História A vida no internato - BoruSara - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Inojin Yamanaka, Kawaki, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara
Tags Boruto, Naruto, Romance, Sarada
Visualizações 233
Palavras 3.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, as vezes algumas palavras vão trocadas e nem fazem sentido na história. É que escrevo rápido e não fico relendo depois. Desculpem.

Espero que gostem. Beijos

Capítulo 10 - Um dia longo demais


- Sasuke, o que tá acontecendo com a Sakura? – Naruto pergunta erguendo uma das sobrancelhas.

O amigo de cabelos negros e olhos de mesma cor fitava a cidade pela janela do gigantesco arranha-céu. As empresas Uchiha deixavam o Yokohama Landmark Tower como algo simples e modesto. Era uma construção imponente de 90 andares e mais de 300m de altura. A sala de Sasuke ficava situada no último andar e de lá ele via com perfeição toda a beleza que Konoha poderia proporcionar. Respirava devagar sem saber como responder o amigo com exatidão.

- Naruto, Toneri está na cidade e a Sarada a viu com ele. Não é de hoje que Sakura está diferente, mas agora ela parece uma pilha de nervos. Não a mulher doce que é minha esposa – a resposta fez o loiro suspirar. Aquilo era irritante para ambos.

Anos atrás Toneri tentou casar-se com Hinata, que aceitou em um acordo para salvar as empresas Hyuuga, mas a verdade é que o próprio Toneri e sua família estavam falidos e foi Naruto quem descobriu e levou essa informação para evitar o casamento dos dois. O problema é que Toneri estar de volta era sinônimo de problemas.

- Desde quando ele está na cidade? Sabe dizer?

- Desde o desfile da HS, pelo que sei – Sasuke respondeu seco.

- Mais de três meses...

- Sim...

- O que a Sakura disse desse encontro? – Naruto perguntou e Sasuke suspirou com a pergunta.

- Ela não fala nada – Sasuke estava irritado com aquilo e isso ficou claro na sua voz. Naruto o conhecia bem e percebeu claramente a alteração no humor do amigo, ou melhor, o vir a tona do seu real humor.

- Precisamos saber mais.

- Naruto, eu sei. A minha mulher está me escondendo algo e eu estou em um conflito gigante de colocar ou não alguém que a olhe e descubra o que está havendo e por quais motivos esse desgraçado está de volta. Antes foi a Hinata e agora é a Sakura, depois vai querer ir atrás das nossas filhas.

Naruto observou o amigo e sabia que ele tinha razão. Toneri não era do tipo amigo, na verdade, ele se aproveitava das oportunidades que encontrava. Nunca superou a falência e tentava voltar para os tempos de glória. Não só ele, mas todos parentes mais distantes ansiavam por isso e esperavam dele a solução.

- Sasuke, se você vai vigiar a Sakura eu não sei, mas eu vigiarei a Hinata e a Himawari mais ainda.

- Droga, Naruto. Não está facilitando – Naruto levanta, coloca a mão nos bolsos e olha o amigo.

- Não é sobre facilitar. É sobre fazer o que é preciso – diz ele se virando e saindo da sala.

Naruto amadurecera desde a adolescência. Não à toa as empresas Uzumaki se equiparavam as empresas Uchiha. O problema é que Naruto muitas vezes não pensava nas consequências. Só fazia. Fazia o que tinha que ser feito como ele mesmo gostava de dizer.

Sasuke não sabia o que pensar, não era bom com sentimentos e estava cansado do temperamento da esposa. Temperamento este que estava criando problemas com ele e Sarada constantemente.

Suspirou, não sabia o que fazer. Olhou novamente a paisagem. Antes, poderia ser culpa sua por toda ausência, mas hoje, Sarada estudava em um internato e a esposa passava tempo demais na própria empresa. Aquilo, em partes, era o grande tormento da vida de Sasuke. Já quis trazer Sarada de volta a uma escola da cidade, mas não queria tirar dela os amigos e a rotina que já criara. Sentia-se ferrado em não saber o que fazer.

