História A vida de Natsu Dragneel - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Tags Fairy Tail, Gale, Gruvia, Jerza, Nalu
Visualizações 139
Palavras 2.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ciao minna-san!
(Olá em italiano)
Tudo bem com vocês? Desculpe o atraso pra postar esse capítulo, eu acabei dormindo um pouco demais... Bom, então vamos lá, procedimento padrão, boa leitura!

Capítulo 7 - Blefe


A vida de Natsu Dragneel

Escrita por DroyLee

Capítulo 6

Depois daquele dia que eu e Lucy viramos “amigos” minha rotina começou a mudar pouco a pouco. As vezes eu me sentava com ela e suas amigas, e outras Lucy que sentava comigo e meus amigos. Ela era uma garota legal, mas mesmo assim aquelas pegadinhas não saíram da minha memória ainda... E no início dessa semana foi difícil olhar pra ela sem lembrar do que vi quando fomos na casa do Jellal.

Mas tem uma coisa que eu achei muito estranha... Sua atitude continua a mesma, parecia estar evitando alguém, e aquilo estava começando a incomodar. Decidi que no dia seguinte eu iria a questionar sobre isso.

Estava sentado na minha cama, estava muito calor apesar de estar a noite. Minha janela estava aberta e mesmo assim eu suava tanto que o capeta parecia estar tocando a melodia do inferno do meu lado.

Minutos depois, eu tive que ir tomar banho pela 3° vez no dia.

— Satanás, tu é um filho da puta! — gritei indignado dentro do box do chuveiro.

E eu sem querer acabei escorregando e batendo a cabeça na parede um pouco forte. Eu juro que nunca mais vou te xingar capiroto, faz isso de novo não.

Depois de tomar banho, eu voltei para o meu quarto e parecia estar menos calor do que antes. Dei graças a Deus por isso e deitei na cama para dormir.

Acordei exatamente seis da manhã. Fui, tomei um banho, estranhei o fato da minha mãe ainda estar dormindo, mas dei de ombros. Vesti meu uniforme, arrumei meu material e dei um tapa no meu visual, hoje eu acordei de bom humor.

Como mamãe ainda estava dormindo, decidi pegar uma maçã e sai de casa, usando minha chave para trancar. Fui andando pela calçada enquanto comia.

No caminho cumprimentei todos aqueles que eu conhecia, o que é muito raro de fazer. Assim que cheguei na escola, notei que estava vazia. Vi no meu celular e percebi que já deveria ter dado a hora, onde estava todo mundo?

Foi quando eu vi um dos zeladores da escola varrendo o grande pátio. O gritei algumas vezes, parecia ter ficado meio surdo por causa da idade, mas veio até mim.

— Com licença, poderia me dizer onde estão os alunos e por quê o portão esta fechado? — perguntei.

— Rapaz... Você sabe que hoje é sábado né? — Olhou-me como se eu fosse a criatura mais burra do universo. Sinceramente. Naquele momento eu concordei com ele do fundo da minha alma.

— Ahh... Obrigado... — Agradeci, dei meia volta e me sentei perto do muro.

Claro, é por isso que a mamãe estava dormindo! É sábado! E eu levantei as 6 da manhã no final de semana porquê eu fui burro o suficiente para esquecer de desligar o alarme esses dias. Fiquei durante bastante tempo sentado na frente do muro da escola.

Até que me levantei, ainda indignado com a mula de quatro patas que eu sou, e, joguei o resto da maçã que tinha comido no lixo.

Fui para a cafeteria aberta mais próxima dali, que ficava a uns 10 minutos a pé. Gray me falava que todo dia acordava mais cedo apenas para poder tomar um café aqui e flertar com as garçonetes. Assim que cheguei em frente a ela, notei que o nome era bem normal... Coffeeland. Aceitável.

Assim que entrei, notei que o estabelecimento era muito bonito. Em geral, as mesas eram feitas de algum tipo de madeira escura, porém muito bonita. Os assentos, apenas de ver, já aparentavam ser confortáveis.

Naquele horário eu só via alguns poucos clientes, em sua maioria eram adultos tomando café ou duas senhoras de idade fofocando sobre como o fulano da rua delas perdeu a virgindade. Como elas sabem disso? Eu não faço ideia, e nem desejo descobrir.

Me sentei na mesa para dois mais próxima de mim, peguei o cardápio... É cardápio o nome desse treco? Acho que sim. Vi que tinha uns capuccino, uns café com viadagem pra deixar com gosto diferente e mais bonito, e na próxima pagina tinha uns bolos e biscoitos.

