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História A Vilã - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Cap 8


Sesshoumaru, ainda perturbado com a noticia que Rin havia acabado de lhe dar, manda cancelar a cerimônia  da coroação. Todos ficaram sem entender o motivo.

Ele estava completamente desnorteado. Saiu da sala do trono do reino de Atena e foi direito para o seu reino, sequer se despediu de Sara e dos convidados.

Após ele sair da sala,  Rin, com uma expressão  séria  no rosto e ainda em pé  no centro  daquele cômodo, se dobra sobre seus joelhos e em  seguida se senta no chão. Ela parecia estar arrependida, com um olhar contrito.  Contudo era apenas a aparência mesmo, porque o seu interior queria explodir de contentamento. Ela então começa  a rir baixo, depois alto. Mal podia se conter. Logo kohaku entra na sala e a vê naquele estado de êxtase.

_ vossa alteza, o que aconteceu? Porque a senhorita está  rindo desse jeito? E porque a cerimonia de sua coroação  foi cancelada?

O criado diz se aproximando  da princesa.

_ ah meu querido kohaku, os planos mudaram....eu acho que eu terei que me casar...

_ casar? ...

Naquele instante, Rin olha fundo nos olhos de kohaku e ele entende o recado.

_ compreendo, a vossa alteza optou por prosseguir com o plano. Eu acredito que assim será melhor. Para falar a verdade  eu não  entendi o porque a vossa alteza quis mudar e não  se casar com o rei Sesshoumaru. Seria muito mais fácil  e glorioso ser rainha de Taishou do que de nosso misero reino.

_ Eu confesso que aquele homem mexeu comigo. Sua indole, seu jeito correto de lidar com as coisas me tocaram profundamente. Por um instante, eu quis fazer as coisas certas também , eu não  queria prejudica-lo, eu não  queria vê-lo sofrer, por isso eu optei por ter apenas o reino de Atena e deixá-lo fora de meus objetivos . Mas agora eu concluo que isso foi apenas um desvario da minha parte kohaku. Eu acho que eu não  nasci para fazer as coisas  certas, por mais que eu tente, eu sempre acabo tendo que fazer o que é  errado.

_ deixe-me ajudá-la vossa alteza, deixe-me ajudá-la...

Kohaku diz ajudando Rin a se levantar.

_eu disse ao rei que eu estava esperando um filho dele, e eu acho que ele acreditou, porque pelo jeito que ele saiu...

Ela ri novamente com ar de deboche.

_parecia que tinha visto um fantasma.... uma fantasma. Eu assustei ele kohaku com a notícia  de que eu estava grávida...

Ela concluí.

_ Eu penso que agora ele vai pedir a mão  da senhorita em casamento...

_ ah, como Sara, quando souber, vai ficar desesperada..... Eu mal posso ver a cara dela de sonsa sofrendo.   Ela sempre se achou melhor do que eu, e agora eu vou roubar o homem dela. Olha que ironia do destino.

_ eu imagino que a princesa Sara sofrerá  muito, porém  a senhorita não  está  pensando em desistir, está?

_ jamais. Eu não  vou desistir, eu vou me apoderar deste reino nem que para isso eu precise causar a infelicidade de outras pessoas....inclusive a de minha irmã Sara.

_ É assim que se fala vossa alteza, é assim que se fala...

Rin começa  novamente ri com deboche. Qualquer um que a visse falaria que ela estava feliz, porém  kohaku que a conhecia muito bem sabia que ela estava na verdade  era blefando, por isso ele se aproxima de Rin  e a abraça.

Ela retribui o abraço fortemente e ali, nos braços  de seu fiel criado, ela começa  a chorar abundantemente, descarregando a dor que estava sentindo em sua alma.

Enquanto isso, Sesshoumaru voltava para seu reino em sua carruagem real. Ele estava calado e pensativo. Não  acreditava que um dia pudesse se comportar como um  canalha e se deitar com a irmã da mulher que  amava. 

Embora ele não  se lembrasse do momento em que a tomou nos braços  e consumou o ato, ele achava que era verdade, ele viu a mancha de sangue e portanto Rin não  poderia estar mentindo.

