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História A Voz Das Estrelas - Capítulo 1



Capítulo 1 - Prologue


Fanfic / Fanfiction A Voz Das Estrelas - Capítulo 1 - Prologue

“Quando diziam que o fim do mundo chegaria, muitos pensariam que seria entre água e fogo, ou até mesmo, entre uma guerra entre Deus e o Diabo. Mas a realidade não se adere a nenhuma dessas ‘opções’. As vezes eu me pergunto se o que aconteceu é melhor ou pior do que as coisas antes pensadas.” – Alyssa Pierce.

1 semana antes...

Atlanta, Georgia. 09h34 PM. Quinta-feira,

- Pai, mãe, estou indo para a casa do Jake e de lá vamos para a escola, beijos. – Falei saindo de casa antes de ouvir algum tipo de resposta.
Eu caminhava pelas ruas com meu fone de ouvido no ultimo volume tocando Lush Life, o caminho até a casa de Jake, meu melhor amigo, não é longo, então em breve estarei lá. Enquanto a música tocava em meus ouvidos, eu passava as mãos nos cabelos me sentindo em um vídeo clipe. E assim que minha sessão de vídeo clipes acaba, estou no portão da casa de Jake.
A casa branca com portões de madeira e uma parede de pedras claras era com certeza a que mais se destacava na rua, ela é tão grande e bonita por fora quanto é por dentro. Toco o interfone da casa e olho a câmera para saberem que era eu e então o portão se abriu. Caminhei pelo quintal onde o husky siberiano de Jake – Aaron – dormia calmamente, ignorando a minha chegada. Subo as escadas e antes que eu pudesse abrir a porta, Jake o faz por mim. E lá estava ele, meu melhor amigo sorrindo para mim e me dando passagem para entrar em sua acolhedora casa. Vou até ele e o abraço enquanto ele me erguia do chão me dando um beijo estalado na bochecha.
- Tudo bem com você, Al? – Al, o fofo apelido que ele me deu quando tínhamos oito anos e desde então não tem mais me chamado de outra forma.
- Tudo e com você? – Perguntei enquanto ele me colocava no chão e eu o encarava, seus cabelos negros como sempre estavam bagunçados de um jeito sedutor, seus olhos azuis como o mar do caribe me encaravam, ele usava uma camiseta branca com uma caveira que eu havia dado a ele em seu aniversário. Uma jaqueta de couro, pois obviamente está frio aqui em Atlanta, suas calças jeans eram largas e seus vans acrescentavam o visual dando o toque final tão estiloso e necessário. Ele da um sorriso de lado, sarcástico, com sua boca meio rosada.
- Estou ótimo.
Entrei na casa e caminhamos pela sala, em direção à cozinha onde a mãe dele – Jessy, que ouso dizer ser a minha segunda mãe – fazia comida.
- Oi, Aly querida, tudo bem? – Disse secando as mãos em um pano de louça e o jogando em cima do balcão para vir me cumprimentar com um abraço apertado, tão acolhedor quanto ela.
- Tudo sim e com você Jes? – Perguntei sorrindo.
- Estou bem. – Sorriu de volta e Jake apareceu atrás de mim, esse menino tinha saído de perto e eu nem percebi? Eu hein.
- Al, vem, vamos passar um tempo antes de irmos para a escola. – Jake falou passando um braço em volta do meu pescoço.
- Vão querer comer algo? – Negamos com a cabeça, agradecendo e saindo da cozinha.
Fomos até o quarto de Jake, no final do corredor. Entramos e o mesmo tinha posters colados nas paredes, eu havia ajudado a colar a maioria deles. Alguns do Metallica, Bon Jovi, The Pretty Reckless e etc...
Jake se jogou em sua cama enquanto eu fechava a porta, me virei e ele estava mexendo no celular. Então caminhei até seu guarda roupa e me olhei no espelho. Minha bota estilo coturno chegava até a ponta da minha batata da perna, minha calça jeans preta rasgada apenas nos joelhos e minha regata branca com um filtro dos sonhos em preto e branco chegava até a metade da minha coxa e minha jaquetinha de couro preta até a minha cintura. Olho para o meu pescoço, ali estava a gargantilha que Jake me deu de aniversario com um arco e flecha. Meus cabelos loiros lisos, porem ondulados nas pontas – graças ao meu baby liss – estavam quase na minha cintura caiam sobre meus ombros e eu os arrumo. Olho a minha maquiagem, um olho gatinho e gloss rosa. Me analiso bem, com meus 1,60 de altura, posso me considerar uma garota normal de dezesseis anos.
- Hoje vai ter a prova de história não é? – Jake me perguntou me tirando de meus pensamentos.
- Vai sim, mas até parece que você se importa com a prova. – Falei ainda me olhando no espelho.
- Não quero repetir de ano.
- E por isso que você me pede cola. – Virei me permitindo olhá-lo com um sorriso sarcástico no rosto.
- Eu não peço cola, eu peço apenas uma informação sobre a resposta exata da prova. – Falou se levantando e ligando a televisão.
Caminhei até a cama dele e me sentei ao seu lado, ele havia colocado o noticiário e paramos para prestar atenção.

