, fiz dupla com Luke, alguns alunos trocaram risinhos, não dei atenção, porém Luke ficou corado.

- Não dê atenção... - sussurrei, ele atingiu um tom de pimenta. Dei risada, ele enfiou as mãos no rosto.

Nirelle e Terry se sentaram juntos do meu lado esquerdo, e, como sempre, começaram a conversar baixinho, Daisy e Dot sentaram do meu lado direito e começaram a rir alto. Eu me deitei na mesa para esperar a professora, então:

- Com licença...Sakura... - disse uma voz feminina, tinha desgosto em seu tom de voz. - Esse lugar é meu!

- Cherry...quer por favor me deixar em paz? - eu disse levantando a cabeça - Ou melhor, deixe todos em paz, eu não sei se você percebeu mas os nossos colegas querem esperar a Srta. Snake em paz!

- Não levante a voz para mim Sakura! - gritou ela apontando para mim - Eu QUERO esse lugar! - ela socou a mesa, Luke, que até agora estava quieto, pensando, se levantou e agarrou forte o braço de Cherry.

- Vai se arrepender se tocar nela! - disse baixinho, invocando o próprio cajado.

- Sr. Luke Elymas e Srta. Cherry Blood! - gritou a professora da porta da sala - Ou vocês param agora ou vão ver o diretor!

Todos voltaram aos seus lugares. Um silêncio correu pela sala. A professora observou alguns momentos, então entrou na sala, se acomodou atrás de sua mesa, então, uma coisa inesperada aconteceu, Luke se levantou e disse: 

- Estou cansado de você! - apontou para Cherry, ela o olhou com ódio - Todos estamos!

- E eu estou cansada dela! - Cherry apontou para mim, fiquei confusa.

- Crianças! Parem! - gritou a professora - Sabem muito bem que eu posso utilizar de qualquer motivo para escrever para seus pais! - os dois se sentaram, eu sabia, pela expressão de Luke que ele pensou em sua mãe, ele com certeza pensa que a mãe dele tem problemas demais - Certo, hoje vamos aprender a poção da purificação...

E foi isso...não falamos mais sobre isso durante os dois tempos de poções, o primeiro tempo de história da magia, o intervalo, o segundo tempo de história, e os últimos dois tempos de conhecimento geral do reino.

- Hoje o bar vai estar lotado! - disse Daisy guardando os livros na mochila de crochê que ela mesma fez, queria perguntar por que o bar iria estar lotado, mas, não sei bem o motivo, decidi deixar pra lá.

- Bom...talvez eu esteja lá hoje! - eu disse guardando os livros na minha bolsa com feitiço de profundidade. - E vocês? - perguntei para meus amigos, nós éramos os únicos na sala agora.

- Eu e meu irmão vamos, com certeza! - disse Terry, que já tinha terminado de guardar os livros na sua bolsa de caça.

- Lave essa bolsa de uma vez! - disse Dot - Ela está cheirando à carne de porco...AAA - gritou ela quando derrubou os livros, ela ficou invisível. - Ah não! De novo não! 

- Não se preocupe eu concerto! - disse Nirelle - AD NORMALIS! - ela apontou para Dot e ela voltou ao normal, Dot sempre fica invisível quando se assusta ou fica envergonhada - Prontinho! 

- Obrigada Elle!

- Luke? Você vai hoje? - perguntei corando um pouco.

- Eu não sei...acho que minha mãe vai precisar de ajuda...

- Luke, vou ser bem sincero com você, eu sei que você é o homem da casa e eticétera... - disse Terry, segurando os ombros de Luke, eles tinham uma diferença tão grande de altura que era até engraçado olhar para os dois juntos - e eu sei que você era muito próximo do seu pai, e quando ele foi embora a sua mãe e você sofreram muito...eu não posso dizer que eu sei o que você sente, eu ainda tenho meus pais e tenho meu irmão também...mas eu estou disposto a te ajudar a superar, pois sou seu amigo, e seu amigo diz, tire uma folga. Se não por você, por mim, por nós...seus amigos...Luke? - Luke agora estava abraçando Terry.

- Obrigado! - ele disse, estava chorando - Você tem razão...eu vou! Quem sabe eu até levo minha mãe! - ele enxugou as lágrimas.

- Certo, então...todos vão? - perguntou Daisy.

- Sim! - dissemos em coro.

- Maravilha! Vou separar uma mesa para todos nós assim que eu chegar!

Saí da escola acompanhada por meus amigos, aos poucos, eles foram indo para suas casas, Derek mandou um pombo correio rápido para Terry dizendo que tinha uma ratasana no quarto dos pais e Terry foi correndo para ajudar o irmão a matá-la.

Daisy recebeu um chamado urgente dos pais, disseram que o bar já estava começando a lotar e que precisavam dela.

Dot, Nirelle e Luke continuaram comigo, mas quando chegamos na rua da Dot, ela foi embora também, Nirelle ficou comigo e com o Luke e nos deixou na nossa rua, esperamos ela ir embora e então:

- Então você vai? - perguntei.

- Vou sim...vou entrar e falar com minha mãe...ela deve ter dinheiro sobrando, com o trabalho que eu tô fazendo...

- Aliás...que tipo de trabalho você faz?

- É uma coisa que eu inventei...as pessoas que não tem nenhum auxílio mágico me chamam e eu ajudo no que elas precisarem, depois de fazer o trabalho eu ponho um preço...comprei um vaso novo pra minha mãe semana passada com o dinheiro que juntei!

