História AB AP (american beauty, american psycho) - Capítulo 11


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Categorias The Boyz
Personagens Lee Juyeon (Juyeon), Son Youngjae (Eric)
Tags Boosceo, Juric, Woosanx
Visualizações 99
Palavras 2.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu nem ia att mas eu sou uma CORNA e att msm assim.

Capítulo 11 - Onze


Dia seguinte, e apesar da dor nas costas pela posição horrorosa em que havia dormido, Youngjae não estava tão ruim assim. Quer dizer… Ele não poderia mentir se perguntassem, ele estava incomodado com o que andava vendo por ai. Para tirar a bagunça da sua cabeça, resolveu se jogar no doce de coco com goiabada que estava dando sopa na mesa. Pegou uma colher limpa e sentou-se em um ângulo em que  ainda conseguia ver a tv. Abriu o pote do doce e na primeira colherada já estava balançando a perna em nervosismo. Detestava como andava se sentindo insuficiente ultimamente.

Era normal. Sangyeon e Juyeon se abraçando era perfeitamente normal, e ele não estava com ciúmes. Não era ciúmes, ele tinha certeza. Era algum tipo de troço pior ainda que estava o consumindo por culpa da sua insegurança e que iria acabar lhe prejudicando. Sabia que Juyeon não faria nada de ruim, ou ao menos estava convencido disso, o problema era que se comparar com Sangyeon era inevitável. E, droga, Youngjae se via perder em todos os aspectos para o mais velho. De repente, sentia raiva de Sangyeon. Estava se sabotando de novo.

Mas não era raiva por que ele estava abraçando Juyeon mais cedo. Era raiva por que o desgraçado daquele hyung conseguia ser perfeito, e Youngjae tinha medo de que Juyeon enjoasse dele. Poxa, para ele era simples assim: se seu colega de quarto não se apaixonou por todo um Lee Sangyeon, se apaixonaria por um mero Son Youngjae?

A matemática, logística, ou seja lá qual o tópico do assunto não batia no final das contas. E lá ia ele, enfiando doce goela abaixo enquanto tentava não enfiar a própria cara dentro do pote de doce com esperança de desaparecer.

— Que cara é essa? Vai se afogar em doce? — Sunwoo questionou, aparecendo de sabe lá  Deus onde, com genuína preocupação. 

— Ei, ei! Primeiro, onde você se enfiou ontem hein? — O ruivo questionou em tom de reclamação antes que Sunwoo desaparecesse de novo.

— Vamo pro meu quarto. Não quero falar aqui fora.  Leva teu doce.

 

Youngjae deu de ombros e seguiu ao mais velho. Estranhou o comportamento do amigo, mas resolveu só ser um pouquinho paciente e esperar para ouvir o que ele tinha para lhe contar, afinal, aparentemente Sangyeon sabia o motivo de seu sumiço e não era nada tão sério assim. O moreno tinha chaves de carro em mãos e ainda vestia roupas de quem havia saído. Talvez estivesse voltando agora de sabe-lá-onde. Sunwoo trancou a porta quando entraram e Youngjae se sentiu estranho. Era assim tão sério que nem Hyunjoon podia saber?

 

— Desembucha. — Comentou após sentar na cama de Hyunjoon, já afeiçoado ao colchão fofinho, de frente para Sunwoo que se deitou dramaticamente em sua própria cama. Aproveitou para dar outra colherada no doce enquanto aguardava a explicação do amigo.

— Não é nada muito sério, eu só quero resolver as coisas com calma primeiro pra não fazer nenhuma besteira. Explicando do começo, quando a gente foi pra cidade eu conheci alguém legal no dia do Karaokê. Eu não quis me extender por que ainda estava tentando fazer dar certo com a Nakko.

— E por que esse segredo é tão sério que você não contou nada antes e trancou a porta agora?

 

Sunwoo respirou fundo e deu um ganidinho de agonia.