— Seja bem vindo mestre! O que deseja? — Abaixei o cardápio, e vi que era uma garçonete, cabelo branco curto, olhos azuis e pele pálida. Era bem atraente até.

— Vou querer um café normal com pouco açúcar e um bolo de chocolate.

— É para já! — anotou o pedido e saiu correndo.

Peguei meu celular no bolso e comecei a olhar meus jogos. Deveria distrair a cabeça enquanto isso. Tinha um jogo que eu baixei mas nunca nem abri, o nome era Clash Royale eu acho... O Jellal era viciado naquilo, e até mesmo Gray, que era o cara dos esportes, ficou viciado nessa porra depois que o ricão o apresentou.

Resultado foi simples, eu comecei a jogar, passei do tutorial e quando fui para o jogo real, perdi tanto o deletei o aplicativo. Minutos depois a garçonete veio até minha mesa e colocou o dia eu pedi.

— Aqui está, bom proveito! — se abaixou ligeiramente, e posso jurar que vi ela piscar, e saiu andando.

Notei que debaixo da xícara de café, tinha um bilhetinho. Peguei e abri, nele tava escrito “Prazer, meu nome é Lisanna, te achei bonito... Me chama no Whats lindo!” com um número embaixo.

Eu não sou o Gray, então isso nunca aconteceu comigo. Que porra é essa?

Depois de ter acabado na cafeteria, eu fui para casa e troquei de roupa. Eu coloquei uma bermuda preta, tênis vermelho e camiseta branca. Combinação estranha? Talvez. Já era 10 horas da manhã.

Liguei para Gray, e o chamei para fazer alguma zoeira com o Jellal e o Gajeel, mas ele disse que já tinha planos para hoje. Fiz a mesma coisa com os outros dois, e recebi a mesma resposta.

— Que porra! Será que vou ter que passar meu sábado dormindo? — me joguei na cama, e acabei caindo olhando para o teto.

Foi ai que bateu um carro e veio um airbag na minha mente. Eu poderia ligar e chamar a Lucy pra sair! Isso é o que eu faria se tivesse o número dela. De volta pra estaca zero. Foi ai que eu lembrei daquela garota da cafeteria. Lisandra eu acho... Lasanha, sei lá. Mas logicamente ela só deve sair de lá a noite.

Entrei no meu Facebook e procurei o perfil da Lucy. Por sorte a gente tinha alguns amigos adicionados em comum, então a achei mais fácil. Mandei um convite de amizade, e pra minha surpresa, não demorou nem 5 minutos pra ela aceitar.

— Yes!

A chamei no chat e pedi o número dela, ela me deu e pediu pra mim chama-la lá. Foi o que eu fiz, e após a gente falar sobre algumas coisas aleatórias, eu a chamei para sair hoje. Ela aceitou e disse para mim me encontrar com ela no parque as 2 da tarde.

Porra, ainda eram 10 da manhã.

Decidi matar o resto do tempo jogando.

Quando deu cerca de 50 minutos para o nosso “encontro”, afinal, eu estou apenas reunindo informações para minha vingança, fui tomar banho. Coloquei uma calça preta, tênis vermelho e camiseta cinza clara. Passei perfume, me despedi da minha mãe e fui pro parque.

Quando cheguei lá, a Lucy já estava lá. Estava vestida bem casualmente, uma calça jeans rasgada, uma camiseta ou sei lá o que era verde com detalhes pretos e uma sandália cinza.

— Natsu! — Acenou para mim sorrindo.

Fui correndo até ela e a cumprimentei. Das pessoas que eu esperava passar o sábado, a loira peituda era a última da lista. Certo, a gente melhorou muito nossa convivência desde que viramos amigos... Mas vez ou outra ainda rolava alguma alfinetada.

— Então, o que vamos fazer? — perguntou olhando para mim.

— Depende. O que voce quer fazer? — respondi-a com outra pergunta.

Ela parou por um momento, ficando pensativa. Bateu algumas vezes o dedo no queixo.

— Hoje está calor, vamos tomar um sorvete, você paga. — sorriu travessa.

— Q-Quanta audácia da sua parte senhorita Heartfilia... — semicerrei os olhos para ela.

Ela riu e me puxou pelo braço. Acabamos indo em uma sorveteria, fizemos nossos pedidos e sentamos em uma das mesas. Tinha várias pessoas hoje, aparentemente poucos estavam aguentando o calor sem um belo sorvete.

Começamos a conversar enquanto esperávamos o nosso pedido. Foi então que me lembrei que ia questiona-la sobre o porquê dela estar agindo estranhamente.