- Legal! Eu tenho que falar com a Tha, antes que ela comece a fazer o jantar...

- Eu idem! - ele sorriu, dei um beijo na bochecha dele.

- Então tchau! - eu disse e entrei na loja. Ouvi uma risada vindo da rua, fui até a janela coberta por uma cortina bege, abri uma frestinha da cortina e vi... Luke estava dando voltinhas animadas no meio da rua, rindo, então se jogou no chão e gritou:

- EU NUNCA MAIS VOU LAVAR MEU ROSTO!!! - eu ri. Tia Link apareceu na porta.

- O que está fazendo no meio da rua garoto? - gritou ela.

- Mãe! Você não vai acreditar no que aconteceu! Ah, aliás, você tem dinheiro sobrando? - eles esntraram na casa.

- PODE IR TIRANDO ESSA MOCHILA DA SALA! - ouvi ela berrar.

Saí da janela e fui procurar Thalia: 

- Thalia! Cheguei!

- Demorou dessa vez... - ela disse da metade das escadas. 

- Eu e o pessoal estávamos conversando... - subimos as escadas até os quartos.

- Sobre o que? - ela entrou no próprio quarto - Eu estou morta de cansaço! - ela se jogou na cama.

- Eu posso ajudar a melhorar seu cansaço e posso responder sua pergunta!

- Eu adoraria ouvir! - ela sentou na cama e começou a fazer carinho em Meio-Dia.

-Acho que devíamos ir no restaurante dos Primulas pra relaxar! - sentei ao lado dela - era disso que estávamos falando depois da aula.

Ela se levantou num pulo.

-Você tem toda razão! Passamos a semana trabalhando duro...tome um banho e se troque, nós vamos à Pousada Primula!

Tomei banho e enquanto colocava meu vestido lilás e preto, olhei para a escrivaninha, uma das duas cartas que haviam chegado na manhã daquele mesmo dia estava lá em cima com um bilhete em cima, era a carta que viera do castelo. 

Peguei a carta para lê-la mas no mesmo momento Thalia chegou:

-Vamos? - ela disse do corredor arrumando os brincos nas orelhas - Hoje nós podemos ficar até a hora que quisermos, é sexta, não tem hora pra fechar...

- Então por que está com pressa?

- ...Derek vai estar lá... - ela disse corando e eu revirei os olhos.

- Você nem sabe se ele te ama!

- Você deve ter muita certeza quanto ao Luke pra dizer isso!

- Quantas vezes preciso dizer?! - gritei, e percebi que isso poderia virar uma briga, abaixei a voz- Eu e Luke não namoramos...somos apenas melhores amigos...só isso... - meu rosto e minha voz se tronaram tristes (ela diz que eu e Luke namoramos desde sempre) e o rosto dela criou um ar de compreensão.

- Está bem... - suspirou - O que é isso? - ela apontou para a carta na minha mão.

- Ah...apenas o lembrete do valor que teremos que pagar na conta de amanhã... - eu disse revirando a carta na mão - ...nada demais...

- Me dê - ela estendeu a mão para a carta, eu dei-a rápido (não gosto de deixa-la brava) - Quando chegou? - ela me encarou com um olhar de censura.

- Hoje de manhã... - "o príncipe nunca manda cartas", pude ouvir ela dizer baixinho enquanto olhava a carta; ela guardou a carta na bolsa e foi até as escadas, eu fui atrás dela - ...espera! Thalia...tinha outra carta...endereçada a nós duas, você a viu?

- Eu a li.

- Ah... - "ela leu sem mim sendo que a carta era para nós duas", pensei - ...e o que dizia?

- Basicamente ela está com saudade de nós e, por isso, vai estar hoje no bar.

-Então vamos...todos já devem estar lá...

 

Pegamos uma carruagem até a pousada:

A faxada do lugar era linda: um caminho de pedras vinha da calçada até a porta de entrada feita de madeira pesada e escura com um batedor de porta dourado. Em toda a volta, haviam cercas-vivas com flores rosa claro florescendo, além de outras flores no jardim voltado por uma cerca branca decorada. As paredes, pintadas de bege com faixas de madeira escura; um telhado pontudo de telhas de barro e uma grande chaminé.

Entramos; ao lado da porta havia um balcão com um duende muito zangado, o chamavam de Sr. Tonto.

- Boa noite Sr. Ton... - eu disse num tom animado (pensei que assim eu poderia alegrá-lo), mas logo fui interrompida por ele.

- Quarto ou mesa? - ele amarrou ainda mais a cara.

- Hum...tem gente nos esperando, na verdade...

- Ah então vão logo! Não me façam perder tempo! - ele nos empurrou até o aglomerado de gente em festa.

- Olha elas ali! - Thalia apontou para a mesa com Nirelle, Charlotte, Derek, Terry, Luke, Dot e Piria; haviam algumas cadeiras vazias em volta da mesa. Nirelle acenava para nós equanto corria em nossa direção atrapalhando a festa dos outros para nos alcançar.

- Petra! Thalia! - ela nos abraçou e nos arrastou até a mesa.

Thalia beijou Derek na bochecha e Nirelle se sentou entre Terry e Charlotte, corando ao olhar para Terry que corou também ao olhar para ela. "Quando vão admitir que querem ficar juntos?", pensei suspirando e olhando tristemente para os dois.