O jeito agora era se casar com ela.

Antes, quando ainda o fato estava em apenas terem dormindo juntos, era mais fácil para resolver, era mais fácil para lidar com sua consciência o acusando. Rin era bonita e nobre, certamente uma dia se casaria  novamente  com um homem que a amasse, então a culpa  de ter lhe tirado a castidade era suportável.

Mas agora tudo havia ficado diferente. Um filho estava em jogo e Sesshoumaru, como kohaku pressupôs, não  era o tipo de homem  que abandonaria um filho.

Ele retornou para o Palácio e foi direto para o local onde ficavam as bebidas. Havia diversas garrafas de vinhos carissimos e antigas colocadas em prateleiras de madeira.

Sesshoumaru sentou na poltrona que decorava o cômodo e ali ingeriu grandes quantidades de vinho a ponto de ficar bêbado.

Era proposital. Ele não  era dado à  ingerir bebidas alcoolicas de forma demasiada, mas aquele momento estava pedindo um consolo e o único consolo que viu foi nas bebidas.

Embora Sesshoumaru fosse homem e forte, doía saber que teria que abrir mão  de Sara.

No outro  dia, ele amanheceu sentado na mesma poltrona e de forma relaxada.

Um criado o chamava para o acordar. 

_ vossa majestade....vossa majestade....o senhor tem visita...

Ele, já  com os olhos abertos, porém  com uma enorme dor de cabeça, responde:

_ quem é  essa visita?

_ É  a princesa Sara do reino de Atena.

Bastou o criado dizer aquela simples frase para Sesshoumaru logo despertar completamente e se levantar da poltrona rapidamente.

_ diga a ela que eu já estou indo....anda, vá  dizer logo...

Ele responde já  em pé  recompondo suas vestimentas desarrumadas.

Logo em seguida, ele se encontra com Sara na sala de visitas.

_ senhor Sesshoumaru, eu estava preocupada com o senhor. Ontem a noite eu o procurei na cerimônia  e não  o encontrei...

Ela se aproxima dele e o abraça, ele carinhosamente retribui o abraço. Porém  Sara  sente o cheiro de bebida forte.

_ o senhor bebeu?

_ sim, ontem a noite eu voltei para o meu reino, comecei a beber e perdi o horario. Acabei dormindo na poltrona da sala de bebidas.

_ meu amor....

Ela toca a face dele. Sesshoumaru estava com olheiras.

_porque o senhor fez isso? Está  tão  abatido esta manhã. Eu  estou preocupada, fala para mim o que está  acontecendo senhor Sesshoumaru?

Ele gentilmente tira a mão  dela de seu rosto.

_ a Senhorita não  deve ficar preocupada comigo. Eu não  sou o homem que pensa. Eu sou um canalha..

_ o que? Porque está  dizendo isso?

Ele olha no fundo dos olhos da amada e com um brilho contrito no olhar revela-lhe toda a verdade.

_ Eu não vou me casar mais com a senhorita. Embora eu a ame profundamente e esteja sentindo uma dor imensurável por estar lhe dizendo isso, eu não  irei mais me casar com a senhorita. Eu me comportei como um canalha, cometi um erro irreparável  e agora terei que pagar por isso...

_ senhor Sesshoumaru eu não  estou entendo o que diz...

Ela responde  já  com lagrimas nos olhos e coração apertado.

_ eu engravidei  a sua irmã, Sara,  e portanto terei que me casar com ela. Perdoe-me por lhe dizer isso de forma direta, mas estou desconcertado. Não  sei neste momento me utilizar de palavras menos grosseiras. Soube da notícia  ontem a noite.

Agora tudo  fazia sentido na cabeça  de Sara. O odor de bebida forte em Sesshoumaru, o estado abatido que ele se encontrava aquela manhã  e a tristeza profunda em seus olhos ambares.

Sara ergue a mão  para limpar uma lagrima em seu rosto que escorria  de seus olhos.

_ como isso foi acontecer senhor Sesshoumaru? Como isso foi acontecer? O senhor sempre  disse que me amava...

