História A Voz Interior - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Forma de vida


William Riker não aguentava mais aquela situação. Parecia que algo havia tomado controle do seu corpo. Não conseguia concentrar-se em nada, respirava com dificuldade e o pior de tudo era aquela voz incessante na sua mente que o mandava desistir.

 

Olhou para os oficiais na longa mesa de reuniões e notou uma ausência.

 

– Onde está a Dra. Crusher? – perguntou, sua voz estava tão fraca que a Conselheira Troi só conseguiu ouvi-lo pois estava sentada próxima a ele.

 

– Não conseguimos tirá-la de seus aposentos. – ela respondeu. – Comandante, há algo muito errado acontecendo na Enterprise. Todos aqui sempre tiveram momentos depressivos, mas agora sinto isso mais forte em todos vocês. A Dra. Crusher não teve um episódio desses desde a morte do marido.

 

– E você não está deprimida como nós?

 

A Conselheira balançou a cabeça, negando.

 

– Não entendo o que está acontecendo, mas por causa das minhas capacidades empáticas ainda consigo sentir o desespero de vocês e isso é doloroso à sua maneira.

 

– Não precisamos das suas empatias, Conselheira. Precisamos de soluções! – o Tenente Worf vociferou.

 

– Calma, Tenente. Todos estamos nos esforçando ao máximo. – disse Riker, soando o mais firme que conseguia.

 

O klingon bufou. Não gostava da situação. Ofendia sua honra sentir tanta fraqueza.

 

– Alguém tem ideia de qual poderia ser a causa disso? – Riker perguntou.

 

– Comecei a sentir alterações na tripulação depois que a pedra de Vandrx foi trazida a bordo. – disse a Conselheira Troi.

 

– Se aquilo é uma pedra então eu sou um pássaro. – Geordi La Forge ironizou. – Ontem não consegui dormir então fui analisar aquela coisa. Não é nenhum mineral que eu conheça e não consta nos arquivos da Frota Estelar.

 

– O que está dizendo, Sr. La Forge?

 

– Comandante, se eu fosse apostar diria que aquilo é uma forma de vida animal.

 

Riker recostou-se na cadeira.

 

– Tem certeza?

 

Geordi encolheu os ombros.

 

– Eu teria de usar o equipamento da Dra. Crusher pra ter certeza. Pode ser só uma plantinha.

 

– Uma plantinha que está afetando a todos nós. É mais uma coisa para colocar na lista de informações que nossa amiga Governadora escondeu. Data, você conseguiu ver as leis de Vandrx?

 

– Sim, senhor. Eu também li a declaração de independência da Real Vandrx. – o androide respondeu. – A Real Vandrx é de fato um Estado independente, e de acordo com as leis do planeta eles teriam direito à posse da pedra uma vez que foi produzida em seu território.

 

– A Governadora disse que a pedra foi mandada para a Central antes da independência e pertence a eles agora.

 

– Essa é uma interpretação válida, contudo as circunstâncias que levaram a pedra ser entregue à Central são obscuras. Um juiz poderia dizer que ela foi roubada de modo que a pedra pertenceria à Real Vandrx.

 

Riker deu um longo suspiro. Era difícil raciocinar.

 

– Mas se essa forma de vida for inteligente então não pertence a ninguém. Seria o mesmo que dizer que o Data é nosso computador. – disse Geordi.

 

– A Central nos concedeu a pedra para pesquisas, se ela fosse uma forma de vida inteligente eles não arriscariam que nós descobríssemos. – disse a Conselheira Troi.

 

– Talvez eles não saibam. – Riker concluiu. – Talvez eles pensem mesmo que se trata de uma pedra.

 

– Precisamos descobrir como a pedra foi feita. – a Conselheira sugeriu.

 

Riker balançou a cabeça.

 

– Não há tempo. A Real Vandrx nos deu uma hora para respondê-los.

 

– A Enterprise tem mais poder de fogo que a nave deles. – disse Worf.

 

– Sei disso, Tenente, mas não quero ter que atacá-los. Pode significar o início de uma guerra.

