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História Abord the Praimfaya - Capítulo 4


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Notas do Autor


Notas:<br />Oie o/ <br />Então, me desculpem pela demora. Eu tava tentando deixar esse capítulo menos pesado e por isso precisei re-escrever ele um bilhão de vezes. E re-escrevendo percebi que tem muita coisa, muita cena que eu escrevo e simplesmente tiro do capítulo final... queria saber se vocês tem interesse em ler essas cenas. Se a resposta for positiva, eu provavelmente vou fazer um compiladinho no wattpad e postar lá os detalhezinhos que eu não coloco aqui. Era só isso mesmo, boa leitura. Não esqueçam de votar e comentar.

Capítulo 4 - Capítulo 04


Fire Lily

Os olhos verdes brilhavam de raiva, o ar entrava ardendo em seu pulmão e naquele momento tudo o que queria enxergar era o sangue de Nia jorrando. Não se importava com o risco que correria, com o dinheiro que perderia, com os guardas do castelo... ela não se importava com absolutamente nada. Ninguém iria mexer com sua família e sair disso impune. Ninguém. Nem mesmo a rainha. Suas mãos tremiam e seus olhos estavam brilhantes por conta das lágrimas que ela se recusava a deixar cair, não conseguia acreditar na imagem que seus olhos captavam.

A cabeça de Costia estava ali, completamente paralisada no tempo, presa no último momento que havia vivido. Seus olhos encaravam o céu, seus lábios estavam rachados pelo frio, sua feição era séria e desafiadora indicando que não tinha caído fácil, seu sorrido convencido continuava ali e seus cabelos ruivos estavam bagunçados e soltos. Livres, como ela não poderia mais ser.

– Me desculpe... – A capitã disse com a voz trêmula, precisando respirar fundo para se manter firme. – Me desculpa por... – Molhou os lábios retirando a cabeça da caixa e a colocando cuidadosamente sobre um tecido providenciado por um de seus homens, não iria deixar a Nação do Gelo ter controle daquilo por mais nenhum segundo. – Por não ter te protegido... como eu prometi que iria.

Lexa permitiu que seus dedos se perdessem naqueles fios ruivos, se lembrando de todas as vezes que precisou fazer aquele mesmo gesto para que Costia conseguisse dormir em paz. A capitã fechou os olhos deixando a enxurrada de memorias lhe invadir, sentia como se seu coração tivesse sido retirado de seu peito e não havia palavras suficientes para descrever a dor que estava sentindo.

– Me desculpa ter falhado com você. – Sussurrou sentindo uma lágrima teimosa escapar, logo sendo seguida por diversas outras. – Me desculpa por ter deixado isso acontecer com você. Por favor, eu sinto muito.

Os olhos verdes estavam fixos naqueles olhos azuis que haviam sido congelados no tempo. Costia ainda tinha tanto para viver, tantas aventuras para escrever e tantas descobertas para fazer. Não era justo. Lexa era quem deveria estar ali, não ela. Ela não merecia aquilo.

– Heda... – Broomley murmurou tentando se aproximar, ele já havia lutado ao lado da “flor de fogo” e sabia como ela era importante para a morena.

– Não! Não agora! – A capitã murmurou limpando o rosto com violência em uma tentativa falha de se manter firme. – E-eu... eu preciso... Clarke, preciso falar com ela.

Suspirou com calma antes de caminhar até a mesa onde estava a alguns minutos. Um passo de cada vez, forçando seu corpo a se manter de pé. A comandante já havia lutado em diversas batalhas, mas aquela parecia a mais difícil de todas pois assim que seus olhos encontraram o de Clarke seu corpo simplesmente congelou. As irmãs Griffin tinham os olhos tão infinitos como o céu, eles brilhavam em uma intensidade única e ser a portadora da notícia que um deles havia se apagado lhe fazia perder o ar.


– Tem alguma coisa errada, não é? – Clarke se pronunciou ao notar o vazio nas expressões da capitã.


