História Abraça-me - Capítulo 20


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Categorias Sou Luna
Personagens Ada, Alfredo, Ámbar Benson, Benício, Delfina, Emília, Gaston, Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Nico, Nina, Personagens Originais, Tamara
Tags Luna, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna, Universo Alternativo
Visualizações 123
Palavras 4.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaa pontinhos de luz! Jogo rápido por que estou sem tempo para respirar! Desculpem pelo desaparecimento, prometo atualizar sempre que der! Acompanhe minha timeline que vou conversando com vocês por lá. Bem esse capítulo deveria ter saído domingo como um especial do dia dos pais, mas não consegui liberar, enfim espero que gostem e perdoem meus erros!
Amo vocês e até as notas finais!

Capítulo 20 - Capítulo 19


Uma segunda chance. Era exatamente isso que eu estava tendo, uma chance de começar tudo de novo com Luna e dessa vez tínhamos nossos filhos, uma família juntos. Eu estava ansioso para viver o novo de novo, estar com eles era a minha bênção, e eu estava disposto a oferecer o meu melhor para eles. Para isso eu precisava romper uma última barreira.

Encarei os papéis em minha frente e comecei a rasga-los, a cada som de papel destruído eu sentia que as algemas do meu passado estavam desparecendo. Li novamente os documentos de transferência do dinheiro que Emília havia roubado, eu os guardei por tanto tempo como um lembrete do que ela havia feito, mas sem querer acabei tornando aquilo uma pequena chama de ressentimento que eu nunca tive a coragem de apagar, mas agora eu não tinha escolha, se eu quisesse viver com meus filhos, Emília teria que se tornar passado de todas as formas possíveis.

- Como se sente?! – Âmbar perguntou assim que entrou no meu quarto.

- Bem. – Dei os ombros e voltei a colocar os papéis no lixo.

- O que está fazendo?! – Ela questionou curiosa.

- Me livrando de toda merda do passado. – Respondi jogando mais papéis no lixo.

- Está se livrando dos restos da bruxa?! – Interrogou e eu assenti. – Essa é a melhor notícia que você poderia me dar. – Minha irmã me abraçou de lado.

- Estou fazendo isso pelos meus filhos, não quero que eles cresçam com qualquer vestígio dela por perto. – Expliquei enquanto amarrava o saco.

- E Luna não tem nada haver com isso?! – Perguntou com um sorriso sabido e eu já estava preparado para isso, Lu havia me alertado sobre uma possível intromissão de Âmbar.

- Sim, ela tem. – Falei despreocupadamente. – Quero ter uma boa relação com Lu, e sei que as lembranças de Emília não são confortáveis para ela. – Pontuei colocando o saco para fora do meu quarto.

- E nem para você. – Ela apontou e eu concordei com a cabeça. – Jogou a foto também?!

- Sim, joguei ainda no hospital. – Contei e Âmbar abriu um sorriso gigante. – Sabe quando eu ainda não me lembrava de tudo e você me mostrou a foto e contou a história eu fiquei confuso, não conseguia entender como Emília a garota por quem fui apaixonado fez algo assim comigo, mas então eu me lembrei daquela frase que o papai sempre nos dizia quando éramos crianças.

- “A paixão é cega, o amor abre os olhos” – Âmbar recitou sentando-se na poltrona.  – É acho que nós dois não aplicamos essa frase direito.

- Sim, nós não acertamos muito nas nossas escolhas. – Disse e ela suspirou. – Mas, tivemos sorte de sobrevivermos a eles.

- Você teve mais, tem a Lu. – Apontou e eu me preparei para meu pequeno showzinho.

- Não tenho mais. – Suspirei e fiquei de frente para ela para que a história parecesse verídica. – Nós conversamos e concordamos que temos bons sentimentos um pelo outro, mas decidimos que devemos ficar separados, tendo nossos filhos como prioridade. – Menti com uma maturidade profissional.

