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História A Vida é da Cor que Nós Pintamos - Dramione - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, olá! Aqui estou eu, lançando o capítulo um dia mais cedo ahahah
Bom, aqui em Portugal é dia dos namorados e por isso decidi postar hoje para comemorar esse dia, embora não haja muito Dramione neste capítulo.
DEDICO ESTE CAPÍTULO À @EllaClaire! Muito obrigada por todos os comentários e por todo o carinho! Gostei imenso de te conhecer e agradeço o dia em que me recomendaste a tua história, pois me ajudou a desconstruir certos preconceitos que eu antes tinha!
Espero que gostem!

Capítulo 25 - Capítulo 23


Fanfic / Fanfiction A Vida é da Cor que Nós Pintamos - Dramione - Capítulo 25 - Capítulo 23

Capítulo 23

A volta às aulas tinha sido um momento inevitavelmente aterrorizante para todos os alunos de Hogwarts. Havia algo no clima pesado que se instalara no mundo após a Páscoa que nos aterrorizava a todos, era como se o planeta antecipasse o início da guerra que estava por vir.

Com a aproximação dos exames do fim de ano, o stress era coletivo, mas não havia explicação para o estado do trio de ouro. Melhor que todos, eles sabiam o que estava por vir e não foi uma grande surpresa para mim ver o quão grave era o estado deles. Não era incomum ver Harry Potter na biblioteca, andando de um lado para o outro, conversando consigo próprio. Os seus cabelos estavam ainda mais despenteados que o normal, os olhos verdes sempre tão intensos e expressivos esbanjavam preocupação e medo. Pansy até comentara que ele já não se mostrava mais o mesmo, o Harry de agora parecia à beira da loucura, sempre tremendo, sempre pesquisando novas formas de derrotar o Voldemort. E não era para menos, eu sabia que Dumbledore e Snape tinham continuado com a missão que me cabia a mim e o momento em que os Devoradores da Morte invadiriam a escola e matariam o diretor estava mais próximo do que eu gostaria que estivesse. Ginny e Blaise também tinham mencionado o quanto Ron parecia nervoso: toda a dedicação que tinha dado aos estudos no último mês tinha se esvaído completamente, mas continuava a passar horas na biblioteca, sentado sobre resumos e gráficos sobre magia negra que Hermione lhe entregava todos os dias e analisando-os um a um com todo o cuidado possível. Brown passava essas mesmas horas sentada na sua mesa, tentando chamar a atenção do ex-namorado com ameaças, mas era ignorada com sucesso, pois Ron fingia a todo o custo que ela não existia. A Brown só parou de lhe infernizar os dias quando Hermione e Ginny, completamente furiosas, discutiram com ela a plenos pulmões num corredor e a colocaram na enfermaria com uma azaração forte. Hermione parecia tão desnorteada quanto os amigos. Foram inúmeras as noites em que acordei com o som da pena arranhando o pergaminho, que a obriguei a deitar-se comigo novamente na cama. Ela estudava mais que nunca, mas não coisas relacionadas com a escola. Hermione já nem se importava em entregar os trabalhos de casa, os seus dias resumiam-se a ler grandes livros de magia negra, recolher informações sobre feitiços, sobre primeiros socorros, aulas passadas sem sequer ouvir uma única palavra do professor de tão absorta nos próprios pensamentos que estava. Para mim, essa era a maior prova de que algo medonho estava para acontecer e os três sabiam mais que eu. Em que planeta Hermione Granger não daria valor aos estudos? Em que planeta ela não faria um trabalho?

─ Herms! – Chamei pela décima vez. Hermione levantou os olhos cansados do livro, dirigindo-os para mim. Lágrimas tinham-se formado pelas horas de leitura, mas ela não as deixou cair, agora atenta a mim.

─ O que foi, amor? – Perguntou. Suspirei.

Estávamos na sala precisa, no quarto que tínhamos feito nosso, onde dormíamos sempre desde o início da nossa relação. Eu estava deitado na cama, coberto até aos cotovelos pelas mantas grossas. Há muito que tinha deixado o livro de ação que lia e a observava, sentada na escrivaninha ao lado da lareira, lendo e fazendo anotações rápidas em pergaminhos que entregaria a Ron nos próximos dias. Ultimamente era sempre assim.

