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História A Vingança - Capítulo 48


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Notas do Autor


Meninas do céu, preparm os corações pois hoje o capítulo trás fortes revelações.

Capítulo 48 - Teia de mentiras


Fanfic / Fanfiction A Vingança - Capítulo 48 - Teia de mentiras

P.O.V Florence

Um sim latejava em minha garganta como aquelas ardências que vinham do interior da sua alma. Izzy Stradlin, o amor de minha vida estava me estendendo a mão com uma promessa de felicidade. Mas já era tarde demais, eu já havia vendido a minha alma para a insanidade e para o rancor. Não havia mais felicidade pra mim. O amor que nasceu entre mim e Izzy foi o algo mais belo que senti em toda a minha vida e provavelmente jamais sentirei ele novamente. Ah, Izzy, se tudo fosse diferente!! Mas não era. Eu havia feito uma promessa e não podia mais voltar atrás.

- Jeffrey, eu sinto muito. - disse com a voz cheia de lágrimas.

- Tudo bem, vai ficar tudo bem. - ele disse com os olhos carregados pelo peso do mundo e me abraçou, beijando o topo da minha cabeça. - Agora vamos para casa, ok? 

- Sim, vamos. - disse tentando conter as lágrimas. Depois dos fatos que ocorreriam naquele dia, eu sempre olharia para trás e veria tudo  com uma espécie de névoa sentimental. Depois de hoje, nada foi mais tão igual quanto antes.

Demos as mãos e caminhamos em silêncio até a Hell House, cada um com a sua dor na alma. Chegando lá, vemos uma viatura da polícia. Nos olhamos com preocupação.

- Jeffrey Dean Isbell? - nos disse um policial jovem com a cara vincada e voz séria.

- Sim, sou eu. - Izzy confirma sem entender nada.

- O senhor está preso pela venda ilegal de substâncias nocivas para menores de idade.- disse o policial, o virando com raiva e imobilizando.

- Como assim, deve estar ocorrendo algum engano.- protesta Izzy.

- Por favor o soltem e vamos conversar. - tento ir em sua defesa.

- Senhora, encontramos esse pacote na casa do meliante e temos o testemunho de uma mãe e uma denúncia anônima. Todos os fatos apontam que o seu namorado é um traficante.

Olho para o pacote na mão do policial sem entender nada. Era claro que Izzy não seria capaz disso.

- Deve ser alum mal entendido. - falo.

- Senhora, por favor, não difiulte as coisas ou teremos que levá-la como cúmplice.

- Tudo bem, Florence, vai ficar tudo bem. - diz Izzy enquanto era praticamente arrastado até  a viatura, que parte sem delongas. 

Todos os vizinhos olhvam incrédulos, alguns até cochichavam. Mas eu não fico ali parada. Entro como um raio dentro da casa, escondo os arquivos dentro de uma gaveta com panos de prato na cozinha e vou em busca de alguém. Sem sucesso. Vejo que tenho alguns trocados no bolso, saio na rua e peço com desespero um taxi.

- Até a Geffen Records, rápido! - falo sem respirar.

Chego lá e saio do carro as pressas, jogando uma nota de vinte ao motorista. Vou até a recepção e passo a frente das pessoas da fila, sem me importar com os xingamentos.

- Preciso falar com o David, agora! - falo para a secretária de cabelos pretos.

- Senhora, vai ter que esperar na fila.

- É sobre o Guns and Roses! -falo rápido, não estava com tempo para burocracias.

Ela sai sem me contestar mais. 

- Florence, o que está havendo ? - ouço uma voz me chamar e vejo que é Axl.

- Axl, aconteceu uma coisa terrivel. É sobre Izzy, ele foi preso!

- Se acalme e vamos conversar um pouco. Vem, senta. - ele aponta até um sofá próximo.

- Eu não tenho tempo para conversar, Izzy está em apuros.

- David está em reunião agora. Até a secretária chamá-lo e ele vir, já são uns 10 minutos. Me deixe a par dos fatos.

Concordo com a cabeça, nesse momento mais valia a calma do que as ações com imedietismo e ansiedade. Me sento no sofá de frente para Axl.

- O que houve com Izzy? - ele me pergunta com a voz rouca e grave.

- Ele foi preso, acusado de algo terrível.

- Do que, mais especificamente?

- De vender maconha para crianças. - falo com a voz baixa.

- Céus! 

- Sim, a situação é grave e tenho certeza que tudo não passa de um mal entendido.

- Claro. Conheço Izzy desde a infância, ele seria incapaz de algo assim.

- Sim, jamais faria isso.

- Mas se acalme agora. Vamos deixar um recado para David e vamos até a delegacia tentar resolver isso.

- Ok. - concordo.

 

P.O.V Axl

Ótimo, tudo estava correndo como planejado. Vou até o balcão e digo para uma das atendentes:

- Querida, por favor diga a David que a situação com o Guns já foi resolvida. Era somente um recado para mim e  a pessoa já me localizou. - falo com calma e pisco para a garota.

Pegamos um taxi e vamos até a delegacia. Eu abraço os ombros da fragilizada Florence enquanto o taxi roda pela cidade. Tudo dançando conforme a música. A mãe, pobre senhora mexicana desesperada por dinheiro, havia dito tudo a polícia, conforme instrui.

Chegamos até o local e descemos do taxi, que gentilmente pago.

- Sente-se aqui que vou falar com o delegado. Vai ficar tudo bem. - falo para Florence.

- Gostaria de falar com o responsável pelo caso Izzy Stradlin. - falo para o rapaz.

