História A vida no internato - BoruSara - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Inojin Yamanaka, Kawaki, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara
Tags Boruto, Naruto, Romance, Sarada
Visualizações 304
Palavras 3.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, vou passar uma semana viajando então provavelmente não postarei.

Beijos e até dia 20/08 mais ou menos

Capítulo 12 - Reviravoltas


Voaram por 20h e graças ao fuso horário Brasil-Japão, chegaram às 3h no Rio de Janeiro. A cidade, apesar de ser madrugada, estava iluminada e de longe se via o Cristo Redentor. Durante a estadia no avião seu pai informou que teria negócios a tratar e sua mãe faria pesquisas para uma possível nova coleção, entretanto, Sarada não se importou. Ia aproveitar a viagem de forma bem brasileira. Queria conhecer tudo o que lhe fosse possível, mas naquele momento só precisava de uma boa noite de Sono. No Japão, era por volta das 15h. 12h de fuso horário era algum um pouco desafiador, mas decidiu que acordaria cedo para aproveitar.

Hospedaram-se em Copacabana, pela manhã, passava pouco das 8h, Sarada levanta animada e disposta a descobrir a cidade. Andou pela extensão da praia e depois pegou um táxi que lhe levou ao tão famoso Cristo Redentor. Apesar de o achar incrível, percebeu que ele era bem mais bonito de longe.

Andou no bondinho, conheceu botecos, foi a praias, fez um passeio de parapente, foi a museus, assistiu peças e deu Graças a Deus pelo tempo que se dedicou a estudar português. Não era a pessoa mais fluente da terra, mas desenrolava de forma satisfatória tornando os passeio mais agradáveis.

Três dias após sua chegada, decidiu ir a Búzios e depois voltaria para Angra. Seus pais ficaram no Rio e ela foi. Alugou um carro, pegou algumas roupas e simplesmente foi com o cartão e o dinheiro que seu pai lhe dera. Búzios não era uma cidade tão pequena, na verdade, era bem movimentada. Decidiu que sairia a noite.

Andou pelas ruas, comeu em um restaurante e parou em um Boteco bem convidativo. Pediu a carta de vinhos e selecionou um espanhol. Sente alguém tocar seu ombro. Era um rapaz alto. Cabelos negros como os seus, corpo definido, barba e olhos castanhos. Era bonito. Ela constatou.

- Posso sentar com você? – ele perguntou meio envergonhado, ela percebeu.

- Pode sim – ela responde em um português indeciso.

- Japonesa ou Chinesa?

- Japonesa

- Está bem longe de casa – ele disse com um meio sorriso.

- Sim, 20h de viagem e 12h de fuso horário – ela disse sorrindo

- O que trouxe você aqui?

- Bom, sempre disseram que o Brasil é lindo e eu vim ver de perto – ela diz tomando um gole do seu vinho.

- É sim. Eu mesmo estou fazendo o mesmo, mesmo sendo brasileiro – ele disse a encarando.

- Então não é daqui?

- Não. Sou do Maranhão. Se quiser conhecer, está convidada.

- O que tem de legal para conhecer por lá?

- Nosso ponto mais famoso são os lençóis maranhenses e eu recomendo, mas não o passeio de Toyota e sim o trackin de 2 ou 5 dias caminhando pelas duas, parando de lagoa em lagoa para tomar um banho, sem contar que é um caminho de crescimento, fortificação e gratidão. Por lá temos Carolina também. Belas cachoeiras, espaço para fazer escalada, uma espécie de lagoa muito azul. Temos praias onde a água simplesmente desaparece. Em barreirinhas, onde ficam os lençóis maranhenses, tem também passeios de lancha, trilhas de quadriciclo e o nosso por do sol, modéstia a parte, é um dos mais lindos. O céu fica meio rosa, laranja e azul – ele disse concluindo orgulhoso.

- Eu gostei da ideia do trackin. O que eu preciso fazer?

- Viajar até São Luís e de lá ir de carro até Barreirinhas. Contrata um guia e vai – ele disse fazendo tudo parecer simples.

  - Quando você volta pra São Luís?

- Em seis dias.

- Bom, daqui a 10 dias estarei lá e fazemos esse trackin. O que acha?

- Aceito – ele disse com um sorriso de ponta a ponta. Sarada fez sinal pedindo a contra e ele a observou confuso. Mal começaram a conversar e agora que pareciam estar se dando bem ela já ia – Já vai?

- Farei o passeio de escuna amanhã – ela tirou um papel do bolso e anotou algo – esse é meu número nos falamos lá em São Luís – pagou a conta e levantou.

