História A voz do Silêncio - Capítulo 45


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Categorias Magnus Chase e os Deuses de Asgard
Personagens Alex Fierro, Annabeth Chase, Blitzen, Hearthstone, Magnus Chase, Mallory Keen, Mestiço Gunderson, Personagens Originais, Randolph Chase, Samirah "Sam" al-Abbas, T.J.
Tags Alex Fierro, Blitzen, Blitzstone, Boy Love, Escolar, Hearthstone, Lemon, Magnus, Yaoi
Visualizações 64
Palavras 3.059
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola meus amorzinhos
Sentiram saudades de mim???

Aposto q só da fanfic e.e

Desculpa por ter demorado
Deu chabu no meu pc lindo e maravilhoso
E ele teve que ir para o concerto

O foda é que agora ele está mais cagado do que antes
Já que meu bebezinho não esta conectando direito

So close

Eu talvez demore de novo para postar o proximo capitulo pq meio que... Tá dificil conseguir net
Eu to aqui do lado do WI-fi e só estou com 2 pontinhos de torre (eu literalmente estou do lado da antena meus amores)

Bem é isso
Bora para a fic

Capítulo 45 - Peças de um quebra-cabeça


Blitzen

 

A cena toda havia sido a coisa mais linda que Blitzen havia presenciado em muito, muito tempo. Até rolou uma lágrima (talvez várias).

- Hã... - num pigarro ele chama a atenção dos dois. - Que tal irmos para um lugar mais agradável? Um em que possamos conversar sem estourar nossas cordas vocais?

- Boa ideia! Tem uma Pizzaria aqui perto! Eu pago!

Os olhos de Chloe brilham com a proposta.

 

O trio saiu da balada (para o alívio de Blitzen) e foram conversar na varanda de uma pizzaria das redondezas.

Lá, Chloe contou sobre como os avós da parte da mãe deles a levaram do hospital, alegando que eram os únicos parentes vivos e por conta disso possuíam a custódia dela. Também contou em como eles eram super reclusos quanto ao assunto lado da família de seu pai.

- Eu até entendo, nosso pai era um drogado. Levou nossa mãe pro mau caminho... - Jacques estava cabisbaixo. - Acho que... Eles esperavam que eu ficasse igual a ele, por isso me abandonaram nas mãos de Frey.

- Bem, você não perdeu nada. Aqueles velhos não eram nem um pouco amorosos! Viviam querendo me controlar, queriam que eu fosse uma dama, que fizesse isso, só comesse aquilo, só lesse tal coisa e eu nem quero tocar no assunto sexualidade! Eu quase surtei! Quando completei treze, pedi minha emancipação e fui morar próximo a nossa antiga casa.

- Então... Você sempre esteve tão próxima... - Jacques ri de maneira tristonha. - O mais maluco é que além se estar ali do ladinho, você era amiga do ex-namorado do nosso primo! Céus! E eu indo até Paris só pra te procurar!

- Paris?

- Fiz um semestre de Designe lá. Mas fui expulso por entrar no vestiário feminino... Três vezes...

- Pensei que era por ter fumado demais?

- Detalhes, Detalhes. - disse chacoalhando a mão de um lado pro outro demonstrando a irrelevância daquele assunto. - A questão é que eu nunca parei para pensar que você teria feito uma mudança tão radical... - ele toca nos fios azuis do cabelo da irmã. - Ficou super legal!

- Você também mudou bastante... Quase não consegui reconhecê-lo...

- Mas afinal de contas, eu ainda tenho uma dúvida.

- Qual?

- Quando ela falou seu nome, você ergueu a camisa dela e vice-versa. O que diabos vocês estavam fazendo naquela hora?

Um sorriso de orelha a orelha surge na cara de Jacques.

- Caramba Blitz, até disso você esqueceu. - dito isso ele segura a barra da camisa a erguendo e mostrando o que Chloe havia tocado. - Por parte de mãe, todo mundo de nossa família nasce com essa marca de nascença na lateral do corpo. Acredite quando eu digo que não sou o único no mundo que se chama Sumarbrander, mas sou o único com essa marca e o mesmo valia para a minha irmãzinha.

