História A vizinha do 105 - Capítulo 24


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Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Taeny, Taeyeon, Tiffany, Yulsic
Visualizações 727
Palavras 2.278
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Ecchi, FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLHA QUEM APARECEU MAIS UMA VEZ!!

E NÃO É COM AVISO! HAÁ

Isso mesmo queridxs amores do meu coração. Mais uma atualização pra vocês. Me sentindo amorosa hoje, nossa (isso é raro k)

Não tá grande, e não tem nada de mega importante, mas faz parte, certo?

AH! Queria pedir para preparar vossos coraçõeszinhos, porque estamos chegando ao fim dessa historia!

Mas sem enrolação, vamos lá!

Capítulo 24 - Medindo os limites da minha paciência.


 

Acho que a Calvin não acreditou muito quando adentrei o quintal do Sr. Klein pai, desfilando o meu biquíni branco e a minha canga. Estava prontíssima: tinha a pele protegida pelo protetor solar que coloquei em casa mesmo, uma garrafa térmica com caipirinha pronta e o ânimo renovado. Acordei realmente disposta naquela manhã.

A safada sorriu com ar de surpresa durante todo o meu trajeto até a mesa, que já exibia carnes temperadas, prontas para ir à churrasqueira, e verduras recém-cortadas. Peguei dois copos, sem nada falar, e nos servi da caipirinha do mesmo modo como ela havia feito na noite anterior. Fizemos um pequeno brinde, e só então reparei que o Calvin estava trajando um avental branco de cozinheiro por cima do biquíni azul. Sinceramente, vê-la daquele jeito me fez entregá-la mentalmente o prêmio de mulher mais sexy do ano.

– Pensei que não viria... – falou depois de alguns goles enormes e de passar as costas das mãos pelos lábios sorridentes.

– Por que eu não viria? – Fui desamarrando o nó da minha canga sob seu olhar curioso. Fingi que estava pouco me lixando.

– Sei lá, você está triste. Sei que se esforça para estar aqui...

Coloquei a canga em cima dos bancos e parei para lhe oferecer um sorriso amigável.

– “Um amigo me chamou para cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui...” – citei com ar divertido.

– Você é impressionante, vizinha.

– Obrigada, você também é. – Pisquei um olho só para provocar.

Calvin prendeu os lábios, novamente analisando a minha pele exposta. – Por falar nisso, qual é o cardápio de hoje?

Nem consegui conter o tamanho da minha fome. Ouvi seu riso animado. Era o que sempre soltava quando falávamos sobre comida, cozinha e afins.

– Fiz aquela macarronada que você gostou!

– Oba! – Ergui os braços. Procurei a bendita macarronada pela mesa e a encontrei dentro de uma vasilha. – E os tomates?

– Aqui! – Calvin riu e me ofereceu uma pequena travessa de vidro. Peguei um tomate com a mão mesmo e o levei até a minha boca.

Como previsto, estava bem temperado; o troço derretia na boca e explodia de um jeito viciante. Sério, até os tomates da vizinha eram suculentos. Estavam sempre bem madurinhos, vermelhinhos e saborosos. Eu nunca conseguia comprar frutas e verduras de qualidade, é um saco fazer feira sem entender muito do assunto.

– Delícia! – exclamei, percebendo que a cretina acompanhava os movimentos da minha boca.

– Isso é porque ficou faltando um tempero especial neles. – Ergueu uma sobrancelha.

– Mesmo? Qual? – perguntei na maior inocência.

– A minha saliva.

Eita, pau! Fiz cara de bocó enquanto ouvia seu risinho safado perturbar o meu juízo. Peguei um pano de prato, que estava em cima da mesa, e o joguei na cara dela. Calvin gargalhou alto, sacudindo o pano de volta. Dei língua. Ela num instante parou de rir.

– Ainda bem que você não cuspiu nos tomates. Eca!

– Oh, não, não... A minha saliva precisa se unir ao tomate enquanto ele estiver na sua boca. – Gesticulou como um profissional dando aula de gastronomia. – É assim, e somente assim, que funciona.

– Sei. Tá certo!

Tentei parecer tranquila e divertida, mas a verdade era que o meu coração estava quase saindo pela minha boca. Não é fácil resistir àquela mulher. Às vezes o que eu queria era jogar tudo para o alto e pular em seus braços sem pensar em nada. Ficaria com ela até que cedesse ou recuasse de vez.

Não era uma ideia ruim, só era uma ideia muito covarde. Calvin sentiu que a graça foi embora depois que não consegui mais rir da situação. Peguei outro tomate e o devorei, e ela tomou mais da caipirinha, porém mantendo olhos felinos apontados para a minha direção.

– Sua caipirinha é inesquecível, vizinha. Sou viciada nela.

Seus olhos me deram a certeza de que a cafajeste não estava falando da caipirinha coisa nenhuma.

– Sou viciada na sua carne, na macarronada, nos tomates e em tudo o que você fa... cozinha. Mas vamos ao que interessa: você está bem?

Calvin balançou a cabeça positivamente.

– Eu estava pensando naquilo que me disse.