 

— Hyunjoon… Não quero que ele saiba ainda. E obviamente nem a Nakyung. Você promete que não vai contar nada por enquanto?

— Tudo bem, por mim os dois não vão saber de nada. Mas… Ainda não entendi Sun. — Youngjae deixou a jarra no chão, com colher enterrada no doce e tudo. — Por que o Hyunjoon não pode saber?

— Por que sim. Me deixa terminar! Eu vou chegar lá.

— Tá, tá. Agiliza. 

— A gente trocou contatos e têm se falado há o que, três dias? Ontem a galera saiu pro sorvete e eu aproveitei a chance e fiquei por lá, queria chamar a pessoa pra sair por ai. Dai eu só falei por alto pro Sangyeon e eu acho que ele entendeu como uma coisa bem mais séria por que o Sangyeon é desse jeito. 

— Oh. Ele parecia falar de algo sério, mas que não sabia o que era.

— Hyunjoon não estranhou?

— Não sei dizer. Não falei com ele desde ontem quando nos falamos aqui.

— Oh, verdade. Seu encontro! — Sunwoo deu um tapa na testa, punindo a própria memória ruim. — Como que foi? 

— Divertido. Tirei bastante foto legal e a gente fez um lanche e conversou sobre o que sente. Mais ou menos.

— Só isso? Não fodeu na praia que nem em filme de romance com ele como o Hyunjoon tava jurando que ia acontecer?

— Não. — Por alguma razão, Youngjae se sentia menos alarmado quando Sunwoo perguntava esse tipo de coisa se comparando a Hyunjoon. Talvez porque ele sabia que Sunwoo era bem mais fácil de derrotar caso começasse com alguma piadinha.  — A gente se beijou algumas vezes e ficou bem intenso bem rápido em algum momento, eu nem sei como, mas ele teve mais autocontrole.

— Ele é doido? Como assim autocontrole, vocês não tinham nada a perder. Já olhou pra você?

Youngjae se encabulou com o elogio, mas bola pra frente.

— Não sei! Acho que ele percebeu que eu ainda tava meio inseguro e deu uma segurada. E também, porra, tava cheio de areia pra todo lado. — Sunwoo riu e Youngjae lhe poupou da travesseirada que quis dar. — A gente mal se conhece, cara.

— Não rolou mesmo, então?

— Não na praia. Areia, bicho, areia. — Youngjae reforçou, talvez fazendo um pouco de graça para Sunwoo rir. — Mas eu falei que queria dormir com ele de noite e eu acho que o cérebro de passarinho dele entendeu depois de um tempo.

— Oh, então vocês transaram no quarto mesmo. Tá mais aliviado?

 

Youngjae deu um tapa no próprio pescoço, sentindo a picada de um mosquito ao mesmo tempo em que fazia uma careta de "eu sei lá".

 

— Devia estar. — Sunwoo disse mesmo sem ter sido respondido.

— Foi bom e tudo mais, mas eu fico me sentindo insuficiente. Eu odeio ele, puta que pariu.

— Argh, pare de encher sua cabeça de merda. Ele é legal, a gente já passou desse capítulo. Não passou?

— Eu paro se você me contar quem você foi ver ontem e o que você fez.

 

Sunwoo revirou os olhos e tirou o celular do bolso, desistindo por saber que uma hora ou outra iriam voltar para aquele assunto. Deslizou o dedo para cá e para lá e Youngjae queria tomar um copão de água pra tirar o amargor após a doçura da boca, impaciente. Ao menos aquele quarto não era quente como o inferno e estava tolerando a temperatura, um estresse a menos enquanto aguardava. O amigo virou a tela quando pareceu ter achado a foto certa.

 

— Haknyeon. — O nome completou a imagem. Youngjae piscou, incrédulo. — Ele tava no Karaokê com uns amigos e a gente começou a rir dos nossos amigos bêbados. Só a gente tava com juízo ali. Ai ele pediu meu numero e eu sabia que ele tava com segundas intenções, mas foda-se sabe? Ontem a conversa ficou bem intensa antes de você vir pra cá pro quarto.