- Era a única forma de garantir. - Chloe puxa a blusa tocando na marca. - Afinal quantas pessoas tem uma marca de nascença que parece um lobo?

- Não muitas, devo concordar. - como no momento em que Chloe havia falado do incêndio, um sininho toca na cabeça de Blitzen. - Mas... Com um avião...

- Isso também é raro.

Blitzen se lembra do dia em que levou a facada, mais especificamente do dia seguinte quando acordou e viu Hearth dormindo de mal jeito na maca, de como seus dedos desviaram monstruosamente do caminho até os fios loiros para a marca com forma peculiar em seu pescoço.

- Blitz?

Novamente ele divaga, dessa vez para o começo do ano, para o batizado de Hearthstone e das coisas que ele contou naquela noite.

 

"Ninguém sabe! Ele não apareceu nas câmeras, não arrombou nenhuma porta, apenas entrou lá e... destruiu tudo!"

 

- Ah cara... – as peças se encaixavam devagar.

Cada peça nova que se encaixava trazia uma onda de dor ao peito do moreno.

Agora era a vez das palavras que não faziam sentido na briga em que teve com Hearth.

 

“Eu quero ir para longe. Para o mais longe possível...“

 

- Não era de mim que ele queria se afastar... – sua lamuria sai quase que inaudível.

- Blitzen! - Jacques e Chloe estavam em pé assustados, parecia que Blitzen estava tendo um ataque de pânico, quando na verdade era a pior de todas as epifanias.

 

"De acordo com a empregada, Hearth estava super bem depois de conversar com o pai e o tio durante a tarde, o lábio já estava cortado e ela afirmou que ele levou um soco do pai, mas ainda acho que não seja o bastante para estar tão abalado."

 

Seu estômago embrulha e ele precisa tampar a boca temendo que tudo que ingeriu aquela tarde voltasse, as lágrimas antes presas agora escorriam de seus olhos com força, mas não eram de sofrimento pelo termino.

- BLITZEN! - Jacques o agarra pelos ombros e o chacoalha, trazendo a última peça que faltava.

 

"O lábio estava cortado e tinha marcas roxas no rosto. Ele estava um caco e não parecia ser culpa da exaustão."

 

- O que aconteceu?

- Eu encaixei... - sua voz sai mais do que falha, sai num lamento.

- Encaixou? Encaixou o que?

- Encaixei todas as peças. - ele olha para Chloe agachada na sua frente segurando sua mão. – Eu completei o pior de todos os quebra-cabeças...

 

 

Hearthstone

 

(Semanas atrás)

 

A sensação de vazio era a pior parte da dor. Não havia nenhum momento do dia em que a sensação de ter um buraco no peito não abandonasse Hearth. O mesmo valia para o pavor.

Quando conseguiu um fiozinho de esperança, quando achou que poderia resolver tudo, descobriu que aquele fio não seria útil nem para tirar um fiapo de carne do dente. Seu plano quase causou a morte do irmão, graças a Blitzen ele não precisou adicionar mais um item a sua lista de arrependimentos.

Para deixar tudo melhor, Andiron não tinha recebido de braços abertos a notícia do rompimento dos dois, muito menos a notícia que não receberia mais as visitas do moreno e por causa disso estava de cara amarrada para Hearth.

Se ao menos ele conseguisse contar... Mas nem para o irmão conseguiu ser sincero. Não conseguia dizer que sabia de tudo, sabia de sua dor, que havia a sentido na pele. Fazendo com que além do vazio e do pavor, culpa é angústia ficassem entalados em sua garganta.

Foram duas semanas com noites mal dormidas apenas com Heimdallr como companhia. No início da terceira semana, que veio acompanhada do início de Novembro e o término das provas, Hearth recebeu uma visita surpresa.

Estava jogando fora mais um saco de folhas, provavelmente um dos últimos que precisaria, quando sentiu algo roçando em suas pernas. Não foi surpresa nenhuma ver Heimdallr ali, surpresa mesmo foi vê-lo acompanhado de seu dono. Um senhor alto, com cabelos e barba grisalhas, vestindo um espesso sobretudo preto, carregando uma bengala em formato de serpente. Apesar da aparência um tanto macabra, ele sorriu para Hearth ao vê-lo.

