História A Good Lie - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Violet, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen Morrilla
Visualizações 144
Palavras 2.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Bem como eu já havia comentado... eu me inspirei na personagem Erin Brockovich( se não assistiram, assistam. É um filme maravilhoso ). Eu espero que gostem do capítulo.
Desculpem os erros.
Boa leitura.

Capítulo 2 - O Convite


Fanfic / Fanfiction A Good Lie - Capítulo 2 - O Convite

Naquele dia o relógio despertou religiosamente às cinco e meia. Regina abriu os olhos se espreguiçando em sua cama tomando coragem para mais um dia. Após sua higiene matinal, e como todos os dias, seguiu para o quarto do filho mais velho, Henry. Como todos os dias, a pior parte estava por vim, suspirou, e depois de intermináveis tentativas conseguiu fazer com que o filho acordasse. O menino estava na fase da pré-adolescência, e como todo pré-adolescente, às vezes era simplesmente insuportável, contudo apesar do temperamento forte, Henry era tímido, falava pouco, e tinha uma ânsia pelos estudos. Era apaixonado por matemática, física...ou qualquer outra atividade que envolvesse números.

Após acordar o filho, caminhou até o quarto de Alice, sua caçula, de pouco mais de dois anos de idade, que dormia tranquilamente. Alice, diferente de Henry, havia herdado todos os traços do pai. Cabelo loiro, e imensos olhos azuis. Mesmo não tendo trabalho almejado, a casa dos sonhos, ela tinha os filhos. Mesmo que o nascimento deles tivesse impedido de evoluir profissionalmente, ela não se arrependia de nada. Contudo, ainda lhe faltava o amor, mas ela não pensava naquilo por enquanto. Até porque todas as vezes que tentou, fora um tanto doloroso. O fato de ser mãe solteira sempre foi um dos principais motivos para que seus relacionamentos não progredirem. E desde que Alice nasceu, se relacionar amorosamente com outra pessoal se tornou muito mais difícil. Ela já havia sido abandonada. E duas vezes. Mesmo que Zelena, sua melhor amiga desde sempre, lhe falava que quando o seu amor chegasse, ele traria consigo todas as idealizações profissionais e emocionais que ela precisava ter. E Regina não era louca de discutir sobre as previsões de Zelena, que, de acordo com ela mesma, tinha uma sensibilidade sem igual. Mesmo assim ela não queria arriscar.

- Você sabe que horas são Henry? Nós já estamos atrasados. - Regina adentrou no quarto do filho, com Alice no colo e esbaforida como todos os dias.

- Já estou pronta, mamãe, que pressa é essa? Temos ainda alguns minutos. - disse calçando os tênis.

- E o trânsito não conta?. - perguntou.

- o colégio não é tão longe assim. - pegou a mochila empurrando a mãe para fora do quarto. - Vamos. Mas antes passaremos na Starbucks. Eu preciso urgente de um mocha. Não! Precisamos de duas, é um ótimo calmante.

- Henry, não vai dar tempo. - o garoto revirou os olhos.

- Vai, mãe. - saíram direto para garagem. Partindo para o colégio.

Assim que estacionou em frente ao colégio, Henry saiu correndo equilibrando seu mocha que, mesmo reclamando ela comprou.

- Bom dia, filho. Não esqueça que Eloise vira busca-lo hoje. - gritou, Eloise era a babá, encarregada de buscar seus filhos em seus respectivos colégios e cuidar enquanto ela trabalhava, então viu a coordenadora vindo em sua direção.

- bom dia Regina. - Úrsula comprimentou e sorriu para a pequena Alice sentada na cadeirinha

A morena suspirou.

- olá Úrsula, em que posso ajudá-la?. - perguntou de dentro do carro.

- diretora gostaria de falar com você.

Regina suspirou com Alice em seu colo quando Ingrid White sentou de frente para ela, no escritório da diretoria.

- bem, você sabe que seu filho é um dos melhores alunos de sua turma, Henry é um exímio matemático e um líder nato.

- mas... - Regina interrompeu.

- eles não poderá continuar nesta instituição. - informou.

- e por que?

- você sabe que eu sempre admirei e admiro seu esforço como mãe solteira para sempre manter os pagamentos em dia, mas eu simplesmente não posso continuar com seu filho aqui, como sabe nossa instituição prega pela família tradicional americana.

- conservadores... - desdenhou.

- Alguns pais sabem e não se importam, contudo existem aqueles que pregam pelos bons costumes. E não querem que seus filhos convivam... como posso dizer. - analizou as roupas de Regina, que vestia uma saia cintura alta com uma enorme fenda na coxa e uma blusa com decote generoso. - não é essa imagem que queremos para nossa instituição. - explicou com um sorriso amarelo nos lábios. - eu estive conversando com a senhora Von Horns e...

- espera, Kristen Von Horns?. - Regina gargalhou. - é tudo sobre dinheiro, não é.

- entenda, ela é a nossa principal beneficiadora.

- eu não quero e não posso simplesmente tirar meu filho do colégio, ele sempre estudou aqui. - argumentou. - não é justo com ele, nem comigo. Por favor Ingrid, faça algo. Existe algo que eu possa fazer?

