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História Abraça-me - Capítulo 52


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Notas do Autor


Olaaaaaa pontinhos de luz!!!!!!!!!!!!! Depois de uma votação surpreendente! Sim, fiquei muito surpresa ao ver os favoritos de vocês, mas Abraça-me teve um apoio gigantesco! Então, cá estou eu para o último capítulo e nossa, eu estou muito emocionada escrevendo isso para vocês, não fazem ideia de como é especial concluir uma história! Então quero muito agradecer a vocês por tudo! Por cada favorito, cada comentário, cada lista de leitura, quero agradecer a cada um de vocês que se emocionou com essa história assim como eu! Amo vocês e espero que gostem de ler esse último capítulo! Boa leitura e perdoem meus erros!
Amo vocês demais e nos vemos nas notas finais!

Capítulo 52 - Capítulo 43 - Último Capítulo


QUTRO MESES DEPOIS

Nos últimos dias tenho pensado sobre a vida, sobre os caminhos, para onde somos levados, em qual lugar desagua as nossas escolhas. Onde desaguaram as minhas escolhas?! Eu disse um sonoro não ao pai dos meus filhos quando ele perguntou se poderia ter esperanças, e agora diante do espelho encarando minha barriga de 31 semanas e seis dias e me sentido como um balão inflado até o limite, sentia que minha vida não estava no lugar certo.

- Está crescendo. – Constatei com o coração apertado. Não era para ser desse jeito, mas tudo parecia um grande erro. E o pior de tudo é que tínhamos planejado, tentado por meses a finco, para acabar assim, dessa maneira, meus filhos, filhos de pais separados e fui eu quem colocou a pedra.

- Sabe é desanimador olhar para você. – Nina se sentou na minha cama. – Amiga, você está grávida, e olha para sua barriga como se fosse uma pilha de louça suja.

- Bela analogia. – Ri amarga. – Acontece que as coisas não estão saindo exatamente como eu planejei.

- As coisas nunca saem exatamente como planejamos. – Nina falou com tranquilidade. – Na verdade muitas vezes ocorre o contrário, os reveses são parte da vida.

- Não era assim que eu gostaria que as coisas terminassem. – Indiquei frustrada.

- Eu sei, mas quem disse que as coisas acabaram?! – Minha amiga arqueou a sobrancelha.

- Eu, fui eu quem disse. – Suspirei alto. – Eu disse que acabou para o Matteo.

- Sabe, nem ele, nem Gastón não me disseram nada, mas eu acho que ele ainda é louco por você. – Nina segurou meus ombros. – Olha, primeiro ele ainda está na cidade.

- Ele quer ver os filhos crescerem. – Indiquei me desvencilhando dela.

- Segundo, ele sempre trabalha até tarde, e aos fins de semana só fica com as crianças, então sem chances de casinho. – Ela continuou sem dar a mínima para o meu comentário. – Terceiro, ele sempre está tentando fazer você se sentir bem, e continua se importando visivelmente.

- É isso porque eu estou com essa barriga de quase oito meses. – Toquei minha barriga com cuidado. – Mas, espere só a Catarina e o Lorenzo saírem daqui. – Indiquei nervosa. – Ele vai reconstruir a vida tão rápido que você ficará até tonta.

- Uau. – Nina disse espantada. – Nunca pensei que fosse dizer isso, mas, você fez bem em terminar com Matteo.

- Fiz?! – Franzi o cenho sem entender sua fala.

- Sim, você não confia nele amiga, e isso mataria o casamento de vocês aos poucos. – Nina apertou os lábios. – É, você fez o certo. – Repetiu olhando em meus olhos e um calafrio correu por minhas costas. – Mas, mudando de assunto. – Nina voltou a um tom ameno. – Como estão as coisas na empresa?!

- Bem, melhor que eu esperava. – Comecei com um sorriso. – Estamos crescendo, e as consultorias tem ficado cada vez melhores.