"Boa tarde Hearthstone." sinalizou, usando o sinal certo para seu nome, o que era uma surpresa já que Hearth nunca havia se apresentado àquele homem.

"Quem é você?"

"Me chame de V-I-D-A-R.” – e mostrou seu sinal “Sou o dono de Heimdallr."

Aquilo já estava mais do que na cara, ainda mais pela forma com que o animal se aproxima sentando ao lado do senhor como um bom cão... gato de guarda.

Hearth fica sem saber o que falar ou fazer. Pensou em abraçar o homem e agradecer pelo animal maravilhoso que ele tinha, mas hesitou. Talvez ele estivesse ali para reclamar dos quilinhos a mais que o gato havia conseguido por conta dos lanchinhos que ele e Inge fizeram questão de dar ao pequeno.

"E o senhor veio aqui porquê?"

"Não se preocupe, não vim reclamar de nada referente a Heimdallr." Aquilo era aliviador, além de amedrontador, já que parecia que o velho senhor tinha acabado de ler seus pensamentos. "Teria algum lugar onde possamos conversar em particular?"

 

Hearth guiou o senhor até o interior da propriedade, pensou em leva-lo até a cozinha onde poderia servir alguma coisa a ele, mas foi pego de surpresa quando viu Vidar indo em direção ao velho galpão.

Antes que pudesse impedir, Vidar já entrava no aposento parando bem no meio do quarto e analisando tudo com um olhar sério.

"É bem frio aqui." ele nem queria ver como realmente ficaria frio quando começasse a nevar. "Posso sentar?" perguntou indicando a cadeira.

Um pouco receoso, Hearth se aproximou e puxou a cadeira para que o senhor se acomodasse voltando a ficar parado ao lado da porta.

Vidar acomodou-se na cadeira, arrumando o espesso sobretudo de uma forma confortável para massageando o joelho ruim. E quando se refere a ruim, Hearth quer dizer ruim mesmo. Vidar não tinha uma das pernas, que era substituída por uma prótese de metal um pouco exagerada. No que restou de seu joelho para cima, havia uma horrível cicatriz, o que explicava bem o porque do velho marcar.

"Pode relaxar criança. Não lhe farei mal." ele bate na prótese como se dissesse que mesmo que desejasse fazer algo, seria impedido pela perna. "Só pensei que se sentiria mais confortável conversarmos em seu quarto."

Ainda que dissesse aquilo, Hearth não sentia-se mais confortável com outra pessoa naquele galpão. Temia que algo fosse acontecer a ele.

"Preciso ficar atento caso seja chamado."

Vidar ergue um dedo como se dissesse “Ah é mesmo!” e começa a mexer nos bolsos do enorme casaco tirando uma caixinha branca de papelão de um deles. "Creio que está precisando de um desses."

Hearth encarou a caixa sem acreditar. Era um celular novinho em folha, um dos modelos mais caros ainda por cima.

"Não posso..."

"Aceite, é um agradecimento por cuidar tão bem desse gordo." e indicou o gato. “E também, um pedido de desculpas.”

“Desculpas? Pelo o que?”

Vidar suspira e deixa a caixinha do celular sobre a mesa de trabalho de Hearth. Em seguida, pega Heimdallr o colocando sobre o seu colo e acariciando rapidamente a cabeça do animal.

“No ultimo ano, a sua vida virou a minha novela. Eu sei quase tudo sobre você, sua rotina, seus hábitos, seus problemas...”

“Estava me espionando?”

“Não exatamente.” Vidar parecia sentir-se culpado. “Acho que seu amigo Jacques explicou como ele acabou conseguindo descobrir quem havia sequestrado você.”

“Eles falaram que encontraram uma gravação.”

“Exato.” O velho senhor tira a coleira de Heimdallr a mostrando a Hearth. “Gravação dessa câmera.”

Wow, aquilo fez Hearth sentir-se totalmente exposto. Sentia-se nu diante de Vidar, que parecia tão envergonhado quanto.

