História A Vida não é como Sonhamos - Capítulo 7


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Categorias Saint Seiya
Personagens Asmita de Virgem, Aspros de Gêmeos, Defteros de Gêmeos, Kagaho de Benu, Shion de Áries
Tags Asmita, Aspros, Defteros, Drama, Romance, Saint Seiya, The Lost Canvas
Visualizações 144
Palavras 3.805
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii, peço desculpas pela demora para postar, entre várias coisas meu computador está dando sinal que não posso mais contar com ele^^, mas enfim, para não ficarem esperando mais e antes que ele me deixe na mão, o próximo está quase pronto e postarei logo logo.

Capítulo 7 - O repudiado


Fanfic / Fanfiction A Vida não é como Sonhamos - Capítulo 7 - O repudiado


Teodora obedeceu Defteros e foi embora na promessa de voltar, chegando ao Santuário ela entrou de fininho e foi ajudar os criados na cozinha, Hakurei vai até lá, olhando para ela com um olhar desconfiado e diz:
   — Onde estava, sumiu, ninguém sabia de você.
Ela desvia o olhar dele, tentando arrumar uma desculpa, ele continua falando.
   — Você tá com cara de quem fez algo que não deveria fazer menina.
   — Não fiz nada errado, só fui dar uma volta.
   — Não pode sair por ai sem avisar onde vai, pessoas de má fé tem por toda parte.
Ela faz um biquinho triste e diz:
   — Desculpa...
Ele sorri e diz:
   — Não faça essa carinha, assim fico me achando o vilão e me prometa uma coisa, não saia sem permissão está bem?
Ela cruza os dedos e atrás das costas e balança a cabeça em sinal de positivo, ele ainda desconfiado olha atrás dela e esta logo descruza os dedos, e sorri com cinismo, Hakurei sabia que Teodora é rebelde e não acataria, ele se afeiçoou a ela e se identificou, pois em sua juventude também era criança que gostava de liberdade para ir e fazer o que quisesse. Depois da conversa ele deixou a menina com seus afazeres e foi embora, mais tarde Teodora que estava do lado de fora olhando as estrelas brilhantes como pedras preciosas, alguém estava se aproximando e ela sente isso e olha para trás e vê Ílias, ela sorri com a presença dele, mas percebe a expressão cansada na face do Cavaleiro e diz:
   — Senhor Ílias o senhor está bem?
Ele sorri e diz:
   — Sim estou...
   — Não parece, sabe o que eu acho, acho que o senhor precisa descansar mais, tem outros Cavaleiros, deixa um pouco do trabalho para eles.
   — Você é um doce de menina sabia, mas não se preocupe eu estou bem.
   — Vou fingir que acredito, mas estarei de olho.
Ílias se sentia bem ao lado de Teodora é como se seu lado paterno estivesse aflorado, por algum motivo, ele nunca havia se sentido daquela forma antes, mas depois de alguns acontecimentos, é como se Teodora fosse um espelho mostrando algo que ele não conseguia ver.
   — O senhor é da Constelação de Leão, certo, e onde ela está?
O Cavaleiro chega perto dela se abaixa e aponta para o céu mostrando o local da sua Constelação do Zodíaco, de repente Teodora sente algo diferente em Ílias, ela sentia a respiração dele forçada, como se tivesse tentando controlar algo, a menina coloca a mão nele e diz:
   — O senhor está doente!
Ílias olha para ela surpreso, pensando como ela havia descoberto.
   — Do que você está falando, eu já disse que estou bem.
   — Não minta para mim senhor Ílias, eu senti, o senhor não está bem.
O Cavaleiro fica nervoso, não sabe o que dizer, então começa passar mal e não consegue se controlar e tosse sem parar na frente dela, Teodora fica em choque vendo a cena, a tosse era forte que ele expelia sangue, ela vai até ele na tentativa de ajudar, mas ele manda ela ficar longe e sem dize mais nada o Leonino vai embora as pressas, Teodora fica aflita pensando no que fazer, a ideia era ir atrás dele, mas talvez não fosse o momento.
