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História A vida é como uma montanha russa - Capítulo 13


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Capítulo 13 - O menininho que escrevia músicas ruins


Fanfic / Fanfiction A vida é como uma montanha russa - Capítulo 13 - O menininho que escrevia músicas ruins


Eu tava acabado.... Não consigo dormir porque penso demais, minhas olheiras estão fundas. Estou sempre preocupado e em alerta, eu tô é ficando doido, paranóico talvez.... Essa mulher vai acabar comigo, onde que eu tava com a cabeça quando me envolvi com ela? Puta que pariu. Eu mal consigo cantar, estou inquieto o tempo todo (mais que o normal) minha asma tem atacado todo dia, então diante da minha situação todos me pediram pra dar um tempo pra relaxar, inclusive meus fãs, eles são uns amores,  muito compreensivos e eu amo cada um deles pra caralho. Irei para Doncaster o lugar onde eu cresci, vou ficar na casa da minha mãe, ela é legal, na verdade sou bem apegado a ela eu a amo tanto.. ouch... Que saudade, faz tempo que não faço uma visita a minha coroa. Talvez eu só precise um pouco dos mimos da minha mãe pra ficar bem.

— quer ajuda com a mala? — fui tirado dos meus pensamentos por Ana que apareceu na porta— oi!

— oi! — me virei pra olhar pra Ana enquanto a mesma sentava na cama

— quando você vai pra Doncaster?

— amanhã

— uuhmm vou sentir saudades— Ana fez bico

— eu também vou.... De todos vocês, e do palco— fiz bico

— vai ser bom pra ti— Ana soltou um sorriso doce

— eu sei — sorri de volta— sabe...? Eu tô pensando aqui.... Quer ir comigo pra Doncaster?

— eu? Porque?— Ana pareceu confusa

—ué moça? Ainda fica confusa quando te chamo pra fazer algo? — dei uma leve risada— não quero ir sozinho... Então.... seria legal ter sua companhia— dei um sorriso largo

— rsrs entendi. Tá bem então, eu vou!

— AAAAAHHHH— gritei e abraçei Ana

Na verdade não me importo de ir sozinho, okay, okay, eu posso estar um pouco assustado e paranóico, mas eu conseguiria ir sozinho numa boa... Só que quero tanto levar a Ana comigo, ela é uma ótima companhia pra se ter do lado nessas situações (não só nessas) nem sei como explicar em palavras o quanto me sinto bem ao lado dela, não sei explicar o bem que ela me faz. Eu simplesmente a adoro, Ana é uma mulher tão incrível e adorável. Um pouco mais tarde naquele dia Ana foi pra casa e arrumou as malas, a noite chegou e de novo eu não consegui dormir, levantei bem cedo e me arrumei pra viajarmos, fui até o apartamento de Ana buscá-la e depois pegamos nosso avião com destino a Doncaster. Quando finalmente chegamos na casa da minha mãe ela nos recebeu muito bem, sendo sempre simpática e carinhosa, logo nos alimentou. Eu me senti tão feliz por estar ali, o cheiro da comida da minha mãe me lembra de quando eu era apenas um menininho, escrevendo músicas ruins e cantando pra ela esperando que a mesma gostasse.... Essa casa me traz tantas recordações boas, algumas ruins como por exemplo eu chorando no banheiro, coisas assim.... Eu amo essa casa, esse lugar e tô ainda mais feliz porque Ana veio comigo.

— ah querido você não está dormindo bem não é?— minha mãe perguntou

— não mãe— falei manhoso 

— você se lembra de quando era pequeno? Você deitava no meu colo enquanto eu te fazia cafuné e você dormia como um bebê— minha mãe sorria arrumando meus cabelos

— eu lembro— sorri— aliás não seria uma má ideia..— estávamos sentados no sofá e eu aproveitei pra deitar no colo da minha mãe

—meu bebê...— minha mãe começou a fazer cafuné em meus cabelos— queria poder pegar você e guardar num potinho pra que não te machucassem, mas infelizmente assim é a vida e você precisa passar por isso

— eu sei mãe

— eu só quero que saiba que eu te amo mais que tudo..... E sempre que precisar eu vou estar aqui pra te fazer cafuné meu menininho— minha mãe tinha um sorriso doce no rosto, falava num tom calmo e sincero 

— eu sei. Eu também te amo mãe— sorri

Aos poucos começei a ficar com sono e adormeci, Ana e minha mãe continuaram conversando na sala enquanto eu dormia.