“Juro que nunca foi minha intenção, mas eu tinha que checar as gravações e em boa parte do tempo, esse gordo estava por aqui. E claro, nunca passei dos limites, nunca vi vídeos de momentos íntimos.”

Não, aquilo não era tranquilizador, a vontade de Hearth era de sair correndo, chamar a policia ou algo do tipo, mas estava conseguindo se conter, por enquanto.

“Não vou dizer que não me sinto vulnerável, muito menos que não me senti violado. Pois é assim que me sinto no momento!” começou com cautela. “Mas ainda assim... Essa câmera salvou minha vida e... Heimdallr é uma ótima companhia. Ele vem me ajudando muito essas ultimas noites, desde que terminei com meu namorado.”

O velho senhor coça a barba de maneira pensativa.

“Heimdallr é uma ótima companhia mesmo, o treinei para ser meu vigia particular.”

“Por que um gato? Porque não um cachorro?” aquela duvida martelava a cabeça de Hearth.

“Um cachorro ficara apenas em meu quintal, confortável com a proteção dos muros. Um gato, mesmo com a proteção de seu lar, gosta de explorar. Além disso, eu não gosto muito da euforia dos cachorros, sei que é a forma deles demonstrarem seu amor, mas estaria sempre correndo o perigo de me machucar.” e massageou o joelho com a prótese mecânica.

“E a câmera na coleira?”

“Já perdi três gatos por conta de idiotas.” Sua expressão é de puro ódio. “O primeiro, não encontrei o culpado, a partir de então coloquei câmeras nas coleiras de meus gatos. Desde então, ajudei a prender duas pessoas que envenenaram meus outros gatos, algumas pessoas que maltrataram animais e pessoas, um ladrão de carros, os donos de um negócio clandestino e salvei a vida de um garoto que havia sido sequestrado.”

“E serei sempre grato a você por isso.” O sorriso simpático de Vidar deixa Hearth um pouco mais confortável.

“Você conseguiu cativa-lo. Heimdallr não gosta das pessoas, nunca chegou perto de outra pessoa além de mim! Graças a isso ele ainda esta vivo. Já vi algumas pessoas da rua tentando lhe oferecer comida ou chamando para fazer carinho, mas ele só aceitava quando vinha de você ou da garota Inge, ah e de Blitzen. Isso e tudo o que eu vi pelos olhos dele, me mostraram o tipo de pessoa que você é Hearthstone.” Hearth sente as bochechas corarem com o pouco de felicidade que aquela frase lhe trás, mas dura pouco, logo Vidar continua. “É por isso que quero te ajudar.”

“Ajudar em que?”

“Caso você não se lembre, Heimdallr estava trancado em seu armário quando conversou com seu pai sobre a mudança. Eu não conseguia ver as suas respostas, mas pude ouvir muito bem o que seu pai dizia e pude supor algumas coisas.” seu corpo tem um pico de adrenalina fazendo seu estomago arder por conta da tensão para saber as próximas palavras de Vidar. “Você estava querendo fugir de seu tio e manter o seu irmão longe dele também. Eu não sei porquê, mas ainda assim quero ajudar.”

Vidar franze o cenho como se tentasse ler algo em algum lugar distante e levantando os olhos para o rosto de Hearth.

“Por que?”

“Porque sinto que esta precisando de ajuda.”

“E você me ajudaria sem pedir nada em troca? Quer que eu acredite nisso?”

“Eu ajudei uma vez sem pedir nada em troca, por que não fazer isso de novo?”

Por que era totalmente suspeito!

“Não! Não preciso de ajuda.” estava com medo.

“Não é o que parece... Já fazem duas semanas que você não dorme bem a noite. Está tenso desde que entramos nesse galpão e desde que eu sugeri ajuda, sua mão repousa sobre o cabo do martelo a procura de proteção.” Hearth olha para a própria mão repousada sobre o cabo do martelo, surpreso consigo mesmo, a tira dali e encarando Vidar que ficava em pé. “Garoto, eu sou apenas um velho militar sem uma perna, posso parecer uma ameaça, mas não sou! Só quero ajudar.”