– Sobre o quê? – Ai, meu Deus. Não estava a fim de entrar em assuntos complicados. Só queria comer, beber e pegar um bronze. Era domingo, afinal. Não podia ter uma trégua?

– Sobre os sábados com a sua família. Sabe, eu... posso trocar o sábado pelo domingo e ganhar uma folga. Pode ser no sábado que vem, sei lá...

Encarei-a, estupefata. Não dava para acreditar, na moral. Calvin queria usar a sua única folga na semana para ficar comigo e com a minha família doida? Ela só podia estar zoando com a minha cara.

– É sério?

A coitada coçou a cabeça de um jeito meio desconcertado. Nem parecia a mesma pessoa de um minuto atrás.

– Se... Se você não se importar...

– E o churrasco do domingo, Calvin? Vai quebrar a tradição?

Ela deu de ombros. Desviou o rosto para refletir um pouco. Ficou admirando o além por alguns instantes.

– Quem se importa? É tolice.

– Não é tolice coisa nenhuma. Você sabe que não é.

– De que adianta, Tiffany? Nada vai fazer mudar o que aconteceu. – Calvin depositou o copo na mesa. Ela começou a afiar uma faca gigantesca, chocando-a contra uma pedra.

Levantei-me do banco e me aproximei com cautela. Calvin largou a faca e pegou a tampa de uma vasilha. Começou a abanar a brasa que se formava dentro da churrasqueira. Parei perto o suficiente para fazê-la desistir de tentar se esquivar do assunto.

– É importante. Sei que é. Estou aqui por causa da importância desta tradição. Não quero que passe por isso sozinha.

– Estive sozinha durante tanto tempo, por que acha que vai doer menos agora?

– Não está doendo menos? Nem um pouquinho? – A minha pergunta foi feita com mais dramaticidade do que pretendia. – Porque se não estiver, então estou sendo inútil. Ou melhor, estou sendo um estorvo, já que só faço comer.

Calvin não me olhou. Não sei o que se passava na sua cabecinha oca e teimosa.

– Tiffany... Claro que você não está sendo um estorvo. Esqueça isso, eu gosto de tê-la aqui. – Desfez o nó do avental e o retirou, exibindo seu biquíni azul. – É só que... Sempre penso no que você me fala. Não sei o que há com a sua boca, mas levo em consideração cada sílaba que sai dela. – Finalmente me encarou, e o mundo virou de cabeça para baixo no mesmo instante. Ou foi meu cérebro que deu cambalhota? – Eu não sei o que é ter uma família há muitos anos. Às vezes acho que nunca soube. Meu pai era muito bom para mim, sempre tive tudo o que quis... Mas ele nunca foi muito presente. Exceto aos domingos, como já te disse.

Aquiesci lentamente. Além do cérebro fora de órbita, aquele velho nó foi plantado na minha garganta. Precisei juntar toda a minha coragem para não cair no choro e fazer drama mexicano.

– Vou avisar aos meus pais que você estará lá no sábado.

Calvin sorriu um pouco, e percebi seus olhos brilhantes, meio marejados.

– Será que vão se importar?

– Claro que não. Eles são loucos, mas amam receber visitas. Só espero que não se importe com a vergonha que certamente irão nos fazer passar.

– Você se importa?

– Nem um pouquinho. – Sorri de volta para ela. Os olhos já tinham se recuperado da emoção.

Não me pergunte como a maldita consegue não chorar, mesmo estando morrendo de vontade. Creio que encerramos o assunto por ali mesmo, pois a Calvin pegou um garfo tamanho família e começou a preencher a grelha com fatias fartas de carne vermelha. Voltei a me sentar à mesa, porém me mantive mais perto dela. Tentei ajudar como eu podia, mas percebi que sou mais útil ficando quieta (só comendo).

Além da carne esplêndida, Calvin ainda preparou pão de alho e assou cebola e batatas na brasa. Você não faz ideia de como tudo ficou bom. Comi como uma condenada, e nem o fato de eu ter me afastado para tomar sol foi um empecilho para a comilança. Tudo porque Calvin me servia igual a uma rainha enquanto eu estava deitada sobre a canga, que por sua vez jazia aberta na grama.

Em uma das vezes que se aproximou, empunhando uma bandeja cheia de pedacinhos de picanha recém-retirados da churrasqueira, acocorou-se diante de mim e falou:

– Que fique claro, Tiffany, sua presença faz doer menos. Você é tudo, menos inútil na minha vida.

Confesso que fiquei me achando. Nem consegui responder algo à altura; também, Calvin não me deu oportunidade, foi logo se afastando. Viu? Eu tinha certeza absoluta de que éramos o melhor uma para a outra, suas palavras apenas foram mais uma prova concreta. Só me restava fazê-la entender que, juntas, seríamos completas. Teríamos nossos quebra-cabeças bem encaixadinhos.

