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História A vida de dois adolescentes - Capítulo 17


Escrita por: Mon-

Notas do Autor


Eh, eu falei que não ia abandonar isso aqui não falei?

Capítulo 17 - Eu não sou?


Pov Mon


Bom, mais uma vez nessa merda de escola, chatão. Toda hora me pego relembrando o que a Mitsu disse sobre a Matoha me entregar, eu sei que ela não vai muito com a minha cara mais, mas tipo, ela não faria isso, faria? Me levanto do banquinho que sentava e vou até a sala da pessoa que é o motivo de 80% dos gados da escola, Matoha.


— Ae Matoha. 


 Falo após abrir a porta em tom alto, achando ela conversando com uma mina lá


— Oi? Mon? O que foi? 


 Diz e olha pra mim, junto com todas as outras garotas


— A gente pode conversar a sós? 


— Claro que pode.


A vejo se levantar e saio da frente da porta, esperando do lado de fora


— Você que me denunciou pra eles? — Sussurro


— Não, o Lon foi la em casa ontem, ele ta morrendo de medo.


— Eu sei que ta, aquele rostinho sorridente não me engana não, relaxa. 


Digo num tom meio cinzento, sem emoção. Pra falar a verdade ate eu tenho medo


— Mas era só isso?


— Só isso mesmo, valeu aí.


Sorrio e viro as costas, voltando pra minha sala



Depois de uma árdua batalha contra aqueles cadernos e livros infernais , a aula finalmente acaba e eu obviamente vou para o portão, ate por que eu tenho casa pra ir né não?

Escuto uma voz meio fina e penso que é direcionada a mim


— Ae moleque, você mora pra lá né?


Olho pra pessoa e sorrio vendo que era uma amiga, uma boa amiga. Vou ate ela e a vejo a mesma meio que se surpreender


— Você sabe muito bem onde eu moro, você praticamente mora lá Mi

Sorriu passando por ela que me segue em direção da minha casa.


Eu pensei que ela iria conversar comigo, mas ela só veio me acompanhando, não que seja ruim, até porque voltar sozinho não é muito legal, sei lá.



— Você quer me falar algo?

— Não, porque você acha isso? 


— Sei lá, você simplesmente veio só pra me acompanhar? Não acho isso muito convincente


Falo soltando uma leve risada, deixando um tom irônico. Eu gosto da Mi, mas às vezes dá umas vontade de socar ela


— Vai que você sai pra casa daquela sua namorada lá e quer abusar dela, ninguém sabe o quão louco você consegue ser

Diz num tom risonho. E é por isso que eu quero socar ela ÀS VEZES, só às vezes


Depois de mais uns minutos caminhando em completo silêncio chego em casa, o Lon falo que ia estar aqui junto com a Mah, no resumo vai ter a porra de uma resenha na minha casa so que não, ate porque eu não deixo isso nem por cima do meu cadaver. Chegamos em casa e vou ate meu quarto, esvazio minha mochila no foda-se e coloco umas roupa la, pelomenos uns quatro pares e recebo umas batidas na porta

— Aí Mon, vai pra onde? 


Escuto uma voz meio grossa e rouca, parecia com a do Lon, mas bem mais séria. Me viro e vejo que realmente era ele, mas com os olhos meio inchados e os cabelos bagunçados.


— Pra casa da Maya ué.


— Você não vai pra lugar nenhum e você sabe bem disso né?


Me aproximo um pouco e solto uma risada


— E quem é que vai me impedir? Ein, quem vai?

— Você pode ser especial, mas, três ainda são mais fortes que um.


— Mas por que eu não posso ir?


Me sento na cama, me senti meio mal quando falei aquilo, mas por algum motivo quis falar


— Você ta diferente cara, a Mi notou, eu notei e a Mah notou, a Maya não notou até porque ela é só uma humana comum. Eu talvez me senti um alien falando isso, só talvez.


Eu notei isso também, eu me sinto estranho, mas nem liguei, se eu tô vivo, tô bem 


— Eu não tô diferente, me deixa ir pra casa dela logo, quero ver ela


Passo pela porta, passando do lado dele e sendo barrado pela Matoha. Agora pronto, tem o bope na minha casa e eu sou o criminoso


— O que aconteceu lá?


— É o que todos queremos saber


Diz Mah e logo depois Mi. E agora que percebi que esses apelidos são meio convincentes. Tento me distanciar mas sou barrado por Lon, que aperta meus ombros com força, como uma massagem bem pesada


— Você tá muito estressado, não precisa fugir


– O que vocês querem de mim. Não aconteceu nada lá, a gente conversou, e só, eles vão vir atrás de mim, e acabou, foi isso


Falo dando de ombros no final. O que eles querem de mim, parece que estou escondendo algo, se eu não sei quem dirá eles.


— Você quer mesmo que a gente ligue pra sua querida namorada que você conta tudo?


