História A vida de Concha - Capítulo 19


Escrita por: e concha12

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Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Olhos caninos


Fanfic / Fanfiction A vida de Concha - Capítulo 19 - Olhos caninos

(...) 

Afinal o apito do carro não era pra nós! Ufa! 

(...) 

Chegamos na selva, e passamos as barreiras de interdito, já estava tarde então não havia policiais lá. 

(...) 

Mãe, vou a casa da Margarida, a mãe dela não está mas volta, foi às compras. 

Esta foi a mensagem que eu mandei à minha mãe, ela tem estado com muito trabalho por isso, como já lhe tinha falado de ir a casa da Margarida hoje, ela não se vai preocupar decerteza. 

A mãe da Margarida está a estudar a história de um convento, por essa mesma razão  vai chegar tarde a casa. 

Começamos andar. 

O chão estava cheio de folhas secas que faziam-nos escorregar muito. As árvores têm fungos, que mais parecem lodo, mas em terra. A terra é húmida, as pedras e rochas também, várias ribeiras aparecem a cada 100 metros, umas que passam por dentro do chão e se juntam a outras fazendo um rio, outras que acabaram, devido às queda de algumas rochas e árvores. 

- Nós vamos nos perder por este andar Concha! 

- Se nos perdermos, temos uma bússola, e um mapa, a bússola é inútil porque não sabemos usar e aquelas aulas de geografia foram um treta mas o mapa, com um pouco de esforço e sentido de orientação salva-nos! 

- Yah, tens razão! - ela fez uma pausa- estás a ouvir carassas?!!! 

- Ham? Oquê? 

- Cala a boca e ouve! 

- Não ouço nada! 

- Se te calares ouves! 

Ficamos caladas uns 2 minutos, e só ao terceiro minuto, eu ouvi uns gemidos. 

- O que é isto? - faço uma careta

- Gemidos nunca ouviste? 

- Ham...a... 

- Desca! 

- Ainda escorregamos e partimos uma perna, ou a cabeça! Eu sou nova demais para morrer! 

- Você quis vir aqui agora vai descer! 

- Não! 

Ela pega na minha mão e me puxa pela descida escorregadia cheia de pedras, rochas e lama, que levava até uma gruta. 

- Que raiva que você me dá! 

- Que medrosa que você é! 

Reviro os olhos. 

- Eu sou como sou! 

- As pessoas podem mudar! 

- Eu só não quero me arriscar inutilmente! 

- Inutilmente!? Pode ser um dos rapazes! 

- Porque estaria gemendo? - faço uma careta. 

- Porque ficou magoado! 

- Aaaa... 

Ela revira os olhos e entramos na gruta. 

Um volume que estava no chão se levanta e revela uns olhos frios, perigosos e sem medo. 

Eram um castanho amarelado, quase parecia âmbar, mas que eu saiba olhos cor de âmbar não parecem transportar chama dentro. O ser rosna mostrando os seus dentes afiados e põe-se em posição de ataque. 

Não berro, nem eu nem a Margarida, apenas ficamos quietas, bem quietinhas, como se tivéssemos congelado. Lágrimas caiem dos meus olhos, nesse momento lembro-me da minha mãe, e uma imagem que me carrega pro fundo sei lá porquê aparece na minha mente. (Imagem do capítulo). 

O lobo, salta para cima de mim, mordendo o meu braço, dou berros de dor e Margarida chora e grita ao mesmo tempo, tenta procurar algo para atirar ao lobo sem ser ela a nova refeição dele. 

Ela encontra uma pedra negra com pontas afiadas e faz pontaria na cabeça do lobo atirando a mesma para o lobo, que fica inconsciente com a cabeça sangrando. 

As duas respiramos ofegantes, damos as mãos uma à outra, e começamos correndo, pela saída do outro lado da gruta, que era aberta do dois lados. Quando uma ficava mais cansada e/ou o choro atrapalhava a respiração, uma puxava pela outra. Corremos até chegarmos a uma zona alta, apenas com grama fresca e algumas árvores. Um cansaço imenso caí sobre mim que caio no chão adormeçendo, as últimas coisas que vi antes de adormecer foi a Margarida fazendo o mesmo. Adormeci esquecendo tudo, a dor, os nervos, tudo.



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