“Novo vírus contagioso se espalha, ainda não sabemos como ele foi criado ou como se espalha, mas alertamos... não deixe ninguém entrar em suas casas, principalmente se estiverem feridos. Por enquanto, essas são nossas informações, transmitidas de Seattle.”

Eu encarei Jake, ambos de nós estávamos confusos, mudamos de canal e novamente, o mesmo assunto;

“Com o novo vírus que se espalha, avisamos, todos devem fazer estoques de comida e ficar em casa, não deixem ninguém entrar muito menos sair.”

O alarme do meu celular toca e eu e Jake nos assustamos e nos olhamos. Olhei para o meu celular e na tela do mesmo aparecia “escola”. Olhei para o Jake e desligamos a televisão.
Nos despedimos de Jessy e fomos para a escola. Mas no caminho tivemos uma breve conversa sobre o que está acontecendo.
- Estranho aqueles noticiários. – Comentei.
- Al, aquilo tudo é sensacionalista, não se preocupe com isso. – Jake falou arrumando sua mochila e eu o encaro, não muito convencida.
As aulas passavam, nada de interessante acontecia, eu ouvia musica e rabiscava no meu caderno, olhei para o lado e Jake fazia o mesmo.
Até que uma movimentação estranha começa, pessoas gritam correndo nos corredores e eu me levanto tirando meu fone, Jake para ao meu lado e segura minha mão, como sempre, totalmente superprotetor. Nossa professora abriu a porta para ver o que acontecia e foi puxada para fora batendo a porta, a sala inteira gritou. Porém ninguém se prontificou a abrir a porta novamente para ver o que houve com a professora, pois ouvimos seus gritos.
- Jake... – Falei e ele se colocou na minha frente. Entrelacei minha mão esquerda na mão dele e minha mão direita deslizou pelo seu braço. Ele me olhou e soltamos nossas mãos então ele rapidamente me puxou e deu um beijo na minha testa.
- Vai ficar tudo bem. – Disse olhando nos meus olhos e eu concordei.
Ele se direcionou até a porta com outros três meninos e abriram a porta, no mesmo momento a mesma foi empurrada com brutalidade e começamos a ouvir grunhidos. Todos da sala gritaram enquanto víamos mãos estranhas através da porta.
Não consegui pensar direito, olhei para a porta onde Jake e os meninos faziam de tudo para fechar a mesma e corri até eles para ajudar. A força que vinha do lado de fora era tremenda, porém conseguimos fechar a porta com muito custo e muito mais gente do que o necessário.
Levamos as mesas e cadeiras para impedir a passagem da porta e eu liguei para a minha mãe. Assim como o resto da sala fez.
- Ninguém atende. – Falou uma garota morena com os cabelos ondulados e olhos verdes.
Eu a ignorei e continuei tentando ligar para a minha mãe enquanto todos na sala ouvíamos os gritos de desespero vindos do lado de fora. Eu já estava aos prantos, não conseguia falar com meus pais, ninguém conseguia. Jake se aproximou e segurou minhas mãos.
- Vamos sair daqui, eu te prometo. – Ele disse esperançoso olhando em meus olhos e eu assenti, queria eu ter a esperança e a coragem que ele tem.
Começamos a ouvir batidas nas portas, fiquei em pé e Jake se colocou na minha frente. A porta estava se abrindo quando ouvimos tiros, todos nos jogamos no chão e ficamos assim por minutos. Até que tudo ficou quieto. Jake e outros meninos começaram a tirar as mesas e cadeiras que bloqueavam a porta e abriram a mesma, nada aconteceu.