...

Sarada entra em casa e está tudo calmo e silencioso como de costume na mansão Uchiha. Após passar o dia com Boruto, voltara para casa. Não podia fugir para sempre e muito menos deixar as coisas como estavam. Ela sofria e junto a ela seus pais, por mais que não admitissem. Ela só não entendia porque sua mãe lhe parecia ter ódio dela no momento. Aquilo a fazia, de certa forma, sangrar por dentro. A ideia de no lugar do amor de Sakura, possuir apenas a raiva e a insatisfação. Entendia que não era a filha perfeita. Teve um namoro horrível, esteve em uma “relação” homoafetiva e agora transava com seu melhor amigo e afilhado de seus pais, apesar de amá-lo, ainda era exatamente isso. Apenas um fica, uma transa.

Subiu as escadas até o próprio quarto, mas ouviu a voz de Sakura vindo do próprio escritório. Ela estava uma pilha. Parecia falar no telefone. Conversa que Sarada ignorou. Suspirou e caminhou em direção ao escritório. Bateu a porta e ouviu um “entre” claramente irritado. Perguntou-se se devia de fato entrar já que a mãe estava claramente alterada. Decidiu entrar por fim e viu a expressão claramente surpresa de Sakura. Sarada podia jurar que vira uma lágrima descer por seus olhos.

- O que quer, Sarada?

- Precisamos conversar.

- Eu não tenho absolutamente nada para falar com você.

- Mãe, eu sei que não sou uma boa filha, mas não e odeie... Eu estava confusa. Fiz besteira, estive em maus relacionamentos e quase destruo o que você levou anos para construir, mas não me odeie.

Aquilo partiu o coração de Sakura. Não odiava a filha, mas precisava mantê-la distante. Não conseguiu. Caminhou até a filha e a abraçou. Sakura amava a garota de olhos negros mais que tudo. Mais que a si e não conseguia mais fingir que estava irritada. Sarada era seu orgulho. Sempre fora. Os relacionamentos, os dias confusos... Sakura sabia que era culpa dela pela pouca atenção e tempo dado a adolescente. Ambas choravam .

- Eu não te odeio, minha pequena – Sakura diz sem soltar Sarada – mas eu preciso te manter longe.

- Por quê? – diz Sarada se afastando e fixando os orbes negros nos olhos verdes de Sakura – e não minta pra mim.

- Eu preciso que confie em mim, tudo bem?

- Eu confio, mãe. Você quem não confia em mim.

- Não é verdade...

- Não mude de assunto.

- Certo. Aquele homem, Toneri... Ele é um cara escroto e fudido que eu to tentando me livrar, mas ele descobriu algo...

- O que mãe? Diga logo.

- Eu não posso dizer ou tudo que fiz nesses meses seria jogado no lixo. Só entenda que não podemos parecer próximas ou ele virá atrás de você. Deixe que eu e Hinata resolvemos isso.

- Hinata? O que ela tem a ver?

- Ela é ex noiva dele – a resposta pegou Sarada de surpresa – só confie em mim, tudo bem?

Sarada assentiu abraçando a mãe, mas aquilo não saía de sua cabeça. O que Toneri sabia? Como a própria mãe se metera naquilo. Tudo isso era confuso, mas Sarada não queria mais brigar. Decidiu ouvir a mãe e se manter na sua. Descobriria do seu próprio jeito.

- Mãe, não deixe o papai maluco. Ele está mal – Sarada diz saindo da sala e Sakura entendeu perfeitamente o recado. Se Sarada não estava bem, Sasuke deveria estar se sentindo duas vezes pior.

Assim que Sarada entra no quarto pega o celular e procura a conversa de Mitsuki.

Sarada: Preciso de ajuda. Seu pai é influente e você bom detetive. Quero que descubra tudo sobre um tal de Toneri.

Misuki: Mais alguma coisa, madame?

Sarada: Para de graça, Mitsuki.