- Estou feliz por você estar crescendo tanto amiga. – Ela sorriu para mim.

- Acredite eu também estou. – Abri um sorriso breve. – Sinceramente, isso é o que mais tem me ajudado nesses dias difíceis.

- E Fe e Nana, eles estão empolgados com os irmãos?! – Nina interrogou curiosa.

- Sim, eu sempre esperei uma boa reação deles, mas não essa. – Me sentei na cama cheia do peso da minha barriga. – Eles amam os bebês, passam horas conversando com a minha barriga, são tão carinhosos.

- Isso é lindo amiga. – Ela sorriu.

- Mas estou feliz que eles não estejam aqui agora. – Me estiquei com dificuldade e Nina me ajudou a pegar a minha bolsa. – Adoro que os fins de semana sejam com o Matteo, faz quanto tempo que não saímos juntas?!

- Não vou nem começar, antes que eu agrida uma mulher grávida. – Nina riu. – Vamos, para o nosso cinema, então?! – Indagou e eu assenti.

Nina escolheu o filme para nós, enquanto eu comprava nossa pipoca. Apesar de estar tentando na última semana tem sido difícil resistir, então jogando para o alto a boa alimentação eu me rendi a um milkshake de chocolate. Eu me deliciava com o meu milkshake tranquila, enquanto esperávamos na fila, para assistir o meloso filme escolhido por Nina, senti meu ombro ser tocado.

- Nós duas temos alguma coisa com encontros no cinema! – Meu coração desacelerou quando eu vi quem estava parada em minha frente.

- Ada?! – Indaguei quase sem ar. – Que..., que..., que surpresa. – Disse nervosa. – Não sabia que você estava por aqui...

- Ah, eu tinha um desfile no último fim de semana. – Ela falou simplista. – Eu até iria embora, mas então eu fui surpreendida. – Ada abriu um sorriso genuíno. – Âmbar me convidou para a festa dela! – Ela ergueu os braços. – Não é incrível, nunca pensei que ela me pediria para ficar para o aniversário.

- Então, você esteve com eles?! – Minha garganta trincou. Matteo não havia mencionado nada sobre ter encontrado Ada quando foi buscar as crianças.

- Ah, sim, mas foi bem rapidinho. – Ela colocou o cabelo de lado. – Matteo me disse que você estava grávida, mas não falou que sua barriga estava tão linda.

- Ah, obrigada. – Falei um pouco incomodada. Por que ele não me disse nada?! – Que legal, você estar aqui para o aniversário da Âmbs. – Comentei receosa.

- Sim, eu estou empolgada, principalmente porque o Matteo está tranquilo por eu estar no aniversário dele. – Ada pontou e eu mordi o lábio.

- Que bom. – Eu apenas assenti brevemente.

- Lu, é sempre maravilhoso ver você. – Ela me abraçou rápido. – E você também Nina. – Ela cumprimentou minha amiga. – Amanhã conversamos mais, você e Gastón, vão, não é?!

- Sim, vamos. – Nina confirmou com a cabeça.

- Meninas, au revoir. – Ada lançou um beijo no ar. – Vou aproveitar para comprar uma coisinha para o Matteo. – Ela indicou e saiu.

- O que foi isso?! – Falei olhando para o nada.

- A vida amiga, essa foi a vida. – Nina tocou meu braço. – Em sua forma mais natural.

- Ela vai tentar voltar com ele. – Constatei com um nó na garganta.

- Sim, ela vai, ela o ama. – Minha amiga apontou e eu me senti péssima pelo resto da noite.

...

