História A vez de Sakura - Capítulo 37


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Categorias Naruto
Personagens Madara Uchiha, Sakura Haruno
Tags hashirama, Madara, Madasaku, Naruto, Sakura, Timetravel, Viagemnotempo
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Palavras 3.995
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá =]

Espero que gostem da treta... ops... do capítulo de hoje ;)

Capítulo 37 - Despedida de solteiro


Sakura

Eu estava atendendo uma criança Nara que havia quebrado o braço durante seu treinamento ninja. O garoto tinha o mesmo cabelo amarrado espetado de Shikamaru, era divertido ver as semelhanças com o que eu já conhecia do meu tempo. Não só no clã Nara mas em todos os outros que estava aderindo à vila.

Kin entrou no consultório toda divertida. Ela estava feliz com seu cantarolar e assim que a criança Nara saiu ela veio correndo ao meu lado.

- Sakura, estou tão feliz por você! Eu te disse, você não tinha com o que se preocupar.

- Como assim Kin? O que aconteceu?

- Não faça essa cara inocente. A notícia que você vai se casar é o assunto principal do clã!

Levei um susto, hoje de manhã Madara e eu comentamos sobre anunciar nosso casamento, mas não achei que seria algo imediato. Diante meu espanto Kin continuou:

- Madara convocou uma reunião no clã hoje e fez o anúncio.

- Eu (...) eu achei que ele iria fazer o anúncio comigo lá.

- Ele tinha que se assegurar de algo, Sakura. Foi necessário ele contar ao clã da maneira que ele fez.

- Como foi?

- Ele disse que tomou a decisão de casar com você e esperava o apoio do clã, ele também colocou o cargo de líder a disposição.

- E como o clã reagiu?

- O clã aceitou bem, eles gostam de você.

- Não sei não Kin, eu sei que comentavam muito sobre eu viver com Madara sem ser casada.

- Sim, comentavam porque não é algo comum de acontecer, principalmente com uma estrangeira, mas isso não significa que não gostem de você.

- Você tem certeza que todos estão bem com isso?

- Tenho, não se preocupe.

Foi reconfortante o alívio que eu senti. Parecia que era só isso que faltava para aproveitarmos a tranquilidade e felicidade, não havia mais nenhum problema a enfrentar, a vida estava se organizando e se encaixando perfeitamente.

- Madara contou que estou grávida?

- Não, ele disse algo do tipo “ela será a mãe de meus filhos”, mas não falou que isso já aconteceu.

- Ahhh.

Não era uma notícia que eu queria esconder, já não era necessário pois Zetsu não existia mais. Entretanto também não era uma notícia que eu queria espalhar aos sete ventos. Principalmente nesse início de gravidez, e principalmente com o assunto do casamento sendo o foco do momento.

- Fique feliz Sakura! O Clã está empolgado, Madara prometeu uma grande cerimônia para todo o clã.

- Kami-sama!

Madara estava louco?

- Você está vermelha, se acalme. Será uma cerimônia do líder do clã, claro que será grande. Esperava algo diferente?

- Na verdade eu não havia pensado nisso ainda. Não havia pensado em tudo que implica casar com Madara.

- Ahhhhh, é uma grande responsabilidade ser matriarca. E também é bem trabalhoso organizar um casamento desse porte.

- Você me ajuda Kin?

- Claro, é para isso que as amigas servem.

Amigas! Uma enorme saudade de Ino se fez em meu peito. Eu não estive presente nesse momento da vida dela, o momento em que ela e Sai ficaram noivos. Eu apaguei a oportunidade dela se casar. Kami-sama, eu oro para que Ino renasça e encontre Sai em seu caminho, que se casem e tenham belos filhos. Oro que ela tenha a oportunidade de ser muito mais feliz do que estava sendo no tempo que extingui.

Nesse momento eu senti arrependimento, vir ao passado com a intenção de consertar coisas ruins também fez com que coisas boas também fossem excluídas. Muitas coisas boas. Eu espero que um dia o futuro seja melhor do que era em meu tempo.