_ Eu não  sei como isso aconteceu, acredite em mim, mas Sara a única coisa que posso lhe dizer agora é  que eu te amo demais e não  quero perde-la..

Ele tenta se aproximar dela, mas ela não deixa.

_ Não  se aproxime de mim, por favor, Não  se aproxime. Eu estou sem chão  e a única coisa que tenho vontade de fazer é de chorar. O senhor me magoou profundamente.

Ela diz isso  o olhando fixo nos olhos, depois vai embora correndo. Ele tenta ir atrás, mas fora do Palácio  ele vê  Sara  entrando na carruagem e esta saindo.

Aquele era um dos piores momentos da vida de Sesshoumaru, pensa ele.

Por causa de um erro cometido em um momento, ele teria que sacrificar a felicidade de sua vida. Era uma triste ironia do destino.

Logo os dias se passam e o anuncio do casamento de Sesshoumaru e Rin se propaga por todos os cantos daquela região. Porém  ele não  estava feliz.

Sara sequer queria ouvir falar no nome do rei de Taishou. Ela pretendia futuramente entrar para um convento.

Rin se mudou para uma casa luxuosa na cidade. Desde que o tio assumiu o trono do reino de Atena, ela não quis mais morar no Palácio e para azar de Sara, Rin a obrigou a ir embora também, porém  as duas ficaram em casas diferentes

Sara não  quis dividir o mesmo  teto que a irmã  traiçoeira.

_ sua irmã  está uma fera com a senhorita, vossa alteza.....ela diz que nunca vai perdoa-la...

Diz kohaku, que acompanhou  Rin na nova casa. Ela estava sentada elegantemente no sofá  lendo uma revista.

_ deixe ela, eu não  importo com o que ela pensa de mim. Eu só  quero alcançar meu objetivo. Eu bem que tentei não  prejudicar “ os pombinhos”, mas a vida não  é  como a gente quer e Sara vai entender isso.

_ Eu espero que seja assim vossa alteza.

_ Quando eu me tornar rainha Kohaku, eu vou me vingar de todos que me humilharam, de todos. E depois que eu fizer isso, eu vou embora dessa região...

_ embora? Como assim vossa alteza?

O criado franzi a testa.

_ Eu vou embora, vou fugir para longe e esquecer todo o meu passado.

_ entendo, fico contente que queira esquecer o passado, mas a senhorita  sendo rainha, não  acha que se fugir vai trazer vergonha para o rei Sesshoumaru?

_ Eu estou pouco me importando com ele....ah, eu acho que ele vai é  gostar de eu fugir e deixar o caminho livre para Sara...

_ mas esta é a sua real intenção, não?

_ Não....claro que não. Eu só  não  vou mais precisar estar ao lado de um homem que me despreza depois que eu conseguir alcançar  meus objetivos. 

_ vossa alteza, eu não  sei se percebeu, mas todas as vezes que seus objetivos chocam com a felicidade do rei Sesshoumaru , a senhorita acha alguma maneira de se desviar. Primeiro foi o desvio do proposito do plano de gravidez e agora isso, a senhorita futuramente pretende fugir para deixar o rei e sua irmã  livre. Desde quando a vossa alteza adquiriu o bom senso?

_ ora, você  está  querendo me contestar kohaku?

Ela, que antes estava folheando  a revista, lança  um olhar reprovativo para o criado.

_ não, só  me passou  algo pela cabeça e.....peço  desculpas vossa alteza, Não  quis contesta-la.

_ eu acho bom mesmo, onde já  se viu um criado contestar  uma princesa,  agora me deixe em paz e retorne os seus afazeres...

Kohaku obedece, porém ele percebe que Rin ficou nervosa, então.ele não  ia ser maluco de terminar sua suposição e depois sofrer alguma punição por ter falado demais. Mas no fundo kohaku estava percebendo que Rin mudava de atitude todas as vezes em que ela se via como a causadora da infelicidade do rei Sesshoumaru e Isso lhe cheirava a amor. 

Para kohaku, Rin poderia estar se apaixonando pelo rei sem perceber.



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