─ Deixa isso, vem deitar-te aqui! – Pedi. Hermione respirou fundo algumas vezes antes de fechar o livro e se espreguiçar, estalando os ossos das costas. Abrindo um pequeno sorriso, despiu as roupas do uniforme, jogando-as em cima da cadeira e subiu para cima da cama, escondendo-se debaixo das mantas e encostando-se a mim. – Não sei que tipo de missão o Dumbledore vos deu, mas devias descansar, linda.

─ Eu sei, Dray. – Respondeu simplesmente. Coloquei o livro na mesinha de cabeceira e subi para cima do seu corpo, sentando-me em cima do seu traseiro, já que ela estava deitada de bruços. Hermione deu um leve gritinho quando passei os meus dedos gelados pelas suas costas nuas, apertando suavemente os músculos doloridos e tensos pelo stress. – O que vais fazer?!

─ Massagem! – Exclamei. Ela riu quando lhe fiz cócegas perto da barriga, mas logo me dediquei a relaxar o seu corpo.

Fechei os olhos com força. Hermione estudava sem parar porque com certeza estaria na linha da frente nesta guerra.

 

 

Não foi nenhuma surpresa quando, no último dia de exames, o professor Snape apareceu no salão comum dos Slytherin pedindo para falar comigo. Parecia mais abatido do que nunca e soube pelo seu olhar que chegara o dia da morte de Dumbledore. Quando fechou a porta dos seus aposentos, jogou-se numa poltrona, suspirando de cansaço e tristeza. Indicou o sofá à sua frente com a mão.

─ Finalmente conseguimos consertar o armário sumidouro. – Contou. A voz amargurada deixou-me com um aperto no peito. Snape olhou-me durante alguns minutos antes de prosseguir: - Chegou o dia. Os Devoradores da Morte vão invadir a escola hoje.

─ E o que é preciso eu fazer? – Perguntei. Endireitei-me no sofá, esperando sério pela resposta do professor. Talvez fosse este também o momento em que todos os treinos com o professor fossem valer a pena, eu tinha melhorado muito, tornara-me melhor em duelos e, por isso, sentia-me confiante o suficiente para enfrentar um seguidor de Voldemort, embora sentisse o frio que se instalara na minha barriga indicando o medo que sentia de ser torturado novamente.

─ Quero que me prometas que não vais lutar, Draco. – Disse. Levantei-me bruscamente, indignado. Mais do que todos, eu merecia redimir-me comigo próprio e não seria Snape ou qualquer outro professor, nem mesmo Dumbledore que me iriam impedir de o fazer. Eu iria fazer todos aqueles treinos valer a pena, eu protegeria a Hermione e ajudaria Harry e Ron na batalha. Eu iria lutar, independentemente do que ele dissesse.

─ Nem pensar, Snape! – Gritei. Respirei fundo para me acalmar, não havia motivos para estar alterado. – Eu vou lutar nesta merda de batalha!

─ Não é uma boa ideia, Draco. – Snape também se levantou, porém mais calmo e cansado que eu. – Bellatrix e Lucius vão lá estar. Eles querem te capturar!

Durante alguns minutos o silêncio reinou no cómodo. Todo o meu corpo tremia de medo, de terror, mas eu não iria ser um cobarde de novo. Tinha prometido a mim próprio que lutaria pelo certo, que lutaria por mim e pelos meus ideais, que lutaria por Hermione e ajudaria a trazer a paz ao mundo mágico. E era isso que faria. Mesmo se Bellatrix e Lucius lá estivessem, mesmo se eles me capturassem e levassem para a Mansão Malfoy para me torturar vezes e vezes sem conta. Apertei a ponte do meu nariz entre os dedos, flashes das mortes que causei e que vi outros causarem passaram pelos meus olhos. Mais uma vez vi aquilo que fiz, vi aquelas pessoas serem torturadas até à morte ou até à loucura pelas mãos dos seguidores de Voldemort, vi os seus olhos determinados, os sorrisos nos seus rostos. Sorrisos de quem morre pelos seus ideais. Sorrisos de quem não tem medo de morrer. Eu preferia ser torturado pelo meu pai e pela minha tia ou até pelo próprio Voldemort e morrer dignamente do que ser novamente um cobarde e não fazer nada. Sorri com desdém, olhei para Snape com a maior determinação que poderia sentir. De qualquer das formas, tortura era algo com o qual eu já estava familiarizado: tinha passado toda a minha infância e adolescência a ser espancado pelo meu próprio pai, tinha passado o último ano a ser torturado pela minha própria mente e até tinha conhecido o sabor da Maldição Cruciatus e da lâmina da adaga envenenada da minha bela tia. O que era isso diante do que eu faria agora?