Poucos minutos depois, já estou na sala dele dando meu depoimento, que é anotado agilmente em uma máquina de escrever.

- O senhor conhece o réu há quanto tempo?

- Desde a infância, em Indiana.

- E sabia do envolvimento com drogas ?

- Na época éramos apenas garotos ingênuos que queimavam uma erva nos trilhos de trem. Mas depois disso, Jeffrey foi se envolvendo em um caminho sem volta. Eu estou limpo, pode pedir um exame toxicológico se quiser.

- O senhor tinha ciência da venda de canabis para crianças?

- Não, eu jamais ia imaginar que um amigo de infância faria isso com nossas crianças. - falo bancando o patriota. -Mas, para quem estava atolado de dívidas, toda saída é uma saída.

- Atolado em dívidas?

- Sim, não quero ser fofoqueiro, mas ele tem um pequeno vício em cocaína.

- Estaremos apurando os fatos, senhor Rose. Agradecemos e manteremos contato.

-  Claro.

Quem realmente agradecia aquela situação era eu. Vou até o banco onde Florence estava sentada  e lhe entrego um copo de água.

- Você está um pouco abatida. Vem, vamos comer algo - falo com a voz do bom samaritano. Morder e assoprar, essa era a jogada.

 

Enquanto isso, algumas horas antes em uma casa em Los Angeles onde dois homens brigavam pelo amor de uma mulher.

P.O.V Luíza

- Nikki, o que está fazendo aqui?

- O que eu estou fazendo aqui? O que ele está fazendo aqui? - fala apontando pra Slash.

- Ei, segura a tua bola. Ele tem nome e está aqui! - Slash levanta a guarda.

- Não tô falando com você. Luíza, você estava certa quando disse que eu não te conhecia de verdade! - Nikki me olha com desprezo e meu sangue ferve.

- Olha, segura a tua língua! Você não sabe nada sobre mim, oh baixista! - falo indo em direção a ele e colocando o dedo em sua cara.

- Ou vai fazer o que? - ele fala segurando meu pulso com firmeza, mas não hesito. Nunca mais ia hesitar na vida na frente de um homem depois do que havia acontecido...

- Paga pra ver, Sixx, paga!- lhe encaro com raiva e ele aperta mais meu pulso.

- Solta ela, porra. O seu problema é comigo. - Slash caminha em nossa direção.

- Não se intrometa que eu sei me defender sozinha.- digo a ele. Eu precisava me impor nessa situação. Não ia ser apenas uma boceta na briga de dois homens.

- Eu pensei que você era diferente, Luíza. - Nikki me diz sem me soltar.

- Pense o caralho que quiser. Só sote a droga do meu pulso, Sixx!

- A garota pediu pra você soltar, Nikki, não ouviu? - Slash se aproxima e empurra Nikki com tanta força que ele cai no chão.

Mas ele não releva dessa vez. Pega uma garrafa vazia de tequila que estava perto do abajur e arremessa na cabeça de Slash.

- Porra! Para com isso! - falo indo em direção a Nikki e segurando com força o colarinho de sua camisa.

- Fica quietinha aí no seu lugar! - ele me empurra e eu caio sentada. Minhas mãos caem sobre alguns cacos. 

"Fica quietinha aí no seu lugar", as mesmas palavras que há alguns anos atrás, naquela maldita noite. Ah, droga! Eu não me controlo e saio correndo feito uma doida pela rua. Aquilo era demais pra mim. Depois daquela miserável noite, eu jurei a mim mesma que nunca mais ia fugir ou hesitar, mas isso era demais pra mim. Como sempre eu fugia. 

Mais que droga, Luíza! Me detesto mentalmente e saio correndo mais rápido. Queria ir pra um lugar onde nunca mais me achassem, nunca!

P.O.V Florence

A noite, áspera e feroz, já havia caído e nada de Izzy ou David. Estava de volta a Hell House. Estava mais aflita do que nunca. Axl estava no banho e não havia mais ninguém em casa. Era a hora exata de agir. Vou até a cozinha e  em seguida o quintal e começo a folhear o diário de Axl. Algumas anotações sórdidas sobre noites ardentes, registros obcenos de mulheres e uma parte sobre minha irmã.

"Noite passada sofri um dos golpes mais rasteiros e fatais que alguém pode sofrer. Ela veio chorando até mim com o braço machucado e me confessou toda a verdade. Quase cai das pernas quando ela me disse aquelas palavras, confirmando minhas suspeitas. Ouvir isso dos lábios de alguém que se ama era doloros demais. Nathalye, a mulher que entreguei a minha alma e o meu  coração estava tendo um caso com meu melhor amigo. Jamais ia conseguir perdoá-los. Ela podia me trair com qualquer outro cara, mas com Jeffrey, já era homicídio qualificado.Essa ferida em minha alma jamais ia cicatrizar, jamais."

- Não pode ser possível. 

Abro a pasta de arquivos roubada e a vasculho. Encontro um boletim de ocorrência da minha irmã . Nathalye Gardner denuncia Jeffrey Dean Isbell por agressão. Laúdo médico confirma ferimentos e fraturas no braço. Parte acusada não faz objeção.

Era isso. Era por isso que Izzy ficara tão assustado quando viu a pasta e queria fugir da cidade comigo, enterrando isso como enterrou minha irmã! O homem que eu amei, o homem que nós amamos havia destruído  a nossa vida!

Minhas vistas se escurecem e eu sinto minha cabeça bater na grama quando desmaio.

 


Notas Finais


Uhhh, mais revelações, gatinhas!!!


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