Piria, uma garota alta, bonita, morena, de cabelos castanhos soltos (o que eu estranhei pois ela geralmente os usa presos num coque), estava usando um vestido verde com uma saia rodada; ela é uma vidente e minha amiga de muito tempo (eu geralmente livrava ela de detenções na escola), e, como eu conheço ela muito bem, posso dizer com todas as letras que ela é a pessoa mais desleal que eu conheço, pois ela aparece com um namorado novo toda semana, porém eu ainda a adoro mesmo assim. Me sentei entre ela e Luke.

- Olá, Piria! - eu disse abraçando ela.

- Olá fofinha! - ela me abraçou de volta. - Como está indo sua loja? 

- Ah, está bem...atrás...- eu disse apontando para o garçom que estava atrás dela. Ele tinha um Martini na bandeja.

- Você pediu isso? Sabe que não pode beber... - eu disse.

- Na verdade, não fui eu... - ela pegou o martini - Foi meu admirador... - ela fez um aceno de cabeça para trás, olhei, um homem estava sentado no canto do bar falando com um garçom e apontando para Piria. - Ele já pediu cinco martinis pra mim! Eu vou até ele...acho que esse vale a pena! - e foi até o homem.

- Só a Piria! - disse Luke. Nirelle, Charlotte, Thalia, Derek e Terry conversavam, um tempo depois eles pararam, um silêncio mortal reinou na mesa, até que Thalia puxou assunto:

- Então... - começou ela - ...sou só eu que quero saber o por que de todo mundo estar empolgado? Quero dizer é sexta e o pessoal da capital é bem...agitado, mas...

-Não receberam a carta do príncipe? - Nirelle nos disse com uma expressão surpresa - Achei que seriam as primeiras! 

-A carta! - gritei - Eu achei que era uma conta! 

-Eu sabia que o príncipe nunca escrevia cartas!- ela arrancou a carta da bolsa e nós duas lemos:

 

"Presadas Thalia e Petra Sakura Tosatsu, bom dia:

 

Espero que a carta tenha chego sem problemas.  

A pedido do meu pai, o rei Christopher, amanhã (11 de maio, sábado, ás 15:30), haverá um teste com todos os integrantes do reino (não é obrigatório), na escola Merlim Akademy.

O teste é simples: vocês irão entrar em uma câmara que causa alucinações, e lá, enfretarão seus medos.

Depois será feita a seleção dos mais corajosos. 

Os selecionados serão enviados ao castelo, consagrados cavalheiros do rei, e morar no castelo por um mês, para serem treinados para o dia que chamaremos de Dia da Liberdade. O dia em que o dragão será derrotado."

 

-Mas...Como...?

-O DRAGÃO!? O IGNIS?!- disse Thalia numa voz um tanto esganiçada. Sorri para ela, e ela entendeu o que eu pensei.

-PETRA DE JEITO NENHUM! - berrou ela e todo o bar parou.

 

Continua...