Em contrapartida eu carregava um pequeno alento em meu peito. Sasuke havia me informado tudo o que aconteceu na dimensão dele, lá todos os meus amigos viveram a vida que eu apaguei, lá eles eram felizes. Ter noção disso me fez sentir mais tranquila.

A vida shinobi era feita de sacrifícios. Eu sacrifiquei a vida de todos para que o futuro fosse melhor, e seria, eu me encarregaria disso! Era a minha responsabilidade pelo o que eu fiz, pela decisão que eu tomei.

O dia se passou com pessoas de diversos clãs e civis me parabenizando pelo casamento. A notícia se espalhou como vento pela aldeia. Eu estava tocada com o fato de todos estarem empolgados com o casamento, pelo visto era uma grande coisa nesse tempo.

Não vou mentir, eu fiquei mais ansiosa do que o normal para uma noiva.

Essa ansiedade aumentou quando cheguei ao clã Uchiha. Todos que me viam abaixavam seus corpos ligeiramente e diziam “Sakura-sama” reconhecendo minha presença. Eu comecei a sentir o peso do que era ser matriarca de um clã como o Uchiha.

Será que a Sakura que se casou com Sasuke também se sentiu assim? Sentindo ao mesmo tempo muito orgulho e muito medo?

Eu seria uma Uchiha, Sakura Uchiha!

Quando entrei em casa fui surpreendida por Keiko:

- Sakura-sama, okaeri.

- Ah? Ah (...) Tadaima.

- Parabéns pelo casamento, se (...) se a senhora quiser me tirar da casa eu entendo. Posso te recomendar algumas garotas para trabalharem em meu lugar.

Fui pega de surpresa pelo tratamento e pensamentos de Keiko.

Eu entendia seu raciocínio, não conversamos mais sobre o assunto mas ela ainda devia nutrir algum sentimento por Madara. Agora era o fim disso, havia acabado, realmente acabado, para ela. Também entendi que ela já estava me vendo como sua senhora. Meu respeito por Keiko cresceu, por um momento podemos ter sido rivais no amor, por um momento eu me senti com ciúme e ameaçada por ela... mas nós duas mostramos ser mulheres maduras e inteligentes. Fomos breves rivais, mas não inimigas. E agora ela estava reconhecendo a minha vitória.

- Keiko, eu não quero que você saia. Vamos deixar o passado no lugar que ele pertence, sim?

- Ah (...) Arigato Sakura-sama! Madara-sama pediu que você me passasse os comandos da casa.

- Hum? Comandos?

- Sim, suas preferências e como você quer que eu trabalhe. Agora seguirei as ordens da senhora da casa.

- Ah! Bem, não sei! Pode continuar fazendo tudo do jeito que está (...) Se eu precisar que algo mude eu te aviso.

Keiko curvou seu corpo acatando o que eu disse e se retirou.

Eu nunca fui líder, senhora ou matriarca. Nunca convivi dentro de um clã de elite, eu não sabia como essas coisas funcionavam. Parecia que eu já estava começando com o pé esquerdo por ser ignorante a esse assunto. Eu teria que aprender tudo desde o zero.

Talvez eu devesse pedir à Mito algumas dicas, ela foi criada para liderar um clã ou ser esposa de um líder desde criança.

- Sakura! Venha ao escritório!

Escutei a voz de Madara gritando de dentro da casa e fui até onde ele se encontrava. Izuna estava com ele, ambos mexiam em diversos papéis.

- Olá Izuna-kun.

- Olá Sakura onee-san... ou você prefere que eu te chame de gishi*?

Izuna, apesar da aparência forte dos Uchihas, era um rapaz fofo e muito carinhoso.

- Como você preferir!

- Onee-san.

Apenas sorri para ele, Madara olhava a interação com certo carinho no rosto. Resolvi perguntar do que se tratava toda essa papelada:

- O que é isso tudo?

- Falei com o clã hoje sobre o casamento. Essa é a papelada da nossa união, estamos documentando seus dados, sua idade, filiação, esse tipo de coisa.

- Não dei um pensamento a isso, como faremos?

- Há algum problema usar o sobrenome Haruno como seu nome de solteira? A idade já resolvemos, colocamos o ano de nascimento certo para você ter vinte e dois anos.

