História A'aru's Heart - Capítulo 1


Postado
Categorias Persona
Tags Butwholebaby, Kotonaru Project, Mitologia Egípcia, Persona, Sexta Remessa
Visualizações 43
Palavras 904
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Misticismo, Sobrenatural, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Terceira one-shot para o Kotonaru, mais uma vez, agradeço muito a YayCandy pela betagem maravilhosa! E também agradeço a Little Hope, pela capa tão linda, ai, essas cores! Espero que gostem.

Capítulo 1 - A'aru - Capítulo único


Uma mulher subitamente abre seus olhos e suspira assustada, olhando para frente uma grande escuridão. Era o esperado, afinal, havia morrido e sua primeira visão era a do interior de seu sarcófago. Ela o retira com certa dificuldade e se senta, olhando para suas mãos, vendo que estas eram iguais a como eram até alguns dias atrás, antes de ser assassinada. Assassinato da faraó Wakaba... Era um sacrilégio para os outros nobres, tinha certeza de que o responsável por empurrá-la de um lugar tão alto seria punido e não seria mumificado quando morresse.

Ela olha ao redor, um lugar tão escuro e sem fim quanto dentro de sua tumba. Nota que ao lado de seu sarcófago – este que era banhado em ouro e com uma caricatura parecidíssima com seu rosto – havia alguns ornamentos, dos quais Wakaba imediatamente reconheceu. Pegou um – o mais fino e longo – e abriu, deparando-se com um pergaminho de papiro enrolado dentro, sabendo que era cheio de hieróglifos com feitiços, orações.

“O livro dos mortos...” Pensa consigo mesma. Ela abre o livro, passando os dedos com delicadeza nas imagens extremamente coloridas que retratavam seus primeiros passos no pós-vida, com instruções específicas para si mesma, parando-os em uma das imagens que a representava e outra menina que estava do seu lado, com duas diferenças: o cabelo era mais comprido e era mais baixa. Coloca-o em seu peito, acima de um de seus amuletos protetores, este que representava um besouro, abraçando um pouco, tremendo.

Sabia quem era aquela garotinha, era sua amada filha. Futaba tinha visto todo o assassinato. Não só isso, como agora estava órfã tão nova... Mas Wakaba se recompõe.  Sabia que emoções negativas assim atrapalhariam sua jornada. Seca suas lágrimas com uma mão e a outra aperta o besouro em seu peito com força, sentindo seu coração, a prova de suas emoções, sua alma… Ela inspira fundo e olha novamente seu livro dos mortos, concentrando-se no Deus meticulosamente desenhado na frente da representação de seu sarcófago. A figura desaparece e Wakaba olha para frente e tenta gritar pelo pavor, mas não conseguindo pronunciar nem ao menos um “ah”, já que não conseguia abrir sua boca.

O Deus Anpu estava na sua frente, o seu guia. Seu susto era pelo tamanho enorme de sua cabeça canina, muito maior do que uma humana. Ele levanta uma adaga de lâmina curva e, com um movimento rápido, corta os lábios de Wakaba, finalmente os abrindo. Ela toca em seus lábios, vendo se havia algum machucado, percebeu que não havia sangue. Também começa a ouvir o som de risadas malignas, vento forte e água corrente, dando-lhe nostalgia da época de cheias do Nilo. Aos poucos, um cenário lindo e místico surge ao seu redor.

 

— Agora você pode falar, mulher morta. — Anpu possuía uma voz extremamente grossa e gutural. — Sua boca está aberta, seus olhos e ouvidos também.

— Anpu, meu guia sagrado… Qual a direção que devo ir? — Agora que seu redor estava nítido, percebeu que estava perdida, que não sabia qual das direções devia ir para poder confessar e ser julgada para conseguir ir para A’aru: o paraíso do pós-vida.

O Deus chacal aponta para a direção esquerda da faraó.

— Mulher morta, você deve ir por ali. Estarei esperando para pesar seu coração. — E com isso, ele desaparece.

 

*~*~*

 

— Eu não cometi nenhum pecado! — Wakaba pronuncia mais uma magia para passar a quadragésima segunda porta das quarenta e duas confissões. Sua jornada havia sido extremamente aterrorizante, mas, mesmo que estivesse apenas confessando, só agora parecia que haveria paz finalmente.

Ela se adentra ao novo local e finalmente é recebida novamente por Anpu e também Horus, o Deus águia, fazendo-a engolir em seco.

— Venha, mulher morta.

Wakaba segurava com força nos ornamentos que tinham seus órgãos dentro para que pudesse colocá-los quando – ou melhor, se – fosse para A’aru. Ela reflete um pouco. Futaba provavelmente estava completamente devastada com sua morte… E se ela acabasse corrompendo sua alma por causa disso? Tentando alguma vingança ou parasse de viver por estar afundada na tristeza? Por mais que a vida pós-morte fosse eterna, Futaba devia viver no mundo dos vivos bem…

— Passe seu coração. Está na hora de ver se você possui um coração justo e puro. — Anpu diz, fazendo a mulher sair de seus pensamentos. Ele estava ao lado de uma balança de pesos enorme, um vazio e o outro estava sendo preenchido por uma pena branca, colocada por uma bela deusa, que deixava seu cabelo jogado para um dos lados da cabeça.

— Claro… — Wakaba pega seu amuleto de besouro e sussurra um último feitiço que havia no seu livro e respira muito fundo, tentando se acalmar. Sabia que se seu coração e suas emoções estivessem fora de controle, iria afetar na pesagem. Ela fecha os olhos, não querendo ver o resultado do peso de seu coração. Anpu continuava quieto, mas era amistoso, assim como a deusa que ajudava nesse processo. O problema real era Ahmit, o híbrido de crocodilo, hipopótamo e um felino. Podia ouvi-lo rugindo e lambendo sua boca, extremamente ansioso para poder comer algumas pessoas que eram adulteras, ladras ou assassinas.

— Mulher morta… Você foi aceita para a morte eterna. — Wakaba abre um sorriso pequeno, mas sincero. Anpu prontamente vai pesar o próximo amuleto da pessoa que estava atrás da faraó e ela vai para a porta que indicava a entrada para o paraíso.

— Futaba, minha querida, estarei te esperando…  — E ela adentra a porta.



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