– Nós podemos conversar lá em cima? – Suas palavras soaram vazias, mas não havia outra forma. Como sua voz poderia demonstrar algo se por dentro tudo o que sentia era silêncio? O silêncio de alguém que foi calado cedo demais. A capitã não aguardou resposta e seguiu seu caminho pela escada até o quarto no fim do corredor. – Acho que você vai preferir se sentar.

– Você está me deixando nervosa. – A atendente murmurou, mas seguiu o conselho e se sentou na cama, imaginava que algo estava errado pela expressão irritada e culpada no rosto da capitã. – O que aconteceu?

– Eu lhe contei que Costia foi quem liderou a invasão na ilha. – Lexa começou, se sentando ao lado da loira. – Ela estava planejando um golpe contra a rainha e a melhor forma de começar isso seria libertando aqueles prisioneiros.

–Sim... por que está voltando nisso?! – Clarke murmurou, sentindo seu peito apertar por algum motivo. Sua irmãzinha não podia ter se machucado, ela estava bem. Tinha que estar.

– Costia se manteve no território de Azgueda depois da invasão. – A capitã continuou. Se parasse agora, não teria mais forças para continuar falando. – O Drage serviu como primeira linha de defesa aos prisioneiros, enquanto a atenção estava neles o resto da frota servia como passaporte para aquelas pessoas.

– Lexa... – A voz da loira estava fraca, seu coração batia acelerado e as palmas de suas mãos estavam suando. Ela já sabia o que havia acontecido, mas se recusava a acreditar que seu raciocínio estava correto. Aquilo não podia estar acontecendo, era apenas uma brincadeira de péssimo gosto.

– O navio foi atacado. – A morena suspirou, um bolo se formando em sua garganta. Ainda não estava pronta para dizer aquelas palavras, talvez nunca estivesse.

– Não... – Clarke murmurou, lágrimas escorriam por toda sua face e seu corpo tremia em aflição. As palavras de Lexa eram como navalhas que faziam cortes profundos por todo seu corpo, cortes que queimavam como fogo e criavam um caminho por onde a dor podia entrar livremente. – Por favor, não.

– Eu... –A voz da capitã cessou quando o corpo da loira se chocou com o seu. Naquele instante, tudo que sua mente conseguiu fazer foi ordenar que seus braços a envolvessem para retirar um pouco da dor. Ela sabia que não adiantaria, não havia nada que pudesse ser dito para aliviar aquele sentimento, não haviam orações ou desculpas suficientes. Nada a impediria de chorar, gritar ou de desafiar os quatro ventos. Nada lhe faria sentir completa novamente, mas os braços da capitã envolta do seu corpo, poderiam fazer ela se sentir menos sozinha. E era nisso que a morena se segurava.

Lexa se manteve ali por horas, o corpo colado no de Clarke e as mãos envoltas em seus cabelos em um carinho reconfortante. Estar ali mantinha seus pensamentos calmos, impedia que seu coração tomasse o controle e evitava que agisse por impulso, mas não evitava lembranças e definitivamente não apagava a dor que estava sentindo. Ela sabia que precisava ser forte, porque se Clarke caísse... ela definitivamente iria ruir e não sobraria nada além de cinzas. Quando as lágrimas da loira finalmente pararam, a capitã se afastou alguns milímetros ousando mergulhar no oceano que Clarke mantinha no olhar. Suas águas estavam turbulentas, mas foi dali que conseguiu retirar a força que precisava. 

– Eu vou preparar um banho e arrumar algo para você comer. – Disse com a voz calma dando um sorriso fraco e acolhedor. – E depois vai tentar descansar um pouco.

A atendente apenas suspirou fraco antes de afirmar com a cabeça, não sentia que era capaz de responder verbalmente. Observou enquanto Lexa se encaminhava até o banheiro e não ousou se mover, sabia que se tentasse algo iria acabar desabando novamente. Não soube por quanto tempo esperou, mas quando viu a morena novamente um cheiro de rosas já estava invadindo o ambiente.

