História Aborrecentes - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nosso segundo aborrecente, será Antony!

~ Espero que gostem!
Boa leitura 💛💜💚💙❤

Capítulo 2 - Antony


Fanfic / Fanfiction Aborrecentes - Capítulo 2 - Antony

ANTONY

Meus dois e melhores amigos, já estavam à minha espera. Carl e Yan. Todos os dias íamos juntos, para a escola. Afinal, não era tão longe de nossas casas. Eram apenas dois quarteirões, até lá.

Bem, dois heterossexuais, dividindo espaço com um gay, NÃO, assumido, estava fora de contexto. Para eles, serei sempre o Antony hétero, que adora peitos e vaginas. 

Tenho medo, do que possa acontecer, caso eu me abra para eles, ou melhor, para todos. Não consigo imaginar na possibilidade de todos se voltarem contra mim. Não quero, ser julgado por ninguém, pelo que realmente sou. Então, prefiro ficar calado, com meus problemas em silêncio. Era o melhor a se fazer, no momento. Aliás, não quero perder meus amigos, não quero perder nada. Mas sei que um dia, eu devo contar à todos. Quando for a hora certa, e, quando estiver pronto. 

— Caras... Ontem tive uma das melhores noites, que vocês nem se quer, conseguem imaginar. — Dizia Carl, todo empolgado. 

— Ta, fala aí, então. Já sei, saiu com a Naty... — Digo, sem interesse algum, em saber de sua resposta. 

— Sim, isso também. Mas... Acabou rolando. — Diz ele, ao dar pequenos saltos no ar. 

— Quê? Então quer dizer que vocês... — Yan fazia gestos com as mãos. — Você sabe... 

— Sim, tranzamos pela primeira vez. Quer dizer, a primeira vez da Naty. Estou me sentindo nas nuvens... Porque claro, fui o primeiro! Isso não é ótimo? 

— É, estou percebendo... Você está muito distraído.... Não acha, Yan? — Pergunto, dando pequenas cotoveladas no mesmo. 

— É, ele ta sim. Ou, pode estar apenas mentindo para tentar nos impressionar. — Yan e eu, rimos pra cacete. 

— Qual é, não fala bobagem, seu trouxa. Pelo menos peguei a Naty. E quanto à vocês? Posso imaginar que ainda não beijaram uma garota, se quer. Sei, que só trabalham com as mãos. Se é, que me entendem... 

— Está enganado, meu caro. Já beijei sim, uma garota. Saudades, daquele dia... 

— Tá, qual das gostosas lá de Xavier? — Pergunta Carl. — Nenhuma delas? 

— Nenhuma... — Yan faz bico. — Mas já beijei uma garota virtual, seu mané. No melhor game já inventado. Habbo. E tranzamos, até. Ai ai... 

Bom, isso foi uma porta de entrada, para o inferno. Fomos rindo até chegarmos à escola.

Não tinha tanta certeza se Yan já havia beijado uma garota. Ao meu ver, ele era um tipo de pegador discreto. Não igual à Carl, que fazia questão de dizer quem ele pegava. 

Quando estávamos adentrando na escola, percebi que havia um garoto na porta de entrada. Ele parecia um pouco perdido, então resolvi tentar ajudá-lo. 

— Para onde você está indo? — Carl pergunta, me seguindo para fora da escola novamente. 

— Oi. — Digo. O garoto pareceu se assustar, ao me ver ali, à sua frente. Provavelmente ele estava achando que eu iria roubá-lo, ou sequestrá-lo. Espero que não saia gritando, ou chamarão a polícia. Se bem que eu preferia ficar em uma delegacia, do que na escola. Mas não queria ser espancado, pelas pessoas que aqui se encontram. 

— Hã... Oi. — Responde ele, com timidez. 

— Você... Está procurando alguém? — Pergunto. 

— Não, estou sozinho. É que hoje é meu primeiro dia de aula, nesta escola. Estou meio que perdido, sabe... 