Oitavo mês, você está tão longe e tão perto ao mesmo tempo. E tudo o que eu poderia dizer naquela manhã em que eu amanheci com 32 semanas era que minha cabeça doía, e muito, além do inchaço eu nunca estive tão inchada. Não sabia ao certo se era uma enxaqueca por causa dos bebês ou se era porque eu havia ido dormir chorando, depois de ter me encontrado com uma Ada apaixonada no shopping, nunca sofri tanto por ter dito não a Matteo como sofri naquela noite, foi como perde-lo, por mais que eu soubesse que ele provavelmente esperaria até que eu tivesse nossos bebês, e por isso, mais do que nunca eu desejei segurar meus filhos dentro de mim. Um sábado preguiçoso somado a uma dor de cabeça torturante te faz ficar deitada na cama durante todo o dia, nem mesmo a fome me fazia levantar, então eu fui ficando, ficando e ficando, até começar a ver o entardecer tomar o céu, foi quando meu telefone tocou.

- Oi mãe. – Atendi baixo.

- Oi querida. – Seu tom acalmou meu coração instantaneamente.

- Como você está?! – A voz afobada do meu pai invadiu a ligação.

- Filha, por favor diga ao seu pai que você está bem e que ligaria se tivesse algo errado. – Minha mãe pediu com tranquilidade.

- Pai, estou bem. – Falei rápido. – Fiquei um pouco fora do ar hoje porque estava com uma dorzinha de cabeça.

- Eu não disse! – Ele exclamou. – Eu não disse que tinha algo de errado.

- Pai, não é nada. – Relativizei fechando meus olhos. – Isso deve ter acontecido por... – Parei minha frase no meio.

- Por...?! – Meu pai quis saber.

- Nada pai, eu estou bem. – Reafirmei com confiança.

- Um instantinho filha. – Minha mãe falou e a linha ficou muda por um instante. – Estamos sozinhas agora, o que houve querida?! Pode desabafar.

- Mamãe... – Minha voz embargou no meio do caminho. – Acabou mamãe, acabou...

- O que acabou filha?! – Ela questionou preocupada.

- Meu casamento mamãe, meu casamento. Luna e Matteo. – Disse e as lágrimas caíram sem piedade alguma.

- Ohh, meu amor, eu sabia, eu sabia. – Eu podia visualizar minha mãe manear a cabeça. – Você estava ignorando isso por muito tempo querida, não se termina um casamento em um estalar de dedos. – Indicou séria. – Mas, me diga o que a fez virar a chave.

- Ada. – Respondi e tomei folego. – Lembra dela?!

- Sim, a antiga namorada do Matteo. – Minha mãe falou. – E o que tem ela?!

- Ela está aqui, não aqui em casa, mas na cidade. – Expliquei depressa. – A Âmbs a convidou para a festa de aniversário deles.

- Convidou?! – Minha mãe parecia espantada. – Achei que elas não se bicavam.

- Eu também, mas nada costuma fazer sentido com a Âmbs. – Rolei os olhos.

- E você já está pronta?! – Ela questionou animada.

- Pronta?! – Interroguei sem entender.

- Sim, querida, para a festa. – Minha mãe indicou e eu apenas suspirei.

- Eu recebi dois convites, mamãe. – Pontuei com tranquilidade. – Um para não ir e outro para ficar em casa, e o pior que nem posso reclamar disso. – Me virei na cama sentindo minha cabeça se pressionada. – Fui eu quem disse a ele que precisávamos de uma distancia aceitável, para tocar nossas vidas.

- Apareça assim mesmo, sem avisar. – Minha mãe estimulou. – Dê a desculpa de ir dar um abraço em Âmbar, e aproveite e agarre seu marido.

- Mãe, eu não quero fazer do meu relacionamento com Matteo um ioiô. – Indiquei séria. – Eu fiquei um pouco assustada com a presença de Ada, mas vou me acostumar a isso. – Afirmei tentando ficar segura. – Eu não vou criar meus filhos em um ambiente instável.

- Entendo filha, e me orgulho que você assume as consequências das suas escolhas. – Minha mãe falou e eu suspirei longamente. – Mas, só me promete uma coisa. Não! Na verdade, me prometa duas coisas.

- O que?! – Perguntei sorrindo, apesar da dor de cabeça.