MIAU! 
Escutei um som enquanto dormia e me levantei num pulo. "Parece o Meio-Dia", pensei; Meio-Dia era o gato branco que Thalia, minha irmã mais velha, ganhara de presente do meu pai Iakemi, no primeiro aniversário que passara com ele.
Saí correndo pelas escadas, tropeçando no caminho (sem cair), "o que eles estão aprontando agora?", pensei, e, quando cheguei ao primeiro andar (onde ficava a sala de estar e de jantar e a cozinha), vi Meia-Noite (mina gata preta, que eu tenho desde sempre) em cima da bancada se alongando e dando voltinhas antes de se deitar, enquanto Meio-Dia, lambia a própria pata com cara de quem chupou limão.
- O que está acontecendo aqui? - perguntei bocejando.
- Bom-dia pra você também, Petra - disse Meia-Noite, com o mesmo olhar zombeteiro de sempre - Não está acontecendo nada...é esse gato que é fresco! - ela disse apontando para Meio-Dia.
- Eu não sou fresco! - disse o gato se virando para Meia-Noite com indgnação - Eu apenas não pedi para você pisar na minha pata! - e, dizendo isso, foi até as tigelas de ração na cozinha, "empinando o fucinho como sempre", pensei, entre risadinhas. 
- Se os dois não pararem de brigar...eu castro os dois, pessoalmente! - eu disse finalmente e os dois deram miados de horror, pulando rapidamente um para cada canto.
TUK TUK TUK. Outro barulho e esse veio lá de cima. Subi as escadas novamente. 
Meio-Dia (que não escutava muito bem) achou que o barulho vinha do antigo quarto dos meus pais (que estava trancado pois nós não entravamos lá desde que eles sumiram), pois ele estava arranhando a porta com a pata. Mas, depois de escutar e olhar com atenção, vi uma coisa preta batendo na janela de meu quarto. Corri para abri-la e, ao fazer isso, quase trombei com Alvorada, o corvo que entrou voando pela janela.
"As cartas do dia!", pensei. Uma coisa da qual sempre vou me orgulhar é o fato de eu ter salvo o meu amigo corvo dos maus tratos de Cherry, uma garota da escola de magia que eu frequento (Merlim Akademy-para todos os seres mágicos); Cherry o deixava preso em uma gaiola o dia todo. Para salvá-lo, invadi a mansão Blood, usando minha capa de invisibilidade (presente da minha amiga Dot), entrei no quarto de Cherry e libertei Alvorada. Desde então ele é amigo da família e diz estar em dívida comigo, por isso entrega as minhas cartas como um favor.
- Ah, é só o Alvorada! - exclamou Meia-Noite quando o corvo entrou ofegante pela janela.
- Tenho...uma...carta pra você..., Srta. Petra... - ele disse entre suspiros para recuperar o folego e tosses - Im... portan... te... - e caiu no chão de barriga para cima.
- Ah para de drama Alvo! - a gata falou enquanto cutucava o corvo.
- Meia-Noite...pare de atormentar o pobre pássaro!
Apanhei as cartas e as analisei, de um lado estava escrito:
Para: Petra e Thalia Cerasus Ligno Caedes
Loja de Poções 
Rua Cerasus Ligno Caedes, 131
Floretas de Carvalho, Capital Oak
Do outro lado:
De: Charlotte Cerasus 
Palácio Real
Rua Rainha Ágata, a primeira
Floretas de Carvalho, Capital Oak
"Meu Deus!", pensei, "faz uns dois meses que a prima Lotte não me escreve!", olhei para a cama, estava tão quentinho quando eu estava deitada ali, Mas eu leio mais tarde...", ainda cambaleando de sono, eu li a  segunda carta.
A carta tinha o selo real carimbado com cera vermelha para lacrar a carta, estava endereçada à mim e à minha irmã como na carta de minhas primas...mas o remetente era diferente..."ah, deve ser lembrete do pagamento do imposto de amanhã", pensei, agora analisando a segunda carta:
De: Príncipe Arthur
Palácio Real
Rua Rainha Ágata, a primeira
Floretas de Carvalho, Capital Oak 
Larguei as carta em cima da escrivaninha, olhei para o relógio (esquecendo completamente que estava sem chama mágica de energia, o que, por um acaso, fazia o relógio funcionar), que marcava quinze para as sete e me joguei na cama, pretendendo voltar a dormir.
Não se passou quinze segundos e Meia-Noite já estava deitada em cima de mim, encarando. Bocejei, ficou alguns momentos tentando dormir, porém, vendo que não ia conseguir com a gata em cima de mim, perguntei, finalmente abrindo os olhos:
- Algum problema, Noite?
- Acho que você esqueceu como as horas passam rápido.
Por cinco segundos fiquei pensando, "o que ela quer dizer com isso?", mas, quando finalmente entendi, na mesma hora me levantei exclamando: - ESSA NÃO! 
"Esqueci coisas importantes", pensei enquanto descia as escadas, "como: o relógio não funciona; as quinze para as sete está escuro, mas o Sol já havia raiado há um bom tempo; que precisava da ajuda de Thalia para abrir a loja, mas ela dorme pra sempre se ninguém a acordar e também o mais importante...EU TENHO QUE ABRIR A LOJA!"
- Calma, Petra, calminha... - murmurei - Alvo, pode, por favor, acordar minha irmã? - o pássaro assentiu com a cabeça e saiu voando até o último andar onde ficavam os quartos - E vocês dois...arrumem a loja usando seus poderes, vou me trocar. 
Subi as escadas até meu quarto, e me dirigi ao meu armário, abriu-o com um estalido. Me troquei pensando: "como é legal a história desses dois felinos...quero dizer, não é todo dia que o mago Merlim cria dois gatos com a luz da Lua e os raios do Sol para derrotar Morgana..."
-Droga de asas!- eu disse enquanto tentava passar as asas pelos buracos que tinha feito para elas em suas vestes. 
