1. Spirit Fanfics >
  2. A Vingança da Heroína >
  3. O Encontro

História A Vingança da Heroína - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Não sou muito boa com palavras mas eu espero muito que vocês gostem da história e não desistam dela <3

Ah, e principalmente, eu espero que vocês não peguem ódio da nossa pequena Arthuria kkk
Eu juro que ela tem um coração bom!!

Aproveitem a história e não esqueçam de deixar suas opiniões no final do capítulo, pois é muito importante para minha evolução como escritora. Agradeço a todos pela atenção, boa leitura. <3

Capítulo 1 - O Encontro


A lendária heroína do reino de Alluim estava, enfim, de volta. O povo lhe recebia com aplausos, flores, elogios, e até mesmo moedas de ouro. Estavam sujeitos a dar à heroína oque quer que fosse de seu desejo. Não havia uma única pessoa dentre aquela multidão que não estivesse aos pés de Arthuria.

Nascida com a sagrada magia da manipulação de sangue, ela cresceu destinada a ser a heroína a qual levaria o reino de Alluim ao topo do mundo.

Ainda que originada em berço de ouro e criada por pessoas orgulhosas e mesquinhas, surpreendentemente Arthuria tornou-se uma honesta e muito sábia jovem. Desde criança foi capaz de compreender o mundo e a crueldade existente nele.

A garota amadureceu sadia, com uma força verdadeiramente digna do título de prodígio. A lendária magia dentro de si lhe tornava imbatível, e reino algum ousava desafiar Alluim, ainda que a heroína fosse somente uma jovem garotinha na faixa de seus 15 anos.

Sua velocidade de aprendizagem monstruosa superava os mais habilidosos magos. Em questão de pouco tempo, Arthuria certamente se tornaria a criatura mais poderosa de toda a Terra.

– É uma benção imensurável ter nossa heroína de volta ao império! – Exclamou um velho homem de cabelos grisalhos e roupas extravagantes.

Uh, sério? Posso jurar que você estava tentando me matar, imbecil.

A heroína optou por nada responder. A opinião que Arthuria tinha para com o homem que encarava não era nada positiva: um completo imprestável viciado em dinheiro fácil e mulheres. Repetia incontáveis vezes que o único motivo do triunfo de Alluim fora por causa dela, não do patético imperador à sua frente.

Arthuria jamais se submeteve às vontades daquele homem e sequer planejava o fazer. Seu orgulho era predominante e, ainda que se tratasse do imperador de uma enorme nação, servir a alguém como ele era uma humilhação para a jovem. A heroína fazia de tudo em prol do povo de sua terra natal, mas o imperador da mesma jamais teria sua lealdade.

– Eu sei que pode ser um pouco repentino, mas… – Arthuria ignora as palavras do velho homem e passa direto por ele. – Vagabunda – sussurrou, frustrado.

A jovem cessou seus passos, abrindo um perverso sorriso. A audácia do imperador para com ela de fato a entretinha.

– O que quer comigo? – Indagou Arthuria, lentamente virando em direção ao velho homem.

– Bem… – Hesitou. – A senhorita já está com 15 anos, e meu filho prestes a alcançar seus 19, e… sabe, ambos são muito próximos desde criança e são também gênios com um potencial eminente… – O imperador inspirou o máximo de ar que seus pulmões poderiam suportar e o soltou logo em seguida, numa espécie de cerimônia preparatória para proferir as últimas palavras que encerrariam sua fala. – O que acha de se casar com Pedro, meu filho e o primeiro príncipe regente de Alluim?

Arthuria estava disposta a zombar do quer que saísse da boca do imperador, mas viu-se verdadeiramente sem reação diante daquelas palavras.

Tão obcecado por poder à eminência de ofertar seu próprio filho somente para ter um pouco de controle sobre mim, mesmo que indiretamente. E eu achando que você não poderia ser ainda mais patético, Alexandre.

– Como Pedro se sente a respeito disso? – Indagou a heroína, contendo o infindável desejar de socar o rosto do imperador.