- Me prometa que será feliz e que não terá medo de mudar de ideia. – Minha mãe pediu e meus olhos arderam.

- Claro, mãe. – Falei emocionada. – Eu prometo.

- Certo, então aproveite a noite, peça algo para comer, ou cozinhe se tiver vontade, e descanse, porque seus filhos voltam amanhã. – Ela indicou e eu me ergui na cama.

- Pode deixar mamãe, vou obedecer a risca. – Sorri mesmo sabendo que ela não podia me ver.

- Vou desligar, preciso acalmar seu pai. – Ela riu baixo. – Qualquer coisa quero que me ligue.

- Eu vou ligar. – Afirmei sincera. – Eu te amo, mamãe.

- Eu também te amo, filha. – Minha mãe falou e nós desligamos.

Depois de ter falado com ela permaneci por algum tempo deitada, olhando para o teto vendo pequenos pontinhos nele, e dando carinho aos meus bebês. Quando descobrimos que seriam um menino e uma menina novamente, sem alarde algum contamos para nossos filhos sobre o sexo dos seus irmãos, e a parte mais emocionante de tudo acabou sendo a forma simplista com que Diana perguntou se daria tempo para “trocar” o nome da irmã de Elena para Catarina, e aquilo foi talvez o momento mais bonito que vivi com Matteo desde que nos separamos, e eu só esperava que as coisas se ajeitassem no último mês para que tivéssemos um parto tranquilo. De qualquer forma eu já estava melhor daquele jeito do que estive na gestação de Federico e Diana, ao menos ele estava comigo me dando suporte e outra vez ele se mostrava um homem excelente fazendo isso. Já estava escuro quando eu decidi vencer minha dor de cabeça e descer as escadas, atrás de comida, passava uma geleia sobre uma fatia de pão quando meu telefone tocou e seu barulho piorou minha dor de cabeça.

- Oi Matteo. – Cumprimentei massageando a têmpora, ouvindo o barulho vindo do outro lado da linha.

- Oi Lu, sei que é o seu day-off, mas é que Diana está pedindo para comer um docinho hoje... – Matteo começou manso, e eu sabia o porquê eu havia colocado nossa filha de castigo, e como sempre ele estava tentando aliviar. – E sabe ela está se comportando tão bem...

- É eu sei. – Apertei meus lábios e uma dor de cabeça forte me atravessou outra vez.

- Lu?! Lu?! Você ainda está ai?! Está tudo bem?! – Matteo questionou preocupado.

- Sim. – Afirmei rápido. – Olha, eu coloquei um cast... – Comecei, mas não terminei era como se meu corpo tivesse fraquejado de uma só vez.

- Lu?! – Matteo indagou aflito. – Lu, fala comigo! – Ele pediu afoito. – Amor, amor, por favor... – Foi a última coisa que eu o ouvi dizer.

...

Um bipe, outro bipe, eles tinham um ritmo frequente e um som estridente que não me deixava abrir os olhos, além disso meu corpo pesava e eu precisei de um tempo até ouvir algo que enchesse minha mente oca.

- Por favor, não a leve. – O tom tranquilo, porém emocionado de Matteo me tocou. – Sei que não faço tudo certo, na verdade eu faço tudo errado, mas por favor não a leve, não a tire de mim, nem dos nossos filhos. – Ele pediu e uma lágrima involuntária escorreu pelos meus olhos. – Eu a amo, e sempre vou amar, não posso viver sem a minha gata, sei que isso pode não fazer sentido, mas se olhar dentro do meu coração vai ver que estou falando a verdade. – Continuou e eu me segurei para permanecer ali parada. – Sei, que estar longe talvez não seja a melhor versão do amor, mas ela se sente melhor assim, e eu não posso culpa-la. Por isso, tenho ficado tranquilo em cuidar dela como posso. – Matteo disse com a voz embargada. – E deixe nossos filhos também, eu não quero perde-los, eu os amo tanto, por favor se tiver que levar alguém me leve, mas os deixe, por favor... – Entreabri os olhos devagar e ele percebeu. – Lu!