Eu e as meninas estávamos nos fundos da sala, e fui eu quem deu o primeiro passo caminhando devagar até a porta para ver o que havia acontecido. Quando cheguei a porta, os meninos deram espaço para que eu passasse e assim pude ver, a pior e mais avassaladora cena que eu poderia ver.
Haviam cadáveres pelo chão, pessoas mortas e sangue para todos os lados, haviam marcas de tiros nas paredes e fitas isolavam o loca. Comecei a caminhar para fora e fui até o pátio, no gramado não dava mais para andar com a quantidade de corpos. Mas, o mais estranho era que mais da metade deles não eram alunos, nem professores ou qualquer um que costuma frequentar a escola toda semana e sim, outras pessoas. Tinha um homem com o uniforme do açougue próximo a escola e uma mulher que pude reconhecer como amiga da minha mãe. Caminhei até ela e me abaixei, seu rosto estava arranhado, seus olhos abertos tinham uma cor diferente, um azul claro que comprovava que ela estava morta. Toquei seu rosto, sua pele estava mais flácida do que geralmente deveria ser e seu ombro tinha uma mordida, porém o sangue do local estava seco.
- O que está acontecendo? – Perguntou Vanessa, uma garota da minha sala e antes que alguém pudesse responder, alguém, ou algo, apareceu atrás dela e a mordeu.
Ela gritou e o sangue dela jorrou. Todos da sala correram pela escola se separando, porem Jake veio comigo, outras daquelas coisas apareceram bloqueando nosso caminho e nós dois paramos, lado a lado e voltamos para o pátio, que estava cheio, então corremos para fora da escola e paramos no meio da rua. Olhamos para os lados na esperança de que mais alguém da sala aparecesse, mas ninguém veio.
Olhamos a rua, tinha carros parados próximos as calçadas mas tudo parecia vazio, se eu não considerar os corpos que estão caídos pelo chão, estávamos apenas nós dois a vista.
- Jake, o que vamos fazer? – Perguntei me virando para ele com lagrimas nos olhos.
- Vamos para as nossas casas. – Disse ele passando a mão no meu cabelo.
- Não vou me separar de você. – Falei e ele se aproximou secando minhas lagrimas.
- Então vamos juntos. – Ele falou e eu concordei.
Demos as mãos e caminhamos – ou melhor, corremos – para a casa de Jake que era a mais próxima. Tudo estava calmo nas ruas, calmo até de mais para tudo o que acabamos de ver.
Paramos em frente a casa de Jake, não havia barulho algum vindo de dentro da mesma, então ele abriu o portão e entramos. O quintal estava limpo e Aaron vem até nós correndo, por um momento, nos assustamos achando que ele poderia ser alguma daquelas coisas, mas rapidamente percebemos, era apenas... o Aaron. Suspiramos aliviados e subimos as escadas, paramos em frente a porta e encaramos. Assenti e Jake e abriu a porta. Não havia ninguém na sala.
- Mãe? – Jake falou adentrando a casa.
Ela apareceu correndo com roupas nas mãos e desesperada.
- Que bom que vocês estão bem. – Correu até nós e nos abraçou.
- Jessy, o que está acontecendo? – Perguntei.
- Temos que sair da Georgia, agora. – Ela falou assustada correndo de um lado para o outro.
- O que? Por que? – Jake perguntou.
- Aly, querida, sua mãe te espera em casa. – Ela disse, finalmente, parando um pouco de mexer nas malas.
- Eu não vou deixar a Al ir sem proteção para a casa dela. – Falou Jake.
Os minutos se passaram, e eu estava agoniada com a espera e a ansiosidade de ver a minha mãe e saber o que estava acontecendo. Jessy terminou de arrumar as roupas e nós a ajudamos a colocar tudo no carro, junto alguns alimentos e claro, Aaron.