— Como assim?

— Ele perguntou se eu tinha um namorado ou namorada e eu tinha acabado de levar um pé na bunda. Então falei que não e ele me chamou pra sair. — Sunwoo deu de ombros. — E eu fui. A gente se beijou umas vezes ontem.

— Mas você dormiu fora.

— Eu não transei com ele, se é o que você quer saber. Mas só foi porque eu surtei. — O mais velho explicou gesticulando demais. — Mas ele bem que queria e eu também. Cara, foi só muita coisa muito rápido. 

— Eu me sentia assim sobre o Juyeon hyung.

— Youngjae, deixa da tua frescura. Você tava assim por medo, eu tava assim por que num dia eu tava namorando com uma garota e jurando de pé junto que era hétero, e no outro eu tava quase ficando de joelhos pra um cara que eu não conheço não tem nem uma semana!

— Tá, a sua situação é pior. — Youngjae admitiu. — Vou te falar que tô surpreso. Agora sei por que não quer que o Hyunjoon saiba por enquanto.

— Obrigado, Eric. Sério, eu não sei como explicar pra ele, não depois das merdas que eu fiz quando descobri sobre vocês dois. Sei que é o Hyunjoon, que ele é compreensivo, mas sei lá. Tudo que eu menos quero é brigar com ele outra vez agora.

— É, eu sei. Sinto muito por isso, as coisas podiam estar melhores mesmo. Mas agora tá tudo mudando, né?

 

Sunwoo ficou em silêncio, fechou os olhos, como se estivesse ambos refletindo e tentando engolir o monte de informações que ele mesmo havia contado. Youngjae o deixou pensar por um tempo, mas quando o silêncio incomodou, resolveu ser positivo.

 

— Mas, ei, pensa pelo lado bom. Você conheceu um cara legal e finalmente vai parar de se machucar com a Nakko.

 

Sunwoo assentiu.

 

— Quantos anos ele tem?

— Vinte e um.

— Huh. Parece que nós três fomos pegos por um hyung. — Youngjae fez graça, mas Sunwoo não pescou a fuga do assunto.

— Você deveria ir atrás do seu. Aposto que fugiu dele o dia todo.

— Fugi mesmo! — Youngjae rebateu. — Eu tô me preparando pra lidar com tudo. Porra eu deveria só ir lá e enfiar a língua na boca dele no meio de todo mundo naquela sala dos infernos pra ver se eu paro de me preocupar tanto. Acredita que eu tava irritado com o Sangyeon hyung sem razão nenhuma mais cedo?

— Vai que funciona.

— Porra. — Youngjae resmungou. — Eu odeio ficar tão emocionalmente constipado assim. Eu tô’ tentando não fumar e no lugar eu tô’ enfiando doce e comida goela abaixo todo dia. Eu vou acabar morrendo daqui pro final da viagem.

— Para de tentar se culpar por tudo. Ou de achar que não merece as coisas boas que você tem. E eu não quero bater os olhos em você fumando de novo.

— Você já olhou pra ele? Depois dessa viagem ele vai viajar, ele é modelo, vai conhecer gente bonita e interessante por ai. Eu não tenho nada pra oferecer, a gente nem escuta o mesmo tipo de música e nossos pontos em comum são poucos.

— Viu? Tá fazendo de novo, seu merda. — Sunwoo grunhiu. — Escuta o que tu tá falando. Você viu a merda que deu comigo e com a Nakyung e a gente tinha tudo pra dar certo, isso ai não quer dizer nada.

— Desculpa. — O ruivo suspirou. — Esse tipo de pensamento vem do nada.

— Relaxa. Obrigado por me ouvir e prometer não contar nada. Mas agora eu preciso dormir um pouquinho, eu dirigi pra caralho ontem trazendo todo mundo e depois voltando pra cidade. E hoje de novo.