– Há anos meu filho supre sentimentos fortes pela senhorita, grande heroína. É claro que se entusiasmou muito com minha proposta.

Por que ele acha que não conheço Pedro ao ponto de não perceber o tamanho da idiotice que está dizendo?

– Conversarei com ele primeiro. Amanhã terá sua resposta – concluiu Arthuria, deixando o local antes que mais palavras fossem ditas pelo imperador.

Com um surpreendente controle de suas emoções, a jovem prodígio sempre fora capaz de contornar diversas situações desagradáveis e desfavoráveis. Mas aquela, em especial, estava fugindo de sua jurisdição. Era genuinamente frustrante para ela ver seu melhor amigo sendo usado como escada para as ambições do imperador.

– Pedro! – gritou a jovem ao adentrar os aposentos do príncipe.

– Você não deveria tratar o futuro imperador tão informalmente assim – respondeu o mesmo, sentando-se em sua cama.

– Precisamos ter uma conversa séria – Arthuria passou a encarar as servas do príncipe. – …Em particular. Saiam – ordenou, com um tom estranhamente autoritário e uma expressão pouco amigável.

– Apenas recebemos ordens diretas do primeiro príncipe, Pedro Alluim – retrucou uma serva, hesitante por causa da enorme pressão que um único olhar de Arthuria causava.

A jovem prodígio arregalou os olhos, espantada com tamanha bravura proveniente de uma mera servente real.

– Incrível… – falou Arthuria, abrindo um sorriso bobo. – Você não só foi capaz de me responder, como também de desobedecer uma ordem minha… – Arthuria virou-se em direção ao príncipe, onde o mesmo olhava-a bastante descontente com o rumo da situação. – Desde quando você mantém servas tão interessantes dentro do palácio, Pedro?

Arthuria estava, evidentemente, provocando o garoto ao tentar intimidar suas servas pessoais. Em resposta, ele apenas soltou um longo suspiro.

– Ignorem oque Arthuria disse – exigiu, levando sua mão à testa de forma a cobrir parcialmente seus olhos verdes, com o objetivo de demonstrar seu desapontamento com a infantil atitude daquela que tinha o mundo em suas mãos. – Podem se retirar por agora – fez uma breve pausa, direcionando sua atenção à corajosa servente anteriormente capaz de enfrentar a heroína. – E, Amélia, traga um pouco de café com mel. Não me importa o tipo do mel, deixo a sua escolha.

Após uma referência, todas as serventes deixaram o local. Conservando o bobo sorriso, Arthuria observou silenciosamente as garotas até ouvir o ecoar do bater das portas ao serem fechadas. Nesse mesmo instante, o sorriso da jovem heroína desfez-se por completo e ela voltou seu olhar outra vez para o príncipe.

– Hoje eu descobri que o grande e querido príncipe Pedro, único herdeiro legítimo do império Alluim, nutre fortes sentimentos por mim desde que era um pirralho irritante.

O jovem príncipe arregalou seus olhos, surpreso com as palavras da amiga. Não tardou para que uma contagiante gargalhada ecoasse pelo cômodo.

– Do que está rindo? Não foi uma piada.

Pedro secou as lágrimas de felicidade que escorriam de seus olhos antes de pôr-se a falar.

– Não era previsível? Amigos de infância sempre acabam se apaixonando – Arthuria rangeu os dentes com as cínicas palavras do príncipe.

– Quem você achar que eu sou, imbecil? – Indagou, elevando o tom. – Verdadeiramente crê ser capaz de me persuadir? – O garoto permaneceu em silêncio. – Por que está deixando aquele panaca te manipular?

– Aquele panaca é o meu pai, Art. Queira ou não, ele pode fazer oque bem entender comigo enquanto imperador, até mesmo me expulsar do palácio. Não tenho o luxo de desobedece-lo como você faz. Mas dessa vez ele me pediu algo impossível... – O garoto fez uma pausa, sorrindo tristemente para a heroína. – Fala sério, como eu poderia te enganar? Você me conhece melhor do que eu mesmo.

