1. Spirit Fanfics >
  2. A Voz Das Estrelas >
  3. Woodbury

História A Voz Das Estrelas - Capítulo 2



Capítulo 2 - Woodbury


Fanfic / Fanfiction A Voz Das Estrelas - Capítulo 2 - Woodbury

Uma semana se passou desde o início da praga, infelizmente, Jessy morreu ao ser pisoteada por milhares de pessoas e monstros, Jake não tem lidado bem com isso mas tem escondido isso de nós, ele está tentando se manter forte e agir como se isso não estivesse o corroendo por dentro. Ele apenas direcionou toda a sua superproteção a mim – talvez, na cabeça dele, ele acredite que falhou com Jessy e não quer cometer o mesmo erro comigo, muitas vezes é o que parece.
Agora, é difícil andar pelas ruas e ver alguém que não seja o que chamamos de zumbi, essa praga tomou em tão pouco tempo coisas que levamos séculos, anos, meses para construir e tudo pertence aos mortos agora, nós vivemos no mundo dele, ou melhor, sobrevivemos.
Depois do ocorrido na avenida, todos nós seguimos o caminho a pé. Entramos na floresta e caminhamos dentre a mesma durante dias.
- Precisamos sair daqui. – Falei jogando minha mochila no chão. – Os alimentos estão acabando.
- Como vamos sair se nem sabemos onde estamos? – Minha mãe perguntou. Eu olhei em volta em busca de alguma resposta, a pergunta foi muito bem colocada, não fazemos ideia de onde estamos.
Estamos perdidos numa floresta que deve estar repleta de zumbis. Zumbis, irônico, mas é como decidimos chamá-los.
- Tem um jeito. – Falou Jake ao ver meu desapontamento.
- Qual? – Falei.
- Se nós viemos de lá. – Apontou para a direção da qual havíamos acabado de voltar. – Vamos nessa direção.
- Vamos voltar para a avenida? – Perguntei.
- Ela já deve estar vazia, os zumbis devem ter ido procurar comida em outro lugar, lá podemos tentar pegar um carro ou algo do tipo. – Ele falou mostrando a espera que eu já havia perdido, eu admiro muito ele por isso, ele segue firme e forte, ou pelo menos tenta, sem soltar a coleira de Aaron e sempre ao meu lado, ele tenta ver o lado positivo onde não tem, se não fosse ele, com certeza estaríamos sem esperança nenhuma.
Abaixei pegando minha mochila e colocando-a em minhas costas, eu e o pessoal começamos a fazer o caminho de volta para a avenida torcendo para que Jake estivesse certo.
O caminho de volta parecia não ter fim, eu e o pessoal estamos a dias e a impressão que eu tenho é de que, na verdade, estamos nos infiltrando mais ainda nessa floresta que mais parece um labirinto. Todos estamos famintos, sujos de sangue dos zumbis que matamos com facadas na cabeça. Estamos fracos e realmente necessitando de um belo banho.
A noite estava chegando, o sol estava se pondo e essa seria mais uma noite nessa floresta. Nós nos olhamos e jogamos nossas mochilas no chão, exaustos. Me sentei no chão e peguei minha garrafa de água, ao olhá-la me lembrei que ela tinha acabado a horas atrás. Joguei ela por cima do meu ombro e encostei a cabeça na arvore, me permitindo fechar os olhos por alguns segundos. Jake mexe em sua bolsa se abaixando ao meu lado e de lá tira sua garrafa de água que estava pela metade e a estende para mim. Eu o olho e recuso, já bebi toda a minha água, não posso beber a dele também.
- Al, pega. – Ele falou sério e eu o ignorei.
Ouvimos um galho se quebrar atrás de nós e pegamos nossas facas, me posicionei entre Jake e meu pai, atrás de nós estavam Aaron e minha mãe que tentava me puxar para perto dela e fazer com que “os homens” cuidassem do que estivesse por vir.
Mas eu acho que ela está errada em fazer isso, agora temos que lutar para sobreviver, cada um por si e se pudermos, lutaremos um pelo outro. Não podemos mais temer a luta.
Ela tenta se esconder sempre que pode e ajuda sempre que acha necessário, eu sempre sou a primeira a me posicionar para a luta ou matar zumbis, pois sei que todos temos o mesmo destino, mas ele apenas chega mais cedo para uns do que para outros. Eu sei que minha hora vai chegar, então do que adianta fugir? Prefiro morrer lutando e saber que fiz tudo o que eu podia, do que morrer com medo e remorso por nunca ter nem tentado.
Um homem apareceu, o primeiro humano com quem topamos depois do inicio de tudo, ele não estava sujo, carregava uma arma de fogo, parecia alimentado. Porém ele não tinha uma mão, era careca e usava uma jeans surrada, uma regata branca e uma blusa xadrez.
- Quem é você? – Perguntou meu pai dando um passo a frente enquanto Jake colocava uma de suas mãos na minha cintura, me puxando para trás dele, mas como não me movi, ele se colocou na minha frente.
- A pergunta exata é, quem são vocês? – O homem perguntou.
- Apenas sobreviventes. – Meu pai disse.
- Ok, então. Apenas sobreviventes. Vocês tem um acampamento? – Meu pai negou movimentando a cabeça e completou:
- Somos apenas nós.
- Sou Merle, estou em uma comunidade aqui perto, se quiserem podem vir comigo, mas tem um porém. – O homem careca, Merle, falou.
- O que é? – Meu pai perguntou.
- Nada de gracinhas, ou vai voar cérebro por todo canto. – Meu pai assentiu.
Depois disso, não teve mais conversas, apenas seguimos o tal Merle para a comunidade que ele chama de “Woodbury”.
Chegamos a Woodbury, no meio da noite. Os portões eram grandes e de ferro e seus muros eram antigas caçambas de caminhões. O local parece ser seguro.