- Acho que não tem problema colocar Haruno. Até onde sei ninguém ainda os conhece.

- Então está resolvido, tem outra coisa que eu gostaria de discutir.

- O que é?

- Hashirama (...) Ele também pediu Mito em casamento!

- Ehhhhhh? Sugoi! Estou feliz por eles.

- Ah. Ele quer fazer a cerimônia em conjunto.

- O que?

- É o casamento dos dois fundadores e dos líderes dos maiores clãs do País do Fogo, é um grande acontecimento, Sakura. Hashirama deu a ideia de fazermos uma cerimônia para toda aldeia com uma comemoração única.

- É (...) é realmente necessário?

- Seria o mais indicado, eu entendi os pontos dele. Queremos unificar a aldeia e isso seria uma amostra do nosso comprometimento. Além do mais, se casarmos antes dele vai gerar um desconforto nos Senjus, se ele se casa antes de nós vai gerar um desconforto nos Uchihas.

- Vocês nunca vão parar de disputar entre si, não é mesmo?

- Uma rivalidade saudável é válida, mas nesse caso não é por mera rivalidade.

- É por que então?

- É por como podemos ser vistos na aldeia. Queremos estar em pé de igualdade; é complicado, mas é algo que líderes têm que pensar. Mesmo um casamento por amor tem que atender quesitos políticos quando se trata de líderes.

- Você acha que isso pode interferir como os líderes dos outros clãs e o Damyo verão vocês?

- Sim. Mesmo porque em breve teremos que decidir quem será o Hokage, Hashirama e eu queremos entrar como iguais na disputa. Queremos mostrar também que somos amigos e unidos, por isso o casamento duplo.

- Entendi.

- Me desculpe por isso.

- Não, eu estou bem! É só que eu estou tendo a real noção do que é casar com o cabeça do clã e fundador da aldeia. Entendo a política por trás dessas decisões.

- Ah! Mas Sakura...

- Hum?

- Você sabe que não é por isso que estamos casando, não é? Você sabe que é Ren’ai kekkon*.

- Eu sei.

- Bom!

Eu sabia que nossa união era por amor e somente amor! Eu teria que dar duro para ser matriarca e esposa de líder, mas eu faria isso. Faria por amor a Madara e a nosso filho, queria que ambos se orgulhassem de mim.

- Então, vamos dar as boas novas a Hashirama. Ele está igual uma criança ansiosa esperando nossa resposta.

- Achei que vocês já tinham decidido isso.

- Eu falei com ele que iria olhar com você primeiro.

- Ah, obrigada! Mas sinto que eu não tive escolha.

- Tsc, claro que teve... se você não quiser dessa forma faremos de outro jeito. Só te disse a importância de ser assim.

- Tudo bem Madara, eu estou bem com isso. Só estava te provocando.

- Ah. Vamos?

Izuna, que via nossa interação, resolveu não fazer nenhum comentário. Entretanto sua feição mostrou que ele achava graça em Madara agindo como homem comprometido. Pisquei para ele e o deixamos com a papelada.

Kami... seria um trabalho enorme planejar esse casamento!

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Um mês depois.

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Sakura

- Sakura, se acalme você está grávida!

- Mito, como você pode pedir para eu me acalmar?

- Sakura... respire!

- Eu estou respirando!

- Não, você está hiperventilando.

Mito tentava me acalmar de todas as formas, já estávamos vestidas com nossas vestes tradicionais aguardando nossos noivos virem nos buscar.

Meu nervosismo era palpável, além de estar hiper cansada e nervosa com os preparativos, o que escutei a pouco me deixou nesse estado.

Já fazia uma semana que vários visitantes e convidados chegavam à aldeia a todo momento. Participei de incontáveis jantares e reuniões. Eu tive um mês verdadeiramente atarefado.

Tive que abdicar meu trabalho no hospital durante o período do planejamento da cerimônia. As mulheres Uchihas me arrastavam de um lado para o outro, seja para tirar medidas para o enxoval da noiva, ou para dar dicas sobre sexo e fertilidade. Elas esqueciam que eu era médica, esqueciam também que eu já estava vivendo com Madara por um tempo. Mas eu as deixava, era uma forma de se aproximarem de mim.