– Eu não sei se consigo... – Clarke murmurou sentindo seus olhos se inundarem novamente.

– Você consegue. – Respondeu se sentando ao seu lado. – Eu sei que parece que seu mundo desapareceu, mas... você só precisa dar um passo de cada vez. Ok?!

– É isso o que você está fazendo? – Questionou, sentindo os dedos quentes de Lexa limparem uma lágrima que havia caído pelo seu rosto.

– Não... – Disse ajudando a loira a se levantar, não gostaria de continuar aquela conversa. Precisava ser forte por Clarke, aquele não era o momento para colapsar... não era o momento de sentir. – Vamos, um pouco de cada vez.

Elas caminharam até o banheiro onde Lexa havia acendido algumas velas e fechado as janelas, algumas pétalas de flores estavam misturadas na água e óleos aromáticos ajudavam a manter o lugar calmo. A banheira feita de madeira estava cheia com água morna e Clarke não se recusou a enfiar seu corpo ali, sabia que precisava relaxar e compreendia que aquilo estava sendo difícil para as duas. A capitã tentou iniciar uma conversa, mas era como se o silêncio estivesse sugando um pouco de si a cada palavra que tentava dizer então depois de alguns minutos achou melhor se retirar.

Assim que saiu do banheiro suspirou com calma, sentindo um peso extra sob seus ombros, ela sabia que não precisava fingir com Clarke, mas aquele não era o caso com os seus homens. A morena respirou fundo antes de descer novamente aquelas escadas, estava tentando jogar tudo aquilo para longe, tinha ordens para dar e uma tripulação para comandar... precisava ser a cabeça e não o coração. Seria a líder que haviam a treinado para ser.

– Capitã... – Broomley lhe chamou assim que seus pés tocaram o último degrau, pela primeira vez sua expressão estava abatida e não havia sequer um sorriso de canto. Todos pareciam ter finalmente compreendido o quão dolorosa uma guerra pode ser. Costia não era uma garota isenta de culpa, mas era uma garota feliz que lutava pelo acreditava e não merecia ter se tornado um troféu conquistado pela rainha.

– Eu não posso a deixar sozinha. – Lexa molhou os lábios continuando seu caminho, dessa vez com o homem ao seu lado. – Mas não fazer nada seria como... seria como... A trair. Seria dar a vitória que Nia tanto busca e eu não posso deixar uma pessoa como ela ganhar. Eu não vou deixar que Costia morra em vão.

– Com todo respeito, capitã. – O homem murmurou lhe ajudando a montar uma bandeja para que Clarke não precisasse descer para se alimentar. – O navio estará pronto para quando quiser partir... com homens dispostos a lutar, mas não hoje. Hoje nós relembramos a alegria que ela nos causou e sentimos a dor das histórias que não vamos poder viver ao seu lado.

– Aye, hoje ficamos com as pessoas que amamos. – A morena respondeu baixo passando as mãos pelos olhos, não queria que nenhuma daquelas lágrimas caíssem.

– A colocamos embaixo do salgueiro, achamos que ela gostaria de ter a vista do mar. – Prince disse calmo, se aproximando dos dois mesmo que estivesse um pouco receoso.

– É um bom lugar, ela é livre... – A capitã fez uma pausa respirando fundo. – Ela era livre e iria gostar de poder dançar com as folhas.

– Nós precisamos ir. – Broomley falou firme, não deixaria que mais problemas chegassem ao ouvido da morena. – Há muito para fazer no navio!

A mulher assentiu com a cabeça aproveitando a oportunidade para subir novamente. Os olhos verdes encararam o chão por alguns minutos antes de adentrar o banheiro, Clarke continuava ali imóvel analisando o reflexo do sol. A loira parecia recusar a ideia de continuar existindo, afinal... qual seria o sentido? Ela havia perdido seu pai, sua mãe, seus amigos e agora sua irmã... sua pequena havia ido embora. Seus cabelos desarrumados pelo vento nunca mais iriam cruzar a porta da taverna, elas não iriam mais dançar juntas ou conversar sobre garotos, não havia mais para quem contar histórias sobre dragões e príncipes em seus cavalos brancos. Então qual era o sentido de continuar ali?!

