História A vida no internato - BoruSara - Capítulo 11


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Inojin Yamanaka, Kawaki, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara
Tags Boruto, Naruto, Romance, Sarada
Visualizações 126
Palavras 2.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, obrigada pelo comentários. Eu leio todos e tento responder todos também.

Espero que gostem. Beijos

Capítulo 11 - Desencontros


Boruto acorda meio atordoado. Ao lado da cama, vê alguém sentado, mas não sabia dizer quem era. Piscou algumas vezes, tentando entender onde estava, mas não entendia. Sentia dores por todo o corpo. Sua cabeça parecia vazia.

- Oi?

- Cara, finalmente você acordou! Você tá mal – Boruto o observa confuso sem entender o que o garoto a sua frente diz.

- Desculpa, mas eu te conheço?

- Não é hora de brincar, seu idiota. Você tá aí todo fudido com a cabeça... – Shikadai percebia no rosto dele a expressão de não entendimento e então percebeu – porra. Parece que tá tudo do avesso mesmo – disse ele colocando as mãos nos bolsos – vou chamar seus pais.

Shikadai se vira e não espera uma resposta. Não acreditava que aquilo estava acontecendo. Caminhou até o escritório onde estavam Sasuke, Sakura, Naruto e Hinata. Os olhou e se perguntou como dizer.

- Pessoal, o Boruto acordou – fez uma pausa enquanto todos ainda o observavam – mas ele não parece lembrar-se de nada e nem de ninguém – constatou por fim não gostando de dizer aquelas palavras para si.

Naruto nem lhe responde nada. Praticamente sai correndo em direção ao quarto onde o filho estava. Todos os demais presentes saem em seguida sem nada dizer. Aquilo parecia só o começo de uma grande confusão.

Assim que Naruto entra no quarto, vê Boruto sentado na cama fitando o vazio. Naruto o abraça e ele não corresponde. Apenas se deixa ser abraçado. Naruto chorava com o filho preso no abraço. Hinata que chega instantes depois do marido repete a cena e ficam os três ali daquele jeito. Sasuke e Sakura se mantem de pé na porta ao lado de Shikadai que tinha uma expressão preocupada.

- Desculpa, mas não me recordo de vocês.

- Eu sou seu pai, Naruto. Esta é sua mãe, Hinata. Aqueles são Sasuke e Sakura, seus padrinhos. O garoto ao lado dele é um de seus melhores amigos, Shikadai – Boruto continuava confuso, sua expressão deixava isso claro.

Na porta, surge a garota de olhos negros com algumas lágrimas caindo de seus olhos ônix e ela se surpreende quando percebe que ele não a reconhece.

- Esta é Sarada, sua... – Naruto ia dizendo, mas é interrompido.

- Sua melhor amiga – ela diz forçando um sorriso e deixando todos ali surpresos – nos deixou preocupados – ela dizia tentando parecer normal.

Boruto sentia que era muita informação para si e sua cabeça doía muito. Ele precisava descansar.

- Eu gostaria de ficar só com meus pais um tempo – ele diz olhando pros dois ali mais próximos dele. Os demais assentem e saem da sala.

Sarada corre para o lugar da mansão que adorava tanto ou mais que seu quarto. A gigantesca biblioteca. Sentou-se no chão e chorou. Por que as coisas estavam acontecendo desse jeito? Sentia-se frustrada como se o destino a pregasse uma peça. Demorou tanto para entender que o amava e agora estava assim. O amava e ele nem sequer lembrava-se dela.

- Ele vai ficar bem – diz Shikadai entrando no cômodo.

- Como sabe?

- Ele sempre fica.

Ela dá um pequeno acenar de cabeça para ele em sinal de concordância. Abraçam-se e ele a aninha em seu colo. Fizera isso tantas vezes quanto Boruto. Não era atoa que eram os dois melhores amigos dela e os únicos nos quais ela realmente confiava. Agora, só lhe restava Shikadai.

...

Duas semanas se passaram desde o atentado e Sarada nem sequer saía do quarto. Shikadai lhe visitava todos os dias com a esperança de lhe animar, mas ela não se sentia bem. Não vira mais Boruto desde o dia em que ele acordara e nem tinha intenções de vê-lo. Assim dói menos, pensava ela.

Os dias eram vazios e sem graças. Afundou-se nos livros que a biblioteca de sua casa possuía e lia sobre tudo, menos romance. Sentia-se traída pela própria capacidade de tomar decisões. Seus passos eram mais monitorados que nunca e aquilo completava para que toda a situação fosse uma tortura perfeita.

Ouviu batidas na porta do quarto e estranhou a hora. Passava das 23h o que significava que era seu pai ou sua mãe.

- Entra – ela disse com altura suficiente só para que a pessoa ouvisse. Tinha razão. Era Sasuke.

- Oi, Sarada...

- Papa, aconteceu algo?