— Tá. Descansa. Eu vou tentar me organizar. — Youngjae pegou o pote esquecido no chão.

 

Sunwoo lhe deu um sorriso pequeno antes de Youngjae destrancar a porta, apagar a luz e sair do quarto para que Sunwoo pudesse dormir. Deixou a jarra de doce na geladeira novamente e resolveu sair da vista de quem estivesse na sala o quanto antes.

 

Ainda um pouco chocado e tentando absorver toda aquela conversa, foi para o seu quarto e pegou o maço de cigarros e o isqueiro. Incerto do que fazer, enfiou os dois no bolso e atravessou a sala indo direto para o lado de fora, em frente a piscina. Se encostou na parede e fechou a porta de vidro grande para que ninguém tivesse que sentir o cheiro do seu cigarro. Estava irritado consigo mesmo ultimamente, e agora mais ainda. Sunwoo estava certo. Inclusive sobre não querer que ele fumasse, mas o impulso foi mais forte e ele estava angustiado demais para conseguir se controlar.

Ele não se permitia sentir as coisas direito, e quando achava que estava fazendo, apareciam outros trilhões de preocupações em sua mente para o atordoar. Talvez devesse mesmo dar ouvidos ao amigo. Arrependeu-se na terceira tragada e pensou em apagar o cigarro e voltar para dentro, mas a porta se abriu antes que ele concluísse seu pensamento ou que criasse forças o bastante para sair da posição confortável.

 

— Ah, eu sabia que tinha te visto! — Era Nakyung. Youngjae deu uma última tragada antes de apagar o cigarro na caqueira grande e suja que não tinha planta nenhuma, bem do lado da porta.

— Qual foi?

— Hyunjoon tá te chamando.

 

Youngjae agradeceu com um sorriso amarelo e voltou a entrar na casa. Jogou a bituca do cigarro no lixeiro e seguiu Nakyung para o meio da sala, onde estavam Hyunjoon, Sangyeon, Saerom, Younghoon e Juyeon. Sem pensar muito e tentando não deixar ser atropelado pelos próprios pensamentos, abraçou Juyeon pelas costas, repousando o queixo no ombro do mais alto com algum esforço. Juyeon ficou surpreso, Youngjae pôde notar, mas ele não recusou o contato. Passou os braços por cima dos de Youngjae e deixou que ele o abraçasse, claramente confortável.

 

— Me chamaram?

— Faz um tempinho que eu não te via, fiquei preocupado. Você não falou com ninguém hoje. — Hyunjoon explicou.

— Estava falando com o Sunwoo. E dormi a manhã inteira antes disso.

Juyeon riu pelo nariz, como quem confirmando a preguiça do colega de quarto.

— Oh. Ele apareceu? Onde ele tava?

— Por ai. Depois ele te fala. — Sangyeon direcionou um olhar significativo, como o de um pai protetor, Youngjae ignorou. Ambos por que ainda estava complexado e por que Sunwoo queria segredo.

— A gente pediu pizza pra jantar, tá chegando. Jajá a gente vai chamar o resto do pessoal pra jogar uns jogos de tabuleiro que tem por aqui e maratonar uns filmes. Tá afim?

— Por mim tudo bem. Você vai ficar? — Questionou diretamente para Juyeon, que assentiu e virou o rosto para si.

 

Youngjae conseguiu sentir a face e o peito queimando com a proximidade do colega de quarto em público. Seus amigos próximos já sabiam sobre os dois, mas os outros não. Então quando Juyeon entrelaçou seus dedos aos dele e lhe deu um selinho, Youngjae sentiu seus joelhos dando uma fraquejada básica. Bem de leve.

Céus, ele estava muito ferrado.

 


Notas Finais


Dúvidas, perguntas? falem comigo no tt!
https://twitter.com/woosanx


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