— olha só pra ele Ana, tão lindo não é? Pra mim ele ainda é aquele bebê pequeno que cabia nos meus braços

— isso é tão fofo, da pra ver que a senhora e ele são muito ligados um ao outro

— senhora? Não! Que isso? Me chame de "você"

— desculpe rsrs

— tudo bem querida, e sim nós somos muito próximos. Lembro de quando ele colocava um vestido, pegava uma escova de cabelo e ficava em frente ao espelho dançando

— ah meu Deus— Ana riu— isso é bem a cara do Dom mesmo 

— não é!?— minha mãe riu— mas sabe Ana? Eu o amo assim mesmo porque esse é ele de verdade

— eu entendo, parabéns pelo homem incrível que a senhora criou, ah desculpe, que você criou— Ana sorriu

Ana e minha mãe estavam se dando bem e isso me deixa ainda mais feliz, antes de irmos todos dormir tive uma conversa com minha mãe sobre tudo o que estava acontecendo na minha vida, ela como sempre foi o mais compreensiva possível, me acolheu em seus abraços quentes e reconfortantes, me aconselhou e me ouviu, naquela noite eu finalmente consegui dormir sem nenhuma preocupação ou medo, eu dormi feliz com um sorriso no rosto.

No dia seguinte levei Ana pra conhecer Doncaster, mostrei pra ela meu antigo colégio, a levei pra conhecer a parte mais movimentada de Doncaster, fomos brincar em vários brinquedos do Park, fomos ao shopping, ao cinema e por fim levei ela a um dos meu bares favoritos de Doncaster.

— o que vai querer?— perguntei olhando pra Ana

— mano— Ana riu

— o que foi?

— você!

— o que tem eu? — ri confuso 

— tô rindo de como você adora gastar dinheiro— Ana riu mais ainda olhando pras minhas sacolas em baixo da mesa

— eu só comprei umas coisinhas— ri da reação dela

— okay haha. Vamos comer xuxu, tô morrendo de fome!

— xuxu?— arquiei a sombrancelha

— é um apelido carinhoso que dou pras pessoas que eu mais gosto

— aah saquei, é brasileiro?

— sim

— que fofo! Adorei— sorri 

Depois disso fomos pra casa da minha mãe, a noite estava fria e silenciosa, minha mãe preparou chocolate quente para nós, Ana e eu fomos pra fora nos sentar num banquinho de balanço na varanda pra conversar.

— aqui é tão frio... Uuugghh— Ana tremeu— ainda não me acostumei com esse frio todo

— haha quer voltar lá pra dentro?

— não, tudo bem 

— por isso peguei o edredom, vem cá— envolvi Ana com meu casaco em um abraço pra ela ficar quentinha— melhor?

— sim. Você tem cheiro de morango— disse Ana

— ãhm? Como assim?— franzi o cenho

— eu não sei haha, você tem um cheiro gostoso, me lembra morango

— ah okay haha, você está cheirosa também.

No outro dia nós fomos ao mercado comprar algumas coisas pra ajudar minha mãe no almoço, levamos uma lista pra não esquecer de nada.

— eeii anaaa— chamei Ana correndo com o carinho na direção dela

— garoto.. haha o que você tá fazendo?

—sobe

— o que?

— entra no carrinho

— porquê?— Ana me olhou confusa

— entra logo! Você vai ver— sorri 

— tá bem.... O que vai fa.... Aaah Dom!— começei a correr com o carrinho pelo mercado, enquanto Ana ria soltei o carrinho e deixei ele ir— Dom! Aaaah, eu vou matar você hahaha

— HAHAHA Você tá indo bem xuxu— falei pra Ana. Começei a correr na direção dela pra impedir que o carrinho batesse na torre de enlatados— minha vez!!