- Onde, eu estou?! – Perguntei olhando para aquele lugar branco sem muitos detalhes, que supus ser um hospital.

- No hospital. – Matteo acariciou meu rosto. – Na UTI.

- UTI?! – Indaguei e ele confirmou com a cabeça, e então enfim olhei para minha barriga e ela não estava lá. – Meus filhos! – Me agitei imediatamente. – Onde estão meus filhos!

- Na incubadora, eles estão recebendo oxigênio. – Explicou e eu fiquei ainda mais confusa. – Você teve uma crise de pressão e algo que eles chamam de síndrome de HELP...

- Mas, eu estava tomando os remédios. – Disse me sentindo culpada.

- Eu sei, eu sei, isso foi uma fatalidade. – Matteo beijou minha testa. – O importante é que você está bem.

- Mas, e Catarina e Lorenzo, eles..., eles... – Eu não consegui dizer nada coerente.

- Eles estão recebendo todos os cuidados, Simón disse que eles ficarão bem. – Matteo sorriu tranquilamente.

- Eu preciso vê-los. – Tentei me levantar, mas ele me deteve.

- Não você precisa se recuperar. – Matteo foi firme. – Fique tranquila, estou cuidando de tudo.

- Mas, você tem a sua... – Comecei.

- A minha vida?! – Ele arqueou a sobrancelha. – Minha vida são você e nossos filhos.

- Matteo... – As palavras que queriam dizer pararam em algum lugar onde eu não conseguia busca-las.

- Luna, eu não posso deixar de amar você, eu não quero deixar de amar você. – Ele segurou minha mão. – Entendo que queira seguir em frente e por isso te deixei livre, mas eu não posso.

- Eu não entendo. – Maneei a cabeça devagar.

- Não é o melhor momento para isso. – Matteo tocou meu rosto. – Você precisa de calma agora, eu não quero te forçar a nada, esse é um momento que eu preciso cuidar de vocês, então apenas descanse, eu estou aqui.

...

- Então depois disso vocês não trocaram nenhuma palavra sobre o assunto?! – Delfi indagou e eu confirmei com a cabeça. Ela havia vindo me visitar junto com Pedro que estava com Matteo vendo meus bebês na UTI neonatal.

- E agora eu não faço ideia do que fazer. – Confessei nervosa.

- Tem certeza?! – Ela questionou com um sorriso no rosto.

- Não posso criar as crianças num ambiente instável. – Pontuei, então ela se aproximou de mim e segurou as minhas mãos.

- Seus filhos sofrem agora com vocês separados, assim como vocês dois. – Delfi disse olhando em meus olhos. – Você sabe que Matteo e Pedro conversam, e Lu, eu te garanto que ele te ama, vocês tiveram uma briga que poderia ter sido resolvida com mais conversa e não com separação. – Ela pontuou. – Sei que podem fazer isso, só precisam conversar mais, talvez fazer terapia ou procurar outro tipo de aconselhamento.

- Mas a ex dele... – Comecei insegura.

- Eu estava na festa, a vi, e sim ela é linda, mas o Matteo manteve uma distância digna de um homem casado há décadas. – Delfi contou e um sorriso serpenteou meus lábios. – Eu também vi como ele ficou louco quando você parou de falar no telefone, e tenho visto o cuidado e a preocupação dele com vocês, ele te ama.

- Mas... – Minha boca se abriu e ela me lançou um olhar que me fez calar.

- Luna, o Matteo errou, mas quem está colocando obstáculos agora é você. – Delfi disse com tranquilidade. – A Luna, minha amiga, é uma mulher inteligente, ela não se autossabota e eu confio nela nessa situação.

- Eles são lindos. – Pedro declarou entrando de surpresa no quarto. – Meus parabéns Lu.

- Obrigada. – Assenti sorrindo. – Você conseguiu falar com algum médico?! – Me voltei a Matteo.