— Podem ligar, eu não sei de absolutamente nada do que você estão falando, realmente nada, eu juro por que é mais sagrado que eu não sei de nada


Fui sincero, desesperado. Eu não faço a menor ideia do que eles tã falando, toda essa armação só tá me dando medo mesmo


— Tá bom, ele real não sabe de merda nenhuma


Diz Lon, deixando todos os outros confusos e totalmente boquiabertos 


— Mas o que você quer dizer com isso, eu moro com ele ta bom. Conheço ele muito melhor do que você


Diz Mi, fazendo birra parecendo uma criancinha. Ela até parece uma, ala, até combinou


— A gente envolveu a mina dele no meio e ele nem sequer quis abrir o bico, então deve ter nada mesmo não


— Então o que a gente tá estranhando nele?


Diz Matoha, colocando os braços na cintura e ficando emburrada. Mas tá todo mundo puto aqui? Como é que é.


— Deve ser só impressão


— Impressão coletiva? Conta outra ai


— Ou é isso ou a gente uso uma droga coletiva muito brisada aí que de tão forte não lembramos, e eu prefiro acreditar na primeira opção


Todos rimos de Lon e depois de mais alguns minutos de conversa, finalmente consigo sair e ir pra casa da Maya, que depois de uns cinco minutinhos eu chego e dou um "toc toc" na porta que logo depois de mais dez segundos ela me atende com uma cara emburrada. Hoje é o dia da putisse com o Mon aqui né?



— Qual é, o que eu fiz ja? Não vai reclamar que eu não falei com você na escola, passei o dia inteiro socado na sala, nem saí de lá hoje


Vejo ela meio que se envergonhar, denunciando que era exatamente isso. Eeee criancinha em corpo de adolescente

Vejo a mesma me dando passagem pra entrar


— Entra aí, fiz umas pipoca e comprei refri


— Que foi? Não vai nem dizer um oizinho?


— Entra logo antes que eu chute sua bunda daqui


Entro rindo e vou direto em direção ao quarto dela, abro a porta e tiro a camisa, jogando-a em algum canto aleatório do quarto e por fim me jogo na cama


— Que calor


Falo com a voz abafada pelo travesseiro


— Para de ser vagabundo, coloca essa camisa, foi educado em casa não?


Diz Maya num tom risonho e forçadamente mandona. Me viro de barriga pra cima e levanto um pouco o corpo, olhando pra ela


— Olha só que fala, a pessoa que por conta própria já apareceu nua na minha frente duas vezes


Provoco ela, levantando uma sobrancelha. Vamos ver como ela reage


— Duas? Eu só lembro de uma daquela festa da escola, e eu tava sob efeito de álcool, não venha me culpar


— Dizem que o álcool só liberta seus desejos mais profundos, eu nunca bebi, então não faço ideia ideia se é verdade


Me sento na cama e vejo uma expressão envergonhada e cheia de ódio se formar no rosto dela. Acho que ela pegou a indireta


— Porque você não bebe pra testar? Você falou com tanta certeza mas nunca nem bebeu


— Você tem camisinha aqui?


Curvo a cabeça pro lado, abrindo um sorriso deixando ela ainda mais envergonhada


— O que você quis dizer com isso? Tão do nada?


— "desejos mais profundos", já esqueceu?


Faço aspas com os dedos na hora de dar ênfase na frase e começo a engatinhar na direção dela, que se encontrava na frente da cama olhando pra baixo


— Aqui não tem nada, nem bebida


Diz engolindo seco. Eu não sei se é respeito, mas quando eu brinco de bad boy ela fica toda vulnerável. Chego até a ponta da cama, olhando pra ela que respirava forte


—  Eu preciso disso? Você realmente acha que eu preciso disso?


Digo botando mais força no "eu preciso", ate por que eu quero deixar ela ainda mais instigada, quero ver até onde essa valentona vai


— Você não vai fazer isso comigo, eu sei que não, te conheço


ABUSADA, OIA LA, ME DESAFIANDO. Bom, eu vou ter que apelar então. Levanto da cama ficando na frente dela, obrigando a mesma a se afastar, batendo de costas na parede


— Será que conhece, eu realmente não vou?


Fecho a saída dela colocando o antebraço na parede, fechando um dos lados. Seguro a mão dela e começo a deslizar pela minha barriga, vendo ela observar toda aquela cena com extrema atenção. 


— Para, eu só queria ver um filme


Sussurra, meio que implorando pra eu continuar hehe


— Eu conheço bem essa história de filme. Queria tanto assistir que não parou de olhar pra minha barriga quando tirei a camisa


Paro com tudo que estava fazendo e me jogo de costas na cama, fechando os olhos e rindo feito um condenado. Certeza que ela ta putassa


— Cafajeste


— Você tem que parar de pensar que vou abusar de você em qualquer situação


Paro de rir e ligo a TV, deitando na cama com ela e assistindo alguns filmes aleatórios aí. Essa tarde foi desnecessariamente relaxante




Notas Finais


Eu não vou abandonar essa fic pq sei q no fundo alguem gosta, nem que seja so uma pessoa, essa uma pessoa ainda vai receber os caos, apenas isso kkk

Bem, ate outro cap, é noix


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