Eu e Jake nos olhávamos enquanto Jessy dirigia rapidamente até a minha casa, ela estava nervosa, assustada e tremula. Chegamos em frente a minha casa, os portões estavam fechados, então destranquei e entramos. Meus pais estavam na sala, já com as malas e os alimentos separados.
- Mãe? Pai? – Falei e eles ao me verem correram para me abraçar. – O que está acontecendo? – Perguntei.
- Querida, não temos tempo de falar agora, te explicamos no caminho.
Todos fomos para os nossos carros, no meu carro, eu, minha mãe e meu pai. No carro de Jake, ele, Jessy e Aaron.
No caminho meus pais explicavam sobre o novo vírus que trazia os mortos de volta a vida com uma fome insaciável de carne humana. Que eles fariam de tudo para ter um pedaço de nossa carne, porém, se conseguirem, nós morremos e voltamos como um deles. Nada de arranhões ou mordidas, isso significa que você está infectado.
Mas, teríamos uma chance, parece que tem um campo para refugiados no centro de Atlanta, onde todos os cidadãos poderão se abrigar até o fim da praga. E é para lá que estamos indo.
Chegamos na avenida principal, a mesma estava tomada por carros, o engarrafamento estava grande, não dava para ver seu início, nem o término. Não sabíamos o porquê. Até que vimos helicópteros jogando bombas em Atlanta, justamente para onde estaríamos indo. Todos começamos a sair dos carros e eu também sai.  
Jake saiu do carro dele também, nossos pais conversavam com outras pessoas que também tentavam entender o que acontecia enquanto ouvimos as bombas. Eu e Jake decidimos adentrar uma parte da floresta onde daria para ver Atlanta.
Caminhamos entre as arvores e os arbustos até chegarmos num local adequado para olhar a cidade. As bombas faziam o fogo se espalhar por alguns lugares, imagino as pessoas que estavam lá, tentando sobreviver, agora chorando, correndo e morrendo diante de tudo aquilo.
Me viro e começo a caminhar de volta para a avenida, quando estávamos chegando, esbarro com alguém e acabo caindo, me levanto e vejo um garoto bonito com cabelos castanhos e bagunçado, seus olhos eram azuis e claros, ele usava uma camiseta marrom com uns desenhos, uma jeans surrada e all star.
- Desculpe. – Ele falou levantando e correndo novamente.
- Você está bem? – Perguntou Jake segurando meu ombro.
- Estou. – Voltamos para perto de nossos pais, que estavam tão concentrados em suas conversas que não haviam percebido nossa saída.
De repente, o pânico começou, pessoas corriam na nossa direção gritando. Jake pegou minha mão e me puxou para dentro do carro dele fechando as coisas, a mãe dele foi pisoteada enquanto tentava entrar e caiu. Jake tentou ajudá-la, mas ela já não respondia mais. Olho para trás e vejo meus pais dentro do carro deles. E ao meu lado, Aaron ficava quieto, apenas observando tudo. Até que os monstros chegaram. Aaron abaixou deitando-se no banco do carro e abri a boca para suspirar quando Jake tapou minha boca e nós nos deitamos no chão do carro e ficamos quietos.
Eram milhares que passaram e por sorte, não dava para enxergar quem estava dentro do carro através dos vidros escurecidos de Jessy. Me levantei um pouco e olhei para o carro dos meus pais, eles estavam abaixados e então, também me abaixei a espera de que todos os monstros fossem embora.


Notas Finais


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