História Abalo (Oliver x Reader) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Minha primeira tentativa de escrever uma estória com temas eróticos.

Porém, o lindo e precioso Oliver vale todo o esforço.

A fanfic a seguir contém cenas recomendadas para maiores de 18 anos e revelações do enredo do manga de Yakusoku no Neverland (The Promised Neverland).

Se você é menor de idade e/ou não quer receber spoilers do que acontecerá nos próximos arcos do anime, então, não leia a estória abaixo.

Para os maiores de 18 anos, que não se importam com spoilers ou já leram o manga, boa leitura!

Capítulo 1 - I - Abalo


Ele lentamente arrastou a língua pelo seu pescoço.

Um arrepio desceu por suas costas e um suspiro atravessou seus lábios.

- O... O-Oliver... Nós n-não deveríamos...

Qualquer que fosse o seu protesto, foi silenciado por uma leve mordida do jovem de 17 anos em seu colo, as fortes mãos dele apertando suas coxas.

Seus batimentos cardíacos aceleravam avassaladoramente de uma forma que nem as batalhas de vida ou morte em Gold Pont jamais causaram . Não era capaz de pronunciar nada mais do que entrecortadas expirações.

Repentina, Oliver espalhou uma fervorosa trilha de beijos desde seu ombro até a linha de seu maxilar.

Os lábios dele era tão ágeis e quentes - não ficaria surpresa até se caso deixassem queimaduras em sua pele - que levaram você a enterrar os dedos na grama orvalhada logo abaixo de si, numa desesperada tentativa de conter a extensa

Você mal poderia dizer nem para si mesma como aquela situação havia começado.

Em um momento, você estava voltando para o acampamento onde Emma, Ray e as outras crianças haviam erguido naquela noite.

Você havia passado algumas horas em ronda, deixando que a fúria e ódio fossem o combustível que a movia enquanto exterminava com suas katanas cada demônios selvagem que aparecia em seu caminho, tão velozmente que nenhum deles teve sequer chance de detectar sua aproximação.

Você havia deixado que os sangue daqueles monstros inescrupulosos caisse no lugar das lágrimas que não conseguia mais suportar. Que eles sentissem naquelas lâminas que os perfuravam uma ínfima fração da dor que já trucidava você por dentro. Que aquelas repugnantes bestas nunca mais vissem a luz do dia...

Assim como nunca mais veria as faces de Yuugo e Lucas. Os únicos pais de verdade que você já havia tido.

Todos estavam sofrendo pelas perdas deles e de outros de seus irmãos. Forçados a seguir em frente mesmo com o coração em pedaços cortando seus peitos.

Foi, então, você havia notado a silhueta atlética e imponente de Oliver encostada em uma árvore.

Já era o por do Sol, tornando difícil distinguir muita coisa na paisagem ao redor, porém...

Porém, bastou ver a forma com que a franja dos belos cabelos alvos e camim dele - aos quais a esplêndida mistura de colorações sempre fascinou você desde a primeira vez que o vira - caia sobre o rosto dele lhe lhe cobrindo os olhos, o levíssimo tremer dos largos ombros dele; para que você sentisse seu próprio coração partir-se novamente.

Você nem notou seus pés se mexerem. Mas, de repente, estava junto de Oliver.

Os braços firmemente ao redor dele, embalando-o com a intenção de ser o pilar dele agora que esse jovem desabava em lágrimas, sussurrando-lhe suavemente doces palavras ao pé do ouvido.

Então, Oliver murmurou seu nome com a profunda voz mais grave que o normal. Um forte e quente braço envolveu sua cintura, enquanto a mão livre dele enterrou-se em seu cabelo, puxando-a contra ele.

E agora ali estava vocês, ocultos na penumbra da floresta feito dois secretos cúmplices da escuridão, todas as suas peças de roupa jazendo esquecidas em algum local ao lado.

Era difícil ter noção da passagem do tempo ou lembrar dos riscos quando estava mergulhada no abraço de Oliver do qual faria qualquer coisa para nunca mais deixar, as estonteantes e maravilhosas carícias dele em cada centímetro de seu corpo.

Você mal podia vê-lo naquele breo, contudo, estava se afogando naquele mar de prazer enquanto cada suave ou intenso toque dele dissolvia sua pele em fagulhas.

Obviamente uma garota de 15 anos que havia passado a vida inteira isolada dentro de um orfanato e depois enviada para um campo de caça de seres humanos onde descobriu que toda a sua vida fora uma mentira tendo que lutar contra democracia canibais para sobreviver, não teria nenhum jeito de ter experiências nestas coisas.

Já ter estudado aspectos básicos de biologia humana não dava nenhum auxílio nesta situação prática. Você não fazia a menor ideia do que fazer, somente podendo deixar que Oliver a levasse mesmo que cada fibra do seu ser clamasse tão enlouquecida e irremediavelmente por ele.

Você havia passado tanto tempo simplesmente se esforçando com tudo que tinha para sobreviver mais um dia, que nunca havia meramente já pensado que viveria para ter um namorado ou chegar a ter um momento íntimo destes com qualquer pessoa.

