História A Voz da Esperança - Capítulo 3


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Categorias Originais
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Palavras 698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 2


O SNIPER PENSOU que ela fosse boba. Liberty Tallis poderia ser muitas coisas, menos boba. Ela sorriu quando já no terraço, escondida atrás de uma chaminé com alguns tijolos faltando, observava o sniper procurá-la com sua mira ótica em todas as janelas e saídas do prédio. Alguém o mandou para matá-la, isso ela já percebeu, agora quem Liberty não fazia ideia.

 Liberty era procurada por muita gente todos os dias, por muitos chefões de outras favelas que queriam de volta o que ela havia roubado. Ela não tinha culpa se todos eram moles demais e ninguém conseguia pegá-la.

O dono da favela Melkin em Zanar — um cara chamado Birk — que fazia fronteira com Márea, a favela onde Liberty morava, nunca gostou muito dela. Ele sempre mandava seus capangas atrás dela para levá-la até ele e fazer sabe lá o que com ela. Birk nunca conseguiu capturá-la. Ele mesmo já foi atrás dela pessoalmente, mas nunca conseguiu colocar as mãos em Liberty.

O sniper era novidade. Será que Birk juntou todo o seu dinheiro apenas para contratá-lo? Birk era rico, possuía muito dinheiro roubado, sujo, mas nunca passou pela cabeça de Liberty que Birk seria capaz de mandar alguém para matá-la; ele só queria que Liberty parasse de roubar o que ele roubava. Pelo menos era isso que ela achava.

No entanto, para Liberty, roubar de Birk era como brincar de esconde-esconde. Ela sabia que isso o deixava furioso e sabia que ele viria atrás dela com seus capangas, e mesmo assim ela continua roubando as melhores coisas dele. Liberty poderia viajar pelas fronteiras e parar em Ruby, onde era o centro de comerciantes e vendas de Garden. Porém, lá era muito bem vigiado por guardas que eram enviados direto de Pácia, a Capital de Garden e ela não era tão louca assim em enfrentar tantos guardas para no final acabar presa. Liberty sabia seus limites.

Depois de minutos procurando por ela subindo e descendo a torre da igreja destruída, o sniper desistiu e foi embora limpando seus rastros.

Liberty sorriu, estava feliz que foi mais esperta que ele. Ela o vira entrar na torre muito antes dele se dar conta que ela estaria em seu quarto fingindo dormir apenas para enganá-lo.

Ela se levantou, o telhado do prédio — assim como o restante da favela Freyja — estava imundo.  Liberty já estava acostumada com a podridão de Márea mesmo tendo pânico de sujeira, ela não tinha outro lugar para ir afinal.

Liberty nasceu como Samantha Tallis, porém conforme ela foi aprendendo a conviver com a imundice e crescendo entre os becos escuros e as ruas manchadas de Freyja, Samantha acabou virando Liberty; não porque ela quis, mas porque lhe deram esse nome. Todos em Garden serviam o tirano Leroy Volkers, o Governador como todos o chamava. Samantha fora a única a ter coragem suficiente para erguer a cabeça e não servir mais o homem. Por reconhecimento de sua bravura, Samantha deixou de existir e Liberty nasceu para dar um pouco de “liberdade” àqueles que não podiam se levantar ou que tinham medo para isso. Ela podia ser comparada ao Robin Hood, Liberty achava até engraçado quando as crianças a chamavam assim, no final das contas ela se considerava um pouco parecida com ele. Sempre que tinha uma chance ela estragava os planos de alguém e roubava para dar aos que mais precisavam.

Muitas vezes, pessoas a procuravam para fazer algum tipo de serviço. A única regra dela e que Liberty fazia questão de lembrar para cada um sempre, era que ela não matava ninguém. Não tinha o direito de tirar a vida de uma pessoa só porque outra pagou para ela. Liberty queria salvar pessoas, não matá-las.

Deixando o sniper de lado, ela correu até a lateral do prédio onde ficava uma escada de ferro já muito enferrujada e começou a descer. Ela sabia exatamente onde colocar seus pés para que não prejudicasse mais a escada. O vento forte da noite fria bateu nas suas costas e arrepiou cada pedacinho de sua pele. Ela continuou descendo até seus pés tocarem o chão.

Já se passava da 01h00 da manhã quando Liberty pegou o mesmo caminho de volta para sua “casa”. 



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