─ Eu vou lutar, Snape. E não há nada que possas dizer ou fazer para me impedir de estar na linha da frente de batalha.

 

 

Gritos ecoavam por todo o castelo, faíscas e feitiços eram lançados para lá e para cá à medida em que os Devoradores da Morte se dirigiam para a torre de astronomia. Joguei-me para o chão e rolei até estar atrás de uma estátua, segurando a varinha bem firme entre os dedos e respirando ofegante. A voz de Bellatrix erguia-se acima das outras, com gargalhadas estrondosas e divertidas ela aproximava-se. Lucius Malfoy vinha logo atrás, marchando a passos duros e com o rosto vermelho de raiva em me ver lutar pelo lado do bem. Fechei os olhos com força durante alguns segundos, repassando na minha mente todos os feitiços de ataque que conhecia. Tinha que haver uma forma de os derrotar rápido, não sabia se Hermione estava bem, mas pedia a todas as divindades para que Fred e George a protegessem enquanto eu estivesse longe. Harry não estava na escola, assim como Dumbledore e Ron lutava bravamente ao fundo do corredor. Abri os olhos, os saltos de Bellatrix estavam próximos. Olhei para o meu braço esquerdo, onde as mangas arregaçadas mostravam cicatrizes ainda demasiado recentes do braço em que tinha um dia estado a marca negra, cruelmente arrancada a sangue frio pela minha tia Bellatrix.

─ Não adianta fugir, Draquito! – Gritava ela a plenos pulmões. – Hoje o Lord das Trevas irá ficar orgulhoso. – Riu escandalosamente. – Terá o que mais quer: a morte de Dumbledore e tu e o Potter nas suas mãos! Adianta dizer o quanto o Lord está furioso por o teres traído? Ele vai amar pôr-te as mãos em cima!

─ O meu próprio filho! – Lamentou Lucius. – Um traidor de sangue, um membro da Ordem… que desgosto! Pedirei ao Lord para me deixar punir-te, Draco!

Respirei fundo. Corri o mais rápido que consegui para longe da estátua, que explodiu com um feitiço de Lucius. Ao longe, outro Devorador da Morte apareceu no corredor e juntou-se a quem quer que duelasse com Ron. O ruivo caiu, atrapalhado com os feitiços deles. Ele precisava de ajuda e eu tinha que ser rápido. Lucius ergueu a varinha para mim.

Incarcerous! – Gritou. Joguei-me para o chão a tempo de ver o feitiço passar por cima de mim e atingir um devorador da morte que lutava com Tonks. Bellatrix estava perto o suficiente para conseguir segurar-me pelos cabelos e erguer-me, encostando a varinha ao meu pescoço.

─ Apanhei-te! – Brincou, risonha. O meu braço latejou, como se me lembrasse da dor que tinha sentido na última vez e dos objetivos que eu tinha traçado para mim próprio.

Com toda a força que reuni e num momento de distração dela e Lucius, pisei o sapato de Bellatrix com o calcanhar, ouvindo-a soltar um grito dolorido quando o seu pé estalou por baixo do meu.

─ Ora, seu…

Stupefy! – Lancei o feitiço contra Lucius, que não teve tempo de reação e foi arremessado contra a parede ao lado de Ron. Virei-me para Bellatrix, que tinha um sorriso cruel no rosto, provavelmente pensando em diferentes formas de me matar, lágrimas de dor e ódio escorriam nas suas bochechas e pude ver o brilho demoníaco nos seus olhos. Como é que eu era da mesma família que estes dois seres tão repugnantes? Ergui a varinha, notando que nem ao menos me sentia culpado pelo que estava prestes a fazer. – Incarcerous!

Bella caiu ao chão, debatendo-se contra cordas invisíveis que a sufocariam até à morte.

─ Draco! – A voz de Ron ecoou falha quando, desesperado, ele rolou no chão, escapando por milímetros a uma maldição da morte.