- Ou antes disso – ele disse abrindo um sorriso largo para ela que lhe lembrava o sorriso de Boruto.

No dia seguinte, levantou-se e se arrumou para o passeio de escuna. O mar era bem azul e chegou a ver uma grande tartaruga por ali. Em dado momento do passeio, a escuna para que possam tomar banho.

Sarada sabia nadar desde os cinco então simplesmente tirou a saída de praia e se jogou. A água era fria como gelo. Arrependeu-se um pouco daquilo, mas a água parecia estar lavando sua alma e todas as sensações ruins que sentira nos últimos tempos. Agora se sentia livre. Liberta de todas as coisas.

Saiu da água e o passeio continuou. Passaram por uma pequena ilha, mas não pararam. Até que pararam em uma praia que tinha um pequeno píer onde as pessoas poderiam almoçar ou simplesmente voltar na escuna. Decidiu descer e aproveitar um pouco mais daquele lugar. Banhou na praia e quando saiu viu uma garotinha correndo para o mar e um rapaz atrás dela. A segurou e ela sorriu como uma brincadeira.

- Desculpe, ela adora água. Não dá para descuidar – Sarada então levanta a cabeça e vê que é o mesmo rapaz da noite anterior.

- Você! De novo – ela sorriu divertida.

- Sim. Desculpa, nem perguntei seu nome ontem.

- Sou Sarada e você?

- Eduardo. Carlos Eduardo, mas pode me chamar de Cadu.

- Tudo bem, Cadu. Aqui está sua...

- Irmã. Meu pai decidiu ter outro filho depois dos 50 anos – ele disse sorrindo – mas veio uma menininha que amamos muito – disse ele a pegando do colo de Sarada.

- Que legal. Eu ia gostar de ter uma irmãzinha.

- Depois dos 18 é legal mesmo. E então, vai fazer o que amanhã?

- Vou a uma praia. Só não sei o nome.

- Então, quando souber e se quiser companhia, me fala que a gente se encontra fora desses acasos.

- Tudo bem – ela sorriu e se dirigiu a escuna que já esperava.

Assim que começou a caminhar viu seu celular vibrar. “Se quiser companhia, chama aqui. Cadu”.

Ela sorriu e nada respondeu. Decidiria se queria ou não companhia. Voltou para pousada e depois saiu para jantar. Já se acostumara com o horário e aproveitava bem os dias. No dia seguinte, decidiu ir a praia sozinha e por lá passou o dia. Viu uma das coisas mais bonitas. Quando uma onda levantou no lar claro, havia uma tartaruga dentro da onda. Coisa que pensava existir apenas em filmes.

Decidiu que no dia seguinte iria para Angra. Aproveitou o céu, o sol, o mar e todas as boas sensações que aquele lugar lhe trazia. Sentiu falta de Boruto, Shikadai e da sua vida. Mesmo tendo prometido a Shikadai, preferiu manter-se afastada de tudo, ainda mais quando na sua cabeça martelava o que Boruto lhe dissera “Essa garota nunca foi me ver ou sequer parece ter perguntado como estou e a Sumire sempre esteve do meu lado me ajudando” cometera o pecado de se omitir e o entregara de bandeja para outra. Mesmo que isso lhe doesse, sentia-se conformada. Não sentia o merecer ou sequer ser digna de estar com ele porque ele sempre fizera tudo por ela e quando ele precisou, ela simplesmente fugiu. Sorriu meio amarga e uma lágrima desceu de seus olhos. Decidiu que era hora de ir.

Pegou suas coisas, fez checkout e decidiu que iria para a famosa Angra dos Reis com suas mais de 200 ilhas. Contratou alguém que a deixasse lá e foi. Diferente de Búzios, Angra era mais calma. Ficou em uma pousada que dava para o mar e lá alugou uma lancha para conhecer algumas ilhas e tomar banho. Pararam em um lugar onde os peixes cercavam as pessoas que banhavam e diferente de Búzios,  o mar era meio morno o que tornava o banho fantástico. A água era tão cristalina que era possível ver a ancora e tudo o que estava na areia, mesmo sabendo que estavam a metros de profundidade. Os peixes a rodeavam como uma dança e mais uma vez sentia-se livre de seus pecados.

Passou apenas dois dias em Angra. Voltou pro Rio e de lá foi para Santa Catarina. Conheceu Balneário Camboriú, Itajaí e foi ao Beto Carreiro Word. Achou engraçado um parque onde o fundador era um vaqueiro que adorava estalar o chicote. Cada pequena coisa que descobria no Brasil era algo que lhe admirava. Não só pelas belezas, mas pelas particularidades daquele lugar. Era mesmo um lugar incrível. Só não gostava de uma coisa em particular. Os menos afortunados geralmente queriam parecer ter mais do que tinham, mas concluiu que aquilo não era da sua conta.