— você é doido— disse Ana rindo

— eu sei hahaha

Ana empurrou o carrinho correndo pra lá e pra cá e soltou com toda força que ela tinha, acabou que não deu tempo dela me pegar, esbarrei numa prateleira derrubando alguns shampoos.

— caramba haha— Ana ria 

— oporra haha 

— Olá? Peço pra não continuarem fazendo isso okay? Se não terei que pedir pra que se retirem— o segurança do mercado nos chamou atenção

— okay desculpe— falei pra ele contendo o meu riso

— tá vendo Ana! Cê só apronta— a olhei balançando a cabeça em negação

— eu? Você quem começou bagunçeiro

Não aguentamos e caímos na risada, arrumamos os shampoos caídos e finalmente fomos as nossas compras.

— pegou o molho de tomate?— perguntei

— sim— Ana respondeu

— Dom? Dom!! É você!— escutei uma voz feminina ao lado e não era de Ana

— Sarah!? Oii!— nos abraçamos— ah! Olha, essa é minha amiga Ana, Ana essa é a Sarah uma velha amiga de infância

— ah oii— disse Ana

— ah entendi— disse Sarah ignorando Ana— como você tá?

— eu tô bem, quer ir lá pra casa almoçar?— perguntei alegre

— adoraria!— Sarah sorriu


* DOMINIC HARRISON OFF*


*ANA ON*

Mano puta que pariu, nunca me senti tão ignorada, enquanto ainda estávamos no mercado e durante nossa caminhada até em casa o Dom e a Sarah ficaram falando de coisas que só eles entendiam ou pondo o papo em dia, falando sobre a infância deles, coisas assim. O Dom tentanva me por na conversa pra não me deixar de fora mas o problema é essa Sarah, ela o tempo todo dá um jeito de me deixar de fora, estou me sentindo como se eu fosse invisível.

— aah que bom que chegaram! Por que demoraram tanto?— disse a Sr. Harrison— OH Sarah! Quanto tempo querida!

— Olá! — Sarah abraçou a Sr. Harrison

— como vai querida?

— bem e a senhora?

— vou bem, entrem saiam do frio

Fomos todos ajudar a Sr. Harrison na cozinha, a Sr. Harrison me pediu para ir cortando uma cebola pra ela enquanto ela cortava as tomates, mas aí....

— aohr da licença menina, eu faço isso!— Sarah tomou a faca da minha mão— eu sempre costumava ajudar a Sr. Harrison na cozinha— Sarah me olhou e sorriu sarcasticamente

— tudo bem, mas a Sr. Harrison pediu pra mim e não pra você— olhei pra Sarah serrando os olhos

— Ana, vem me ajudar aqui?— Dom me chamou percebendo que o clima ficou tenso

— claro— fui pra perto de Dom

— ela só está com ciúmes de você— Dom tentou me acalmar— ela às vezes é meio encrenqueira, então não dá muita bola pra ela

—uhm.

— ei! Não fica assim, vem cá— Dom me abraçou e lambeu minha bochecha

— nahummm, ah é?— mordi a bochecha de Dom

— aai doeu haha— Dom fez cara de triste 

— tadinho hahaha — beijei Dom onde mordi— desculpa

Antes de Dom dizer qualquer coisa, Sarah me empurrou de leve e se enfiou entre nós nos separando bruscamente, só pra dar um beijo na bochecha do Dom.

— não morde o Dom! Eu não gosto— Sarah falou como se ele fosse dela

— você não tem que gostar, o Dom não é seu— falei sorrindo

— você que pensa querida

— Sarah? Calma tá okay?— disse Dom

— eu tô calma, só não gosto dessa menina mechendo com você

— essa menina tem nome— disse— e é Ana

— fica quieta tá! Não tô falando com você

— Sarah? Para— disse Dom

— tá defendendo ela?— Sarah o olhou séria

— não tô defendendo ninguém por que não tem do que defender, mas vocês duas são minhas amigas e não quero que vocês briguem, então seja gentil com ela Sarah— Dom respondeu calmo