Entramos e eu olhei em volta, as ruas quietas, luzes apagadas e varias casas que seguiam ao longo da rua, também havia muitos prédios de no máximo quatro ou cinco andares, tudo nesse lugar é exatamente como o mundo costumava a ser antigamente, sem sangue, sem monstros. Apenas uma rua simples com casas simples.
- O toque de recolher começa as setes, por isso todos já estão em suas casas. Vamos passar no apartamento do Governador e ele levará vocês até a casa ou prédio em que ficarão.
Entramos em um prédio branco, com pisos de madeira e grandes corredores, subimos até o terceiro andar. Paramos em frente a uma porta de madeira com o numero 75 gravado nela. Merle entrou sem nem mesmo bater e nos mandou ficar na sala. Me sentei no sofá com Aaron aos meus pés e Jake ao meu lado, nós conversamos e nos perguntamos se realmente poderíamos confiar nesse pessoal até que...
- Philip. – Minha mãe falou e correu até o outro lado da sala onde abraçou um homem que usava tapa olho. – Meu Deus, o que aconteceu com seu olho? – Ela continuou e o homem riu.
- Um pequeno acidente, mas está tudo bem Vallie. – O homem com tapa olho falou para minha mãe a chamando por um de seus apelidos, que ninguém costuma usar, para alguém que se chama Valerie, o apelido Val é mais comum do que Vallie. – Como você está? – Ele pergunta a ela.
- Estou bem. – Minha mãe respondeu se virando para mim. – Alyssa, querida, venha aqui conhecer seu tio. – Eu me levantei e caminhei até o homem do tapa olho, irmão da minha mãe que eu não conhecia. Antes mesmo disso tudo acontecer eu sabia que ela tinha um irmão que por algum motivo não tinha contato com a família, mas não esperava que fosse encontrar ele em tais condições. Ele veio até mim e me abraçou, mas que intimidade é essa? Eu retribuo o abraço por educação e nos separo o mais rápido que posso.
- É bom finalmente conhecer você, Alyssa. – Falou ao se separar de mim. – Você é tão linda quanto sua mãe.
- Obrigada. – Falo dando a ele um sorriso envergonhado.
- Bom. – Meu tio falou nos olhando. – Acredito que estejam todos cansados e com fome. Vou levá-los até a casa de vocês.
Eu, sem dizer nada, apenas segui meu tio. Ele nos levou até uma casa branca com dois andares, grande e bonita. Antigamente as casas por aqui deviam ser bem caras, elas parecem ser mansões.
- Esta casa tem três quartos. Um de casal e dois de solteiro. – Philip explicou.
- Ótimo. – Disse minha mãe com um sorriso no rosto.
- Aqui os geradores funcionam, ou seja, temos água quente e eletricidade. Porém tentem não gastar muito a água quente. – Todos concordamos e entramos na casa.
Meu tio e minha mãe conversavam animadamente enquanto meu pai, Jake e eu seguíamos atrás dele em silencio, com a companhia de Aaron. Mas tem algo que me deixa desconfiada do lugar. Aqui é... perfeito de mais.
Entrei no meu “novo quarto” e encaro o mesmo, ele é grande de mais e se não estivéssemos no fim do mundo, eu poderia facilmente dizer que meu tio sabia que estávamos vindo e havia preparado esse quarto especialmente para mim. Suas paredes eram brancas e apenas uma parede ao lado da cama estava pintada de roxo. A cama de solteiro tinha edredons roxos também. O guarda-roupa branco tinha espelhos em duas de suas portas. E para finalizar, uma estante em frente a cama com uma televisão de plasma que ouso dizer ter quarenta e duas polegadas, mas é só um chute. De qualquer jeito, seria perfeito assistia a um filme nela. Havia uma porta no canto do quarto, próxima ao guarda-roupa, acredito que lá seja o meu banheiro.
Sinto alguém tocando meu ombro e me viro, era meu tio. Ele encara o quarto assim como eu estava fazendo e diz:
- Esse quarto parece arrumado de mais para uma garota como você. Tente personalizá-lo. Faça o que quiser nele. Sei que você não tem um estilo certinho, pude ver que você é o tipo de garota durona e até um pouco selvagem. Que não liga para regras. Sua mãe disse que você sabe grafitar. Caso queira fazer qualquer coisa nesse quarto, temos um estúdio de arte, lá entrará tudo o que precisar. – Minha mãe falou o que para ele? Passou a minha ficha completa?
- Gostei do roxo. – Falei sem olhar para ele, ele estava em parte certo, esse quarto precisa de uma decoração diferenciada, eu não aguentaria ficar nele sem mudar algumas coisas para deixá-lo com a minha cara.
- Olhe Aly. – Philip disse. – Percebi que você está insegura com Woodbury. – Minha cara sempre me entregando, eu preciso controlar ela assim como controlo minha língua. – Mas saiba que aqui é seguro e pode confiar em nossos seguranças e portões. Você e sua família estão seguros aqui.
- Me sentiria segura tendo uma arma. – Respondi a ele, esse tempo todo tivemos pelo menos nossas facas e até elas foram confiscadas pelo Merle quando entramos.
- Não que isso seja problema. Que tipo de arma quer usar? De fogo? Branca? Com flechas? De artes marciais? Aqui temos todos os tipos de armas e professores.
- Eu quero aprender tudo. – Falei me virando para, finalmente, encarar meu tio.


Notas Finais


Gostaram? Deixem comentarios aqui para mais capitulos! ^-^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...