Mitsuki: você que chega me dando ordem e eu que to de graça? Kkkk

Sarada: Tudo bem. Desculpe. Pode me ajudar?

Mitsuki: Claro! Assim que tiver notícias, aviso.

Sarada: Obrigada.

Ela solta o celular e se joga na cama. Estava cansada. O dia fora um tanto “puxado”. Sorri de canto lembrando-se do tempo que passara com Boruto e como se sentia satisfeita com aquilo. Depois do sexo, cochilo e a tarde assistindo suas séries favoritas, voltara para casa com a sensação de quero mais, aquele desejo de não sair de perto, de conviver, ser amigo, bater papo, estar presente. Aquilo tudo queimava dentro dela. Nem sequer parecia terem passado o dia juntos. Era uma necessidade que ela não sabia explicar, mas não queria ser o mais novo clichê adolescente onde a garota não sabe largar o pé do garoto e ele cansa dela por isso. Ela, como mulher, queria manter sua individualidade, amizades, saídas e suas vida de forma geral entendo que eles tinham que conseguir ser completos sozinhos para serem bons um pro outro.

Sarada suspira ainda perdida em pensamentos. Pega o celular que vibrava. Era Shikadai ligando. Na noite anterior, o deixaram em uma festa sem carona, mas todos sabiam que ele daria um jeito de voltar, sem contar que dinheiro não era problema. Atende.

- Oi, Sumida – ele diz fazendo piada.

- Desculpa por ontem – ele apenas sorri.

- Tudo bem. Quer sair?

- Pra onde?

- Pensei de tomarmos um sorvete ou tomar um daqueles shakes lights que você gosta.

- Shake. Passo aí.

- Não, eu passo aí. Não quero ficar sem carona de novo – ele diz com um sorriso.

- Por que não nos encontramos lá?

- Fechado.

- 40min?

- Não, ainda vou tomar banho. 1h.

- 1h. Não atrasa.

- Sem problema.

Sarada entra no banho e banha sem pressa. Tinha uma hora para chegar e era 10min da mansão pra lá. Saiu do banho, colocou um short cintura alta, uma t-shirt soltinha e um sapato branco impecável. Seu cabelo descia macio e comprido na sua costa. Dispensou os óculos e colocou apenas uma lente. Usava brincos e um colar fino que fora presente do seu pai. No braço, uma pulseira com o símbolo Uchiha que tinha desde que se entendia por gente e era sua pulseira preferida. Pegou a chave do carro que agora sentia mais conforto em dirigir. A Mercedes combinava com Sarada. Apesar de ser um esportivo, tinha linhas delicadas assim como seu corpo, mas ao ser acelerado, tinha a imponência que precisava.

Eram 21h30. Tinha 15min para chegar no local combinado. Só precisaria de 10min. Saiu acelerando. Um dos motivos que Sarada não gostava de dirigir, era o fato de gostar de dirigir rápido. O fez. As ruas passavam rápido por ela. Chegou com 10min de sobra e lá viu o amigo parado encostado a sua BMW preta. Parecia uma daquelas cenas de bad boys. Nas suas mãos já havia o lanche preferido de Sarada e um que ele suportasse comer porque ele não entendia o que ela via de gostoso naqueles lanches fitness.

- Pensei de comermos no píer – ele disse enquanto ela o abraçava.

- Então vamos. Você dirige – ela disse sorrindo para ele.

- Tudo isso para no fim me deixar dirigir.

- Sim – ela disse entrando no carro.

O píer ficava a 20min dali e no caminho não suportaram esperar. Comeram os lanches e o garoto reclamou de ainda estar cheio. “Droga de salada” pensava constantemente.

Estacionaram no Pallace e caminharam em direção ao lago devagar. Sarada não precisava perguntar nada. Percebia claramente que as coisas não estavam bem. Restava saber o que tinha acontecido e por que o amigo parecia um tanto fora de eixo.

Sentaram-se e o silêncio tomou conta do lugar. O lago que ficava totalmente negro durante a noite parecia um grande espelho que refletia a lua com perfeição. Shikadai suspira. Parecia em um conflito do que diria adiante.