— Relaxa, vem comigo. Vou te ajudar a encontrar sua sala de aula. Vamos? 

— Ta, valeu. — E seguimos todos juntos. Carl resmungava, mas ninguém se importava.

Por ironia do destino, o garoto gato está em nossa sala. Sorte, ou sorte? Mas acabei esquecendo de um simples detalhe; não posso me comportar feito um gay, em sua frente. Tenho que manter as aparências, por mais que a carne seja fraca. Vou me controlar. 

— Ele parece ser gay. — Sussurrou Carl, para mim. 

— Mas... O que teria demais, em ele ser gay? Você... Tem preconceito? 

Este, é o meu medo. Meu único medo, é de ser rejeitado por quem eu mais gosto. 

— Quê? Não, é que... Argh! Você sabe, é só olhar para ele. — Carl aponta para o novato com o queixo. 

— Você é muito idiota. — Digo, ao balançar a cabeça. 

E se ele for mesmo, gay? Aí isso seria pedir demais, de minha parte. Lindo, e ainda por cima sendo gay? Não consigo acreditar nesta incrível possibilidade. Mas, mantendo as aparências sempre. 

— Obrigado, pela ajuda. — O novato diz, ao sorrir. E eu me desmancho todo, com seu sorriso. 

— De nada, estou aqui para ajudar com qualquer coisa que precisar. Mas... Você não disse, o seu nome. — Falei. 

— Desculpe, acabei esquecendo. Me chamo Patrick. — Ele ergue sua mão. 

— Olá, Patrick. Me chamo Antony. Esse se chama Carl, e este, Yan. E, bem-vindo à Xavier. — Os garotos o cumprimentam, com educação. 

— Valeu... Espero me dá bem, aqui. Na minha última escola, não foi nada legal. — Patrick fica emburrado, mas volta com a sua aparência doce, em segundos. — Enfim, não quero encher o saco de vocês com isso, logo no meu primeiro dia de aula. — Ele rir. — Contarei à vocês, mais na frente. Eu acho. 

— Ta, relaxa. — Disse Yan. — Você não morava aqui antes, morava? 

— Não, não. Sou do Canadá... 

E os três estavam mesmo, se entendendo. Menos mal, até. O coitadinho estava se sentindo sozinho e deprimido. Queria tanto, atacá-lo aqui, e agora. Estou me sentindo um verdadeiro devasso. Credo, não sou desse jeito.

Quando chega a hora do almoço, minha vontade era perguntar se Patrick preferia almoçar conosco, ou sozinho. Mas, Carl já fez as honras. Ponto, para ele. 

— Você é sempre assim... tímido? — Pergunta ele, ao me acompanhar enquanto Yan e Carl caminhavam juntos na frente. 

— Tímido? — Sorrir. — Eu não sou tímido. Que pena que sua primeira impressão sobre mim, foi isso. Digamos, que eu seja um pouco na minha, sabe.. Não costumo encher muito o saco das pessoas. Carl sim, esse sabe, como irritar alguém. — Patrick rir. 

— Entendo... Que bom, então. Você é um cara bacana. Gostei, de você. De vocês. — Eu o observo com tamanha surpresa, enquanto ele apressa os passos e eu fico para trás, caminhando como em câmera lenta vendo o amor da minha vida indo embora. 

— Valeu... — Sussurro. Me sinto como se estivesse em uma corda bamba, prestes a cair. 

No refeitório, as garotas o secavam. Ele realmente chama muita, atenção. Até os garotos do time, ficavam impressionados com sua beleza, e com um certo ciúmes, claro. Eles o olhavam com um certo ódio e inveja. Típico. Patrick era um cara charmoso. Tinha cabelos escuros, pele branca, olhos pretos e era muito bem, definido. Sonho de qualquer garota. Ou melhor, garotos também, que é o meu caso.