Tudo aconteceu muito rápido: corri para o ajudar, desviando-me dos feitiços que me eram lançados, atirei-me para cima de um dos Devoradores da Morte, socando-lhe o rosto. Ron rolou novamente no chão, a maldição da morte que o outro devorador lançou passou-lhe raspando na orelha e ouviu-se o som de um corpo a cair. Aproveitando a distração dos seguidores de Voldemort, chutei o rosto de um deles, quebrando-lhe a máscara. Eu conhecia-o bem, era Goyle, um brutamontes tal como o filho - o qual eu tinha feito de guarda-costas nos primeiros anos em Hogwarts - e olhava-me com desespero quando encostei a varinha ao seu rosto.

Avada Kedavra. - Murmurei. Observei naquela fração de segundos a vida se esvair do seu rosto, mas ao contrário da dor e da culpa que sempre sentia quando matava um inocente, aquela morte trouxe-me algo muito próximo a prazer, senti-me um justiceiro. E nada me poderia deixar mais assustado do que ter prazer ao matar… fosse quem fosse.

O seguidor do Lord das Trevas que tentava matar Ron tinha fugido para ir ajudar a minha tia Bella, que estava inerte ao fundo do corredor e Ron tinha-se arrastado até a um corpo envolto numa poça de sangue. Observando o Devorador da Morte fugir com Bellatrix nos braços, aproximei-me a passos rápidos para verificar quem era aquela mulher que Ron segurava nos braços de forma tão chocada.

─ É a Lavender! - Disse Ron. Olhou para mim, a culpa evidente nos seus olhos.

─ Ron, não foi culpa tua… ela estava no lugar errado à hora errada, tu desviaste-te da maldição, não poderias fazer nada. - Ajoelhei-me ao seu lado, observando como Lavender tinha a barriga cheia de cortes profundos que deixavam os seus órgãos expostos. Suspirei tristemente, com certeza Fenrir Greyback tinha feito aquela atrocidade e por mais que Lavender Brown fosse uma estúpida arrogante e louca, ela lutava pelo lado certo e não merecia aquilo. - Ela iria morrer de qualquer forma ou então tornar-se-ia uma lobisomem… não poderias fazer nada, Ron. Não foi tua culpa!

─ Eu… eu deveria ter ido no lugar dela…

─ Ronald, ela está gravemente ferida! A Brown não sobreviveria, eu sei quem fez isto. Foi o Greyback, ele é um lobisomem e adora torturar e matar. Se queres que seja sincero… – Respirei fundo, segurando a mão de Ron e erguendo-o do chão. – Eu vi crianças sofrerem o que ela sofreu, a maldição da morte tirou-lhe a dor, Ron. Se não tivesse acontecido, ela teria sofrido muito mais!

─ Eu… eu sei, Draco. – Ronald respirou fundo, olhando determinado para o fundo do corredor. – Vamos, temos que ir ajudar a Hermione e procurar o Harry!

─ O Harry não está em Hogwarts, assim como Dumbledore.

─ A Ordem já deve de o ter avisado! – Gritou Ron enquanto corria para o fundo do corredor. Acompanhei-o um pouco mais cansado, absorvendo o ar mais rápido do que desejava, uma pequena dor pelo cansaço já se tinha instalado na zona das minhas costelas. A batalha tinha começado há algumas horas e eu já estava exausto. Imaginei como seria na batalha final, será que aguentaria? – Já se passaram horas, o Dumbledore já deve ter chegado!

Paramos ao chegar à escadaria, onde Snape corria, olhando para trás algumas vezes, esquivando-se dos feitiços de um Harry aos prantos. As lágrimas escorriam dos olhos verdes carregados de ira e Harry gritava a plenos pulmões:

─ COBARDE! SNAPE! TU ÉS UM COBARDE! COMO FOSTE CAPAZ?!

Ginny vinha logo atrás, com os cabelos presos num rabo de cavalo alto e o rosto sujo de sangue. Ela tentava segurar Harry, tentava chamá-lo à razão. Não era como se eu não tivesse dito que Snape ficara com a minha missão, Dumbledore tinha pedido por aquilo e eles sabiam, por mais que não quisessem acreditar, por mais que quisessem condenar o Snape por aquilo que tinha feito. Ele estava do nosso lado. Sem pensar duas vezes, desci as escadas a correr, de varinha apontada para Harry.

Levicorpus! – Sussurrei. Harry foi erguido no ar, brandindo os braços com desespero, olhou-me com raiva.