– Pedro… – Um sorriso relutante surgiu nos lábios de Arthuria. – Talvez casar com você não seja o fim do mundo – zombou.

– Sem chance de eu me casar com você, Art – respondeu rindo, jogando-se de costas na cama.

A heroína Arthuria e o primeiro príncipe Pedro possuíam tamanha intimidade e compatibilidade que passaram a madrugada inteira conversando, sem intervalo algum. Ela estava há mais de 8 meses fora e, como amigos que cresceram grudados um ao outro, a saudade era mútua. Tantos assuntos para colocar em dia que uma única madrugada nunca seria o bastante.

Não muito longe dali, uma desgraçada alma conspirava contra a heroína, ambicionando toda a sua força para si, independente do custo.

– O pleno controle do poder da lendária guerreira de Alluim, Arthuria… e, em troca… o seu império passará a nos cultuar como divindades…

Uma voz claramente não humana ressoava por aquele escuro cômodo. Três cintilantes pares de olhos eram tudo oque se podia ver.

– É a primeira vez que vejo um humano ser capaz de controlar sangue – pronunciou-se um segundo demônio, com uma voz mais suave.

– Uma criança bastante interessante…

– De fato. O que acha, Verschlinger?

Os mais falantes demônios silenciaram-se na esperança de ouvir a opinião do terceiro deles também presente no obscuro âmbito. Conhecido por sua insaciável apetite, Verschlinger, de fato, era o mais amedrontador dentre aqueles demônios, e por isso sua opinião, quando dada, jamais poderia ser desconsiderada. Entretanto, o grande devorador manteu-se em total quietude.

– Verschlinger, não me diga que…

Repentinamente uma estranha tensão surgiu entre os demônios. Mas, seja lá qual fosse o problema, deveriam disfarçar e jamais resolver em frente a um humano.

– Faremos o contrato com você, imperador de Alluim – interferiu Acasa, o segundo demônio a anteriormente se pronunciar.

Denrylos, o primeiro demônio, o qual havia acabado de ser interrompido, permaneceu encarando Verschlinger, estarrecido.

– Vocês terão a eterna devoção dessa nação! – exclamou o velho imperador, curvando-se no chão à presença dos três grandes demônios.

O contrato havia, por fim, sido firmado. A ruína de Arthuria, a heroína do império de Alluim, era agora inevitável e estava mais próxima do que qualquer um poderia imaginar.

Mais tarde naquele mesmo dia, a jovem prodígio já havia voltado para sua própria casa – ou melhor dizendo; para seu próprio palácio. Com apenas 15 anos, Arthuria era uma duquesa em posse de um dos maiores territórios de todo o império. Nada além do merecido para aquela que levou a nação ao topo do mundo arriscando sua própria vida sem hesitação.

– É tão bom tê-la de volta, duquesa – cumprimentou uma serva ao adentrar o quarto de Arthuria. – Deveríamos organizar um banquete para comemorar o retorno da lendária heroína de Alluim?

– Nada de banquete. Prefiro não sair da cama pelas próximas duas semanas – responde sorrindo, jogando-se de costas na cama logo em seguida. – Estou tão cansada, Nona. Não suporto mais esse imprestável imperador. Ele enviou seus piores soldados para me auxiliarem. Esse cara claramente tentou me matar – Nona soltou uma delicada gargalhada após as palavras de Arthuria.

Bem, de qualquer forma, não é como se os soldados tivessem alguma culpa. No fim passei 8 meses tentando salvar minha própria vida e a de mais 10 homens. Acho que nunca estive tão desgastada quanto hoje. Parabéns, Alexandre, você quase conseguiu se livrar de mim dessa vez.

– Argh, é verdade… – Arthuria sentou-se preguiçosamente. – Disse ao imperador que lhe daria uma resposta ainda hoje, então me acorde ao anoitecer.