— Hey, Lucy. — disse, chamando sua atenção. — Porque está agindo estranha esses dias? Na verdade, já tem bastante tempo.

— D-Do que está falando? Eu ajo normal... — desviou o olhar de mim.

Suspirei, decidi que era melhor não forçar. Aparentemente Lucy era de uma família rica, sim, não tinha nada haver o que eu acabei de pensar, mas tudo bem.

Foi nesse momento que, graças a Deus, nossos pedidos chegaram. Eu pedi apenas três bolinhas de chocolate, já a Lucy... Pediu dois sorvetes, um tinha três bolinhas de chocolate, mais três de morango e uma de baunilha, enquanto o outro era apenas um de chocolate mas com vários confeitos e caudas diferentes.

Ela começou a comer um, e eu vi Zeref e Mavis pedindo seus sorvetes. Lembrando da minha conversa com meu irmão, e como ele pode ser uma coruja quando quer, ele provavelmente vai pensar que eu estou em um encontro romântico com a Lucy, vai vir aqui e vai fazer um interrogatório...

Quando percebi que eles estavam se virando, praticamente me escondi debaixo da mesa.

— Natsu? Você tem retardo? — perguntou a loira peituda.

— Shiii! Não tem Natsu nenhum aqui. — quando levantei a cabeça, Zeref me viu.

Falou alguma coisa com a Mavis que estava sentada e veio até nossa mesa. Porra.

— Olá Natsu. — falou sorrindo falsamente para mim. — Quem é essa?

— Ela é minha amiga... Lucy. — respondi contra a vontade.

E foi como eu disse, Zeref a cumprimentou, sentou na mesa e começou a fazer um trilhão de perguntas pra ela. Possivelmente tudo sobre a minha relação com ela. Fiquei encarando ele com raiva durante toda o interrogatório.

Me levantei e Lucy perguntou para onde eu ia, e eu respondi:

— Vou ao banheiro.

E na verdade eu fui até Mavis, que estava olhando três tigelas de sorvete vazias. Estava emburrada, provavelmente com raiva da demora de Zeref. Me sentei do lado dela, a surpreendendo.

— Natsu? O que faz aqui? — virou para mim, surpresa.

— Vim com minha amiga mais cedo... Possivelmente o Zeref achou que ela é minha namorada e esta interrogando ela nesse exato momento. — digo e em seguida suspiro.

— Droga, o Zeref é tipo uma mãe só que homem. — cruzou os braços emburrando o rosto novamente.

Minha cunhada é definitivamente fofissima. Engraçado é que... Quando Zeref tinha minha idade, uma vez ele a trouxe para nossa casa. Eu amava ficar com a Mavis, porque ela era extremamente gentil e fofa comigo, diferente do meu irmão, mas... Ela continua da mesma altura praticamente. Ela cresceu só alguns centímetros, é incrível.

Parece que a única coisa que cresce na Mavis é o cabelo...

Fiquei conversando um pouco com ela, e depois de alguns minutos Zeref finalmente apareceu.

— Ela ‘ta aprovada. — disse convicto.

— Ela é minha amiga! A...m...i...g...a! — respondo pra ele, e em troca ele apenas sorri.

Na verdade, nem eramos tão amigos... Eu estava apenas fazendo amizade com ela pra me vingar, afinal... Quem gostaria de ser amiga daquela peituda? Há!

Me despedi de Mavis e ignorei Zeref, e fui pra mesa onde eu estava antes com Lucy.

— Seu irmão é bem... FBI... — ela parecia cansada. Provavelmente de tanto responder às perguntas do Zeref.

Depois desse episódio “super legal” na sorveteria, ficamos matando tempo andando por ai e conversando. Quando já estava anoitecendo, eu me ofereci para levar Lucy para casa.

— Vamos lá, não tem nada de mais nisso. — insisti.

— N-Não precisa, sério... — ela olhou para trás de mim e seu rosto ficou pálido. — Natsu, me esconde, rápido!

Eu não entendi nada. Como eu esconderia ela? No momento, eu levei em conta duas coisas... Eu sou mais alto e maior que ela naturalmente... Então, eu a abracei bem apertado. Ela soltou um gritinho de surpresa, e quando eu olhei pra baixo, notei que ela estava muito vermelha.

Olhei para trás de mim e vi apenas um garoto. Eu sinceramente não o reconheci, mas ele tinha cabelos loiros, olhos azuis e uma cicatriz na sobrancelha.

— É dele que está se escondendo? — sussurrei para ela disfarçadamente.