– Lhe trouxe algo para comer. – A voz calma soou distante, mas a puxou aos poucos para fora de seus pensamentos. – Tem um pouco de cada coisa, assim você não pode dizer que não gosta.

– Eu não estou com fome. – A atendente murmurou se forçando a olhar para a capitã.

– Imaginei que iria dizer isso. – Lexa suspirou abrindo uma toalha e fazendo um movimento com a cabeça indicando para que saísse da banheira. Clarke apenas suspirou fundo obedecendo e se enrolando no tecido fofo. – Mas você precisa se manter saudável, não comeu nada a tarde toda.

– Você também não. – Acusou sentindo a morena deslizar um tecido leve sobre seu corpo, mas não se importou em reparar o que era aquilo.

– Não se preocupe, tem o suficiente para nós duas. – Suspirou observando a forma como Clarke se forçava a se alimentar apenas porque pediu, queria ser capaz de fazer o mesmo... mas sabia que absolutamente nada iria parar em seu estômago. – Tem suco. Eu trouxe de morango...

– Obrigada... – A loira sorriu genuinamente analisando a imagem da capitã, ela estava sentada na cama e parecia perdida em seus próprios pensamentos. Seus olhos não carregavam o brilho de sempre e seus lábios estavam fechados sem o sorriso presunçoso que sempre encontrava ali. – Como... como você soube?

– Huh? – Lexa murmurou um pouco confusa, tentando processar a pergunta.

– Foi uma carta? O que você recebeu... como soube? – Clarke repetiu a pergunta, se arrumando na cama depois de ter comido um pedaço de bolo. A loira sabia que se tentasse comer mais alguma coisa acabaria passando mal, seu corpo simplesmente se recusava a aceitar qualquer outra coisa.

– Esse não é um bom assunto, princesa. – A capitã suspirou a puxando para seus braços, precisava de algum contato físico se ela realmente fosse precisar voltar a pensar sobre o que tinha visto naquela manhã.

– Eu sei, mas eu preciso entender o que aconteceu, por favor.

– Eu recebi uma caixa com o lacre da Nação do Gelo. – Molhou os lábios começando um cafuné na cabeça da loira, não queria relembrar a imagem de Costia lhe encarando assim que abriu aquela porcaria. – Nia me enviou a cabeça dela.

– N-não... ela... ela não faria isso... – A voz da atendente falhou e suas lágrimas não demoraram para voltar, aquela sensação de aperto em seu peito aumentando a cada segundo.

– Ela está enterrada embaixo do salgueiro. – Lexa soltou, sabia que se não dissesse agora nunca teria coragem suficiente. – Eu não sei o que vocês faziam no céu, mas foi o melhor que conseguimos fazer.

– Ela ficaria feliz...

– Ela gostaria da vista. – A capitã suspirou com calma abraçando ainda mais a atendente, compreendia exatamente o que a loira estava sentindo naquele momento.

– Acha que podemos ir lá?! – Clarke perguntou baixo, seus olhos azuis estavam fechados e se sentia completamente perdida e esgotada. – Eu acho que quero... dizer adeus.

– Claro que sim, mas não agora. – A capitã respondeu puxando a coberta sobre seus corpos, podia sentir o corpo da atendente aos poucos se rendendo aos encantos do mundo dos sonhos. – Tente descansar um pouco...

– Você ainda vai estar aqui quando eu acordar?

– Não se preocupe, princesa. – Lexa retirou cuidadosamente uma mecha de cabelo que caiu sob seu rosto. – Eu não vou para lugar nenhum.

– Promete? – Sussurrou ainda de olhos fechados se aconchegando mais sobre o corpo da morena.