De Santa Catarina voo para São Luís e chegou nos exatos 10 dias os quais havia combinado com o Cadu. Nem se instalou. Apenas pegou o celular e mandou uma mensagem.

Sarada: Estou te esperando aqui no aeroporto. Já temos transporte. Vamos para Barreirinhas?

Cadu: Chego em 30min.

Assim como combinado, chegou nos exatos 30min. Sarada havia contratado motorista e um carro para irem. Em 3h horas estavam em Barreirinhas. Cidade pouco desenvolvida cercada por um Rio. Lá, contrataram um guia e uma Toyota para lhes levar até Atins de onde sairiam caminhando até Barreirinhas. Chegaram a Atins às 19h. Era o tempo de dormir e no dia seguinte seguir o caminho.

Sarada havia acabado de tomar banho e se vestir. Iria sair para jantar quando ouve alguém bater a porta. Ao abrir, se depara com Cadu que vestia uma bermuda, uma regata e havaianas.

- Venha! Vamos jantar. Tem uma pizzaria muito boa aqui – ele disse sorrindo para ela.

- Claro. Vamos sim – sorriu para o garoto que lhe olhava curioso. Saíram caminhando pelas ruas de areia, algo que Sarada adorara. O pequeno povoado não tinha asfalto ou paralelepípedos. Era tudo de areia e por todo lado só se via quadriciclos como transporte.

- O que fez você vir para o Brasil? De verdade... – ele perguntou baixo talvez com medo do que a garota diria.

- Amor. O garoto que eu amava sofreu um acidente e esqueceu-se de mim. Agora está com outra e eu precisava de um tempo disso – ela disse melancólica.

- Isso é péssimo.

- Sim. E você? Como descobriu esse lugar?

- Vim aqui para fugir do amor também. Agora, volto sempre que posso.

- A garota esqueceu você também?

- Era um garoto e ele não estava pronto para um relacionamento homoafetivo.

- Deve ser complicado.

- É sim. Então eu fiz essa mesma caminhada que faremos amanhã e comecei a me amar, a ser grato e entender que as coisas acontecem de forma a não ser por acaso, sabe?

- Será?

- Sarada, você vai perceber muitas coisas enquanto andamos e lá, para mim, foi como nascer de novo.

- Espero nascer de novo também – ela disse com sinceridade.

Comeram a pizza sem pressa e conversaram mais sobre a própria vida e para se conhecer melhor já que eram dois estranhos. Voltaram cedo para descansar afinal no dia seguinte sairiam às 06h.

O celular de Sarada desperta às 5h e ela de pronto se arruma, fecha a conta na pousada e espera Cadu sentada na recepção. O guia chega ao mesmo tempo em que Cadu fazia o checkout. Ali começava a aventura de ambos.

Caminharam por todo o povoado e chegaram nas dunas. Até ali, sentia tranquilidade. Por recomendações, estava de camisa manga comprida, chapéu e óculos. Às 10h já entendia o motivo. Sentia-se no fogo, mas decidiu que iria se superar. Na bolsa, barras de proteína e muita água. Pararam perto do meio dia em uma lagoa gigante. Era linda e a água maravilhosa. Aproveitou e se jogou para se refrescar. Agradeceu a Deus por estar conhecendo aquele lugar. A parada durara 20min e logo estavam caminhando novamente. Pararam às 17h e armaram acampamento próximo a uma lagoa e viram o por do sol. O céu ganhara mesmo um tom meio laranja, rosa e a imensidão azul. Banharam, comeram e conversaram até às 19h. Depois cada um foi para sua barraca dormir, mas se passara 1h e ela não conseguia. Saiu da barraca e o que viu foi o céu mais iluminado por estrelas que já viu. Centenas de milhares de pontos brilhavam no céu. A sensação que tinha era que dançavam de forma majestosa. Andar naquele deserto branco estava mesmo lhe dando novas e boas sensações. Ela voltaria e não só voltaria, mas brigaria pelo que acreditava e pelo que queimava dentro de si.

Pela manhã, continuaram o caminho até chegar a cidade. Sarada sentia-se exausta. Entendeu o que Cadu falara sobre ser grata. Agradecia por ter uma cama para dormir, por ter amigos e por todas as dádivas que Deus lhe dera, inclusive o seu amor por Boruto. Voltaram para São Luís no dia seguinte e ali se despediram.