Um pouco longe dali, Defteros estava deitado na varanda de uma casa em ruínas que ficava nos arredores do Santuário, Aspros havia acabado de chegar com comida para o irmão, este estava faminto, Aspros observava o irmão comer e tinha uma expressão de que algo o incomodava, Defteros percebeu e perguta:
   — Vai ficar parado ai me olhando comer e não vai me dizer o que é essa cara que está fazendo.
   — Não é nada, só pensamentos bobos.
   — Te conheço, algo está quicando na sua cabeça.
Aspros fica pensando por alguns segundos e logo dispara:
   — Mais cedo quando eu me encontrei com você na nossa arvore, você parecia nervoso meu irmão.
Defteros parou na hora de comer e ficou encarando o irmão, ele sabe que Aspros é muito inteligente e percebe as coisas no ar rapidamente.
   — Impressão sua, não tem nada de errado comigo.
   —Certeza, não está me escondendo algo?
Defteros respira fundo, nunca gostou de mentiras, mas omitir para proteger alguém inocente, para ele talvez não é errado.
   — Não estou, e essa conversa tá um porre, já tenho meu problemas. Disse Defteros.
   — Desculpe, é que sempre quero protege-lo sabe disso, fiquei pensando que alguém tinha feito algo com você.
   — Hoje tudo estava bem...
Quando disse estas palavras, a imagem de Teodora vem em sua mente e ele sorri, deixando Aspros intrigado e este pergunta:
   — E que sorriso é esse meu irmão?
Defteros fecha sua expressão e diz:
   — Nossa Aspros hoje você está pegando no meu pé.
   — Sou seu irmão me preocupo com tudo que acontece com você e quero sempre saber como está e porque, já que essa vida que você leva, essa vida injusta por conta desse bando de gente hipócritas.
   — Não quero ficar falando sobre o modo que vivo, não estrague meu dia.
O Cavaleiro ainda intrigado respeita o irmão e muda de assunto, Aspros sabia que algo está acontecendo com Defteros e vai descobrir o que é. Os dois conversam mais um pouco e depois Aspros vai embora deixando o irmão mais um vez só, seu coração ficava triste por ter que deixar Defteros, mas estava determinado a mudar isso, era uma promessa.
No dia seguinte Teodora havia acordado bem cedo e correu para a Casa de Leão, ela nem conseguiu dormi pensando no que houve na noite anterior, chegando lá, Ílias não estava, e ela ficou preocupada, ela percorre a Casa toda e não encontra ele e então alguém aparece por lá e diz:
   — Está procurando o senhor Ílias?
Ela leva um susto, mas conhecia a pessoa que encontrou ali.
   — É você Shion, me assustou.
   — Desculpa não era minha intenção.
   — Está tudo bem, você viu o senhor Ílias?
   — Ele partiu bem cedo em uma missão eu sei disso porque o irmão dele me contou ontem, eles foram juntos, mas o que você quer com ele?
   — Não é nada importante, esquece.
Teodora sabia que não é bobagem a situação do Leonino, mas ela achou melhor não contar nada, não sabia quem mais estava sabendo sobre a doença do Cavaleiro e por isso achou melhor guardar isso pra ela.
   — Está com tempo? Pergunta Shion.
   — Pra que?