Tenho asas pois sou uma mestiça. Filha de pai Bruxo e mãe Feiticeira. A diferença é: Bruxos são humanos que com o tempo aprendem a fazer mágica e fazem isso com as próprias mãos (eles escolhem ser assim); Feiticeiros são decendentes dos Elfos, nascem com abilidades mágicas mas só conseguem "expressa-las" com auxílio de algum objeto encantado (objetos de madeira como varinhas, cetros, cajados e outros; mas apenas objetos de madeira retirados de árvores mágicas).
Me olhei no espelho. Eu estava vestida com meu chapéu pontudo preto estampado com estrelas douradas; gravata borboleta rosa; colete lilás por cima de uma camiseta branca manga longa; meu amuleto de pedra da lua (que era da minha mãe); uma saia rosa curta; botas pretas e, meu sobre-tudo preto, que ficava caído nos ombros.
Olhei para o reflexo do relógio, "não vou me atrasar da próxima vez", pensei enquanto pegava o esqueiro de chamas de energia na gaveta da escrivaninha e acendia o relógio.
Desci as escadas e encontrei a loja arrumada, mas nada de minha irmã. Nesse momento Alvorada chegou e disse:
-Thalia está acordada, muito brava, e se trocando...
-Obrigada! - agradeci, enquanto saí correndo para acender o caldeirão - então, Alvo...qual foi a ameaça de hoje? - continuei enquanto virava a placa de "aberto/fechado".
- Ah, o de sempre, ela disse que ia me depenar e me jogar pela janela... - disse a ave voando diretamente para o meu ombro e se empoleirou nele.
- Uou...essa parte da janela é nova... - eu disse fazendo carinho na cabeça dele. Então olhei para a gata, reparei que estava com uma expressão de desgosto no rosto, então perguntei: - O que foi Noite? - então peguei-a no colo e sentei no chão no meio da loja, Alvorada em meu ombro, Meia-Noite em meu colo e Meio-Dia deitado ao meu lado. - Não está com ciúmes, está?
- Miau? Ciúmes? "Moi"? - ela falou em francês - É claro que não! Não tenho ciúmes de ninguém! 
- Certo, então, quando eu arrumar um namorado... - comecei, mas logo fui interrompida por Meio-Dia, que deu uma grande gargalhada:
- A senhorita vai ter que namorar o Luke para ela não se zangar!
Senti o rosto corar. Eu e Meia-Noite dissemos em coro: 
- Cale a boca Meio-Dia! 
- Bom dia, esquecidinha!... - me virei para trás e me levantei, dando de cara com minha irmã; reparei que ela estava sorrindo, nem parecia que ela havia acabado de ameaçar Alvorada.
- Esquecida por quê? Tudo bem, eu quase esqueci de abrir a loja - eu disse num sorrisinho envergonhado - mas, agora ela está aberta... - Thalia riu gostosamente e deu um beijo na minha testa - Você é muito fofa maninha!
- Espera...perdi algo? Qual a graça?
- Ai, ai, Petra! Por Deus! Cuide da loja por mim, vou fazer o almoço...hoje tem escola...
-Eu não acredito que esqueci isso também!
Minutos depois
- Será que não vai vir nenhum cliente hoje? - eu disse, desapontada, enquanto folheava o jornal e bebia leite puro. Estava sentada no banquinho atrás do balcão, que ficava num canto da loja. Meia-Noite estava sentada ao lado do Livro-de-Saídas (onde nós registravamos tudo o que acontecia com todas as poções que vendemos), lendo-o:
- As vendas estão caindo, Petra - disse Meia-Noite ainda olhando para o livro - Suas "Poções Repelentes" não estão saindo como de costume. E elas são muito importantes...
- Vem vindo alguém! - disse Alvorada (com voz esganiçada) olhando a janela do seu poleiro - É o Luke senhorita!
Ajeitei meus cabelos cor-de-lavanda, coloquei o chapéu e fui atender a porta. Luke era um garoto loiro, branquelo, alguns sentímetros mais alto que eu, estava vestindo sua capa preta de sempre, é meu amigo desde que éramos bem pequenos, quando meus pais sumiram, a amiga deles, Srta. Link, mãe de Luke, se ofereceu para cuidar de nós. Ela ensinou Thalia a fazer comida, cuidar da casa, cuidar de crianças e a fazer magia com uma varinha (Thalia é feiticeira). Eu e Luke viramos melhores amigos, brincavamos o dia todo, fazíamos tudo juntos, e é assim até hoje.
- Olá! - eu disse abrindo a porta - Como vai vizinho? - eu ri.
- Bem, apesar dos cupins... - ele disse com um sorriso nervoso - Aliás, é por isso que vim aqui...preciso de uma poção repelente - ele corou, acho que é pelo fato de todo mundo achar ele estranho por fazer inúmeros favores para a mãe dele, afinal, ele é o "homem da casa" desde que o pai dele foi embora, mas...
- Por que não usou seu cajado? - perguntei intrigada.
- Não funcionou... - ele disse baixinho, abri um sorriso, ele corou mais ainda.
- Eu vou ver se tem no estoque... - eu disse apontando pra porta - THALIA! - gritei, Alvorada se assustou - Desculpa! - eu disse ao ver a expressão do corvo.
- O que foi? - gritou Thalia da cozinha, e veio correndo até o topo das escadas - Alguém se machucou?!
- Para de preocupação! - eu disse entre dentes - Vai assustar a visita!
- Visita? - ela desceu as escadas - Luke! - ela abriu os braços e deu-lhe um abraço - Quanto tempo que você não aparece! Como está sua mãe? - não ouvi o resto da conversa, saí de fininho até o estoque, olhei a prateleira de poções repelentes e peguei um frasco, voltei para a loja, os dois estavam rindo alto.
- A conversa parece estar boa mas...Tha, você não estava cozinhando? - eu disse dando o frasco para Luke, Thalia parou de rir imediatamente, deu um sorriso torto e nervoso, então correu para a cozinha.
- Droga! - gritou ela - Petra! Você vai ter que almoçar na escola! A comida virou carvão!
- Ah, mas a comida da escola é horrível! - eu e Luke dissemos em coro.