- bem... você poderia pagar o valor equivalente ao resto do ano letivo. Assim não teria como reincidir o contrato, lhe daria tempo para sair deste enlace. - suspirou, ela conhecia Regina e sabia de sua luta. - você sabe que eu sou somente uma diretora, a senhora Von Horns conhece os donos e somente assim eles estariam de mãos atadas. Eu realmente quero ajudar, então direi que não consegui falar com você, mas tem até o final da semana para realizar esse pagamento. Seria lastimável a escola perder um aluno como Henry.

- eu vou conversa com a senhorita Von Horns. - segurou as mãos da mulher. - muito obrigado.

No caminho para creche de Alice, a morena questionava o quão baixa kristen poderia ser. Se arrependerá amargamente por ter se envolvido com a mulher, que se tornou totalmente obsessiva por ela. Se arrependeu amargamente por ter aceitado as investidas da mulher. No começo Kristen era tão compreensiva e não se importava com o fato dela ter dois filhos, além de ter sido uma das poucas mulheres com quem se envolverá. Mas ela tinha que dar um jeito, Kristen iria pegar por ter mexido com os seus filhos.

Deixou Alice na creche, e ligou para Zelena, perguntando se poderia conversar, a ruiva trabalhava como chefe do setor financeiro do escritório de advocacia N&B à pouco mais de dois anos, e era a única poderia lhe ajudar e trazer alguma esperança.

- eu não acredito que aquela mulher teve essa coragem. - Zelena protestou, tirando os óculos de grau. - ela passou de todos os limites. E como você vai conseguir o dinheiro?

- eu não sei... primeiro tenho que conversar com ela. - suspirou vencida. - maldita seja a hora em que cedi as cantadas daquela mulher, eu definitivamente não nasci para o amor. Nem com homens, e muito menos com mulheres.

- Kristen quer que você recorra a ela, Regina. - Zelena olhou para a amiga. - que peça ajuda, isso significa ficar cada vez mais presa à ela.

- não vai ser a primeira vez que me sacrifico pelos meus filhos.

Suspirou com pesar. Vendo o desânimo da amiga, Zelena tratou de mudar de assunto.

- e a moça da confeitaria?. - perguntou com o olhar malicioso. E Regina sorriu ao lembrar.

- não há vi mais.

- quando isso acontecer à convide para sair. - a ruiva bateu palminhas eufórica. - sim, faça isso.

- eu não sei...

- você precisa sair Regina, beijar na boca. - então olhou nos olhos da amiga morena. - você mais do que eu, acredita no destino. E que coisas boas, acontecem para pessoas boas. O que é seu minha amiga está guardado, esperando a hora perfeita para se mostrar, basta você querer ver.

- eu amo você. - sorriu para Zelena, então conferiu as horas. Estava atrasada para o trabalho. - eu preciso ir, mesmo com o velho Gold viajando, eu preciso bater meu ponto naquele lugar.

Regina trabalhava como assistente no escritório de um velho advogado de Nova Iorque. Então se despediu da amiga e seguiu para o elevador, parada em frente as portas metálicas, pensou na loira que havia socorrido escabanada no chão. As poucas palavras que trocou com a loira, foram o suficiente para se sentir atraida.

De repente o barulho do celular lhe despertou.

- olá minha rainha. - disse a mulher do outro lado da linha.

- eu realmente quero falar com você, Kristen. - suspirou nervosa. - depois do que você fez. Qual única coisa que lhe pedi? Não envolva meus filhos nisto.

- me perdoe por isso amorzinho. - Kristen riu deixando-a mais nervosa.

- isso foi baixo Kristen até para você, resolva isso. Essa é a última vez que vou falar, me deixe em paz. A mim e meus filhos.

Gritou finalizando a chamada, foi quando as portas do elevador se abriram. Assim que seus olhos encontraram os da loira, ela sorriu e entrou na caixa de ferro.

- olá Emma.

Sorrindo presunçosamente a loira mapeou o corpo de Regina, que mordeu a ponta da língua ao sentir os olhos verdes queimarem sobre ela.

"Ela poderia me acostumar com olhares como esses". Pensou.

- eu realmente não esperava vê-la aqui. - Regina começou.

- essa é a minha empresa, eu sou a chefe. - disse convencida, vendo a morena lhe encarar surpresa. - nos poderíamos tomar um café. - sugeriu, mordendo lábio.

- eu não quero atrapalhar, somente vim visitar uma amiga que, coincidentemente trabalha aqui.

- morenas bonitas como você, nunca atrapalham.

Ela poderia tirar algum tempo de descanso, afinal já estava atrasada e alguns minutos a mais não fariam diferença.

Os dedos finos de unhas cortadas no tronco, seguravam o caneco de cappuccino com firmeza, ao seu lado uma mão também de dedos longínquo com unhas perfeitamente pintadas de preto seguravam a xícara de café. A loira havia acabado de explicar o quão difícil foi mudar a metodologia da empresa após assumir os negócios da família.

- foi realmente difícil, meu pai comandava tudo à braço ferro.

