História A Vida Imita A Arte. - Capítulo 31


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Categorias Malhação
Tags Aliperti, Giovanna, Grigio, Griperti, Lgbt, Limantha, Malhação, Manoela, Vivaadiferença
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Palavras 1.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece, não é assim aquele ditado? RSRSRS

Capítulo 31 - Maybe It's a Fresh Start...


Giovanna POV.

Cheguei em casa quase quarenta minutos depois, joguei minha bolsa no sofá e fui tomar um banho. As palavras da Manoela ecoavam pela minha cabeça e eu tentava mais do que tudo pensar em alguma outra coisa, tentei pensar em o que comprar amanhã quando eu fosse fazer compra e adivinha, eu nem vou fazer compra amanhã. Tentei pensar e me concentrar no que seria gravado amanhã. Tentei pensar em tudo que era possível, mas malditas palavras continuavam ecoando, me lembrando de 5 anos atrás, de como nós duas nos entregamos, de como nos amamos intensamente até o fim, fim que veio por mim.

Sai do banheiro alguns minutos depois, com o cabelo molhado e pouca vontade de ir dormir, olhei as horas e já passavam da meia noite. Eu teria ensaio amanhã cedo e ainda não estava dormindo, bufei e me joguei na cama não me importando em estar sem roupa ou com o cabelo molhado. Adormeci em seguida, acordei com o alarme tocando. Abri meus olhos e em seguida os revirei, tinha uma longa manhã pela frente. Me levantei e tomei um banho correndo, vesti uma roupa fresquinha e em seguida saí. Cheguei no local das gravações 15 minutos para as 9h da manhã e pra ajudar ou pra foder com a minha cabeça eu topei com Manoela. Não esperei nenhuma interação e entrei no local.

Depois de gravarmos a manhã toda, eu fui pra casa, preparei alguma coisa rápida pra comer e depois dormi um pouco já que não consegui dormir muito bem a noite. Acordei com meu celular tocando. Não olhei pra tela e atendi de qualquer jeito.

Ligação on.

– Alô? – Perguntei bocejando.

– Oi filha. – Minha mãe disse.

– Ah, oi mãe. – Ri – Não vi que era a senhora.

– Dormindo essas horas?

– Cheguei cansada das gravações, mãe. – Menti.

– Desde quando você mente pra mim, Giovanna?

– Não estou mentindo.

– Está sim. – Disse – Eu sou sua mãe, conheço quando você não está bem.

– Mas eu tô bem mãe... – Falei revirando os olhos.

– Giovanna. – Falou firme.

– Eu só fui dormir um pouco tarde ontem e tive que acordar cedo pra gravar.

– Filha, escuta uma coisa... A gente já está longe uma da outra, eu não quero você me escondendo as coisas.

– Não estou escondendo nada.

– Eu sei que a Manoela voltou, é por isso que você está assim? – Perguntou e eu engoli o seco. Merda.

– Como você sabe? – Perguntei num sussurro, desistindo de tentar mentir.

– Eu te carreguei quase 9 meses na barriga, Giovanna. – Riu – Eu te conheço do avesso. Desde que ela voltou você está estranha, não está dormindo bem, está perdida nos assuntos quando me liga ou quando eu te ligo.

– Eu tô tão confusa, mãe... Às vezes eu tenho vontade de largar tudo aqui em casa e correr até ela, mas tem outras que eu só quero continuar longe.

– Você não acha que já perderam tempo demais?

– Cinco anos.

– Dá uma chance pra vocês, filha.

– O que tá acontecendo com você hoje?

– Comigo nada mas eu vou falar uma frase bem clichê que não deixa de ser verdade, ok? – Riu – Eu só quero a sua felicidade.

– Mas eu sou feliz.

– Eu sei que você é feliz, mas você sabe que falta algo e esse algo é Manoela.

– Mas mãe... – Me interrompeu.

– Vocês duas estão com o coração partido durante cinco anos e agora tem a oportunidade de concertar isso e todos os erros do passado, mas estão perdendo tempo com medo. – Falou firme – Eu só liguei pra ver como você estava e dizer que estou com saudade, boa tarde filha, come alguma coisa e pensa direitinho, não te priva de viver momentos maravilhosos do lado de quem você gosta por medo. – Desligou sem esperar uma resposta.

Ligação OFF.

Bloqueei o celular sem entender muito bem o que estava  acontecendo e o por que de ter tido essa conversa com minha mãe. Relevei e me levantei, peguei o roteiro pra dar uma estudada. Parei perto das 19:30. Joguei o roteiro pro lado e decidi correr riscos. Me levantei e peguei meu celular, procurei o nome da Manoela e mandei uma mensagem. Não demorou muito e ela me respondeu.

Mensagem On.

[19:41] Grigio: Psiu?

[19:44] Aliperti: Oi...

[19:45] Grigio: Estou te atrapalhando?

[19:45] Aliperti: Você não me atrapalha.

[19:47] Grigio: Vem aqui pra casa, agora.

[19:48] Aliperti: Agora?

[19:49] Grigio: Sim.

[19:50] Aliperti: Você quer estudar o roteiro ou...?

[19:51] Grigio: Manoela, só vem aqui em casa.

[19:51] Aliperti: Tá, daqui a pouco eu chego aí.

Mensagem OFF.

Bloqueei o celular e deixei que um sorriso bobo escapasse dos meus lábios. Eu não sei onde isso vai dar mas eu também não tô nem aí. Obrigada mãe. Me levantei correndo, tirei a bagunça que estava em minha sala, morar sozinha realmente não é pra mim. Corri no quarto, entrei no banheiro e tomei o banho mais rápido que eu tomei em toda a minha vida. Vesti um vestido folgado preto, amarrei meu cabelo em um coque e calcei meu chinelo mesmo, afinal, estou em casa. Liguei pra portaria e liberei a entrada de Manoela. Me joguei no sofá e fiquei aguardando ansiosamente. Poucos minutos depois campanhia tocou e meu coração gelou. Todas as dúvidas que eu tinha voltaram com tudo e minhas mãos começaram a tremer. Respirei fundo e me levantei, andei calmamente até a porta, tirei a chave e abri.

Ela sorriu timidamente e eu dei passagem pra ela entrar. Senti o cheiro dela e eu não respondi mais por mim. Cinco anos. Cinco fodidos anos. Me virei pra ela assim que fechei a porta, ela estava atrás de mim a dois passos, acabei com toda a distância e segurei em sua gola da camiseta, a puxei pra um beijo cheio de saudade. Muito bem correspondido por sinal. Suas mãos encontraram minha cintura e eu abracei seu pescoço, intensificando ainda mais o beijo... Eu não sei onde estava com a cabeça quando dizia que já não sentia mais nada por Manoela. Cinco anos se passaram mas parece que sim, o amor continua vivo em ambas as partes...


Notas Finais


Semana que vem eu volto! :*


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