Mito e Kin também me ocuparam bastante, todo dia havia algo de muito importante a se decidir sobre a cerimônia ou sobre a festa. Eu estava atolada de tarefas.

Madara por sua vez parecia estar de férias. A todo momento que eu o via pela vila com Hashirama eles estavam com alguns homens, sempre comemorando com saquê. Me irritava que o papel dele como noivo e líder era somente fazer o social com os outros líderes e políticos.

O estopim da minha raiva foi a noite passada. Madara chegou muito bêbado sendo carregado por um Izuna em situação parecida. Ontem havia sido sua despedida de solteiro.

Mito disse que Hashirama e Tobirama chegaram na mesma condição em casa, ela tentava me acalmar dizendo que era normal os “rapazes” quererem se divertir.

Eu também queria me divertir! Mas não, eu estava atarefada com os preparativos e ainda por cima estava grávida. Zero divertimento!

E o que eu soube agora foi a última gota d'água para me deixar nesse estado!

- Claro que eu estou hiperventilando Mito! Como você não está? Hashirama estava lá também!!!

- Sakura, isso é normal de acontecer em uma despedida de solteiro. É uma coisa de homem.

- Mito (...) Você escutou essas garotas?

- Elas deviam estar apenas servindo bebidas, você está exagerando.

- Eu não sei se você é inocente demais ou apenas não se importa. Prefiro acreditar que é inocente. Mito, em despedidas de solteiro só há mulheres com apenas uma finalidade e te garanto que não é servir bebidas.

- E o que é?

- Kami, você é realmente inocente! Mito, elas estão lá para transarem com os noivos!!!

- Co-co-como?

- Sexo!!!

- Mas (...)

- O nome é bem claro, despedida de solteiro, é uma noite regada a álcool onde podem agir como homens sem compromisso e transarem com qualquer mulher pela última vez.

- Sa-sa-sakura... você tem certeza?

- Claro! Ou você acha que aquele bando de homem bêbado estavam fazendo o quê? E você ouviu as garotas, elas foram convocadas pelo Damyo para servirem na noite... servirem Mito... servirem aos desejos desses bêbados!

Quando chegamos para nos arrumar percebemos que esse salão foi o local que abrigou a despedida de solteiro de nossos noivos. O local cheirava a álcool, tabaco, suor e outra coisa que não consegui identificar.

As moças estavam terminando de limpar e ficaram espalhando ervas cheirosas para disfarçar o cheiro. Ouvimos elas comentando sobre “servirem aos homens”, estavam de queixando de ainda terem que deixar o local arrumado por ordem do Damyo.

Além do mais esse quarto em que estávamos era decorado com inúmeras almofadas e futons, adivinho a qual propósito eles serviram ontem. Ao imaginar essas cenas um fogo de ódio cresceu dentro de mim.

Fiquei o tempo todo que nos arrumamos pensando no que fazer. Eu estava com muita, muita raiva!

- Sakura, você acha que Hashirama e Madara seriam capazes?

Eu realmente não sabia. Apesar de ter certeza do amor deles por nós, eram outros tempos. Essa tradição machista ainda era comum e provavelmente eles não viam nada de errado nisso.

- Não sei Mito, não sei mais o que pensar. Eu vi o quão bêbado Madara chegou ontem, não sei se posso confiar em sua fidelidade no estado em que ele estava.

- Kami-sama! Eu não posso acreditar que Hashirama faria isso. É por que eu estou me guardando para ele? Eu sei que ele estava sofrendo com isso.

- Claro que não, a culpa jamais será sua! Se ele fez algo a culpa é inteiramente dele. (...) Mito... eu vou matar Madara.

Os olhos de Mito começaram a lacrimejar. Ao perceber isso ela elevou o rosto tentando segurar as lágrimas. Estávamos lindas, arrumadas e maquiadas. O choro faria uma tragédia em nosso visual.

Já eu não tinha vontade de chorar, só conseguia me imaginar acabando com toda essa palhaçada de casamento.

- Em breve eles virão nos buscar, Sakura. Eu não sei o que fazer!

Ah, eu sabia! E como eu sabia!