Sem dizer mais nada Shion puxa ela pela mão, e a leva para um lugar onde ela nunca havia ido desde o dia que chegou no Santuário, o local onde os Cavaleiros competiam para ganhar uma armadura, e hoje era dia de torneio, o lugar estava cheio, Teodora e Shion sentaram em um canto que não pudessem serem vistos, só com autorização podia entrar no local, eles avistaram o Grande Mestre e estava junto com Hakurei, Hasgard de Touro, El Cid de Capricórnio e Aspros de Gêmeos também estava lá para assistir o torneio, Teodora fez uma expressão de não ter gostado de ver o Geminiano, Shion percebeu, mas não disse nada, a competição começou e foi bastante acirrada e um saiu vencedor, e Hakurei estava satisfeito com o resultado, Shion reparou como Teodora ficou fascinada com a disputa, no começo ela ficou assustada, mas depois vibrou com a luta, no caminho de volta para o Templo, ela ficou falando sobre isso, Shion achava o jeito dela falar engraçado, desde o dia que a conheceu, o menino havia simpatizado com Teodora, ele a conheceu quando foi falar com seu mestre Hakurei, e este estava dando aulas para Teodora, quando chegaram no Templo ela se despediu dele, e entrou pois tinha bastante trabalho para fazer. Depois de ter acabado ela foi até a Casa de Virgem, Asmita logo franziu o cenho quando ela chegou, escandalosamente chamando por ele, Teodora estava em um empolgação gigantesca.
   — É necessário toda essa agitação, Teodora?
   — Desculpa, não pude evitar, nossa você não sabe o que eu vi hoje?
   — Pela sua euforia tenho certeza que foi algo de outra dimensão.
   — Quase isso, na verdade foi uma luta, nossa eu nunca tinha visto antes, foi muito legal. Disse ela.
   — Ah! Sim, hoje foi o torneio para o ganho de mais uma armadura, e o que você achou disso?
   — Eu adorei, sabe não pela parte da violência, mas sim pela determinação, claro que ambos se esforçaram muito, mas o vencedor tinha algo a mais e foi implacável.
   — Hum, boa observação Teodora, e fico feliz por você focar no importante da luta, que realmente é a determinação, e por isso o cosmo do vencedor se acende mostrando quem é o Cavaleiro digno de receber a armadura.
   — E foi digno mesmo, eu não o conheço, porém pelo que vi lá, ele realmente mereceu, o outro vai precisar se empenhar mais, nossa deve ser difícil ser um Cavaleiro.
Asmita sorri e diz:
   — Você acha?
   — Claro que é, para chegar em certo patamar para ser digno de cada patente precisa treinar bastante.
   — Na verdade para chegar em qualquer classe, até mesmo na de Ouro, o primeiro passo é querer, estar ciente de que é isso mesmo que quer pra sua vida, isso faz com que tudo se torne mais fácil para o que vai fazer, a energia dentro de si reconhece sua vontade e determinação e faz com que você conclua o que deseja.
   — Uau, deve ser incrível sentir a sensação do cosmo emanando sobre a gente.
   — Sim é, e quando mais nos dedicamos a eleva-lo, mais intenso e incrível é.
   — Asmita você é incrível e tão sábio.
Ela da um abraço apertado, deixando o Virginiano sem jeito, ela se despede dele e vai embora, vai até a cozinha do Templo pega pão doce, biscoitos e leite coloca em um bornal e vai atrás de Defteros. Chegando no local, ela o encontrou deitado de baixo da arvore, ela se aproxima e parece que ele estava dormindo, ela com cautela tenta tocar na mascara dele e então ele desperta e afasta a mão da menina e diz:
   — Não faça isso.
   — Me desculpe.
   — Sem problemas, olha Teodora, não acho que deveria ter vindo aqui.
   — Se não acha, por que me esperou?
Defteros fica sem jeito e diz:
   — Apenas parei para descansar.
Ela sorri e diz:
   — Sei, sei, olha só eu trouxe umas coisas pra você.
Ela tira do bornal o pão doce, biscoitos e leite, Defteros faz uma expressão de que não havia gostado do que ela fez.
   — Você vai ficar encrencada por trazer isso para cá.
   — Não se preocupe, nem vai fazer falta, ás vezes sobra tantas coisas, então fico pensando porque não dar para alguém que precisa.
   — Não fique se preocupando comigo Teodora.
   — Não me peça para não fazer, eu quero fazer e pronto, e olha só vamos parar de discutir e aproveitar essa delícia, sente só esse aroma, e olha tem um creminho no meio, é uma delícia, ouvi falar entre os outros criados que é o favorito do Grande Mestre, ele tem toda aquela pose séria, mas é chegado em coisa boa. 
