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História Abnegação. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Seja bem-vinda de volta, Margo.
Espero que desfrute do capítulo.

Capítulo 2 - Segundo.


Fanfic / Fanfiction Abnegação. - Capítulo 2 - Segundo.

Abnegação.

"Dedico esse capítulo a você, 

Margo."

[...]

Haviam coisas que Margo Malfoy odiava e certamente, aquela era a pior de todas naquele momento.

As suas botas estavam cheias de lama. O seu vestido branco de seda estava húmido e com as partes inferiores completamente sujas de lama, e como se não fosse o bastante, o céu outrora azul aos poucos banhava leves traços de cinza.

Perfeito! Iria chover.

Revirou os olhos em frustração.

— Eu ainda não sei o porquê de usarmos esse caminho.

Reclamou pela enésima vez torcendo de leve a sobrancelha. O riso estonteante e animado do homem a sua frente soou em seus ouvidos.

— Eu pensei que você fosse mais inteligente que isso Malfoy. — Por mais que ele estivesse de costas, Margo sabia que ele continuava com o sorriso presunçoso em seu rosto. — Não podemos andar por vias normas. Você deveria saber disso.

Certo.

Não que fosse algo realmente admirável, mas infelizmente os meios normais para chegar ao centro do continente não estavam mais disponíveis, uma vez que as estradas de terra batida estavam completamente lotadas de soldados do reino de Amergadon que proibiam a entrada de qualquer pessoa no reino.

— Eu ainda não entendo o porquê.

Parando e levantado uma de suas sobrancelhas, Jassura a observou com o semblante curioso.

A Malfoy continuou.

— Não sobre o caminho, mas sim sobre o que esta acontecendo. — Avançou em seu caminho ultrapassando o homem que ficava para trás, ainda com a sua sobrancelha erguida, confuso. Revirou os olhos, incrédula. — Sobre usarmos a droga desse caminho.

— Eu achei que você já sabia disso. — Retrucou ele pegando em seu braço e olhava para o topo da parede relativamente grande.

Espera. Eles iriam escalar aquilo?

Jassura tomou avante em seu caminho escalando a parede ingreme e húmida do lado oeste da floresta. A mata densa do verão intenso contribuía para isso, e junto com a chegada da chuva, parecia que as coisas estavam só piorando.

E isso se confirmou quando sentiu algo gelado tocar o seu rosto, seguido de muitas outras.

Perfeito. Estava chovendo.

— Sobe logo.

Olhando para cima, viu que ele já se encontrava no topo da colina.

— Isso não responde a minha pergunta. — Resmungou irritada.

— Pare de reclamar e se concentre em não cair. — Respondeu ele procurando por algo lá no topo. Não fez menção de tentar escalar a grande parede, seria uma loucura. Voltando ao seu campo de visão, ele tinha um sorriso no rosto depois de encontrar o que tanto procurava. — Aqui, pegue.

Ele jogou uma corda em sua direção ao qual, relutantemente pegou.

Levantando a parte superior de seu vestido, começou a escalar a parede ingrime e agora, escorregadia.

Graças a sua maravilhosa ideia de colocar todo o peso das bagagens com o homem já no topo, não teve muita dificuldade de escalar, embora a chuva que a cada momento se intensificava a quisesse contrariar.

Quando chegou no topo, teve a ajuda dele para se firmar no solo, embora a sua roupa branca estivesse agora completamente suja.

— Droga. Que merda.

Ele riu dela enquanto colocava as bagagens em suas costas e pegava as duas malas pequenas em ambas as mãos.

— Da próxima vez lembrarei você de não usar… Isso. — Ele sorria animado em meio a chuva. Olhando para ela mesma, grunhiu frustrada ao ver que o seu precioso vestido estava completamente sujo.

— Cala essa maldita boca e vamos logo. — Respondeu irritada.

— Pensei que você queria saber o porquê de estarmos usando esse caminho. — Retrucou ele olhando para o outro lado.

Seguindo o seu olhar, deparou-se com o caminho de terra batida latada de vários soldados a cada centena de metro.

Torceu a sobrancelha ainda confusa.