- depois de todos esses anos, ele aceitou?. - Regina questionou olhando fixamente para a loira.

- sim, ele sabe que o tempo passa, e que a empresa precisava se reinventar. Mas como todo velho resmungão, resolveu encrencar. - bebeu o cappuccino.

- tem irmãos?

- na verdade sim. Somos em três. - explicou. - Elsa é a mais velha, e não se interessou pelos negócios da família. Ela é uma desses médicos sem fronteira. - Regina percebeu o peito da loira infrar, orgulhosa ao falar da irmã. - e Rose, a caçula, ou como meus pais costumam dizer, o prodígio da família. Está se formando em direito, e daqui a alguns anos trabalhará comigo.

Houve um breve momento de silêncio, elas apenas conversavam através de olhares, até que Emma rompeu o silêncio.

- você senhorita Mills, tem irmãos?

A loira viu um pouco do brilho nos olhos castanhos se apagar.

- não, nem irmão...nem pai e mãe.

A loira notou que a perguntar havia afetado Regina.

- acho que sabe muito sobre mim? - disse num tom brincalhão.

- sei. .. - mordeu o lábio.

- sabe sobre o meu trabalho, minha família...

- não sei sua idade. -interrompeu. - eu tenho trinta e quatro.

- não, você não tem... - protestou. - oh céus! Lhe daria vinte e cinco. - Regina gargalhou. - é sério. Eu tenho vinte e nove.

- é uma bela mulher, Swan. - declarou olhando fixamente para Emma.

Por uma fração de segundos Emma se viu novamente enfeitiçada pelos par de olhos castanhos, olhar expressivo que parecia decifrar qualquer sentimento. Também havia um certo mistério em naqueles olhos castanhos, que Emma estava disposta a descobrir.

- gostaria de jantar comigo senhorita Mills?. - Emma perguntou ainda enfeitiçada. - tem algo nos seus cabelos macios, ou no lindos olhos castanhos, ou no quão linda você fica nesta roupa, que está me deixando intrigada. E muito atraída por você. Acredite, a muito tempo eu não me sentia assim.

Com os par de olhos verdes fixados aos seus, a morena não conseguiu negar. Estava completamente e irrevogavelmente atraída dela mulher loira.

- ELA TE CHAMOU PARA UM JANTAR. - Regina saiu do transe com o grito de Zelena, e logo percebeu que havia sido dito alto quando Henry chegou na sala e se jogou no sofá.

- você vai sair com alguém?

Mas graças a Deus, ela estava lúcida e respondeu sua pergunta prontamente.

- Sim, meu amor. Alguém que a mamãe está conhecendo, mas ninguém precisa saber disso, embora não esteja acontecendo nada, não é amiga?. - repreendeu Zelena com o olhar e lhe deu um cutucão de leve no braço.

-É. - disse a ruiva por fim, alisando o braço.

- não precisa se preocupar. - sorriu para a filho

- tudo bem. - disse saindo da sala.

Então Regina saiu do sofá, e sentou-se ao lado de Alice que brincava no chão.

- eu não vou. - decretou por fim.

- Por que, não?. - Zelena lhe observava calmamente com sua cabeça encostada na mão, enquanto a morena surtava.

- Eu... eu tenho medo da verdade. Ela me quer porque não conhece a verdadeira Regina. - respondeu desesperada.

- a verdade é, que você é uma mulher linda e inteligente, que acabou de ser presenteada com a chance de ser feliz. Esqueça o passado Regina, viva o agora.

- Eu não vou. Ligo para ela desmarcando.

Zelena revirou os olhos.

- Você conhece sua biografia melhor do que eu, e eu acho que ela não vai aceitar um não como resposta. Agora pare de chilique que ainda tenho uma massagem relaxante marcada. Você uma roupa pra escolher, e maquiagem. - a ruiva se levantou animada, enquanto Regina sentava praticamente chorando. - e não precisa se preocupar. Eu cuido dos meus sobrinhos.

- Eu não vou conseguir. - colocou seu rosto entre as mãos. - Emma é demais para mim.

- Vai sim, e vai se divertir. - então a ruiva paralisou. - espera... Emma? Emma Swan?

- sim.

- Emma Nolan Blanchard Swan, vulgo minha chefe e dona da N&B?.

- eu não colocaria assim, mas você falando desse jeito, torna tudo mais assustador.

- não se preocupe com isso, o pior que pode acontecer é você descobrir que ela tem mal hálito.

- isso ela não tem. - Zelena revirou os olhos.

- ou beija mal.

- acho pouco provável. - a morena balançou a cabeça e se levantou arrumando o cabelo. - Ela é inteiramente gostosa. - sorriu maliciosa.

- eu não acredito que vai sair com a minha chefe. - gargalhou. - Mas isso não importa, vamos trabalhar, eu tenho massagem com uma gata asiática, e a boneca aqui precisa se produzir. - disse caminhando até a porta.

- que Deus me dê a coragem que necessito…

- Amém. - Zelena gritou saindo porta a fora.



Notas Finais


Então?! Me deixem saber o que estão pensando.
Até mais.
❤💛


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