História A Voz da Esperança - Capítulo 2


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Categorias Originais
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Palavras 637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 1


O CHEIRO FORTE de esgoto incomodou Callum durante o caminho todo até Márea, mesmo com os vidros fechados do seu jipe. Logo quando acordou ele sentiu que seria mandado para uma nova missão, poucas horas depois do café da manhã Callum fora requisitado na sala do Capitão Irwin.

Sem hesitar ele compareceu minutos após terminar de se arrumar e pegar sua mochila com sua arma e munição.

— Senhor — cumprimentou Callum acenando com a cabeça para o homem sentado na mesa grande, de frente a saída do elevador. — Me chamou?

— Sente-se — pediu o Capitão indicando a cadeira ao seu lado. Não havia ninguém na sala exceto os dois.

Callum obedeceu apressadamente, sentou-se reto ao lado do homem cuja mais respeitava e único a quem ele temia.

Antes de pronunciar qualquer palavra, o Capitão deslizou sobre a mesa um envelope branco que o atirador não havia visto antes. Os dedos grossos do Capitão empurraram o envelope na direção dele e ele encarou o pedaço de papel.

— Sua próxima ordem.

Callum percebeu algo diferente. Normalmente o Capitão lhe diria o que ele teria que fazer, algo naquele envelope continha que ele nunca vira, talvez ninguém até.

Um desafio, pensou Callum e discretamente, sem que o Capitão percebesse, ele sorriu.

Callum pegou o envelope e abriu.

Num simples papel amarelado, escrito em apenas 4 linhas:

 

ESTRADA ANTIGA DA TORMENTA, RUA 18

FREYJA, MÁREA

LIBERTY TALLIS

A LADRA DE MÁREA

 

— Você só tem uma chance — avisou Irwin.

Colocando o pedaço de papel de volta dentro do envelope, Callum encarou seu chefe.

— Eu não vou errar.

O Capitão se levantou mais permaneceu de pé perto da cadeira, com as mãos no bolso do uniforme marrom com bordas verdes nos ombros. Callum o observou, outra vez. Davis Irwin era com certeza um homem muito temido, seu porte forte e alto, seu jeito rígido, porém muito sábio, o fazia um dos homens mais imbatíveis de Garden.

— Espero que não.

Callum seguiu Irwin até a porta do elevador com os olhos, ainda sentia que ele lhe diria mais coisas; quando o chefe tocou o botão vermelho e a porta se abriu, o Capitão o encarou sobre o ombro.

— Se você errar, 10 anos serão acrescentados na sua sentença.

Então entrou no elevador e partiu.

 

***

 

Ele estava a poucos metros do seu alvo. A garota dormia tranquilamente sobre uma cama remendada com fios de arame enferrujado e apoiava a cabeça sobre seu braço e em um travesseiro surrado. Ele já deveria ter atirado nela, afinal, era sua missão e ele era um sniper; seu código era “sempre eliminar, nunca hesitar”. Porém, algo estava lhe impedindo de apertar o gatilho.

Ele sentiu uma gota de suor cair contra seus olhos, isso o fez perder dois segundos milagrosos e importantes. Seu punho bateu no tripé que segurava seu fuzil que o fez sair de sua posição perfeita alguns centímetros para a esquerda. Os dois segundos em que seus olhos se desviaram do alvo, foi tempo suficiente para ele sumir.

— Droga! — Grunhiu. Agora sua missão estava muito mais que comprometida, se não a achasse novamente ele e a missão estariam perdidos.

Callum se ajeitou novamente, ajustou a mira ótica e procurou seu alvo em todas as janelas e saídas do prédio antigo de tijolos e imundo. Ele podia ouvir sua respiração nervosa e irregular pelo silêncio da noite fria e úmida, Callum nunca falhara em uma missão tão simples assim, agora ele seria considerado um sniper zero à esquerda que não consegue atirar; esse era seu pior pesadelo.

Ele pegou seu comunicador ao lado do fuzil, o Capitão Irwin não ficaria nada satisfeito com sua falha. Callum teria que explicar muito bem o motivo de não ter matado seu alvo na primeira chance, e pior, teria que explicar porque não conseguiu atirar nela.

Arrumando seus equipamentos, Callum foi embora. 



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