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História A Vingança - Capítulo 35


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Notas do Autor


Bem gente, me deu a louca aqui e to escrevendo mais um capítulo. Espero que gostem!

Capítulo 35 - Decifra-me e te consumirei!


Fanfic / Fanfiction A Vingança - Capítulo 35 - Decifra-me e te consumirei!

Enquanto isso, na mesma noite em uma ponta de Los Angeles.

P.O.V Luiza

Bem, estar em sua companhia não estava se tornando algo tão mal assim. Apesar de sempre transparecer uma aparência louca e desordeira- não o culpo por isso - ele tinha um dos corações mais sensíveis que já havia conhecido antes.

Há alguns dias havíamos saído e hoje eu já estava em seu apartamento unicamente com a promessa de que ela não tentaria nada. Poderia parecer inocência minha, mas lá estava eu. Ele que tentasse algo e iria descobrir da pior forma possível como eu tinha um joelho forte.

- Aceita uma bebida, Wondergride? - sua voz me chama enquanto estou sentada no sofá.

- Pra você me embebedar e me tornar um alvo mais fácil? Não, obrigada. - disse rindo um pouco mas em um sentido bem sério.

- Você não confia na palavra de um cavalheiro? - ele diz brincalhão.

- Não sou tão inocente assim quanto pensa.

- Mas eu nunca disse que você era inocente.

- E nem precisa.

- Então vamos fazer assim, dois refrigerantes de cereja. Pode ser ?

- Ok.

Consinto e o vejo caminhar entre o farfalhar de  suas roupas de couro até mim, se sentando ao meu lado em pouco tempo.

- Você me deixa cada vez mais intrigado, Luiza. - ele diz apoiando o braço em sua vasta cabeleira lisa.

- Digo o mesmo de você. Fora suas revistas playboy perto do sofá, isso me parece um apartamento de uma pessoa normal.

- E quem disse que não sou normal? 

- Me poupe. - digo com uma pontada de sarcasmo.

- Sou apenas normal ao meu modo.

- Faz sentido,mas não pra um astro do Heavy Metal.

- A música sempre foi uma conexão com minha alma e haviam épocas em que minha alma estava confusa e só precisava extravasar. Todos nós precisamos disso uma vez na vida.

- Você é enigmático.

- Decifra-me e te consumirei! - ele fala em tom de desafio e eu não era uma garota de negar desafios.

- Uma aposta? É o que me sugere?

- Se a senhorita preferir.

- Vamos lá então. Quais são as condições?

- Te dou um mês em minha ilustre companhia. Se me decifrar, corto todo meu cabelo e jogo fora as roupas pretas de couro.

- E se eu perder?

- Bem, se perder, vai ter que ir em uma viagem à Santa Mônica comigo.

- Eu detesto já perder uma viagem pra Santa Mônica, mas topo a aposta.

- Não cante vitória antes da hora.

- Veremos então. - digo lançando meu melhor olhar de desafio frente aquela peculiar figura.

- Vamos falar um pouco de você agora. Sempre falamos só de mim. Me canso de ser a estrela as vezes.

- E de tamanha humildade, não se cansa? - falo rindo.

- Bem, acho que isso não combinaria comigo. - ele diz fazendo graça e começamos a virar pouco a pouco os holofotes a mim.

- Pode perguntar o que quiser.

- Por que deixou a faculdade?

- Bem, eu ingressei lá depois da morte de meus pais. Ainda era o tipo de garota inocente que vestia roupas de algodão e acreditava que o mundo era um arco-iris.

- E o que aconteceu?

- Você vive e aprende que as pessoas não são como contos de fadas. Eu entrei naquela faculdade, moda, por que sentia que aquilo me completava e me fazia feliz.

- E não completava?

- Sim e muito. Mas as pessoas de lá começaram a me enojar com sua tremenda hipocrisia de interioranos que pensam que conhecem todo o universo.

- Te conheço há pouco tempo, mas sei que só isso não a faria desistir.

- Também comecei a trabalhar mais para pagar meus estudos. Ficava naquela maldita mercearia até tarde da madrugada.

- Ainda sinto que me falta uma pontinha dessa história. - ela fala brincando, mas eu não achei graça.

Não gostava de me lembrar do que aconteceu naquele noite... Eu era apenas uma garota que conhecia pouco do mundo e achava que estava fazendo o certo em relação a sua vida. Mas as vezes, não há ventos para uma nau descomunada. Não, não há e jamais haveria.

Eu me sentia mal por tudo o que havia acontecido e uma pontada forte de tristeza sempre me atingia com a mera recordação. Eu odiava isso, essas malditas lembranças que nos corroem por dentro. Teria sido culpa minha ?

- Acho que já vou indo.- falo pegando minha bolsa sem olhar para trás.

- Espere, Luiza...

Ele tenta me chamar, mas já quase corria nas escadas enquanto deixava tudo para trás. Saio na rua com a mente desgovernada e só agora percebo que chove, uma chuva forte que me corta por inteiro juntamente com minhas lágrimas. Corro de cabeça baixa até que trombo em algo, ou melhor, em alguém que me olhava com seus olhos preocupados e me segurava pelo braço em silêncio.

- Luiza...- ouço sua voz forte dizer.

...

P.O.V John

Caminhava tranquilamente na rua. Pelo menos eu ainda poderia fazer isso. Rio internamente ao entender o teor de meu pequeno pensamento. A noite era clara, havia acabado de chover, então as estrelas iriam enfeitar meu céu hoje.

Vou até a sacada de seu velho apartamento, a polícia já havia ido embora e acho que minha doce Adri não se importaria com minha presença ali. Me dirijo até a sacada, me ajoelho em meus calcanhares e começo a fumar um cigarro, tragando-o lentamente com o sabor da vitória nos lábios.

Vitória porque havia vencido e feito cada um deles jogar meu próprio joguinho. Um joguete a minha diversão e sem que desconfiassem de nada. Pelo o que minhas fontes haviam me informado, o babaca do ex- namorado estava sendo a vitima perfeita de tudo isso, caindo em meus laços feito um patinho.

Ele estava se enrolando em suas próprias palavras. Deixando que o nervosismo o consumisse e seu comportamento mudasse, estava sendo o alvo fácil da polícia. Não seria difícil depois relacionarem o corpo de Adri com ele. Todas as circunstâncias o apontariam como tal.

Não sabia se ela ainda estava viva. Não havia a visto há dias, desde que a polícia começou a bater em minha porta estava desviando todas as suspeitas, como aquele moleque filho da puta e esperto havia me indicado. Não ia mais lá desde o incidente com os porcos, tinha sido minha última diversão.

Isso me deixa triste. Psicopatas também tem coração e eu sentiria falta de tudo isso depois que acabasse. Mas não faz mal, acharia outra para que meus joguinhos pessoais não acabassem tão cedo assim. Mas sabe como dizem, a primeira sempre é inesquecível...

Penso isso enquanto jogo um anel de fumaça pela boca e me delicio com o efeito disso. Logo os anéis vão em direção a lua, como se pudessem a alcançar, mas logo se dissipam, me deixando ainda mais reflexivo com tudo isso.

Nossa diversão foi curta e boa, Adri. Ah se foi! rio ao vento com um sorriso formado em meus lábios totalmente alienados.


Notas Finais


Bem, espero que tenham gostado e façam suas apostas, pois no próximo cap será revelada a identidade do empresário.
Mil beijos!


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