- Eu não sei o que faço – ele disse parando para encará-la – a Yodo terminou comigo e eu nem entendo o porquê. Agora tá doendo – ele disse dando um sorriso falso de quem está claramente insatisfeito.

 - Do nada?

- Bom, eu saí ontem e alguém mandou uma foto minha com uma garota para ela, mas eu não estava fazendo absolutamente nada.

- Shikadai, eu acredito em você, mas para as mulheres... Bom, é complicado quando homens tem certo histórico.

- Eu nunca fui infiel.

- Mas foi galinha.

- Então se fosse o Boruto?

- Engraçado você falar disso porque hoje a Kakei foi a casa dele e eu fiquei surtando quando não os vi por perto. Primeiro porque eles já tiveram algo, segundo porque Boruto tem um histórico. Então sim, isso me deixa um pouco insegura.

- Sério?

- Sim. Olha, Shikadai... Imagina alguém lhe mandar uma foto da Yodo com um rapaz, mesmo que aparentemente não fazendo nada, mas muito próximo. Qual seria a primeira coisa que sentiria?

- Ciúmes, irritação, chateação...

- Mas aí você pensa que ela sempre foi fiel, excelente namorada e afins, certo?

- Sim e aí conversaria com ela.

- Mas com a gente o que vem em seguida são todas as mulheres que já pegaram. Não que seja certo, mas é muito desafiante sabe?

- Então o que eu faço? Porque eu sei o que fiz ou não fiz.

- Vai até ela, ué.

- Em Suna?

- Como se fosse um problema. Seu tio mora lá.

- Será?

- Quer esperar as férias todas e correr o risco dela achar outro?

- Isso foi maldade – ele disse sorrindo – não. Eu preciso resolver isso logo.

- Então pronto. Vá e volte pro meu aniversário, ok?

- Tudo bem – ele diz sorrindo – e você e Boruto?

- Estamos bem.

- E essa história da Kakei?

- Foi meio tensa. Quando ela chegou com a Namida, saí porque não queria parecer intrometida. Fui conversar com a Hima e depois fiquei meio paranoica deles estarem juntos. Piorou quando vi a Namida só na sala. Perguntei-me o que estariam fazendo. E advinha? Quando fui chegando ela estava tentando beijar ele. Sabe, Shikadai, tudo isso tem me deixado confusa. Por impulso eu disse que ele era meu e eu tenho essa ideia de pertencimento. Não quero deixa-lo e coisas do tipo.

- Isso é amor...

- Eu sei, mas nunca senti isso antes então fico meio paranoica de virar uma mulher chiclete. Fico também com saudade assim que saio de perto dele. É meio estressante. Não sei se entende.

- Eu sei. Tenho a mesma sensação o tempo todo. Em parte, fico inseguro também. É meio complicado – ele diz colocando a mão atrás da cabeça e se ditando no píer.

- Mas eu to curiosa com algo.

- O que?

- Quem enviou a foto?

- Eu não tinha parado para pensar nisso.

- Devia. É alguém que te quer longe dela – ela disse se deitando do lado dele.

Ficaram em silêncio ponderando as próprias situações e os sentimentos que os rodeavam. Sarada se sentia indecisa do que podia fazer e quais caminhos seguir. Sabia que um relacionamento ainda não era a resposta, mas tinha medo das coisas que podiam acontecer por não estarem em um relacionamento.

Já Shikadai, não tirava da cabeça quem poderia querer atrapalhar seu relacionamento. Mais que isso, quem ali naquela festa conhecia Yodo? Será que a amiga tinha razão e ele devia e vê-la em Suna?  Ela o receberia? Não sabia responder nenhuma das perguntas que rodeavam sua cabeça, o que para ele, um gênio, era a personificação da frustração.

Nem perceberam o tempo passar. Parecia correr ultimamente. Sarada sente o celular vibrando. “Papa” aparecia escrito na tela. Atendeu.