- Foi isso que decidiram?! – Ela indagou impaciente. – Bem que a Lu estava estranha na empresa essa tarde. – Observou. – Eu desisto de vocês dois, são mais complicados do que qualquer outro casal que eu conheça. – Ela revirou os olhos. – Quanta besteira! Bons sentimentos?! Me deixa te dizer uma coisa, vocês se amam!

- Âmbar, é justamente sobe isso! – Falei tranquilo. – Nosso amor é grande, mas tão grande que graças a ele temos nossos filhos, e eles são o que há de mais importante para nós, e decidimos que é melhor para que Federico e Diana cresçam sem nenhum trauma de uma tentativa de reatamento dos pais.

- Vocês dois estão cometendo um erro. – Ela ergueu as mãos. – Sério, Nana e Fe adorariam vê-los juntos, tenho certeza.

- Mas nós não. – Contrariei firme. – Não foi uma decisão fácil Âmbs, mas nós a tomamos. – Lamentei falsamente. – Eu vou continuar cuidando da Lu mesmo assim, nunca deixarei de ama-la.

- Você é um idiota. – Ela maneou a cabeça. – Mas, tenho certeza que cedo ou tarde vocês dois vão voltar.

- Não alimente esperanças. – Exprimi com pesar.

Aparentemente Âmbar acreditou perfeitamente na minha história de priorizar meus filhos, e sinceramente não havia motivos para duvidar, eu tinha dito meu discurso tão bem que até eu estava começando a ficar convencido daquilo. Tudo o que esperava era que Luna também tivesse conseguido despistar Gastón, Nina e seus pais, nós combinamos nossas falas rigorosamente para que ninguém ousasse desconfiar de algo. Eu estava ansioso para saber como ela havia se saído, mas o relógio caminhou a passos lentos, quando enfim chegou a hora do jantar, procurei ao máximo disfarçar meu nervosismo pela chegada dela.

- Matteo, uau você está cheiroso. – Minha irmã elogiou enquanto eu descia as escadas.

- Não sei se considero um elogio ou um xingamento. – Falei desconfiado e ela riu.

- É um elogio seu bobo, você sempre está cheiroso, mas hoje está um pouco mais. – Ela deu os ombros.

- Eu precisava tirar aquele ranço de hospital. – Justifiquei escondendo o fato de que havia alguém que eu queria impressionar.

- As crianças já chegaram. – Ela avisou e meu coração parou por um segundo.

- Onde eles estão?! – Perguntei passando minhas mãos suadas na calça.

- Mostrando a piscina para a Lu. – Apontou para o jardim e eu quis correr até lá, mas me contive.

- Eu vou ver Nana e Fe. – Falei tentando ser discreto, e sem esperar muito caminhei até o jardim. Chegando lá vi toda minha vida parada na beira da piscina. Luna estava casualmente vestida com uma calça jeans, e um casaco rosa claro. – A mamãe gostou da piscina?! – Perguntei anunciando minha chegada e meus filhos correram para mim.

- Papai! – Eles me abraçaram.

- O melhor abraço do mundo. – Apertei-os um pouco mais. – Como foi a escola?!

- Legal papai, mas tem um montão de tarefas. – Federico abriu os braços. – Sabia que vamos fazer uma apresentação?! – Perguntou empolgado.

- Não, sobre o que será?! – Questionei despretensiosamente.

- É dos papais! – Diana gritou animada e meu coração bateu forte, fiquei completamente mudo sem saber o que dizer. – Papai o senhor não gostou?!

- Eu adorei minha princesa. – Beijei seu rosto carinhosamente.

- Eu tinha que conversar sobre isso com você, mas foram tantas coisas que eu não pude mencionar. – Luna se aproximou de nós e eu fiquei de pé para cumprimenta-la.

- Você está linda. – Sussurrei em seu ouvido quando a abracei. – Senti sua falta.

- Também senti a sua. – Ela disse baixo. – Gostei do perfume. – Elogiou. Boa Matteo, ponto!

- Papai, o senhor vai a nossa apresentação?! – Federico perguntou animado.

- Claro campeão. – Falei me abaixando para ficar na sua altura. – Eu não perco essa apresentação por nada. – Garanti sério. – Lu, quando é apresentação?!