Depois disso, conversamos pouco. Ouvimos várias músicas, no entanto. Calvin começou a se revezar entre me servir e cuidar das plantas. Mais tarde, quando percebi a presença do regador, perguntei se eu podia regar as plantas. Parecendo admirada, Calvin o encheu de água com a mangueira e me permitiu ajudá-la. Foi legalzinho, confesso. Nunca havia regado uma mudinha sequer antes, mas gostei do pequeno contato com a natureza.

Reparei que a Calvin me observava de soslaio, e não soube dizer se estava me paquerando ou percebendo a minha falta de jeito em “manejar o regador”.

Bom, eu tinha menos experiência com aquele. Mesmo assim, Calvin não reclamou ou emitiu qualquer opinião. Reguei cada vaso com paciência, descobrindo o porquê de ela gostar tanto de fazer aquilo. Era relaxante.

– Tiffany, saia do sol. Sua pele está ficando muito queimada – falou baixo quando veio arrumar o vaso ao lado do que eu estava regando.

– Estou usando protetor, não se preocupe. E você? – Observei-a.

A pele branca estava do mesmo jeito de sempre.

– Também. Relaxa.

– Se eu relaxar mais do que isso vou ter um orgasmo – murmurei sem querer, e ela se levantou só para me olhar de perto. Sorriu com malícia, obviamente. – É bom fazer isso. Gostei!

O sorriso ficou ainda maior.

– Que bom, vizinha. Agora, temos uma atividade em comum. E nem é sexo!

Gargalhamos juntas, mas eu tinha ficado meio sem graça.

– Fazemos muitas coisas em comum! Este churrasco, por exemplo. – Apontei para a churrasqueira no outro lado do jardim.

– Sim, mas estamos fazendo a mesma coisa agora. Concentradas unicamente nas plantas.

– Eu me concentro na sua comida... Mas é comendo, e não cozinhando! – Ri alto da minha própria gula.

Calvin ficou me olhando de um jeito esquisito. Sua aproximação sempre fazia os meus batimentos cardíacos acelerarem, era incrível. O meu corpo reagia diferente à sua presença; eu me sentia viva, pronta para encarar qualquer obstáculo. O fato de ela me fazer tão bem ainda me espantava. Será que um dia me acostumaria com tanta sedução?

 

 

*********

 

Sobrevivi a um domingo sem sequer encostar na Calvin. Fiquei meio irritada por ele não ter tentado nada, perguntando-me sem parar se tinha feito algo errado. Temia ser colocada na friend zone e nunca mais ser tirada de lá. Seria lamentável. Se dependesse da minha sorte, era o que acabaria acontecendo.

Só me lembro que acordei quebrada, graças ao sol do dia anterior, que me rendeu uma madrugada cheia de “ai”. O que me salvou foi uma vizinha maravilhosa com um creme magico que faz milagres (juntamente com suas mãos, claro).Mas não passou disso (bem que eu queria, mas querer não é poder, não é mesmo?!). Quase morro para colocar um sutiã. Não podia trabalhar com os seios desprotegidos, por isso vesti uma blusa fininha e um casaco nada a ver por cima. Passei a semana inteira evitando dormir de costas (e me vestindo como uma mendiga). Era um saco ter que ficar de bruços o tempo todo, mas, na quarta-feira, já me sentia bem melhor.

Quero dizer, relativamente, porque Calvin decidiu escolher aquela semana para exibir toda a sua promiscuidade (e para me evitar como se eu fosse doença contagiosa). Não teve um dia que não tenha levado uma vadia para sua casa, e na quinta-feira vi duas cadelas (reconheci apenas a Jessica-quenga, não sabia quem era a outra sujeita) saindo de fininho logo de manhã cedo.

É mole? Não é, não.

Estava ficando cansativo demais esperar por uma mudança, mas um resquício de fé me fez refletir que, talvez, somente talvez, a Calvin estivesse fazendo aquilo de propósito. Só para me azucrinar o juízo e me fazer ceder depressa, com medo de perder a vez. Se fosse isso, estava funcionando. Eu acho. Quero dizer, talvez funcionasse quando o meu ódio mortal fosse embora. Porque, com sinceridade, quando a garota que você faz de tudo para conquistar vai procurar consolo no corpo de outra qualquer, é no mínimo deprimente.

Sei lá, é difícil compreender a mente de alguém safado. Os miolos dela funcionam completamente diferentes dos de uma garota comum, quem dirá dos meus? O tico e o teco que habitavam o meu cérebro brigaram um com o outro o tempo todo, e a minha semana se resumiu a uma espera irritante. Sabia que a Calvin iria comigo para a casa dos meus pais, e só me restava desejar que o sábado chegasse logo para que eu pudesse tentar compreender o que tinha sido aquela doideira cretina durante a semana.

A minha vontade de arranjar um batedor de parede particular (porque se eu fosse ficar com outro alguém, seria apenas com esse intuito) só fazia aumentar. Calvin estava merecendo um tratamento de choque. Mancomunei a ideia durante tanto tempo que ela começava a não ser mais tão absurda. E, claro, só ficava mais nervosa com a minha característica vilã de planejar uma conquista.

 

Afinal, até onde eu iria por ela?

 


Notas Finais


Agora sim, até a próxima!


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