- Vocês podem almoçar na minha casa se quiserem - disse Luke, os gatos e Alvorada subiram para ajudar Thalia a arrumar a cozinha, Meia-Noite piscou para nós, ficamos eu e Luke sozinhos na loja.
- O que teria para almoçar se fossemos na sua casa? - perguntei muito corada.
- Pato assado! Eu, Derek e Terry pegamos um no final de semana...
- Eu adoro os patos assados da sua mãe! - fui até o balcão e pequei meu sobre-tudo - Thalia! Pegue seu casaco!
Fomos até a casa de Luke e da Srta. Link: 
- Mãe! Espero que o pato esteja bom...nós temos... - gritou Luke enquanto entrávamos.
- Petra! Thalia! Que saudade! - disse Srta. Link surgindo da cozinha e usando suas roupas ralas de sempre, ela abriu os braços e abraçou nós duas ao mesmo tempo.
- Tia Link! - eu disse devolvendo o abraço.
- Srta. Link! - Thalia também devolveu o abraço.
- Ah, pelas barbas de Merlim, Thalia, já disse que pode me chamar de "Tia Link" - ela disse, Thalia abriu um sorriso.
A mesa estava posta na cozinha, porém mudamos para a sala de jantar e acrescentamos dois pratos, comemos um delicioso pato assado, fazia muito tempo que eu não comia o pato da Tia Link, estávamos na metade da refeição, quando perguntei à Luke:
- Luke...e os cupins? - coloquei uma garfada de pato na boca. Luke fez cara de espanto, saiu da mesa num pulo, pegou o frasco da poção que eu havia lhe dado e correu para o quarto da mãe.
- Não tem cupim nenhum! - sussurrou Tia Link para mim e minha irmã.
Passado uma hora, eu e Thalia voltamos para casa, eu me troquei e fui para a escola.
Lá, eu encontrei Luke, Terry, Daisy, Dot e Nirelle, meus amigos. Terry é o melhor amigo de Luke, irmão de Derek, o namorado da minha irmã, ele é o mais alto do grupo, tem os cabelos castanhos-escuros compridos, sempre amarrados num rabo-de-cavalo, é o aquele garoto pelo qual as garotas morreriam, afinal ele é o capitão do clube de duelos da escola, assim como seu irmão era. Daisy é uma garota bonita e extrovertida, de cabelos longos sempre amarrdos numa trança, ela trabalha e mora na pousada dos pais, ela ama doces, seu doce preferido é Carolina. Dot, é uma mestiça como eu, metade humano, metade Demiguise e é parente de unicórnios, ela parece um humano, porém tem um chifre de unicórnio, o cabelo é branco como a crina de um unicórnio, e tem uma cauda, ela também tem poderes tanto de unicórnio, quanto de Demiguise. Nirelle é minha prima, da minha altura, com cabelos bem loiros e olhos azuis, ela trabalha e mora no castelo, é curandeira oficial da família real, a irmã dela, Charllote, também trabalha e mora lá, ela é Comandante do Exército, as duas só não são gêmeas por conta da idade, pois são iguaisinhas.
Sentamos em uma das mesas, com nossas bandejas de madeira cheias de comida e começamos a conversar:
- Qual a primeira aula de hoje? - perguntou Luke.
- Poções. - disse Nirelle verificando o horário de aulas.
- Argh...eu sou horrível em poções! - disse Terry escondendo o rosto com as mãos - Já repararam que cada um de nós é bom em uma matéria? Petra é boa em poções, eu sou bom nos duelos, Daisy é boa em gastronomia, Dot em uso diário de mágia e Nirelle é boa em cura...
- E eu? - disse Luke aborrecido.
- Hmm...não sei, não... - ele fingiu estar pensando - acho que...
- Ah, cala a boca - Luke jogou a bolsa de escola em Terry. Todos nós rimos. A professora de poções, Srta. Snake, tocou o sino e nós fomos para a aula.
Srta. Snake é literalmente uma grande cobra, mais expessificamente uma cascavel gigante...ela é nossa professora de poções desde sempre. Saímos do refeitorio e fomos para a ala das salas de aula, entramos na sala, ela era toda feita de pedra, com estantes esculpidas nas paredes, era bem ampla, no fundo da sala havia uma porta que levava para o estoque pessoal da professora, de acordo com algums boatos que correm pela escola ela guarda poções feitas com magia-negra no estoque, eu não acredito, mas ela é vista como malvada pela ecola inteira, um pouco á frente da porta do estoque fica a mesa dela, e no meio da sala as mesas dos alunos, todos postas em dupla.
Sentei numa mesa bem no meio, fiz dupla com Luke, alguns alunos trocaram risinhos, não dei atenção, porém Luke ficou corado.
- Não dê atenção... - sussurrei, ele atingiu um tom de pimenta. Dei risada, ele enfiou as mãos no rosto.
Nirelle e Terry se sentaram juntos do meu lado esquerdo, e, como sempre, começaram a conversar baixinho, Daisy e Dot sentaram do meu lado direito e começaram a rir alto. Eu me deitei na mesa para esperar a professora, então:
- Com licença...Sakura... - disse uma voz feminina, tinha desgosto em seu tom de voz. - Esse lugar é meu!
- Cherry...quer por favor me deixar em paz? - eu disse levantando a cabeça - Ou melhor, deixe todos em paz, eu não sei se você percebeu mas os nossos colegas querem esperar a Srta. Snake em paz!
- Não levante a voz para mim Sakura! - gritou ela apontando para mim - Eu QUERO esse lugar! - ela socou a mesa, Luke, que até agora estava quieto, pensando, se levantou e agarrou forte o braço de Cherry.
- Vai se arrepender se tocar nela! - disse baixinho, invocando o próprio cajado.
- Sr. Luke Elymas e Srta. Cherry Blood! - gritou a professora da porta da sala - Ou vocês param agora ou vão ver o diretor!
Todos voltaram aos seus lugares. Um silêncio correu pela sala. A professora observou alguns momentos, então entrou na sala, se acomodou atrás de sua mesa, então, uma coisa inesperada aconteceu, Luke se levantou e disse: 