— Não pensei que fosse algo realmente sério. — Contatou depois de olhar para a estrada de terra batida ao longo da trilha distante.

— Eu só não esperava que fosse tão restrito o controle sobre esse lado da fronteira.

Respondeu enquanto também analisava a distribuição dos soldados ao longo de toda a extensão da estrada.

Todos os pontos principais de passagem estavam protegidos por vários soldados, o que de fato não era muito satisfatório para os seus planos.

— Da última vez que passei por aqui, isso não estava assim. — Margo desviou os seus olhos da estrada ao longe voltando o seu olhar para ele. — O que aconteceu para tudo estar assim?

— É uma história complicada.

— Pois bem, me conte. — Respondeu a Malfoy cruzando os braços.

— Não aqui. — Disse ele andando. — Vamos, eu conheço uma fonte termal por aqui. Vai dar para passar a noite.

— Certo. — Respondeu enquanto o seguia. — Você disse uma fonte termal?

Ele sorriu novamente.

— Eu conheço várias coisas Margo. Não deveria estar surpreendida.

O que de certo modo, não era mentira. Mas ainda assim, tinham vezes que ele parecia convencido demais. Aquilo era, de certa forma, irritante.

Preferia ele com febres. Era mais comportado e silencioso.

— As vezes me esqueço que você é irritante. — Sussurrou colocando uma capa de chuva que lhe foi entregue.

Caminharam por longas horas, mas ficou satisfeita quando chegaram no local. Era belo demais.

A caverna era extensa e bem abrangente, onde tinha uma cama feita com instrumentos rudimentares. Na parte mais extrema e seca, tinham alguns galhos de lenha seca de vários tamanhos junto de algum carvão mineral que estava dentro de um saco, mostrando que obviamente alguém passou um longo tempo por ali.

Quando olhou para Jassura, o viu colocando as tralhas por cima de alguns ramos verdes no local mais interno da caverna.

— Bem que você poderia colocar essas coisas na sua sacola, não? — Reclamou enquanto se esticava.

O estalar dos ossos de suas costas foi a resposta.

— Eu o faria se ainda tivesse espaço. — Respondeu a Malfoy acompanhando ele em uma caminhada para o interior da caverna enquanto os seus olhos vagavam por aquele local novo.

Estava curiosa.

— Encontrei esse local quando fugia de soldados de Amergadon a dois anos atrás. — Disse ele, provavelmente animado. — Desde então, tenho usado esse sítio como local de hospedagem em meus dias de viagens.

Margo apenas olhava para todos os lados realmente impressionada. A cada vez que avançavam, parecia de estavam descendo. E o local ficava mais quente e acolhedor, diferente do frio na entrada.

— Você deveria ter-me contado sobre isso. — Sussurrou.

Ele parou e olhou para trás, notando ela com o terrível vestido de seda sujo e com os cabelos molhados.

— Não era importante. — Respondeu, simplesmente.

Aquilo a irritava. Os rodeios desnecessários que ele dava a deixavam completamente extasiada, e algumas vezes com raiva.

Não foi diferente dessa vez, pois ele a ignorou, a deixando sem respostas, novamente.

Foram apenas mais alguns minutos de caminhada e chegaram a um local completamente quente e confortável. A água natural ao fundo da caverna lhe pareceu bastante convidativa. Ignorando a presença de certo homem irritante, começou a se despir.

Retirou o extenso vestido de seda que lhe cobria, seguido das roupas intimas. Caminhando suavemente, sentiu um arrepio quando tocou na água. Um suspiro escapou de sua boca quando teve o seu corpo completamente envolto pela água quente.

Respirou profundamente sentindo todos os seus músculos relaxarem, a tensão de seu corpo baixar e a sua temperatura aumentar.

— A filha do rei Luiz II de Amergadon foi morta a quinze dias.

Pela primeira vez depois dele a ter ignorado ele se pronunciou. Margo parou por breves instantes enquanto processava aquela informação.

Voltou os olhos para ele que continuava parado a observando.

 — E, Margo. Eles acham que foi uma bruxa que fez isso.

Depois disso, o seu coração falhou uma batida.



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