 

Worf bem que gostaria de uma guerra, acalmaria seus instintos klingon, mas ele calou-se.

 

– Conselheira, você e o Data não estão sendo afetados pela pedra. Descubram o que ela é de verdade, se é animal ou vegetal, se possui inteligência ou não. Geordi, vá descansar, você parece exausto.

 

– Bem que eu gostaria, Comandante, mas não consigo dormir de jeito nenhum. Os remédios não fazem efeito também.

 

– Então vá para o holodeck e tente se distrair. Você também, Worf.

 

– Comandante, acho que você também deveria descansar. – disse a Conselheira. – Deixe que Data assuma o controle da nave.

 

– Não! Não… – limpou a garganta. – … a Governadora estranhou ter sido abordada pelo Primeiro Oficial, ela ficaria ainda mais irritada se tivesse de lidar com o Segundo. Ainda mais ele sendo um androide. Sem ofensa, Data.

 

– Sou um androide, senhor. Sou incapaz de me sentir ofendido.

 

– Certo… – Riker sabia que aquela era uma desculpa esfarrapada e ele apenas queria terminar aquela missão por orgulho. Continuou falando antes que a Conselheira o interrompesse. – … vou ler esses documentos de Vandrx e tentar achar algo que nos ajude. Temos uma hora para encontrar as respostas, então apressem-se.

 

 

 

Em Medea V, o Capitão Picard acabara de ser informado que teria de enfrentar outra cirurgia. Janet McShane dera-lhe a notícia com um sorriso no rosto pois seus médicos haviam descoberto uma forma de retirar as partes borg que sobraram.

 

– Esplêndido! – Picard também sorria, mas não estava sinceramente alegre com aquilo pois desconfiava daqueles médicos. – Quero que a Sofia James participe da cirurgia.

 

– Senhor…

 

– Capitão.

 

– Capitão, isso não será necessário.

 

– Eu direi o que é necessário. – falou em tom de quem encerra o assunto. – É meu corpo, minha cirurgia. Escolho os médicos que preferir.

 

– Como quiser, Capitão.

 

Ele percebeu que a tinha assustado com sua rigidez pois a mulher saiu apressada de seu quarto. Quando tudo aquilo estivesse encerrado talvez Picard lhe pedisse desculpas. Virou-se para Sofia James que evitava encará-lo.

 

– Não sou uma médica formada, Capitão. Talvez seja perigoso. – ela murmurou.

 

– Confio plenamente em suas capacidades. Aliás, obrigado por ter me contado o que aconteceu comigo. Não fiquei tão alarmado assim, veja só. Prefiro sempre ter conhecimento das coisas ainda que sejam difíceis de se lidar.

 

Ela assentiu e não disse nada. Picard suspirou.

 

– Sinto muito pela minha frieza ontem.

 

– Não faz mal, Capitão. Por favor, não falemos mais no assunto. – Sofia implorou.

 

– Certo. Mas quero que conste que eu gostei muito de tê-la conhecido, Sofia James.

 

– Eu também, Capitão.

 

Ela conseguiu sorrir. Picard reuniu coragem para dar-lhe um abraço. Sentiu o cheiro de seus cabelos.

 

– Se não fosse por você eu estaria morto agora.

 

– Não pense nisso, Capitão.

 

– Jean-Luc.

 

– Não pense nisso, Jean-Luc.

 

Ele afastou os cabelos dela atrás de suas orelhas. Sofia James o olhou com ternura, mas também com uma pontada de tristeza.

 

– Tenho de pensar nisso pois se tivesse morrido eu perderia de ver as coisas mais belas que o universo possui, como essa que está na minha frente agora.

 

– Você disse que não poderíamos…

 

– Sei o que disse. Sei o que é certo. Também sei que morri cheio de arrependimentos das coisas que não fiz, e quando morrer de novo eu não quero me arrepender por não tê-la amado como você deveria ser amada.

 

– Você não me deve nada, Jean-Luc.

 

– Isso não é dever. É uma segunda chance.

 

Picard a beijou como ela havia feito na noite anterior. Sofia James entregou-se em seus braços e permitiu que ele a levasse de volta para a cama.



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