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Madara

Nesse mês eu tive pouco tempo com minha futura esposa, além dos meus compromissos ela estava envolvida nas tarefas do casamento e quase não ficamos juntos.

Hoje era o grande dia, eu estava verdadeiramente ansioso!

Não por me casar, Sakura já era a minha mulher a muito tempo, minha ansiedade era pelo futuro que aconteceria a partir daqui. Sem contar que quando me dei conta do tamanho da cerimônia e da quantidade de convidados eu senti o peso da responsabilidade.

Era o que significava levar uma aldeia nas costas, e era muito diferente de liderar um clã. Com isso muitos pensamentos começaram a inundar minha mente.

Eu queria ter essa responsabilidade? Eu queria liderar a aldeia? Eu queria fazer política?

Eu era um guerreiro, meu sangue pedia luta e não papelada. Eu protegeria a aldeia, minha família e todos esses clãs, mas eu faria isso sendo eu, um shinobi e não um político.

Quanto mais eu interagia nessa esfera social mais eu tomava consciência desse fato.

Por sua vez Tobirama e Hashirama eram peritos, as pessoas se atraiam até eles para discutirem qualquer assunto. Eu realmente estava tendo segundos pensamentos sobre ser Hokage, era uma tarefa social que não me agradava em diversos aspectos.

E grande parte dessa tarefa social e política era beber e fazer sala. Ressaca estava se tornando algo comum desde o momento em que nossos convidados começaram a chegar na aldeia.

Sempre estávamos em alguma confraternização com líderes de outros clãs ou pessoas importantes. E todas essas ocasiões eram regradas a álcool e tabaco.

Ontem o Damyo ofereceu uma festa de despedida de solteiro para Hashirama e eu. Eu queria muito negar o convite, mas o olhar animado de todos os homens e principalmente de Izuna, me fizeram aceitar essa cordialidade entre cavalheiros.

O local fedia a fumo e saquê, apenas homens estavam se esbaldando na fanfarra. Estava até agradável.

A noite tomou um rumo diferente quando várias moças usando yukatas frouxos em seus corpos entraram. Não sei como, mas Hashirama e eu fomos colocados sentados no centro da festa enquanto recebíamos em primeira mão a dança dessas jovens.

Todas elas eram bonitas e atraentes, quanto mais se movimentavam mais víamos seus corpos, elas estavam nuas por baixo do yukata. Mas mesmo assim eu nada senti e nada queria com elas.

Foi uma situação tanto quanto desconfortável. Todas as atenções estavam voltadas para elas e para nossas reações.

Senti que Hashirama também estava incomodado, mas talvez estivesse bêbado demais para perceber o real perigo do que iria acontecer aqui.

Quando a dança se finalizou os homens começaram a bater palmas e soltar urros de incentivo. Fugir dessa situação seria algo complicado, se eu rejeitasse ouviria muito desse bando de bêbados, além do mais eram garotas do Damyo, poderia ser considerado uma desfeita. Esse era o tipo comum de presente nesse meio, se fosse outro momento da minha vida eu provavelmente aceitaria sem nenhum problema. Mas agora era apenas... errado.

Antes que eu desse conta, uma garota havia sentado em meu colo e eu não me mexi, preferi deixá-la ali como escudo antes que outras viessem fazer algo. Nem ao menos a toquei.

Os homens começaram a escolher suas parceiras para noite, foi nesse momento que eu percebi o que verdadeiramente aconteceria.

Me virei para Hashirama e vi que tinha o mesmo olhar que eu, incredulidade. Ele também estava se casando por amor, provavelmente ele também não queria se relacionar com essas mulheres.

Depois de um tempo eu olhei ao redor e vi que ninguém estava mais prestando atenção em nós dois, estavam começando a se ocupar com as mulheres.

De forma um pouco rude tirei a garota do meu colo e fui para a mesa beber saquê. Minha noite se resumiu a isso, beber.

As coisas foram piorando conforme a noite caia. Nudez e sexo estavam acontecendo de forma desregrada. Por sorte essa foi uma reunião elitizada e com número limitado de participantes. Ao menos haveria sigilo.