- Estou cansado de você! - apontou para Cherry, ela o olhou com ódio - Todos estamos!
- E eu estou cansada dela! - Cherry apontou para mim, fiquei confusa.
- Crianças! Parem! - gritou a professora - Sabem muito bem que eu posso utilizar de qualquer motivo para escrever para seus pais! - os dois se sentaram, eu sabia, pela expressão de Luke que ele pensou em sua mãe, ele com certeza pensa que a mãe dele tem problemas demais - Certo, hoje vamos aprender a poção da purificação...
E foi isso...não falamos mais sobre isso durante os dois tempos de poções, o primeiro tempo de história da magia, o intervalo, o segundo tempo de história, e os últimos dois tempos de conhecimento geral do reino.
- Hoje o bar vai estar lotado! - disse Daisy guardando os livros na mochila de crochê que ela mesma fez, queria perguntar por que o bar iria estar lotado, mas, não sei bem o motivo, decidi deixar pra lá.
- Bom...talvez eu esteja lá hoje! - eu disse guardando os livros na minha bolsa com feitiço de profundidade. - E vocês? - perguntei para meus amigos, nós éramos os únicos na sala agora.
- Eu e meu irmão vamos, com certeza! - disse Terry, que já tinha terminado de guardar os livros na sua bolsa de caça.
- Lave essa bolsa de uma vez! - disse Dot - Ela está cheirando à carne de porco...AAA - gritou ela quando derrubou os livros, ela ficou invisível. - Ah não! De novo não! 
- Não se preocupe eu concerto! - disse Nirelle - AD NORMALIS! - ela apontou para Dot e ela voltou ao normal, Dot sempre fica invisível quando se assusta ou fica envergonhada - Prontinho! 
- Obrigada Elle!
- Luke? Você vai hoje? - perguntei corando um pouco.
- Eu não sei...acho que minha mãe vai precisar de ajuda...
- Luke, vou ser bem sincero com você, eu sei que você é o homem da casa e eticétera... - disse Terry, segurando os ombros de Luke, eles tinham uma diferença tão grande de altura que era até engraçado olhar para os dois juntos - e eu sei que você era muito próximo do seu pai, e quando ele foi embora a sua mãe e você sofreram muito...eu não posso dizer que eu sei o que você sente, eu ainda tenho meus pais e tenho meu irmão também...mas eu estou disposto a te ajudar a superar, pois sou seu amigo, e seu amigo diz, tire uma folga. Se não por você, por mim, por nós...seus amigos...Luke? - Luke agora estava abraçando Terry.
- Obrigado! - ele disse, estava chorando - Você tem razão...eu vou! Quem sabe eu até levo minha mãe! - ele enxugou as lágrimas.
- Certo, então...todos vão? - perguntou Daisy.
- Sim! - dissemos em coro.
- Maravilha! Vou separar uma mesa para todos nós assim que eu chegar!
Saí da escola acompanhada por meus amigos, aos poucos, eles foram indo para suas casas, Derek mandou um pombo correio rápido para Terry dizendo que tinha uma ratasana no quarto dos pais e Terry foi correndo para ajudar o irmão a matá-la.
Daisy recebeu um chamado urgente dos pais, disseram que o bar já estava começando a lotar e que precisavam dela.
Dot, Nirelle e Luke continuaram comigo, mas quando chegamos na rua da Dot, ela foi embora também, Nirelle ficou comigo e com o Luke e nos deixou na nossa rua, esperamos ela ir embora e então:
- Então você vai? - perguntei.
- Vou sim...vou entrar e falar com minha mãe...ela deve ter dinheiro sobrando, com o trabalho que eu tô fazendo...
- Aliás...que tipo de trabalho você faz?
- É uma coisa que eu inventei...as pessoas que não tem nenhum auxílio mágico me chamam e eu ajudo no que elas precisarem, depois de fazer o trabalho eu ponho um preço...comprei um vaso novo pra minha mãe semana passada com o dinheiro que juntei!
- Legal! Eu tenho que falar com a Tha, antes que ela comece a fazer o jantar...
- Eu idem! - ele sorriu, dei um beijo na bochecha dele.
- Então tchau! - eu disse e entrei na loja. Ouvi uma risada vindo da rua, fui até a janela coberta por uma cortina bege, abri uma frestinha da cortina e vi... Luke estava dando voltinhas animadas no meio da rua, rindo, então se jogou no chão e gritou:
- EU NUNCA MAIS VOU LAVAR MEU ROSTO!!! - eu ri. Tia Link apareceu na porta.
- O que está fazendo no meio da rua garoto? - gritou ela.
- Mãe! Você não vai acreditar no que aconteceu! Ah, aliás, você tem dinheiro sobrando? - eles esntraram na casa.
- PODE IR TIRANDO ESSA MOCHILA DA SALA! - ouvi ela berrar.
Saí da janela e fui procurar Thalia: 
- Thalia! Cheguei!
- Demorou dessa vez... - ela disse da metade das escadas. 
- Eu e o pessoal estávamos conversando... - subimos as escadas até os quartos.
- Sobre o que? - ela entrou no próprio quarto - Eu estou morta de cansaço! - ela se jogou na cama.
- Eu posso ajudar a melhorar seu cansaço e posso responder sua pergunta!
- Eu adoraria ouvir! - ela sentou na cama e começou a fazer carinho em Meio-Dia.
-Acho que devíamos ir no restaurante dos Primulas pra relaxar! - sentei ao lado dela - era disso que estávamos falando depois da aula.
Ela se levantou num pulo.
-Você tem toda razão! Passamos a semana trabalhando duro...tome um banho e se troque, nós vamos à Pousada Primula!
Tomei banho e enquanto colocava meu vestido lilás e preto, olhei para a escrivaninha, uma das duas cartas que haviam chegado na manhã daquele mesmo dia estava lá em cima com um bilhete em cima, era a carta que viera do castelo. 
Peguei a carta para lê-la mas no mesmo momento Thalia chegou:
-Vamos? - ela disse do corredor arrumando os brincos nas orelhas - Hoje nós podemos ficar até a hora que quisermos, é sexta, não tem hora pra fechar...