- Sarada, onde você está? – ele parecia nervoso, coisa que Uchiha Sasuke dificilmente parecia.

- Estou no píer.

- Saia daí agora e corre pra cá, por favor. Aqui eu converso com você. Só faz isso.

- Vou só pegar meu carro...

- Esqueça ele. Vem pra cá e não saia da linha.

Sarada levanta e conta a Shikadai o que estava acontecendo. O garoto faz uma afirmação com a cabeça e praticamente saíram correndo até o carro. Ao passarem pela loja onde compraram os lanches, havia fogo o que os deixou apreensivos.

Chegaram na mansão Uchiha e Shikadai entra a acompanhando. A cara de Sasuke e Sakura expressava preocupação, desconforto e medo.

- Filha! – Sakura diz correndo e abraçando Sarada.

- O que houve, mama?

- Seu carro explodiu, Sarada.

- O que? – perguntou Shikadai surpreso.

- Isso é coisa daquele filho da puta. Precisamos avisar o Naruto.

De repente Sarada entende o que a mãe dizia sobre não parecerem próximas. Alguém a queria atingir. Lembrou-se do homem da sorveteria. Lembrou que ele também conhecia Boruto. Na garagem Uchiha, já havia um esquadrão antibomba checando todos os carros. Ouvia seu pai falando com Naruto e o mesmo parecia aflito do outro lado. Boruto e Himawari não estavam em casa. Sarada pega o celular e começa a ligar de forma desesperada para Boruto que não atendia. Uma lágrima caiu de seu olho. Então veem alguém entrar na mansão Uchiha correndo. O loiro estava ferido. Sua cabeça sangrava, seus braços tinham cortes e ele parecia um pouco desfigurado de tanto apanhar.

- Bolt – Sarada corre até ele e grita para que chamem a ambulância.

 - Onde está Himawari? – Sasuke perguntou frio.

- Com Inojin. Eles conseguiram fugir – ele disse com a mão na cabeça.

Naruto cruza a porta acompanhado de Hinata, Himawari e Inojin. Inojin tinha pequenos machucados e Himawari estava completamente ilesa.

Naquele momento dispararam ligações para todo o lado e as notícias correram com uma velocidade imensa. “Atentado contra filhos dos dois maiores magnatas do Japão acontece simultaneamente na cidade de Konoha”. Já estava em todos os sites, blogues, jornais de última hora, todas as redes sociais e assim por diante. A mansão Uchiha virou um verdadeiro auê. Polícia, antibomba, ambulância, médicos e enfermeiros. Os garotos ali presentes estavam mais confusos que nunca. Sarada não saíra de perto de Boruto desde o momento que ele entrara, mas ele tinha perdido muito sangue o que o fez precisar de transfusão.

Chegava perto das 7h e a confusão finalmente estava sessando. Passaram a noite em claro, com exceção a Boruto e Inojin que estavam machucados. Um dos gigantescos quartos da mansão virou uma pequena enfermaria para os dois, mesmo Inojin insistindo em dizer que estava bem.

Já Boruto, depois de limpo, ficava claro os muitos cortes e feridas. Suas pernas, braços, peito. Parecia que alguém queria amolar uma faca nele, mas com cuidado para que não cortasse nada importante. Na verdade, aquele era um aviso. Sarada tinha certeza disso, mas um aviso sobre o que?

Pela primeira vez deixara o lado de Boruto desde que aquilo começou e se dirigiu ao escritório onde estavam Sasuke, Sakura, Naruto e Hinata. Conversavam baixo. Era claro. Não queriam que ninguém ouvisse.

- O que estão escondendo? – perguntou sem rodeios.

- Isso não te diz respeito – disse Sasuke querendo que ela saísse.

- Meu carro explodiu, meu namorado tá apagado todo ferido, a irmã dele quase segue o mesmo caminho e meu amigo tem um corte na testa de uma porrada. Então, pai... Sim, me diz respeito – “meu namorado?” se perguntou em um relance fugindo um pouco da situação ali. Deu graças a Deus o garoto no quarto distante dormindo.