- Sim, mas foi algo bom. Aquela brecha no contrato, achamos. Constava uma gorda indenização em caso de não cumprimento. Não sei como não pensamos nisso antes.

- Vocês sempre querem resolver da forma difícil – ela disse sem pensar.

- Parece que sim. Quando irá ver o Boruto?

- Na escola, quando voltarmos.

- Sarada, não acha que deveria estar próximo a ele?

- Não, pai. Doeria demais.

- Ele começou a lembrar de algumas coisas. Lembra-se de você quando eram crianças.

- É, mas não lembra que me ama ou sequer que eu o amo de outra forma.

- Sabe filha, eu diria que você está fugindo dele e de tudo isso.

- E estou pai. É isso que o senhor não está entendo. Ver ele me olhar com aquela cara confusa doeu demais e não quero sentir isso de novo. A sensação do esquecimento parece-me pior do que a da rejeição.

- Tudo bem. O que acha de viajarmos? Eu, você e sua mãe?

- Vocês não tem tempo pra isso.

- Nós já conversamos. Se você concordar, saímos daqui para onde quiser e voltamos antes do aniversário do Boruto. Naruto quer dar uma festa e quer que eu e Sakura estejamos aqui como padrinhos.

- Então vamos.

- Para onde?

- Quero conhecer a América do Sul. Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e assim por diante.

- Quer mesmo atravessar o mundo?

- Por que não?

- tudo bem. Partimos amanhã à noite.

- Já?

- Sim! Já.

- Tudo bem.

Sasuke levanta e bate com dois dedos na testa da garota que sorri. Em seguida ele o beija na bochecha e sai do quarto.

Sarada pega o celular que estava sobre a cama e digita uma mensagem.

Sarada: Podemos sair amanhã? Vou viajar a noite e só volto lá pro dia 19 do próximo mês.

Shikadai: Por que tanto tempo?

Sarada: Eu preciso.

Shikadai: Tudo bem. Cinema?

Sarada: Topo. To precisando mesmo.

Shikadai: Te pego aí às 13h para você não atrasar. Combinado.

Sarada bloqueou a tela do aparelho e se afundou novamente nos livros. Estava cansada, mas preferia dormir a ponto de só acordar pra sair então se manteve lendo até às 4h. Nesse horário, ela levantou, tomou um banho quente e rápido. Em instantes adormeceu. Nua. Estava sentindo-se cansada demais até para se vestir.

Sarada acordou por volta das 11h30 com olheiras. Olhou-se no espelho e parecia mais velha do que realmente era. Decidiu que aquele dia seria diferente. Iria se arrumar bem e seria ela de novo porque estava cansada de ser a Sarada depre. Aquela não era ela e se o Boruto ainda se recordasse dela, não deixaria que ela ficasse daquele jeito, assim como Shikadai tentava fazer constantemente.

Entrou no banheiro, ligou o chuveiro e se colocou sob ele. A água caia devagar e reconfortante. Lavou seus cabelos negros sem pressa, ensaboou o próprio corpo, tomou um banho digno dela mesma. Algo que ela não vinha fazendo desde o atentado. Sentou no pequeno divã que possuía no banheiro e se pôs a secar e pentear seu cabelo e em seguida passou uma maquiagem leve para disfarçar as olheiras. O tempo lá fora estava frio. Frio do tipo que não dá para sair de short. Colocou uma calça jeans meio rasgada, mesmo estando frio, uma t-shir vinho e uma jaqueta de couro preta por cima. Calçou um salto baixo apenas para combinar com a roupa que a deixava sexy. O corpo de Sarada não negava os 18 anos que faria no mês seguinte e a forma como se vestia também não. De acessórios usava argolas, a pulseira com o brasão Uchiha, um colar com uma pequena pedrinha nele, um rubi, e seu óculos.

Olhou-se no espelho e gostou do que via. Sorriu para si vitoriosa. Aquele era um novo dia. Quando desceu, serviram seu almoço. Estava em casa só com as ajudantes domésticas. Comeu sem pressa. Terminou e olhou para o relógio. Faltavam 5min para às 13h. Foi ter esse pensamento do tempo e a campainha tocar em seguida.

Levantou-se, pegou uma carteira de couro preta que levaria e caminhou até a porta. Ao abrir, sentiu o vento gelado que vinha de lá e se deparou com Shikadai. Ele havia se arrumado também. Calça jeans, mocassim, uma camisa de marca sem estampas e uma jaqueta de couro. Ele a conhecia bem o suficiente para saber que ela não ia sair de qualquer jeito.

- Desse jeito você para qualquer trânsito – ele disse sorrindo.

- Você também não tá nada mal – ela diz sorrindo em resposta. Entram no carro e partem em direção ao shopping.

- Então, vai viajar para onde?

- América do sul. Argentina, Brasil, Chile... E os que der na telha.

- Cara, que fantástico. Está na minha lista de lugares para conhecer. Vai primeiro para onde?