- Então por que está com pressa?
- ...Derek vai estar lá... - ela disse corando e eu revirei os olhos.
- Você nem sabe se ele te ama!
- Você deve ter muita certeza quanto ao Luke pra dizer isso!
- Quantas vezes preciso dizer?! - gritei, e percebi que isso poderia virar uma briga, abaixei a voz- Eu e Luke não namoramos...somos apenas melhores amigos...só isso... - meu rosto e minha voz se tronaram tristes (ela diz que eu e Luke namoramos desde sempre) e o rosto dela criou um ar de compreensão.
- Está bem... - suspirou - O que é isso? - ela apontou para a carta na minha mão.
- Ah...apenas o lembrete do valor que teremos que pagar na conta de amanhã... - eu disse revirando a carta na mão - ...nada demais...
- Me dê - ela estendeu a mão para a carta, eu dei-a rápido (não gosto de deixa-la brava) - Quando chegou? - ela me encarou com um olhar de censura.
- Hoje de manhã... - "o príncipe nunca manda cartas", pude ouvir ela dizer baixinho enquanto olhava a carta; ela guardou a carta na bolsa e foi até as escadas, eu fui atrás dela - ...espera! Thalia...tinha outra carta...endereçada a nós duas, você a viu?
- Eu a li.
- Ah... - "ela leu sem mim sendo que a carta era para nós duas", pensei - ...e o que dizia?
- Basicamente ela está com saudade de nós e, por isso, vai estar hoje no bar.
-Então vamos...todos já devem estar lá...
Pegamos uma carruagem até a pousada:
A faxada do lugar era linda: um caminho de pedras vinha da calçada até a porta de entrada feita de madeira pesada e escura com um batedor de porta dourado. Em toda a volta, haviam cercas-vivas com flores rosa claro florescendo, além de outras flores no jardim voltado por uma cerca branca decorada. As paredes, pintadas de bege com faixas de madeira escura; um telhado pontudo de telhas de barro e uma grande chaminé.
Entramos; ao lado da porta havia um balcão com um duende muito zangado, o chamavam de Sr. Tonto.
- Boa noite Sr. Ton... - eu disse num tom animado (pensei que assim eu poderia alegrá-lo), mas logo fui interrompida por ele.
- Quarto ou mesa? - ele amarrou ainda mais a cara.
- Hum...tem gente nos esperando, na verdade...
- Ah então vão logo! Não me façam perder tempo! - ele nos empurrou até o aglomerado de gente em festa.
- Olha elas ali! - Thalia apontou para a mesa com Nirelle, Charlotte, Derek, Terry, Luke, Dot e Piria; haviam algumas cadeiras vazias em volta da mesa. Nirelle acenava para nós equanto corria em nossa direção atrapalhando a festa dos outros para nos alcançar.
- Petra! Thalia! - ela nos abraçou e nos arrastou até a mesa.
Thalia beijou Derek na bochecha e Nirelle se sentou entre Terry e Charlotte, corando ao olhar para Terry que corou também ao olhar para ela. "Quando vão admitir que querem ficar juntos?", pensei suspirando e olhando tristemente para os dois.
Piria, uma garota alta, bonita, morena, de cabelos castanhos soltos (o que eu estranhei pois ela geralmente os usa presos num coque), estava usando um vestido verde com uma saia rodada; ela é uma vidente e minha amiga de muito tempo (eu geralmente livrava ela de detenções na escola), e, como eu conheço ela muito bem, posso dizer com todas as letras que ela é a pessoa mais desleal que eu conheço, pois ela aparece com um namorado novo toda semana, porém eu ainda a adoro mesmo assim. Me sentei entre ela e Luke.
- Olá, Piria! - eu disse abraçando ela.
- Olá fofinha! - ela me abraçou de volta. - Como está indo sua loja? 
- Ah, está bem...atrás...- eu disse apontando para o garçom que estava atrás dela. Ele tinha um Martini na bandeja.
- Você pediu isso? Sabe que não pode beber... - eu disse.
- Na verdade, não fui eu... - ela pegou o martini - Foi meu admirador... - ela fez um aceno de cabeça para trás, olhei, um homem estava sentado no canto do bar falando com um garçom e apontando para Piria. - Ele já pediu cinco martinis pra mim! Eu vou até ele...acho que esse vale a pena! - e foi até o homem.
- Só a Piria! - disse Luke. Nirelle, Charlotte, Thalia, Derek e Terry conversavam, um tempo depois eles pararam, um silêncio mortal reinou na mesa, até que Thalia puxou assunto:
- Então... - começou ela - ...sou só eu que quero saber o por que de todo mundo estar empolgado? Quero dizer é sexta e o pessoal da capital é bem...agitado, mas...
-Não receberam a carta do príncipe? - Nirelle nos disse com uma expressão surpresa - Achei que seriam as primeiras! 
-A carta! - gritei - Eu achei que era uma conta! 
-Eu sabia que o príncipe nunca escrevia cartas!- ela arrancou a carta da bolsa e nós duas lemos:
"Presadas Thalia e Petra Sakura Tosatsu, bom dia:
Espero que a carta tenha chego sem problemas.  
A pedido do meu pai, o rei Christopher, amanhã (11 de maio, sábado, ás 15:30), haverá um teste com todos os integrantes do reino (não é obrigatório), na escola Merlim Akademy.
O teste é simples: vocês irão entrar em uma câmara que causa alucinações, e lá, enfretarão seus medos.
Depois será feita a seleção dos mais corajosos. 
Os selecionados serão enviados ao castelo, consagrados cavalheiros do rei, e morar no castelo por um mês, para serem treinados para o dia que chamaremos de Dia da Liberdade. O dia em que o dragão será derrotado."
-Mas...Como...?
-O DRAGÃO!? O IGNIS?!- disse Thalia numa voz um tanto esganiçada. Sorri para ela, e ela entendeu o que eu pensei.
-PETRA DE JEITO NENHUM! - berrou ela e todo o bar parou.
Continua...



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