Mas o pior da noite foi o que eu vi e jamais seria desvisto! Vi Tobirama nu em meio a duas mulheres, e viu meu irmão... meu irmãozinho caçula, em pleno fervor do ato sexual. Ali, bem no meio de todos e sem pudor nenhum.

Precisei de muito saquê para conseguir passar por aquilo.

Hoje todos se comportavam como se nada tivesse acontecido. Talvez as memórias deles estivessem deturpadas ou talvez estivessem apenas ignorando a verdade, não há como saber, ninguém falou nada.

Já estávamos vestidos a rigor e apenas aguardando o momento de sair quando Hashirama começou:

- Madara, está na hora de irmos encontrá-las no quarto ao lado.

- Ah.

- Acha de devemos contar a elas o que aconteceu ontem?

- Idiota, você é louco?

- Mas Madara, e se elas souberem?

- Não tem como elas saberem.

- Mas...

- Além do mais nós dois não fizemos nada. Ou depois que eu fui embora você fez alguma coisa?

- Não, claro que não.

- Então não seja estúpido, vamos fingir que nada aconteceu.

- Não sei, eu estou sentindo uma áurea estranha no ar.

- Você está prestando atenção em chakra agora? Logo antes do casamento?

- Não, não é chakra, mas também não é algo bom!

- Relaxa, você está apenas ansioso. Vamos.

Talvez eu devesse ter escutado Hashirama.

Assim que abri a porta do quarto das noivas um vaso estourou na parede ao meu lado, quando olhei para a direção que ele veio uma Sakura extremamente assustadora me encarava.

- Sakura? O que é isso?

Hashirama foi correndo para Mito que estava chorando, assim que ele chegou até ela recebeu um sonoro tapa no rosto.

Eu queria falar algo, mas a intenção assassina de Sakura me fez voltar a olhar para ela e deixar Hashirama de lado.

Fechei a porta atrás de mim e levantei os dois braços em rendição:

- O que é tudo isso Sakura?

- Isso?

- Ah.

- Isso sou eu depois de saber da pequena festa que aconteceu ontem a noite, nesse mesmo cômodo.

- Sakura – Comecei a me aproximar lentamente.

- Nem tente Madara, nem tente negar o que aconteceu aqui ontem.

- Eu ... eu não estou negando. Por favor, coloque a cadeira no chão e vamos conversar.

- Sério? Conversar? Você acha que eu realmente quero conversar depois de saber que meu futuro marido estava bêbado e transando feito coelho um dia antes do nosso casamento?

- Eu não fiz nada disso.

- Eu vi o estado em que você chegou ontem em casa Madara, não há possibilidade de não ter feito nada disso.

- Sakura... não é assim.

- Não é assim o caramba! Eu estou grávida, tendo muito mais trabalho do que você para planejar esse casamento, não tendo tempo nem para comer... e você passa a noite bebendo e transando... e ainda por cima vem me dizer que não é assim?

- Eu bebi, mas não toquei em mulher nenhuma, eu juro!

Sakura ficou em silêncio, ao contrário de Mito ela não tinha nenhuma lágrima em seu rosto. Ao contrário de Mito ela não estava me deixando chegar perto para tentar conversar.

 Ela apenas ficou em silêncio sem tirar os olhos de mim.

- Quer saber de uma coisa? Não vai haver casamento, não vou passar por essa humilhação de ser traída um dia antes do meu grande dia. Eu vou embora.

- O QUE?

Sakura começou a tirar o traje pesado do quimono, ela realmente estava fazendo isso.

Um desespero se instalou em mim, corri até ela e a segurei pelo ombro.

- Tire as mãos de mim!

- Não, me escuta! – Ela tentava a todo custo sair de meu aperto, praticamente se debatendo – Droga Sakura, me escuta!

- ME LARGA!

- Não! Me escuta! Eu te amo, eu não faria isso com você!

Aproveitei que ela se distraiu por um segundo quando ouviu que eu a amava e agi:

- Mangekyou Sharingan!

Sakura desmaiou em meus braços enquanto caia no mundo do genjutsu.


Notas Finais


gishi = cunhada
Ren’ai kekkon = expressão usada para casamento por amor


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