Defteros se segura para não rir do jeito que ela falou, Teodora estende o pão para ele, este exita por um monto, e então tira sua mascara , a menina sorri serenamente por ver o rosto dele por inteiro, ela pega o pão da mão dela e começa a comer, Teodora fica olhando para ele com contentação e diz:
   — Ontem você me disse que eu sou diferentemente linda, você também é.
Percebendo o que disse ela cora, Defteros fica de cabeça baixa meio envergonhado, Teodora sorri e diz:
   — Desculpa, sou espontânea de mais.
  Ele nada diz e volta a comer, Teodora começa a falar sobre o torneio que havia visto hoje, Defteros ouvia com atenção, quando ele percebe que alguém estava vindo, então ele se levanta e manda ela ir embora, mas é tarde, Teodora fica assustada com quem acaba vendo.
   — Ora, ora se não é a criada do Santuário. Disse Aspros.
Aspros havia seguido Defteros e ficou espionando para ver saber o motivo do irmão estar diferente, com a chegada do Geminiano, Defteros fica na frente de Teodora para protege-la e diz:
   — Não fale desse jeito Aspros é grosseria.
   — Não defenda essa ai, e tem mais, você sabe muito bem que não pode ficar andando por ai com ela, vão achar que você está fazendo algum mal a ela e vão te punir.
   — Eu não vou deixar isso acontecer, ele não está me fazendo nem um mal. Vocifera Teodora.
Aspros ri com desdém, se aproxima dos dois, puxa Defteros pela braço e diz: 
   — Coloque a mascara e vamos embora e quanto a você pirralha fique longe dele ou você é quem vai se dar mal.
 Defteros puxa seu braço se soltando do irmão e diz:
   — Já falei para não falar assim com ela, eu não irei embora.
   — Defteros... Olha o que você está causando sua moleca, meu irmão nunca me tratou assim.
   — Você merece, vocês são gêmeos, mas tem corações e almas diferentes eu sinto isso, e você Aspros para mim não cheira a coisa boa, pronto falei.
Aspros se enfurece, tenta se conter diante Defteros, e este diz:
   — Teodora é melhor você ir...
   — Mas Defteros...
   — Obrigado pelo pão, mas quero que vá!
Com os olhos cheios de lagrimas ela obedece, a menina deixa o bornal com o restante das coisas para Defteros, mas Aspros pega e joga para ela e diz:
   — Leve isso daqui, ele não precisa de nada que venha de você e de ninguém. 
Teodora começa a chorar e sai correndo, Defteros sente uma profunda tristeza, coloca sua mascara de volta e diz:
   — Não precisava fazer aquilo, ela só estava sendo bondosa.
   — Não confie nesse tipo de gente Defteros, você é muito ingênuo, ainda bem que estou sempre aqui para proteger você de tudo, inclusive desse tipo de gente, tipo ela, agora vamos sair daqui, antes que mais alguém apareça.
Defteros obedece o irmão e saem dali, Teodora vai para o alojamento, ela não parava de chorar e sua magoa estava misturada com ódio de Aspros. Shion havia visto ela chegar chorando no Santuário e foi atrás, ele entra no alojamento e se aproxima dela devagar e diz:
   — O que você tem Teodora?
Ela não responde e continua chorando, Shion senta na beira da cama e fica observando ela chorar sem parar, ele se sentia triste em vê-la daquela forma.
   — Seja lá o que for o que aconteceu quero que saiba que pode me contar, se alguém fez algo ruim para você me diga, e eu irei atrás dele.
Entre soluços ela diz:
   — N-não se preocupe eu estou bem, isso é consequência dos meus atos.
Shion fica precoupado.
   — Como assim? Me diz o que aconteceu.
   — Não vale a pena, quero esquecer isso.
   — Teodora, alguém a machucou... a-alg... A-alguém abusou de você?
Shion não queria dizer aquilo, mas pelo jeito que ela estava falando a impressão que alguém tinha feito algo muito horrível com ela,  a menina percebe o estado assustado dele e balança a cabeça em sinal de negativo, o deixando aliviado, ele fica pensando por alguns instantes e então a abraça e diz:
   — Não chore, não sei o que aconteceu, mas quem causou isso a você não merece suas lagrimas.