- Amanhã, é um especial para o dia dos pais. – Ela contou e eu enfim me dei conta da data. – Eu pensei que poderíamos sair jantar fora juntos depois da apresentação, só nós quatro, para comemorar o dia dos pais. – Luna sugeriu envergonhada.

- Acho perfeito. – Sorri abertamente. – Mas podemos almoçar no domingo também.

- Ah! – Ela torceu uma mecha do cabelo, nervosa. – Eu não estarei aqui no domingo. – Disse e eu arregalei os olhos. – Irei a Córdoba ver meu pai. – Explicou e eu suspirei.

- Entendo, mas quando você volta?! – Perguntei um pouco triste.

- No domingo mesmo, mas meu voo pousa às 23:00. – Contou com pesar. – As crianças podem ficar aqui?!

- É claro. – Tranquilizei-a. – Mas quem irá pegar você no aeroporto?!

- Ninguém, eu vou de Uber. – Respondeu como se aquilo fosse natural.

- Esquece, eu te pego. – Contrariei e ela maneou a cabeça.

- Não precisa, as crianças vão estar aqui, não quero incomodar. – Ela negou mordendo o lábio.

- Sem discussão, vou pegar você. – Afirmei me aproximando dela, que me olhou em pânico. – Vamos jantar juntos, só nós dois, nosso primeiro encontro. – Disse baixo o suficiente para que apenas Luna escutasse.

- Está bem. – Ela cedeu e eu sorri. – Mas precisa melhorar esse jeito de me chamar para sair, não gostei, faltou romance. – Luna acrescentou em um sussurro. Acabou de perder todos os pontos Matteo. – Venham crianças, a tia Âmbar deve estar nos esperando para o jantar. – Chamou e meus filhos correram para ela, Lu os tomou pelas mãos e seguiu para dentro me deixando parado perante a piscina com cara de bobo. Alguns segundos depois que eles passaram pelas grandes portas de vidro eu caí em mim e corri atrás deles, quando os alcancei meus filhos já estavam devidamente sentados e Luna ajeitava o guardanapo no colo de Diana.

- Ai lá vem o pai de família correndo como um cachorrinho. – Âmbar zombou já acomodada em seu lugar à mesa. – Isso mesmo maninho rasteja quem sabe um dia a Lu não te aceita de volta.

- Âmbs! – Luna repreendeu com o rosto severo.

- O que eu disse de mais?! – Minha irmã deu os ombros. – Matteo tem rastejar mesmo, para ver o que é bom.

- Âmbs, eu e seu irmão estamos tentando ter uma boa convivência, por favor, não diga coisas assim. – Luna falou séria como se estivesse dando uma bronca em Nana e Fe.

- Até quando vão continuar mentindo para vocês mesmos?! – Âmbar questionou e Luna revirou os olhos.

- Quem está mentindo mamãe?! – Diana perguntou curiosa.

- Ninguém está mentindo princesa. – Toquei a bochecha da minha filha. – A tia Âmbar é que está com dificuldades de fazer os neurônios funcionarem.

- Tia Âmbar, você tem comer cebolas. – Federico disse sério e Luna caiu na gargalhada.

- Cebolas?! – Minha irmã fez careta e meus filhos assentiram juntos.

- É para fazer o cérebro funcionar direitinho. – Diana bateu o dedo na cabeça.

- A vovó é quem disse, não é mamãe?! – Federico pediu a confirmação de Luna que assentiu rindo.

- Acho melhor você pedir Maria para colocar mais na sua comida Âmbs. – Lu brincou e eu ri.

- Eu assumo essa responsabilidade, Âmbar terá cebolas até no café da manhã. – Maria disse enquanto servia o jantar.

- Maria, a senhora, por favor, poderia não escancarar essa preferencia que tem pelo Matteo o tempo todo. – Minha irmã reclamou.