- Brasil. Se eu gostar, nem vou a outros lugares. Dizem que lá tem lugares fantásticos, muitas praias e belezas naturais em geral.

- Sim sim!

Depois disso, mudam de assunto e falam sobre as mais diversas coisas. Sempre fugindo do assunto atentado e Boruto. Ao chegar no shopping, vão direto até o cinema e compram os ingressos. O filme iria começar em instantes e eles tinham pressa.

Assistiram o que parece ter passado voando. Ao sair, Sarada vê de longe a cabeleira loira que reconheceria em qualquer lugar. De mãos dadas com ele, Sumire. Aquilo a esmaga por dentro e parece que lhe é arrancado um pedaço.

Boruto os vê e caminha na direção deles com Sumire. Sarada queria correr, sumir e Shikadai se sentia indeciso sobre o que fazer.

- Oi, pessoal! – Boruto os cumprimentou.

- Oi – disse Sarada e saiu.

- O que ela tem? – Boruto perguntou sem entender.

- Digamos que a garota aí do seu lado estava se aproveitando da sua falta de memória e isso a deixa triste – respondeu Shikadai de forma evasiva.

- Como assim está se aproveitando?

- Boruto, tu ama outra. Pelo menos é o que dizia, cara. Agora eu preciso e ver a Sarada.

- Que outra? Como assim?

- Esquece, ok? Tchau.

Shikadai saiu correndo até finalmente alcançar Sarada que parara em uma sorveteria. Na mão dela, já estavam dispostos os dois sorvetes. Um pra ele e um pra ela.

- O destino parece querer me maltratar – ela disse em um sorriso seco e irônico.

- Ele vai lembrar.

- Não sei se quero que lembre.

- Claro que quer.

- É... Obrigada pelo dia hoje. Está sendo muito bom

- Somos amigos...

- Não, Shikadai. Não é isso. É que eu tinha esquecido mesmo dele hoje até ele aparecer.

- Entendo. Aproveite a viagem. Vai fazer bem.

- Espero que sim. Vai que encontro um gringo gato – ela diz e ambos caem na gargalhada.

- Não se esqueça de mim.

- Mandarei fotos e mensagens todos os dias.

- Combinado.

Terminaram o sorvete e Shikadai levou Sarada para casa. Chegando lá, suas malas e de seus pais já estavam sendo colocadas no carro. Sentiu-se feliz com aquilo. Ficou sentada no jardim até que seus pais chegassem para irem. Sentiu alguém tocar seu ombro e se deparou com os olhos azuis dos quais fugia.

- Não sei se devia vir aqui – ele disse constrangido – mas o Shikadai falou algo sobre eu amar uma garota da qual não me lembro e por isso você não ter gostado de me ver com a Sumire. Eu não sabia. Essa garota nunca foi me ver ou sequer parece ter perguntado como estou e a Sumire sempre esteve do meu lado me ajudando. Não sei se me entende.

- Você tem razão... – ela disse com lágrimas escorrendo de seus olhos.

- Eu me lembro de algumas coisas de quando éramos crianças... Éramos bem unidos.

- Sim. Éramos, mas mudamos Boruto.

- É... Eu nem lembro de nada mais recente... Isso me deixa triste. Não éramos amigos na escola?

- Sim. Eu, você e o Shikadai. Éramos inseparáveis, na verdade – ela diz sorrindo pela primeira vez.

- Por que não somos mais?

- É complicado e você nem lembra. Aposto que somos estranhos pra você.

- Sim... Mas eu vejo as muitas fotos que temos juntos. Inclusive eu e você.

- Temos muitas fotos mesmo – ela disse com o pensamento distante.

- Acho que estou te importunando. Melhor eu ir...

- Não, tudo bem, mas é estranho sabe?

- Se é pra você, imagina pra mim.

 - Tem razão...

- Você parece triste.

- E estou.

- Por quê?

- Digamos que o garoto que eu amo já não me ama.

- Sério? Mas por quê? Você parece ser alguém incrível.

- Ele é um bobão – Sarada diz gargalhando agora.

- É – ele diz colocando a mão atrás da cabeça.

Ouvem um barulho vindo do portão principal. Era Sakura e Sasuke chegando o que queria dizer que era hora de ir.

- Vai passar muito tempo fora?

- Umas três semanas.

- Aaah... boa viagem. Se estiver de volta antes do meu aniversário, aparece lá em casa. Meu pai quer fazer uma festa.

- Pode deixar. Vou sim.

Ele sai caminhando atônito e deixa para trás uma Sarada com a certeza de que não seriam como antes. Não mais. Agora seus caminhos eram diferentes e um tanto dolorosos. Se martirizava com aquilo.

Seus pais só mudaram de um carro para o outro e a chamaram. O jatinho da família já esperava por eles pronto para decolar. Ela tinha apenas três semanas para esquecer o garoto loiro de olhos azuis e ela o faria porque ela era Sarada Uchiha.



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