Ela retribui o abraço dele e os dois permanece ali, Shion a embala em seus braços e aos poucos ela vai se acalmando.
Na casa em ruinas, Defteros estava inquieto, a lembrança de Teodora saindo daquela forma, fazia seu coração apertar, ele olhava para Aspros com certo ressentimento e Aspros percebeu.
   — Eu não acredito que você vai ficar emburrado comigo por causa daquela menina.
   — Não precisava tê-la tratado daquela forma, Teodora não é uma ameaça.
   — Olha Defteros não quero discutir isso com você, só vou avisar para que mantenha distancia dela, ela vai te trazer problemas eu sei disso, escute seu irmão.
   — Discordo de você, Teodora é só uma menina de coração bom.
   — Tolo, quer saber, não vou ficar discutindo, vou embora, volto mais tarde.
Aspros pega seu elmo e vai embora, ele não queria ficar mais ali, iria acabar perdendo a cabeça e brigando com Defteros, algo que ele não queria.
Defteros não conseguiu dormi, pensando em Teodora, quando a noite deu espaço para o novo dia que começara, Defteros foi atrás de Teodora, ele precisava ver com ela estava e dizer que sentia muito pelo acontecido. Ele não podia atravessar as doze casas, era proibido para ele, no entanto conhecia uma atalho que o levava até o Templo do Grande Mestre, ele estava bem cauteloso para que não fosse pego, e ficou esperando ela aparecer, porém nem sinal dela, quando ele resolveu ir embora ela aparece, a menina desceu as escadaria e ele foi atrás dela, com cuidado para não ser visto, ela toma outro caminho indo ao local de treinamento dos Cavaleiros, ele estranha porque ela estava indo pra lá e então a chama, ela se vira e lá estava ele olhando para ela com uma olhar envergonhado, ela corre até ele e diz:
   — O que está fazendo aqui?
   — Eu... E-eu queria saber como estava.
Ele percebeu como os olhos dela estavam inchados.
   — Eu estou bem... É melhor você ir embora Defteos, não quero aborrecer seu irmão.
   — Quero pedir desculpas pela grosseria dele, Aspros foi grosseiro eu reconheço isso, mas ele é boa pessoa.
   — Discordo de você, mas ele é seu irmão, e eu sei que ele sempre cuidou de você, é justo que você tenha um respeito por ele.
   — Isso mesmo, não importa o que as pessoas dizem sobre mim, ele me ama do jeito que sou e é o único com quem eu posso contar.
Sem pensar duas vezes Teodora dispara:
   — E comigo também... Sei que sou uma fracote, mas eu quero te apoiar, quero que me deixe ser sua amiga, não tenha medo, eu não irei te causar nem um mal Defteros.
Ela toca as mãos dele e sorri.
   — Por mais que eu tenha ficado chateada ontem, eu não estou magoada com você, porque você me defendeu, e isso prova que também gosta de mim e quer ser meu amigo.
Antes que ele pudesse dizer algo ela o abraça, deixando o garoto sem jeito, de repente três guardas aparecem e um deles diz:
   — Você aqui de novo moleque miserável.
Teodora toma a frente e diz:
   — Não façam mal a ele por favor.
O outro guarda reconhece ela como uma das criadas do Templo, e diz que ela está muito encrencada por andar com Defteros, então os outros dois guardas começam a bater sem para no garoto, Teodora fica desesperada e grita para que eles parassem, ela consegue se soltar do homem que a segurava e corre para socorrer o garoto, um dos homens que batia em Defteros, disse que já que ela estava sendo teimosa que iria apanhar também, quando ele levantou a mão para Teodora, Defteros a protegeu levando o soco pela menina, ela ficou apavorada com a cena e o abraçou o guarda a puxa pelos cabelos a chamado de desertora e então alguém aparece e diz: 
   — Deveriam sentir vergonha em machucar alguém indefeso, não são dignos de serem chamados de Cavaleiros de Atena.