- Não, mas as enfermeiras disseram que eles passaram a noite muito bem. – Matteo contou e eu fiquei um pouco mais aliviada.

- Querido, olhe que horas são! – Delfi exclamou. – Estamos atrasados para buscar Ana na natação.

- Mas, ela só sai as três. – Pedro falou e sua esposa lhe deu um cutucão. – Ah, hoje ela sai mais cedo.

- É, nós já temos que ir, que pena. – Delfi apertou os lábios. – Matteo, me mande notícias. – Ela o abraçou.

- Luna, fique bem. – Pedro veio se despedir de mim e eu não vi o que Matteo disse a Delfi. – O que precisar é só ligar.

- Claro. – Assenti rápido. – E muito obrigada por tudo que fizeram por mim.

- Não precisa agradecer. – Ele sorriu então foi se despedir de Matteo e sua esposa se aproximou de mim.

- Abra seu coração. – Ela sussurrou em meu ouvido. – Não tenha medo.

- Obrigada. – Disse apenas então eles nos deixaram sozinho.

- Lu, eu falei com os seus pais e eles deixaram as crianças com a minha irmã e estão vindo ficar com você. – Matteo se sentou ao meu lado.

- Então, eu tenho pouco tempo... – Olhei para o chão por um momento.

- Pouco tempo?! – Matteo indagou confuso.

- Sim, pouco tempo. – Confirmei com a cabeça. – Mas, eu não preciso de tempo e sim de coragem.

- Coragem para...?! – Sua testa formou um vinco.

- Para dizer que eu te amo. – Disse depressa. – Que eu estava errada e que sempre haverá esperança para nós, porque eu te amo, te amo desde o primeiro dia e quero te amar para o resto da minha vida.

- Lu... – Ele abriu um sorriso e riu soprado incrédulo.

- Espera, tem mais uma coisa. – Indiquei com o dedo. – Sei que esse é um quarto de hospital e que eu fui transferida ontem da UTI depois de quatro dias, mas se você não pegar suas malas hoje e socar todas as suas roupas dentro do meu guarda-roupas, eu me levanto daqui e mato você.

- Luna, antes que você possa me atropelar de novo eu preciso te falar algo. – Matteo segurou minha mão. – Eu nunca pensei que lutar por um amor fosse ser tão complicado, nunca pensei que amar alguém fosse algo tão poderoso, nunca pensei que meu sonho seriam vocês comigo, nunca pensei que fosse preferir a vida de alguém em detrimento da minha. – Ele sorriu de sem graça. – E sabe, eu só vivi tudo isso porque encontrei em você, mais do que uma companheira de vida, mais do que um tesouro, eu encontrei em você o verdadeiro significado de amar. – Matteo falou, então se ajoelhou ao meu lado na cama. – Estava planejando usar o nascimento dos nossos filhos como desculpara para te dar. – Ele tirou uma caixinha do bolso. – Mas, agora eu não preciso mais. – Ele olhou para a caixa, então me encarou, sorriu e a abriu revelando o lindo anel dentro dele. – Luna Valente Balsano, você aceita ser para sempre o amor da minha vida?!

FIM


Notas Finais


Antes que me perguntem, sim terá Epilogo! Não sou má a esse ponto, e sim vocês terão overdose do Federico e da Diana nele! Então, o que acharam?! Curtiram esse capítulo final?! Gostaram?! O que acham que faltou?! Quem queriam ver?! E me contem, o que acharam da história no geral?! Qual o personagem favorito de vocês?! O momento mais marcante?! O mais tenso?! A cena mais fofa?! Quem quiseram matar?! Qual a frase favorita de vocês?! Me contem tudo e me perguntem coisas! Inclusive saibam que no incio de Abraça-me as coisas terminariam um pouco diferentes?!
Bem, me despeço de vocês, muito feliz por concluir essa história de coração agradeço por tudo!
Amo vocês demais e até a próxima!


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