Snape escapou pela porta do castelo, correndo pelos jardins. Os Devoradores da Morte que tinham entrado no castelo foram atrás dele, Lucius já estava quase recuperado do feitiço que lhe tinha lançado, carregava a minha tia nas costas. Pararam à porta, lançando-me um último olhar de desprezo e fugiram.

Ron e Ginny aproximaram-se ofegantes de mim e Harry, que ainda estava suspenso no ar pelo meu feitiço. Harry berrava comigo, ordenando-me que o colocasse no chão, chamando-me de traidor, que sempre soubera que eu não era de confiança, mas eu decidi ignorar aquilo. Um Harry de cabeça quente não dizia aquilo que realmente pensava.

─ A Hermione? – Consegui perguntar entre os prantos de Potter.

─ Estão todos na Ala Hospitalar. – Foi Ginny quem respondeu, limpando o rosto suado com a manga da blusa. Lançou-me um olhar preocupado depois de me abraçar e jogou-se nos braços do irmão. – Estou contente por ver que estão vivos. Temos que subir rápido, o Bill foi atingido.

─ Atingido? Atingido como? O que aconteceu? – Questionou Ron desesperadamente, subindo as escadas atrás da irmã. Ainda de varinha apontada para Harry, corri atrás dos dois, trazendo-o comigo.

─ Eu não consegui entender muito bem. – Explicou ela. Viramos mais um corredor. – Eu saí antes de explicarem o que realmente aconteceu, quando ouvi o Harry gritar com o Snape. Parece que o Bill foi atacado pelo Greyback.

─ Espera, pelo Greyback?! – Perguntei, surpreendido. O aperto no meu peito era evidente, Bill provavelmente estaria num estado tão mau quanto o de Brown, além de que teria que lidar com aquilo para o resto da vida. – Isso significa que ele se irá tornar um lobisomem?

─ Não sei, Draco, mas espero que não.

A enfermaria estava lotada de Weasleys, todos reunidos à volta da cama onde Bill repousava, com o rosto enfaixado, porém acordado e tentando tranquilizar os familiares. Fleur Delacour, a sua noiva, chorava copiosamente, murmurando-lhe o quanto o amava, independentemente de qualquer coisa. Hermione estava sendo consolada pelos gémeos, mas logo se desvencilhou deles, vindo ao meu encontro e jogando-se nos meus braços.

─ Dray! Estou tão feliz por estares bem! – Disse, claramente aliviada. – Não te encontrei em lado nenhum, pensei que o Lucius e a Bellatrix te tivessem levado! – Segurou o meu rosto com as mãos, encostando as nossas testas. – Eu não sei o que faria… eu amo-te tanto!

Pelo canto do olho, vi Fred bufar irritado, saindo da enfermaria a passos duros quando Hermione me beijou apaixonadamente. Ah! Ah! Draco 1000, Fred 0.

 

 

O dia de volta a casa foi também o dia do funeral do homem mais importante do século, o feiticeiro mais poderoso alguma vez visto, Albus Dumbledore. Aquela data foi para sempre marcada como o dia em que Albus Dumbledore foi homenageado. O luto era visível em todos os presentes, conhecidos e desconhecidos, novos e velhos, todos se tinham juntado para homenagear o antigo diretor de Hogwarts e para assistir ao momento em que o caixão seria colocado para sempre no túmulo.

Hermione segurou a minha mão, emocionada, transmitindo-me a força que me era necessária para que nos virássemos e seguissemos rumo à plataforma de Hogsmead, onde pegariamos o Expresso de Hogwarts rumo às nossas merecidas férias.

Dumbledore tinha sido, para mim, um grande exemplo de feiticeiro. Ele tinha morrido pelo que considerava certo, pelo bem de todos nós. Determinado, sequei as lágrimas, olhando para a Hermione, que me sorria tristemente no seu vestido justo e negro. Se o meu fim chegasse durante aquela maldita guerra, seria assim que queria morrer: pelo que acredito que é certo e com honra. Passei o meu braço pelos ombros da minha namorada, virando as costas ao túmulo daquele homem que tanto me tinha ensinado.

Eu seguiria o seu exemplo.

 


Notas Finais


E então? O que acharam? Opiniões/críticas/duvidas posso responder nos comentários.
Estejam atentos também ao facto de que no dia 1 de março vai sair uma nova fanfic minha, desta vez Fremione, mas garanto que vocês vão gostar!
Beijos,
RiddleKun


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