– Sim... – Sussurrou de volta se ajeitando na cama para ficar um pouco mais confortável.

– Canta? – Clarke fez questão de se forçar a abrir os olhos para encarar a morena, que apenas negou com a cabeça. – Eu não vou conseguir dormir se você não cantar para mim. – Fez um biquinho voltando a fechar os olhos.

– O que vocês duas viram na minha voz, hein? – A capitã questionou com um sorrisinho de lado, se lembrando de todas as vezes que havia cantado para que Costia conseguisse dormir nas noites de tempestade.

– Não sei, acho que você deixa sua armadura de lado quando está cantando. Vira só a Lexa, sem mais nada. – Respondeu de forma sonolenta sabendo muito bem que não conseguiria ficar acordada por muito mais tempo. – E então... vai cantar?

– Tatou o tagata folau vala’auina e le atua o le sami tele e o mai... – A voz da capitã soou suave em uma língua que a atendente desconhecia, mas aquilo não era surpresa para ela. Lexa era o tipo de pessoa que vagava o mundo e sabia um pouco de cada cultura e com isso acabava aprendendo um pouco de vários idiomas... definitivamente era a pessoa mais inteligente que havia conhecido. – Ia ava’e le lu’itau e lelei tapenapena...

(...) 

– Heda, tem certeza que quer fazer isso? – Prince questionou analisando sua capitã, o garoto entendia que as duas gostariam de dizer adeus, mas não conseguia concordar que aquele era o melhor momento para aquilo.

– Se não estiver confortável eu posso pedir para outra pessoa. – A voz de Lexa soou imponente na noite fria, nunca gostou de ser questionada e aquela sensação apenas aumentava em seus momentos de fragilidade. Odiava sentir que as pessoas duvidavam de sua força para tomar decisões.

– Não, Heda. – O jovem murmurou fazendo uma leve reverência. – Estarei esperando na saída da taverna, partimos quando desejar.

– Ótimo. – A capitã suspirou baixo voltando para dentro da taverna, onde Clarke a esperava encolhida em uma das mesas mais afastadas. – Tem certeza que quer fazer isso hoje?

– Eu não sei... –  A loira respondeu baixo, analisando a mulher que estava parada em sua frente, ela parecia um pouco nervosa e assustada. – O que foi?

– Não é nada demais, deve ser coisa da minha cabeça. – Lexa forçou um sorrisinho e respirou fundo antes de analisar o ambiente mais uma vez, tinha a leve sensação de que estava sendo observada. – Se sairmos agora vamos conseguir voltar antes de amanhecer.

– E você quer chegar cedo para poder partir... – A atendente lhe olhou fundo nos olhos, mas se levantou arrumando as peles que estavam aquecendo seu corpo, a noite estava um pouco mais fria que o normal.  

– Sim, é o que quero. – A capitã respirou fundo analisando a mulher que estava na sua frente, não queria ter aquela conversa agora e sabia que sua decisão seria respeitada. – Podemos ir?

– Aye... – Clarke murmurou em um tom sarcástico, estava um pouco frustrada com a resposta. – Algum dos seus vai nos acompanhar?

– Broomley acredita que não posso ser deixada sozinha com tantos guardas na cidade. – Lexa disse dando de ombros guiando a loira até onde Prince estava esperando. Uma caravana da Nação do Gelo estava da passagem na cidade e não gostariam de chamar atenção indesejada, por isso estavam tentando se mesclar no escuro.

– Ele está certo, Nia sabe que você esteve presente no ataque... não vai demorar muito para colocar uma recompensa pela sua cabeça. – Respondeu sem se importar com a presença do garoto ao seu lado, imaginava que ele já estava familiarizado com tudo aquilo.

– Eu não me importo mais. – A capitã sussurrou baixo para que ninguém além dos três pudessem ouvir. – Agora que entrei no radar da rainha... irei garantir que ela não consiga respirar sem que eu invada seus pensamentos.

 

 



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