- Minha viagem sem você não seria a mesma. Quando quiser ir ao Japão, as portas estão abertas.

- Pode deixar que irei sim – ele disse alargando o sorriso.

Sarada pegou um avião e decidiu terminar sua viagem na cidade do chocolate no Brasil. Gramado. Desceu em Porto Alegre e de lá seguiu em um carro para Gramado. Conheceu o museu de cera, super carros, motos, andou de bondinho e se maravilhou em todos os chocolates que pode. Era hora de voltar, mas sentiu que aquele país trouxera a tona uma das melhores coisas nela. Ser ela mesma e aproveitar até mesmo os pequenos momentos. Foi para o Rio e desembarcou só para embarcar novamente, mas dessa vez no jatinho da família.

Era 18 de dezembro. Chegariam lá às 3h da manhã do dia 20 graças ao fuso horário e as 20h de viagem que enfrentariam.

- Como foi a viagem, filha? – Sakura perguntou.

- Fantástica e sem precedentes.

- O que fez? – era a vez de Sasuke perguntar tirando o olho do notebook.

- Conheci o Rio, Angra, Búzios, Florianópolis, Balneário Camboriú, Itajaí, fui no Beto Carreiro em Penha, fiz uma caminhada de dois dias pelos lençóis maranhenses e por último fui a gramado comer chocolates – ela sorriu do próprio resumo.

- Parece bem melhor – Sasuke disse com um sorriso no rosto.

- E estou.

- Chegaremos no dia do aniversário do Boruto – diz Sakura.

- É. Eu sei...

- Vai a festa? – Sasuke pergunta.

- Vou sim – ela sorri.

A partir daquele momento a viagem foi silenciosa e Sarada aproveitou para dormir, coisa que fez pouco durante a viagem.

Chegaram a Konoha e Shikadai a esperava no aeroporto com uma placa que dizia “amiga que esquece o amigo”. Sarada automaticamente sorriu do drama do garoto. Nem sequer sabia como ele soubera o horário de sua chegada. Correu e o abraçou.

- Que saudade que eu tava – ela disse beijando a bochecha dele como fazem em crianças.

- Nem parece. Não recebi uma mensagem sequer.

- Eu precisava me reencontrar...

- Conseguiu?

- Sim! – ela disse o abraçando de novo.

- Amanhã vou lá cedo para que me conte as histórias

- Combinado.

Despediram-se em um abraço apertado e Sarada entrou no carro dirigido por Jugo. Dormiu assim que chegou e acordou por volta das 14h com Shikadai batendo na porta do seu quarto.

- Ei, está tarde! Vamos.

- Pra onde?

- A festa do Boruto, ué?

- Ainda são 14h.

- Sim, mas é uma pool party.

- Tá. Ok ok – adorara aquilo. No Brasil, comprara biquínis maravilhosos e de estilo bem diferente dos que geralmente eram usados no Japão e na Europa. Tomou um banho rápido, colocou um biquíni de cor vinho, um short cós alto, uma t-shirt e uma rasteirinha. Sarada conseguia se destacar e chamar atenção mesmo com roupas simples.

Quando chegaram a mansão Uzumaki, o estacionamento estava lotado de carros. Pareciam ter convidado a cidade inteira “que saco”, Sarada pensou. Entrou e logo viu o loiro conversando com umas pessoas que ela desconhecia.

- Olá, Boruto! Parabéns! – disse ela entregando o presente que comprara. Ela uma câmera específica para esporte. Assim ele poderia filmar quando estivesse jogando ou escalando.

- Sarada! Obrigada por ter vindo – ele disse a abraçando apertado e recebendo o presente de sua mão. Shikadai o cumprimentou e entregou seu presente também que foi recebido assim como o de Sarada – fiquem a vontade.

A festa se arrastara durante todo o dia. Shikadai e Sarada ficaram o tempo todo juntos, inclusive na hora de tomar banho de piscina, no salão de jogos e na hora de beber. Sarada tinha praticamente 18 anos, então seus pais não se importavam.

Chegara a hora de partir o bolo e o discurso de Boruto. Sarada queria que aquilo acabasse para conversar com ele e dizer o quanto o amava.

- Pessoal, quero agradecer a todos que estão aqui, mas principalmente minha família e namorada que desde o acidente tem estado comigo – Sarada sentia seus olhos queimarem e as lágrimas descerem. Namorada. Então já não podia fazer nada.

Saiu de lá pela lateral. Conhecia a casa dos Uzumaki bem o suficiente para sair sem ser notada. Shikadai a acompanhava devagar e sem dizer nada.

- Você sabia?