- Sarada, é complicado... – Sakura começou dizendo, mas foi interrompida por Naruto.

- Em alguns anos você irá comandar as empresas Uchiha, Sarada. Assim como Boruto as empresas Uzumaki junto a Himawari. O cara que você viu na sorveteria com sua mãe se chama Toneri Otsutsuki e ele faz parte de uma família que já foi muito poderosa, mas essa família faliu e em dado momento, fizeram um acordo com os Hyuuga de casar Hinata a ele para que as empresas se reerguessem, mas eu descobri que estavam falidos e a tirei disso, entretanto, existe um acordo assinado e hoje, Hinata e Sakura proprietárias da HS... Bom, ele quer que Hinata ou Sakura cumpra o acordo.

- Por que a mama?

- Bem, porque o acordo falava de qualquer empresa ou instituição que levasse o nome de qualquer Hyuuga.

- Como não previu isso? – ela perguntou furiosa.

- Nenhum de nós sabíamos que o velho Hiashi tinha assinado e consolidado o acordo.

 - Agora estão criando atentados para lhes fazer cumprir?- Os quatro assentiram – Cumpram.

- O que?

- Olhem o acordo assinado, achem uma brecha e faça se cumprir de alguma forma. Não sejam burros de colocar a família em risco. Se o problema for um ¼ da HS isso não é nada. Recuperam em menos de 6 meses.

- Quer que sua mãe ou sua madrinha se case com um homem capaz de fazer isso?

- Não. Quero que cumpram o acordo. Se o acordo era parte da empresa se tornar dele, deem. Só que pra isso, precisam saber o que tá escrito exatamente lá.

- Entendo – diz Hinata – ela tem razão. Temos que resolver isso.

Os adultos voltam para a conversa e Sarada sai. Na porta, se depara com Shikadai encostado na parede de forma despreocupada. No rosto, um sorriso debochado.

- “Meu namorado” – ele disse parafraseando a garota.

- Só saiu.

- Sei como é – ele disse ainda debochado.

- Droga – ela disse sorrindo e ele acompanhou.

Voltaram ao quarto onde agora só se encontrava Boruto. Inojin deveria ter ido para o quarto de hospedes ficar com Himawari. Olhou o loiro que dormia pesadamente. Aquelas marcas nele doíam nela. Tudo por conta de burrice feita no passado quando eles nem sequer pensavam em nascer. Agora, sofriam as consequências friamente.

Do lado de fora, havia uma centena de repórteres curiosos esperando por notícias, mas ninguém ali dentro pretendia sair, nem mesmo os dois que no presente momento estavam longe dos pais. A situação toda tomou proporções gigantes e por incrível que pareça como os pais não pareciam nada enfraquecidos, suas ações só valiam cada vez mais. Em todos os lugares os produtos da HS estavam em falta porque ninguém queria ficar sem uma das possíveis ultimas peças da coleção. Tinham medo que depois dos atentados com os filhos, a empresa encerrasse.

- Sarada... – Shikadai a chama devagar – E se estivesse naquele carro?

- Sinceramente?

- Claro...

- Eles não o explodiriam comigo dentro. Tenho quase certeza que foi detonado a curta distância justamente para garantir que eu não estivesse perto. Olha as marcas no Bolt. Não queriam matar. Só maltratar e avisar. Assim como no meu carro.

- Tem certeza disso?

- Sim. Se matarem um de nós, zero chances de conseguirem algo. Meu pai e o Naruto o mataria fácil e sem sujar as mãos.

- Seu pais é desses?

- Meu pai é do tipo que protege a família. Só isso.

- Certo. Melhor você dormir, Sarada.

- Não estou cansada.

- Devia.

- Tudo bem. Se ele acordar, me chama ok?

- Tudo bem.

Sarada sobe pro próprio quarto. Estava cansada demais e só não queria se dar por vencida. Joga-se na cama e nem se preocupa em fechar a porta. Adormece com facilidade. O dia havia sido longo demais.

 

 



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