Os homens ficam de queixo caído quando veem Asmita vindo em direção deles, tirando Teodora de suas posses.
Um deles diz:
   — Asmita Cavaleiro de Virgem, peço que nos perdoe, mas ele não pode ficar aqui, e ela estava o protegendo.
   — Quem não deveria estar aqui são vocês, hereges, reportarei a má conduta de vocês ao Grande Mestre.
Eles se ajoelham diante de Asmita pedindo por favor para que ele não faça isso, mas Asmita estava decidido em fazer. Asmita estava em sua meditação na Casa de Virgem quando escutou o clamor desesperado de Teodora telepaticamente, aflito pelo que poderia estar acontecendo foi ao socorro da menina, Aspros estava passando por ali e logo avistou Defteros e correu para ver o que estava acontecendo, e ficou desesperado quando viu seu irmão todo machucado, ele logo percebe que Teodora estava ali também e vai pra cima dela dizendo:
   — A posto que isso é tudo culpa sua, eu sabia que você causaria problemas a ele sua...
   — Não deixarei que diga nem uma palavra que ofenda Teodora, Aspros. Disse Asmita.
   — Não se meta Asmita, é tudo culpa dela, você quer causar a morte dele não é isso, pirralha.
   — Basta, você protege tanto Defteros, que acha que todas as pessoas são ruins, está com a mente muito fechada, Aspros, eu entendo o quanto ele passou por situações difíceis, mas Teodora não tem culpa disso. 
   — É isso mesmo, ela não tem culpa de nada, eu vim pedir desculpas para ela, por causa de ontem, por causa de suas grosserias Aspros. Disse Defteros.
   — Ótimo agora eu sou o mal da história. Disse Aspros.
   — Não estou dizendo isso, apenas quero dizer que não pense mal dela, você pode não acreditar, mas Teodora quer meu bem, assim como você.
Defteros se levanta com dificuldade, Teodora corre para ajuda-lo, no entanto Aspros intervém e a fasta a garota de perto do irmão, e ajuda este a levantar, o Geminiano lança um olhar feroz para Teodora e diz:
   — Se quer o bem dele fique longe entendeu.
Aspros apoia o irmão em seu ombro e o tira dali, Teodora fica observando os dois se afastarem, ela sentia vontade de chorar.
   — Como ele pode ter uma ideia tão errada sobre mim.
   — Eles passaram por muitas coisas Teodora, olha dê um tempo a eles sim, como havia lhe dito antes, não faça nada que a deixe encrencada, você me desobedeceu, e vou pedir de novo que não se meta em confusão de novamente.
   — Está bem... Vou deixar Defteros em paz, sabendo mesmo assim que as pessoas não vão parar de repudia-lo.
   — Mas isso é algo que você não pode evitar minha cara, você presenciou isso agora pouco.
Ela a baixa a cabeça, Teodora estava muito triste, Asmita continua falando:
   — Venha vamos sair daqui, levarei você ao Templo, preciso falar com o Grande Mestre.
   — Vai mesmo entregar esse três?
   — Sim, eu não volto em minha palavra Teodora, eles tem que pagar pelo que fizeram.
   — Mas Defteros é considerado um demônio perante eles, por isso fizeram o que fizeram, será que o Grande Mestre não vai dar razão para eles?
   — Não seja tola, o Grande Mestre é um homem sábio e coerente, jamais permitiria que alguém fizesse isso com ele, e além do mais tentaram machucar você também, agora vamos, não quero ficar mais nem um minuto neste lugar impuro.
Asmita pega na mão de Teodora e juntos vão em direção ao Templo, no caminho ela não parava de pensar no que aconteceu e no jeito que Defteros ficou, sua vontade era de sair correndo atrás dele, mas não podia, não queria causar mais problemas, ela havia prometido que ficaria afastada, no entanto não sabia se cumpriria essa promessa, é como se seu coração, mente e alma a puxasse como imã para Defteros.
   
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo.
Beijos.


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