- E quem disse que eu prefiro seu irmão. – Maria deu os ombros. – Ele está em terceiro na minha lista. – Contou e eu fiquei ofendido. – Meus xodós são essas gracinhas aqui. – Ela apertou levemente as bochechas de Nana e Fe que sorriram docemente para ela. – Eles são o meu primeiro lugar.

- E o segundo?! – Interroguei magoado.

 - Quem mais seria. – Ela abraçou Luna por cima da cadeira. – Como eu senti falta da nossa menina nessa casa. – Maria beijou a bochecha de Luna. – A senhorita fez muita falta por aqui, tanto para mim quanto para o patrãozinho. – Ela apontou e Luna corou.

- Obrigada Maria, eu também senti a sua falta. – Luna apertou a mão de Maria carinhosamente.

- Eu vou para a cozinha, qualquer coisa que precisarem é só me chamar. – Maria disse e se retirou.

Nosso jantar em família estava maravilhoso, só não estava perfeito por que eu não podia tocar Luna como queria, em meu mundo ideal eu estaria sentado ao seu lado enquanto beijava seu rosto e acariciava sua coxa, porém nós ainda tínhamos um caminho para percorrer e era meu dever fazer tudo para que nosso relacionamento desse certo. Eu enrolei o quanto pude para fazer meus filhos e a mulher que amo ficarem mais um pouco em minha casa, mas quando eles se foram eu voltei a ficar ansioso esperando que desse tempo de Luna chegar com as crianças.

- Oi minha linda. – Cumprimentei assim que ela atendeu ao telefone.

- Oi, esqueci algo na sua casa?! – Perguntou e eu pude sentir o sorriso em sua voz.

- Não, liguei por que sei que você adora conversar antes de dormir. – Disse me deitando na cama.

- Eu realmente costumava gostar quando era mais nova. – Ela começou misteriosa. – Mas quem garante a você que continuo gostando disso?!

- Ninguém, foi mais um palpite. – Respondi com segurança. – E então, eu acertei?!

- Eu não diria nem que sim e nem que não. – Luna falou e eu ouvi o barulho da torneira aberta.

- Está lavando a louça?! – Perguntei curioso e ela riu.

- Não, estou entrando no banho. – Contou e eu travei na cama. – O que foi Matteo, o gato comeu sua língua?!

- Moranguinho, não brinca comigo. – Minha voz saiu rouca e ouvir sua risada.

- Não estou brincando, acabei de entrar na banheira. – Ela disse eu ouvi o barulho da água. – Está tão vazio aqui. – Ela falou caprichosa. – Pena que eu sou solteira.

- É uma pena mesmo gata. – Falei sorrindo. – Mas se quiser eu posso fazer um serviço de marido de aluguel, cobro baratinho.

- Sério?! – Luna fingiu surpresa. – Quanto seria?!

- Você na banheira. – Respondi simplesmente. – Então topa?!

- Eu poderia topar, mas é que eu estou tentando mais uma vez com meu ex-marido, então não posso aceitar. – Ela disse e meu coração acelerou.

- Conheço seu ex, ele foi muito babaca com você, mas está tentando melhorar. – Continuei com nossa brincadeira. – Então pega leve com ele.

- Hummm, não sei. – Ela ponderou divertida. – Sabe, acredita que hoje eu fiquei o jantar inteiro esperando ele me empurrar para uma sala vazia e me beijar até que eu perdesse os sentidos e ele não fez isso?!

- Não posso acreditar, esse cara é um idiota mesmo. – Falei com arrependimento, se eu soubesse o que Luna queria teria dado a ela sem pensar duas vezes. – Tenho certeza que ele não vai deixar passar na próxima.

- Não vai mesmo, ele não vai se atrever. – Ela disse com a voz ameaçadora. – Até porque se ele não fizer é só eu ligar para o meu marido de aluguel favorito.

- Pode contar comigo, faço o serviço na hora, quando e onde você quiser. – Garanti e ela riu.

- Eu sei. – Afirmou feliz. – Agora falando sério, eu adorei o jantar, estar em família é tão bom.