– Resposta? Para o que?

A heroína riu brevemente antes de responder à indagação de Nona.

– Ele me ofereceu a mão de seu filho.

A serva viu-se perplexa, repetindo em sua cabeça as palavras de Arthuria centenas de vezes, apenas para ter a certeza de que não ouvira errado.

– Impossível…

A jovem se manteve em silêncio por alguns segundos, analisando a tristonha expressão de sua serva ao lado. Logo abriu um pequeno e fraco sorriso.

– Não se preocupe, Nona. Eu não sinto nada desse tipo por Pedro e ele também não se sente assim em relação a mim. Óbvio que recusei a oferta do imperador.

– Você não pode recusar uma oferta do imperador, minha senhorita… – a mulher disfarçadamente secava suas lágrimas. – Não se importe comigo, por favor. Não quero que tenha problemas com o imperador.

Com carinho, Arthuria pousou uma de suas mãos no topo da cabeça da mulher ao seu lado, olhando-a com um sorriso surpreendente caloroso.

– Não se preocupe comigo, Nona. Alguém tão miserável quanto esse imperador jamais seria capaz de me derrubar. Você deveria saber disso, já que me serve há mais de 10 anos.

Nona lentamente levou seu olhar de encontro ao de Arthuria, não podendo conter um largo sorriso ao encontrá-lo.

– Obrigada, minha senhorita – agradeceu, puxando a jovem heroína para um abraço.

[...]


– Estou aqui de volta para lhe dar minha resposta.

– Heroína… Entendo que a senhorita tem uma posição muito alta e uma importância indiscutível nesse império, mas eu continuo sendo seu imperador. Não deveria entrar na sala do trono real sem antes ser convocada.

A heroína, com uma expressão de total desinteresse em sua face, revirou os olhos de um lado ao outro, zombando das palavras do velho homem.

– Não me importa que seja o imperador; não te reconheço como tal. Eu nunca vou esquecer oque fez à mãe de Pedro e muito menos ao que fez a milhares de inocentes somente para tomar posse da coroa – Arthuria abriu um maléfico sorriso. – Imperador ilegítimo

Uma imensurável sede de sangue começou a tomar conta do ambiente, originando-se do velho homem à frente da jovem prodígio. Arthuria poderia sentir aquilo melhor do que qualquer um, por causa de seu lendário poder. 

O imperador não era um homem fraco, e nem chegava perto disso. Apesar de velho, seu corpo era bastante sadio e musculoso. Seus longos cabelos grisalhos possuíam um brilho invejável, entregando o quão bem hidratados eram pelas servas do palácio. Alexandre fora sempre um homem bastante vaidoso e orgulhoso de sua própria beleza e força, e daí surgiu o ódio dele para com Arthuria: uma jovem garotinha com uma força que ele não conseguira e jamais conseguiria alcançar em toda a sua vida. Não importava o quanto ele treinasse, a heroína sequer se esforçava para derrotá-lo.

– Quanto à resposta: não vou me casar com seu filho. Não tenho interesse em ser a imperatriz e muito menos em fazer parte de um casamento sem sentimentos recíprocos.

Enfim, isso encerra qualquer interação que terei com esse idiota pelos próximos 10 meses, no mínimo. Até outra hora.

Sem mais palavras, Arthuria virou-se para a saída do local e seguiu serena em direção a mesma.

De súbito, uma aura surpreendentemente carregada cobriu o corpo da garota, paralisando-a por completo. Nunca antes havia sentido tamanha intenção assassina destinada a si. Ainda que soubesse o ódio do imperador para com ela, era impossível tamanha pressão originar-se do mesmo; ele não possuía a força necessária para intimidar Arthuria daquele jeito. Então, quem possuía?

– Minha pequena Höllenblume, eu aguardei tantos séculos para, enfim, te reencontrar…

Essa voz… Não pode ser.

– Vers-... – Arthuria tentou falar, mas sua voz saía trêmula e baixa. – Verschlinger…



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...