— o que está dizendo? Que não tô sendo legal com ela?— Sarah disse

— legal é uma palavra muito distante do que você está sendo comigo— disse

— perguntei pro Dom entrometida— Sarah me olhou e me empurrou

— para com isso Sarah! — Dom falou

— deixa Dom, eu vou tomar um banho— sai antes que alguém dissesse algo mais

Eu não queria mais ficar ali porque se eu ficasse o bagulho ia ficar loko, eu ia descer o soco naquela escrota e eu não queria causar logo na frente da Sr. Harrison. Até aparece que brasileiro leva desaforo pra casa, aaah que raiva, não há chá de camomila no mundo que tire o ódio no meu coração. Tomei um banho quente na tentativa de me acalmar e, fui pra varandinha dos fundos sentar no banco de balanço, fiquei lá sozinha durante um tempão pensando, não queria mais sair dali e nem falar com ninguém naquele momento.

— querida você está aí.... Estava te procurando

— Sr. Harrison? Oi, me desculpe por aquela briga boba

— aah tudo bem minha querida, sei que não foi você quem provocou

— mesmo assim me desculpe

— você tem que parar de me chamar de senhora

— okay haha 

— venha— Sr. Harrison me chamou para um abraço— você deve estar com fome

— um pouco— respondi 

— olha só! Achei vocês— Dom apareceu

— vou deixar vocês sozinhos, depois vá comer Ana— Sr. Harrison falou num tom gentil

— eu vou sim— sorri 


* ANA OFF*


*DOMINIC HARRISON ON*

Levei Sarah até em casa, estou decepcionado com ela por ter agido daquele jeito com Ana, acho que ela só estava com ciúmes da Ana, Sarah sempre foi meio ciumenta comigo por me considerar um irmão, mas ela nunca tinha agido daquele jeito. Ana claramente estava desconfortável com a presença de Sarah, caralho eu saio da Califórnia pra vir descansar na casa da minha mãe e minhas amigas brigam, eu não tenho descanso. Não gostei de ver Sarah agindo como se Ana não estivesse lá, Ana ficou brava e sumiu e agora que voltei não sei onde tá minha mãe e nem a Ana.

você deve estar com fome— ouvi a voz da minha mãe

um pouco

— olha só! Achei vocês— as duas me olharam 

— vou deixar vocês sozinhos, depois vá comer Ana

— eu vou sim— Ana sorriu

— eai? Tudo bem?— perguntei

— uhum

— mesmo? Olha Ana, desculpa pela Sarah, acho que ela só tá com ciúmes, eu falei com ela mas não entendi porque ela agiu assim

— tudo bem Dom não precisa pedir desculpas, eu não gostei nem um pouco do jeito que ela me tratou mas não é culpa sua

— me desculpa se te deixei de lado em algum momento

— okay xuxu

— prometo que te recompenso amanhã— abraçei Ana e dei um beijinho na testa dela

Ficamos abraçados no banquinho de balanço enquanto eu fazia carinho nela, conversamos, rimos de coisas imaturas. Estava frio lá fora mas tava um clima tão gostoso entre nós que eu não queria sair dali, por um momento tudo ficou quieto, começei a sentir o calor do corpo de Ana contra o meu, ela tinha um cheiro tão gostoso. Quando percebi eu estava igual um idiota olhando pra Ana, reparando em cada detalhe de seu rosto.

— o que foi?— Ana estava vermelha

nada—  minha voz quase não saiu 

— você tá esquisito — Ana riu — está me deixando com vergonha

— hahaha ai Ana— dei um beijinho na testa dela e levemente peguei em seu queixo

Eu não consigo explicar porque mas senti uma vontade imensa de beijá-la, o sorriso dela é tão lindo...... Puta que pariu, que mulher linda da porra, me aproximei devagar até sentir a respiração de Ana bater em meu rosto. Meu coração acelerou ao perceber que ela não recuou, olhei pra sua boca levemente rosada e, com cuidado selei nossos lábios em um beijo calmo e suave que foi correspondido no mesmo instante. Senti minhas bochechas queimarem, parecia que me coração ia pular pra fora do peito.



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