- É maravilhoso. – Concordei ternamente. – Eu não fazia ideia o quão isso é especial. – Fui sincero. – Obrigado por me dar isso Lu, obrigado por essa chance.

- Não agradeça, isso é tão especial para mim como é para você. – Falou com calma. – Nossa família é a coisa mais importante da minha vida.

- Da minha também. – Exprimi com verdade. – Luna eu amo você e as crianças mais do que qualquer outra coisa, você são a minha vida, o meu ar.

- Matteo, não diz essas coisas. – Ela pediu meiga. – Quero ir devagar, mas com você dizendo isso eu não sei se vou conseguir.

- É isso o que eu sinto. – Falei calmo. – Mas se você quiser eu tiro um pouco o pé do acelerador.

- Mas tira só um pouco. – Ela pediu com doçura. – Eu gosto quando você fala coisas bonitas.

- Certo, angelo mio. – Disse em meu idioma natal e ouvi Luna suspirar.

- Acho melhor desligar, preciso terminar meu banho. – Ela falou com dificuldade. – Te vejo na empresa amanhã?!

- Sim, retorno amanhã. – Confirmei e me virei para olhar uma foto dela com nossos filhos que estava no criado-mudo ao lado da minha cama.

- Você acertou, eu ainda gosto de conversar antes de dormir. – Luna confessou e eu sorri. – Parabéns Matteo, você merece um prêmio por se lembrar desse detalhe. – Ela disse com a voz sexy.

- E qual vai ser meu prêmio?! – Perguntei empolgado.

- Você vai descobrir. – Ela fez mistério. – Boa noite, Matteo até amanhã.

- Boa noite meu moranguinho. – Falei sorrindo exultante e ela desligou. – Isso! – Comemorei dando um soco no ar. – Luna, Luna, Luna. – Peguei a foto ao lado da minha cama. – Nós vamos voltar a ser marido e mulher, eu juro que vamos. – Toquei sua imagem e meu celular vibrou, quando o peguei quase tive um infarto.

Seu prêmio.

A legenda acompanhava a selfie sexy de Luna na banheira, sorri um pouco nostálgico ao lembrar que esse era um costume que tínhamos de enviar fotos um ao outro quando não estávamos juntos. Sorri, coloquei a foto em seu lugar, apaguei a luz do quarto e me virei para dormir, não sem antes dar uma ultima olhada no meu prêmio.

...

Cheguei ao escritório quarenta minutos antes do expediente começar, fui até a sala de Luna e preparei uma surpresa para pedi-la novamente para sair comigo, dessa vez teria romance como ela queria, coloquei uma caixinha, com pétalas de rosas dentro e um bilhete fazendo o pedido, na sua mesa depois liguei seu computador e coloquei o primeiro episódio de Mulher-Maravilha para começar assim que Luna o ligasse, queria fazer uma referência ao nosso primeiro encontro, esperava que ela se lembrasse. Assim que terminei Jim chegou e se colocou a minha disposição para tudo que eu precisasse, além disso, me passou tudo o que eu precisava saber e fazer depois de tanto tempo de ausência. Enquanto eu trabalhava documentos que minha secretária entregou vi Luna chegar de longe, ela passou pela janela da minha sala e eu pisquei para ela que corou violentamente, quando Lu entrou na sala eu fiquei observando atentamente para ver sua reação à surpresa. Ela se organizou na mesa e viu a caixinha, pegou-a e imediatamente olhou em minha direção, e eu sorri para ela, mas quando ela ia abrir a caixa, Yam entrou na sala e Luna disfarçou tudo. As duas conversaram por longos e agonizantes minutos e quando Yam saiu Luna pegou a caixa nas mãos e abriu, meu coração bateu rapidamente quando a vi sorrir para a caixa, mas então veio a melhor parte, ela ligou o computador e logo enxugou uma lágrima, então pegou o celular digitou algo e instantaneamente meu celular vibrou.

Agora sim, isso é romance. Me encontra no almoxarifado daqui a quinze minutos.