— É... Depois eu te explico a história... — suspirou.

Seu rosto não clareou por nenhum momento. Tivemos que ficar ali, abraçados, durante uns bons minutos, até que aquele cara que me irritava com aquele olhar “superior” foi embora. Então, eu a soltei.

No exato momento que eu afrouxei o abraço, ela se virou de costas se afastando de mim e escondeu o rosto.

Ela era muito fofa. Q-Quero dizer, muito fútil. É.

— Agora que eu limpei sua barra... Quem era aquele? — apontei com o polegar para onde o loiro estava antes.

Ela demorou alguns minutos pra se recuperar, e então me encarou.

— Bem... Há algumas semanas atrás, eu notei que aquele garoto estava sempre no portão da escola esperando alguém... E sempre que eu ia embora me sentia sendo seguida. Passou algum tempo e ele veio falar comigo, se declarou para mim e eu o rejeitei. — falou, meio sem jeito.

— E por que faltou? Tem alguma coisa haver com a outra? — sim, a parte de evitar alguém realmente faz sentido... Só que eu nunca o vi na escola, então ele deve ser de fora.

— Eu fiquei com medo de encarar ele... Então desde que eu voltei tenho pedido para a Erza me acompanhar. — respondeu.

Ela está com medo de ir sozinha pra própria casa. Nem fodendo eu vou deixar ela ir sozinha, principalmente agora que já anoiteceu.

— Lucy — chamei sua atenção. — nem fodendo você vai ir sozinha para casa hoje, vamos.

Segurei sua mão e a vi corar, mas a puxei gentilmente e comecei a andar em direção a sua casa.

— C-Como sabe pra que lado eu moro? — perguntou, me pegando de surpresa.

Acho que falar “Ah, descobri quando te vi trocando de roupa enquanto tava na casa do Jellal” não é a melhor ideia.

— Minha intuição...

Eu tenho certeza que ela não acreditou nisso, mas aceitou. Fomos andando até o bairro dela, que não demorou tanto, em pouco tempo já estávamos lá. Aparentemente ela não havia notado, mas alguém estava seguindo a gente. Muito provavelmente aquele cara de antes.

Ele não me conhecia, eu não conhecia ele. Após eu me despedir de Lucy, tendo certeza que ela estava bem, eu fui até esse tal cara.

Eu ia ter que usar o meu maior blefe. Assim que cheguei perto dele, o empurrei e segurei seu colarinho.

— Quem é você, e por que está seguindo a Lucy?! — esbravejei.

Em uma luta real eu não tenho chance alguma, mas se eu blefar...

— Eu sou Sting Eucliffe! E você, o que é da Lucy-chan?! — pelo jeito que perguntou, era capaz dele ser um fracassado bem maior que eu.

Eu deveria livrar a Lucy desse cara. O derrubei usando pouca força e olhei para ele:

— Eu sou o namorado dela, Natsu Dragneel, luto artes marcias há três anos, se te ver próximo dela ou a seguindo, você vai acabar no hospital! — gritei.

Antes que eu pudesse continuar com a mentira, ele se levantou, visivelmente com medo, e saiu correndo.

No momento em que eu perdi ele de vista, meu coração batia muito forte, eu me sentei no chão e respirei fundo.

— Graças a Deus ele caiu... — sussurrei pra mim mesmo, rezando internamente.

Quando fui para casa, Zeref continuava falando sobre a Lucy ter a aprovação dele, e simplesmente desisti de colocar na cabeça dele que ela é só minha “amiga”.

Já no dia seguinte... Quando as aulas acabaram, eu fiz questão de sair junto da Lucy e olhar em cada canto do portão. O tal do Sting realmente não estava lá, ele caiu mesmo no meu blefe.

— Estranho... Aquele cara não está aqui hoje. — notou Lucy, olhando para mim.

— Hehe. — soltei uma risada.

— Isso tem algo haver com você, não é Natsu? — perguntou-me.

— Hummm... Talvez. — sorri travesso e sai andando.

Certamente eu me senti bem por ter feito aquilo. Um sentimentoe extremamente gostoso. Ahhh que delícia cara!

Mas não posso desviar do foco, Lucy Heartfilia, eu terei minha vingança!


Notas Finais


Bom, espero que tenham gostado desse capítulo. Sim, foi um pouco diferente, mas tudo bem. Como sempre, se tiverem alguma sugestão, crítica construtiva, ou tiverem encontrado algum erro ortográfico me avisem nos comentários!
E muito obrigado mesmo pessoal, passamos de 50 corações na Fanfic. Eu não esperava nem metade disso, haha.


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