— Aí, Patrick. O que vai fazer, hoje a noite? — Olho para Carl desconfiado, pois hoje será a noite dos garotos. Resumindo, apenas nós três.

— Hã... Nada, nada demais. Provavelmente meter a cara nos livros. Preciso estudar biologia. Minhas notas não estão nada, legais. — Ele percebeu, minha hesitação. Fui um idiota ciumento. 

— Por que, você não sai com a gente? — Pergunto, tentando desfazer a nuvem negra que paira sobre minha cabeça. 

— Tem... Certeza? Não sei, não. Não vou atrapalhar a noite dos garotos? 

Como ele sabe, disso? 

— Quê? Claro, que não. — Falo. — Não é, garotos? 

— Por mim, tudo bem. Você pode sair, com a gente. Pode ser divertido e você pode gostar.  — Disse Yan, dando de ombros. 

— Por mim também, cara. Aliás, você quer fazer parte do nosso grupo? — Pergunta Carl, depois de enfiar na boca, um pedaço de cupcake de morango. 

Patrick me olha, com um pequeno sorriso, e eu imediatamente dou um pequeno sorriso de lado, meio desconfiado para ele. 

— Claro. Vou adorar. Vocês foram as únicas pessoas que me estenderam ajuda. Valeu, caras. — Ele cerra o punho, e ergue para frente.

Enfim, pelo menos ele está conosco. E espero que continue. Já me acostumei, com sua presença encantadora.

Voltamos então para casa, depois da merda de uma prova surpresa de merda, do senhor Baltimore. Ainda por cima, matemática. Sou péssimo, nesta matéria. Odeio tudo que se trata de números. 

Me despeço dos meus amigos, e entro em casa. Jogo a mochila no cabide que fica atrás da porta, e vou de encontro à meu cachorro. Billy. 

— Como foi na aula, filho? — Uma das minhas mães pergunta. 

Bom, eu cresci com duas mães. Nem com um pai, e nem com uma mãe, como uma família tradicional. Não, com duas mulheres incríveis. E não tenho vergonha, de dizer isso para as pessoas. Elas são as melhores mães, que existe. Não tenho, do que reclamar.

— Ótimo, melhor impossivel. Aliás, mãe, fiz um novo colega. E ele se chama, Patrick. — Falo, ao abraçá-la que me dá um beijo na cabeça.

Elas sabem, que não escondo minha identidade delas. E claro, elas me apóiam. Tenho muita sorte, até.

— Hum.... Deixe me ver... Ele é um cara muito legal, bonito, atraente, gay...? 

— Bem, você só falou verdades. Mas, a única coisa que ainda não descobri, é se ele é realmente gay. Mas tenho certeza que não. Ele não demonstra nada, caramba... — Faço bico. 

— Ué, mas você também não, Antony. Vai ver ele é como você. Discreto. Será? 

— Será? Enfim, não quero estragar tudo. Só quero ele por perto, okay? Afinal, cadê minha outra mãe, ein mamacita? 

— Darla foi fazer umas comprinhas, de reserva. Está com fome? Por que, não vai tomar um bom e velho banho frio? Vou preparar um lanche. 

— Ta bem. Ótima ideia, sua genia do mau. Quer dizer... Do bem? — Dei de ombros e sorri desconfiado. Ela apenas rir e caminha de volta, para a cozinha. 

Não vejo a hora, de voltar para a escola amanhã. Nunca me interessei tanto por aula, como estou interessado, agora.

Por consequências daquele novato, gato. Quero ele em minha vida, estou necessitando, disso.


Tell him what you want and baby he can find you anything you nerd tell hum what you're needing.”
“Diga à ele o que você quer e, baby, ele pode encontrar qualquer coisa que você precisa. Diga-lhe o que você está precisando.”

The Last Shadow Puppets - Miracle Aligner





Notas Finais


Estou disposta a saber os comentários!
Até o próximo, bb's 💟


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