1. Spirit Fanfics >
  2. Abnegação. >
  3. Terceiro.

História Abnegação. - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Fernanda. Era esse o seu nome.

Capítulo 3 - Terceiro.


Fanfic / Fanfiction Abnegação. - Capítulo 3 - Terceiro.

Abnegação.

“Dedico esse capítulo a mulher mais forte que eu conheço.

Luciana.”

[…]

Aquilo deveria ser impossível.

Principalmente pelo fato de que a única bruxa naquela região ficasse no topo das montanhas e muito distante das terras férteis do reino de Amergadon, mas também pelo fato de que ela não seria capaz de matar alguém.

Os seus olhos percorreram vagarosos por toda a extensão da fonte enquanto a sua mente tentava processar esse pequeno detalhe.

Seria ela capaz de matar alguém?

Foi então que os seus olhos se cruzaram novamente. A incerteza beirava em seu olhar reluzente.

— Você acha que isso é verdade?

Ele sorriu despreocupado enquanto dava meia volta.

— Não se preocupe tanto com isso Margo. Quando terminar me avise.

Margo grunhiu levemente. Odiava quando ele não respondia ao que ela o perguntava, e isso só piorava quando mais coisas aconteciam ou quanto mais ela sabia.

Não queria duvidar dele, confiava a sua vida a ele. Mas, eram esses pequenos detalhes que a deixavam frustrada.

Até quando é que ele iria esconder as coisas dela?

Até quando é que ele ficaria a dando rodeios?

Até que ponto ele confiava nela?

E principalmente. Ate que ponto a confiança que ela tinha nele iria durar?

Olhando para a água, se deparou com o mesmo vazio de sempre. Pois só ele é que poderia esclarecer as suas dúvidas.

Suspirou pesadamente enquanto mergulhava ainda mais naquela bacia de água morna. Fechando os olhos, rogou aos deuses para que tudo aquilo não fosse verdade.

Pois por causa daquilo as suas irmãs agora corriam perigo.

[…]

Depois de caçar uma ave das montanhas, a primeira coisa que fez quando chegou na entrada da caverna foi ir pegar alguns galhos de lenha seca com carvão para acender uma pequena fogueira. Felizmente, tinha os materiais necessários para fazer fogo.

Vasculhando os seus bolsos, franziu o cenho ao constatar que estava sem o seu isqueiro. Grunhiu irritado ao se lembrar que Margo é que tinha organizado a bagagem, e que as suas coisas estivessem provavelmente naquela maldita bolsa mágica.

— Perfeito.

Agora estava sem a forma mais viável de acender a sua fogueira.

Olhando por toda a extensão da parte superior da caverna, sorriu ao encontrar alguns fiapos de palha seca.

— Isto deve servir. — Sorriu animado.

Juntando o amontoado de lenha junto de um pouco de carvão mineral colocando por cima o pouco de palha seca que tinha encontrado, começou o seu esquema.

Pegando duas pedras lascadas, friccionou elas criando atrito suficiente para geral calor. Depois de longos e árduos minutos lutando com elas, viu uma faísca tocar na palha seca. Foi rápido demais. A chama ascendeu rapidamente enquanto a lenha queimava de igual maneira.

Sorriu animado e entusiasmado.

Tinha fogo.

— Não precisa agradecer.

A voz da Malfoy soou em seus ouvidos. Contorcendo as sobrancelhas em leve confusão, deparou-se com ela enrolada em sua toalha.

Espera. A sua toalha?

Piscando atordoado, percebeu que foi ela que acendeu o fogo com sua magia.

— Não precisava de ajuda. Eu dava conta do recado.

— Hm, sei. — Respondeu simplesmente.

Pegando em uma peça de roupa em uma das grandes malas que outrora Jassura carregava, vasculhou ela em busca de uma roupa decente. Enquanto isso, Jassura lhe deu as costas fingindo fazer qualquer coisa com o fogo. Mas no fim de tudo, estava apenas fazendo a limpeza de sua presa de caça. Coisa que não demorou a terminar.

Achando o seu item não muito relevante, vestiu a blusa masculina que lhe caiu como um vestido. Retirando algumas de suas roupas exclusivas — tal como o vestido branco de seda que agora estava completamente sujo, junto de algumas outras roupas “femininas” —, o resto de suas roupas se resumia a blusas grandes e sem mais utilidade de Jassura.

A blusa masculina chegava quase os seus joelhos, junto das calças largas que usava a deixavam com um visual bem estranho.

— Pode ir para a fonte. Eu fico aqui preparando algo para comer. — Disse para ele que nada fazia para além de brincar com fogo.

Se aproximando da fogueira, deparou-se com o mesmo sorriso divertido e olhar estonteante dele.

— Tem mesmo certeza?

Levantando a sobrancelha em dúvida, ele alargou ainda mais o seu sorriso. Ela resmungou.

— Vai logo, imbecil.

— Certo, certo. — Saiu dali a contragosto. — Só tente não queimar demais a comida.

Era só o que lhe faltava. Antes que pudesse fazer algo, ele escapou caverna abaixo em direção a fonte termal.

Limitou-se apenas a xingar ele em todas as línguas que conhecia. Quem ele pensava que era para duvidar de seus talentos na cozinha?

Pegando a ave que Jassura tinha caçado, temperou ela com algumas ervas que trazia como um de seus suplementos guardados em sua bolsa.

A colocando em uma espetada, cozinhou ela por longos minutos.

Quando terminou de assar a carne, Jassura já havia terminado a sua estadia nas fontes termais.

— Isso me parece com um bom aspeto! — Sentou ao seu lado empolgado. O seu estomago concordou com a sua opinião.

Margo sorriu divertida.

— Pensei que duvidava de meu talento como cozinheira.

Os olhos dele alargaram-se, surpresos.

— Eu? — Fingiu uma falsa ofensa. — Ora essa, Margo. Não me diga que ficou ofendida?

O sorriso divertido dele demonstravam a sua intenção. Por vezes Jassura lhe parecia um livro aberto, e outras no entanto, um livro fechado sem nome na capa.

Ela torceu as sobrancelhas a contragosto, tirando o seu jantar cozido perfeitamente. Bem, até que estava com um bom aspeto.

Cruzando as pernas e colocando um grande folha verde em seu colo, depositou a carne nela sob o olhar cauteloso de Jassura.

Margo sorriu divertida enquanto começa a degustar de sua maravilhosa carne enquanto Jassura a observava.

— Você não esta pensando em comer isso sozinha, está?

Ela sorriu se divertindo um pouco com a insistência dele, mas ainda assim estava zangada com ele.

A observando acabar a carne, Jassura se pronunciou histérico novamente.

— Ei, Margo. O que eu vou comer?

Se levantando e sorrindo como se ele perguntasse o óbvio, a Malfoy se pronunciou.

— Hoje você fica sem comer.

Sorriu satisfeita ao ver o olhar aterrorizado dele.

Aquela era a punição por ele esconder algo dela.

Só assim é que ele iria entender que esconder as coisas dela não era a melhor decisão a se tomar.

— Você não está falando serio…

O pior de tudo, é que ela estava.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...