Olhando no fundo dos olhos daquele homem, Hearth não sentiu nenhuma ameaça, tudo que aqueles olhos possuíam era o desejo de ajudar. Por longos segundos, uma batalha interna acontecia dentro de si, o desejo desesperador de pedir socorro contra o medo de acabar sendo descoberto o que acabaria prejudicando o irmão.

Sua respiração estava acelerada e sua cabeça latejava. Ficou preocupado de começar a chorar naquele instante por não saber o que fazer.

“Eu...” suas mãos tremem naquele pequeno lapso de coragem, deveria contar... IRIA contar, se seus olhos não tivessem repousado em Heimdallr, na câmera em sua coleira e logo em seguida no monitor que ele próprio usava como segurança. Duas câmeras, uma apenas os amigos de Hearth conheciam a outra, tinha salvado a sua vida, porém ambas tinham algo em comum, estavam escondidas.

As palavras de seu tio voltaram a sua mente

“Você realmente estava me subestimando? Depois de ter deixado explicito em minha ameaça que eu saberia caso você tentasse contar para alguém.”

Fazendo qualquer vestígio de coragem sumir de seu corpo.

“Realmente só estou passando por um termino ruim.” Não era mentira aquilo, mas ainda assim, trouxe um gosto amargo a sua boca, que ficou pior com o que disse em seguida. “Eu realmente amava meu namorado e nunca esperava que ele me machucaria daquela forma... Minha vontade de ir com meu pai era para não correr risco nenhum de revê-lo, queria ficar longe dele e não de meu tio... Mas estava sendo egoísta demais, não pensava no tratamento de meu irmão.”

Vidar pareceu um pouco decepcionado com aquilo.

“Se você esta dizendo... Quem sou eu para dizer que é mentira.” pela ultima vez, levou a mão ao bolso do sobretudo preto, tirando de lá um cartão que deixou sobre a mesa, ao lado da caixinha do celular. “Mande uma mensagem, caso precise conversar. E peça para Jacques responder as minhas mensagens.”

“Eu peço...” apesar dele acreditar que qualquer coisa que ele pedisse ao moreno naquele momento, seria ignorada também.

“Até mais Hearthstone. E não se preocupe em me acompanhar até a saída, vá terminar seu trabalho, eu já roubei muito do seu tempo.”

Se fosse outra ocasião, Hearth ignoraria aquele pedido e o levaria até a saida, porém temia que suas pernas não o obedecessem caso tentasse andar. Então, apenas ficou parado na porta, observando o velho senhor se afastando, mancando por conta da prótese com Heimdall caminhando calmamente ao seu lado.

Só quando ele estava bem longe, Hearth se jogou na cadeira, levando a mão ao rosto sem acreditar na chance que havia perdido. Ficou naquela posição por longos minutos, até se lembrar do cartão que Vidar havia deixado ali, junto do presente.

Ele pegou a caixa, sentindo-se mais do que culpado por não ter sido mais firme na hora de recusa-lo. Deveria devolvê-lo? Ou será que já tinha feito idiotices demais durante um ano inteiro?

“Aproveite pelo menos isso Hearthstone!”

Disse a si mesmo enquanto rompia o lacre da caixa e tirava o aparelho novinho dali de dentro. Tirou a película, o que trouxe alguns segundos de puro deleite ao seu ser e acomodou o cartão de memória e o velho chip em seus devidos lugares. O aparelho já havia vindo com bateria o bastante para que ele fizesse os ajustes necessários.

Depois de mexer em todas as configurações, conectou ao wi-fi da casa e baixou o único aplicativo que usava. Na mesma hora uma enxurrada de mensagens não lidas chegaram. Hearth já ia dar uma lida nelas, quando notou que o chat mais recente era de apenas quinze minutos atrás e pertencia a Loveless. Só havia uma mensagem, com duas palavrinhas que encheram o corpo inteiro de Hearth de pavor.

 

Loveless: Bom garoto.


Notas Finais


Ah! Só para deixar claro
Vidar, em nenhum momento falou
Só usou linguagem de sinais mesmo

E ai meus amores
Como foi a semana???


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