Ainda assim, você percebeu com um misto de surpresa e resolução, você queria Oliver mais do que jamais quis qualquer coisa em toda vida.

Suas costas instintivamente se arquearam para trás quando ele delicadamente apertou um de seus mamilos entumesidos e introduziu um dedo inteiro no espaço entre suas pernas, já tão úmido que o permitiu fazer isso.

Ele moveu de forma intensa e lenta o dedo em sua intimidade, testando com cuidado e habilidade cada efeito que você expressava com isso, ainda continuando a massagear seus seios e beijar cada centímetro de seu rosto.

Isso fez você sentir como se brasas acesas se acumulassem em seu ventre até se desfazem em uma arrebatadora vibração que percorreu seu corpo.

E você aprendeu que era isso o que significava atingir o clímax.

Você jogou a cabeça para trás, um alto gemido aflorando por você sem se lembrar a razão de dever conte-lo.

- Shhh... - Oliver silenciou seus lábios com os dele.

Beijou-lhe ardente e desesperadamente. Como se ele pudesse retirar todo sofrimento e tristeza que dilaceravam impiedosamente a alma dele, pressionando assim a boca na sua.

Antes que pudesse terminar de processar o que ocorria, seus músculos se contrairam com a aguda pontada de dor que atravessou você quando Oliver, sem saber que precisaria avisar, enterrou-se dentro de você.

O beijo dele agora abafou seu grito surpreso.

- Você está bem? - Você pode sentir a imensa preocupação com seu bem estar e genuína confusão na voz dele, quando ele separa apenas milimetros o bastante a face da sua para poder perguntar isso. Oliver, às cegas no escuro, delicadamente afastou as mechas de cabelo grudadas na pele suada de você e colou suas testas. O corpo enrijecido dele mostrou o quanto ele estava lutando com a dificuldade se controlar naquele instante.

Ele também queria tanto você. Talvez até uma fração do incalculável e condenador desejo que você tinha por ele!

Obviamente, ele era ainda mais inocente do que você quando o assunto era intimidade física com alguém. Como uma criança criada tão alienada da verdadeira realidade do mundo como ele fora poderia saber como verdadeiramente poderia ser a primeira vez para cada pessoa?

Tamanha atitude de apreço que Oliver demonstrou por você - acima de qualquer necessidade física dele - fez com que você sorrisse radiantemente.

- Nem precisava perguntar algo assim - Você riu, com suavidade. - Oliver, você sabe mesmo como levar uma garota ao céu. Tem certeza que é virgem?

- Ahn?? Não diga algo assim! - Ele exclamou, quase travando de constrangimento. Mesmo que você fosse do tipo de garota que jamais ficava envergonhada, a verdade era que Oliver estava completamente corado.

E ainda assim você sentia a agonia e sofrimento reprimidas emanando do fundo dele...

Ele escondeu a face na curva de seu pescoço, apoiando o peso do forte corpo dele nos cotovelos para não esmagar você enquanto voltava a se mover.

Você mordeu o lábio para conter mais gemidos que insistiam em querer escapar ao sentir Oliver pressionar seus corpos à cada profunda e forte estocada.

O que exatamente você deveria estar fazendo? Como proporcionar a ele a mesma extasiante sensação com que você estava sendo agraciada?

Sua mente estava cada vez mais nublada pelas inebriantes ondas de prazer que derretiam suas terminações nervosas.

Seu peito subia e descia com a respiração engatada. Você deslizou seus dedos pelo esguio e musculoso torso de Oliver, a pele tão surpreendentemente firme que não cedia mesmo ao mais bruto agarrar, até os enterrar na base das costas dele. Cada centímetro do seu ser estremecia com a delirante e arrebatadora sensação que pareceu a elevar do chão quando você atingiu mais um orgasmo.

Você ergueu os olhos para o fundo de veludo negro pontilhado de brilhantes que era o límpido céu noturno, parecendo incrustado com uma profusão muito maior de estrelas naquela momento.

- Eles... t-todos... - Você sentiu seus cabelo ser banhado de lágrimas enquanto o sussurro de Oliver se estilhaçava feito um cristal em mil pedaços. Automaticamente, você o puxou para ainda mais próximo de si e suavemente afagou suas lisas mechas. - Todos eles se foram. Tirados de nós tão brutalmente, sem nenhum preparo ou qualquer droga de alerta que fosse antes! Ah... ninguém teve a menor chance de se despedir... e agora nunca mais poderemos ver seus rostos...

Tudo que você pode fazer foi continuar o abraçando de uma forma que era impossível dizer onde um começava e o outro terminava, deixando que ele freneticamente a penetrasse num angustiado impulso de apagar todo o abalo e martírio que ferroavam seu espírito, desejando poder tomar para si todo o peso e aflições que ele carregava nos ombros, naquele momento.

Doeria menos do que ver Oliver assim.


Notas Finais


História escrita de fã para fã, sem fins lucrativos e sem comprometer em nada a obra original.

A imagem da capa não é de minha propriedade. Crédito total ao devido artista.

O universo de Yakusoku no Neverland e seus personagens pertencem a Kaiu Shirai e Posuka Demizu.

A trama desta fanfic pertencem a mim.

Você pertence a sua própria pessoa.


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