- Não. Se soubesse não viríamos.

- Tudo bem. A culpa disso é minha que o deixei.

- Ninguém tem culpa, Sara.

- Eu podia ter ficado com ele, mas não conseguia engolir ele não lembrar quem eu era e o quanto me amava.

- Sarada, ele vai lembrar...

- Não quero mais falar disso – diz ela quando chegam a porta da mansão Uchiha.

- O que vai fazer no seu aniversário?

- O de sempre.

- O píer?

- Sim.

- Tudo bem! Até amanhã então...

...

Boruto acordara de ressaca. Seu aniversário foi até às 5h da manhã. Sumire dormia a seu lado pesadamente. Lembrou-se dos dois entrando bêbados e apagando ali um do lado do outro. Apesar de se sentir bem, parecia que lhe faltava algo.

Virou-se e olhou para o relógio, 22h30. Não acreditava que dormira tanto. Sumire acordara com o movimento dele. Sorriu e o beijou. Beijou com desejo e necessidade. Apesar de estarem juntos e já terem transado antes, isso ainda não havia acontecido depois do acidente e ela sentia o próprio corpo queimando por dentro com a falta dele.

Continuaram se beijando e ela se pôs sobre que já estava ereto pela situação. Continuavam entre beijos. Ele tirou sua blusa, sutiã e chupou seus seios. Inverteu com ela e ficou por cima. Tirou a própria camisa e a beijou com urgência... De repente, sua cabeça parece que vai explodir e ele cai de lado na cama com a mão na cabeça.

As pessoas pareciam voltar de uma só vez. Lembrou-se dos dias com Sarada, da amizade, do amor que sentia, das vezes que transaram e da conversa sobre se amarem... Tudo rodava e ele não tinha reação. Desmaiou.

Acordou com Sumire lhe dando leves batidinhas no rosto dele. A olhou nos olhos, picou mais umas duas vezes e a empurrou de maneira um pouco brusca.

- Ai. O que deu em você?

- Sumire, não podemos namorar. Acabou o que quer que tínhamos. Eu preciso ir.

- Você deve tá ficando maluco!

- Não. Eu lembrei. É ela! A Sarada! Eu preciso ir encontra-la.

- Não seja idiota. Ela te abandonou.

- Não... Ela tava sofrendo e ela me contou, mesmo que eu não entendesse e não entendi. “O garoto que eu amo me esqueceu”, era literal. Eu literalmente havia esquecido. Preciso ir vê-la – disse se levantando e correndo pro banheiro.

...

Faltavam apenas 5min para meia noite. Sarada olhava as estrelas e a seu lado estava Shikadai. Seus olhos estavam inchados de choro. Seria o primeiro ano sem ele. Provavelmente o primeiro de todos que viriam.

4min...

3min...

2min...

1min...

Sentiu alguém a puxar e a abraçar chorando. Ela não conseguiu reagir e ali no escuro nem sequer entendia quem era, mas derramou-se em lágrimas também. Aquele ano estava sendo difícil. Ainda assim agradecia pelos seus 18 anos, já que passara da meia noite, pelas coisas que aprendeu, pelas coisas que não soube aproveitar e por aprender que é melhor pecar para mais do que para menos.

A pessoa que a segurava a soltou e a beijou e ela reconheceu aquele beijo. Era ele que a beijava com urgência, necessidade e ferocidade.

- Boruto... – disse quando se separaram.

- Eu sei que é você. Eu lembrei. Perdoa-me – ele dizia chorando.

- Você quem tem que me perdoar. Eu te abandonei...

- Esquece isso. Sarada Uchiha, feliz aniversário – ele disse a beijando de novo – em hipótese alguma teria uma virada de aniversário seu que eu não estivesse – ele disse a beijando novamente.

- Ei, pombinhos! Ainda estou aqui – então Shikadai se junta ao abraço. Eram um trio novamente.

- Sarada, tenho algo importante... Quer namorar comigo? – Boruto pergunta inseguro.

- Claro que eu quero seu bobão! – ela diz o beijando.

- Finalmente. Cadê a pizza, Boruto?

- Ahn?

- Qual é? Você quem traz a pizza todo ano!

- Você sabia que eu vinha?

- Shikadai sempre disse que você lembraria – disse Sarada o olhando curioso.

- Eu nunca erro – disse o garoto se achando.

- A pizza tá chegando. Claro que não esqueci – Boruto disse comemorando.

Em instantes, a pizza chegou e ambos sentaram no píer olhando a lua. Não diziam nada, mas todos sabiam que o pior tinha passado e que agora só precisavam se manter assim, unidos.



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