Assenti para ela, que sorriu e me mandou um discreto beijo, meu trabalho foi todo pelos ares depois disso, nem ao menos tentei me concentrar, faltava bem pouco para eu ir ao seu encontro quando Gastón entrou na sala.

- Matteo, podemos conversar?! – Perguntou receoso e eu sabia o porquê nós ainda precisávamos acertar os pontos.

- Sim, mas pode ser mais tarde?! – Questionei vendo Luna sair da sua sala. – Eu tenho uma coisinha para resolver.

- Claro tudo bem. – Ele olhou para baixo. – Mais tarde eu volto.

- Obrigado. – Falei notando sua tristeza. – Por tudo, Gastón, obrigado por ser meu irmão.

- Eu é que agradeço. – Ele sorriu e eu soube que estávamos bem. Assim que ele saiu, eu não me controlei e fui atrás de Luna, cheguei ao almoxarifado de mansinho, ela estava de costas, virada para a mesa, me aproximei e abracei por trás.

- Que... – Não a deixei terminar, silenciei Luna com um beijo apaixonado, desci minhas mãos pela sua cintura e a coloquei sobre a mesa, ela segurou minha nuca nos aproximou mais, minhas mãos desceram pelo seu corpo e quando cheguei aos seu quadril o apertei, ela arfou alto e circulou as pernas em minha cintura. – Acho... – Ela tentou falar, mas voltou a me beijar. – Acho... melhorrr... – Ele começou novamente. – Pararmos, não vou conseguir ficar calada se isso continuar, não dá para fazer amor no escritório ainda. – Ela disse ofegante.

- Podemos usar a gravata para abafar o som. – Sugeri beijando seu pescoço, ela agarrou meu cabelo e se remexeu o quadril contra meu corpo.

- Não vai ser suficiente. – Luna disse com a voz rouca. – São quase seis anos amor, seis, nós dois não vamos dar conta de segurar.

- Então me diz como faz para parar agora. – Falei enquanto desabotoava sua blusa e então eu ouvi passos.

- Tem alguém aqui?! – Yam falou um pouco desconfiada, e eu tapei a boca de Luna. – Lu é você?! – Andou um pouco pelo lugar e meu coração disparou. – Que estranho, parecia a voz dela. – Constatou e ouvi passos novamente, mas dessa vez eles pareceram ficar mais distantes.

- Foi por pouco. – Luna desceu da mesa, arrumando sua camisa. – Temos que ser bem mais cuidadosos.

- Sem namoro no almoxarifado?! – Perguntei chateado escorando-me na mesa.

- Não, mas temos que ter mais atenção, se Yam nos pega aqui já era. – Ela se aproximou e acariciou meus ombros. – Vamos manter assim, ok?!

- Claro, linda. – Beijei seu rosto. – Devagar e sempre, esse é o nosso lema. – Brinquei e ela riu.

- Sim, é o nosso lema. – Luna selou nossos lábios, mas antes que pudesse aprofundar o beijo, ela nos separou. – Não esquece a apresentação das crianças. – Ela me olhou severa.

- Já está na agenda, general. – Bati continência, passei a mão pela sua cintura e a trouxe para mim. – Agora posso te aproveitar só um pouquinho?!

- Pode, mas só se prometer que vai gravar a apresentação toda. – Ela fez biquinho e eu a beijei rápido.

- Prometo. – Sorri e me inclinei para ela e a beijei completamente apaixonado por nosso momento.

...

Cheguei à escola quinze minutos antes do horário marcado para apresentação, sentei-me na primeira fila, ansioso pela chegada dos meus filhos, eu já podia sentir a emoção mesmo antes de vê-los, tentava controlar meus nervos, quando percebi alguns pais sentando-se ao meu redor, falando mais do que qualquer grupo de mães que eu podia imaginar.

- Sabe o que eu fiquei sabendo?! – Um deles começou empolgado. – Os gêmeos vão se apresentar hoje.

- Sério?! E cadê a gostosa da mãe deles?! – Outro homem perguntou malicioso e eu trinquei os dentes de raiva pela forma desrespeitosa que ele se referiu a Luna.

- Não sei, mas vou abrir um espaço para ela sentar do meu lado. – Outro cara riu.

- Que sentar do lado, ela tinha que vir para o meu colo. – Outro pai bateu na coxa, eu preparei para me virar para acabar com aquela babaquice, quando ele se voltou para mim. – Você é pai novo?! – Ele perguntou e eu assenti. – Pai da Ana! – Constatou maneando a cabeça. – Você tem sorte sua primeira apresentação e já vai conhecer a Luninha gostosinha. – Ele riu e eu quis mata-lo, mas não consegui porque a professora chamou a atenção de todos.

- Boa tarde a todos. – Eu sorri esquecendo-me da chateação ao redor. – Sejam bem vindos a nossa apresentação anual dos dias dos pais, nossas crianças prepararam uma apresentação muito especial para vocês, bem vamos começar com a turma de quatro a cinco anos. – Ela anunciou e os pais aplaudiram e meu coração parou ao ver meus filhos entrarem na sala com vestidos de super-heróis, quando eles começaram a cantar e dançar eu entrei em outro mundo, aquela era a coisa mais linda que eu já havia visto na vida, via nos rostos deles uma emoção e felicidade tão grandes, que nada poderia ser mais especial do que aquele momento. Ser pai com toda a certeza era a coisa mais incrível do mundo.

- Eu te amo papai! – Todas as crianças gritaram em uníssono quando a música acabou e logo depois meus filhos correram para meus braços.

- Eu amo vocês. – Beijei a cabeça dos dois. – Vocês são a minha vida. – Afaguei seus rostos carinhosamente.

- O senhor gostou papai?! – Diana questionou cheia de expectativa.

- Eu adorei, vocês foram incríveis. – Elogiei e ela deu pulinhos animados.

- Papai é para você. – Federico me entregou uma caixa artesanal que deduzi ter sido decorado por eles.

- Obrigado campeão. – Agradeci encantado. – Agora vamos, sua mãe vai nos matar se chegarmos atrasados ao restaurante. – Me levantei da cadeira.

- Espera papai. – Federico pediu. – Julio, esse aqui é o meu papai, eu não disse que tinha um! – Meu filho exclamou orgulhoso e o menino que estava próximo a um dos pais que se referiam a Luna de maneira ofensiva riu.

- Mas meu papai é melhor do que o seu. – O garoto falou esnobe.

- Não é não, meu papai é o melhor! – Diana me defendeu. – Ele estudou na Disney!

- Ninguém estuda na Disney! – O menino riu e eu fiquei nervoso por ele estar sendo tão mal com meus filhos.

- Estuda sim, minha mamãe e meu papai estudaram lá! – Minha filha não se deixou abater.

- Mostra para ele papai! – Federico pediu e eu peguei meu celular e abri uma das fotos antigas que tinha pegado com Luna, mais especificadamente da nossa viagem para Orlando. – Olha é a Disney! – O garotinho olhou espantado, mas a cara que o pai dele fez ao ver a foto na qual eu beijava Luna, que usava orelhas da Minnie, em frente ao Magic Kingdom foi impagável.

- Você é o pai dos gêmeos. – O homem olhou para mim em pânico.

- Sim, e marido da mulher que você chamou de “Luninha gostosinha”. – Disse impaciente. – E nós dois vamos ter uma conversa agora. – Anunciei frio.


Notas Finais


Eitaaaa que agora é barraco! Será que Matteo vai brigar na escola das crianças?! Gostaram da narração dele nesse capítulo?! E dele tentando ser romântico com a Luna?! E da Luna toda, toda mandando fotos para ele?! E desse namoro escondido?! Será que isso vai durar ou eles vão ser pegos com a boca na botija?! Gostaram do especial dia dos pais?! E da Âmbar com as cebolas!? E o Gastón quando será que ele e o Matteo vão conseguir conversar sério?! Gente esse foi mais leve, mas já já volto com mais emoções para vocês! Como disse lá em cima acompanhem minha timeline para saber o que eu vou fazer!
Amo vocês demais e até a próxima!


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