História Abraze - Capítulo 28


Escrita por: e somerzz

Postado
Categorias Gigi Hadid, Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Justin Bieber, Revelaçoes, Segredos
Visualizações 422
Palavras 3.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


então o justin vai casar né... KKKKKKKK

Capítulo 28 - Fluke.


Fanfic / Fanfiction Abraze - Capítulo 28 - Fluke.

— Você? — questiona.

— Senhora. — corrijo-me rapidamente, vendo-a abrir um sorriso desafiador.

— Queria ver como você está.

Minha mãe quebra o gelo que se inicia naquela sala capaz de torna-la minúscula. Por mais que essa frase não soasse uma ameaça, ainda sentia cada músculo tenso.

— E garantir ao seu pai que não sou uma louca desfreada. — Ela adiciona, dando um risinho. Não sou capaz de acompanhar, acho que se o fizesse seria uma afronta diante do diabo.

— Só por isso? — Pergunto, aproximando-me cautelosamente. Eu dou a volta pela sala, contornando-a até estar do lado do Emmett. Quando eu conversava com a minha mãe, sempre mantinha três metros de distância, era melhor pra mim e pra ela.

Ela segura meu olhar, e eu jogo-me na poltrona, observando ainda assim pelo canto de olho Emmett em pé, próximo a escada.

— Eu sei o que você fez, se é o que quer saber. — Responde, fazendo-me concordar, claro que sabia, eu não me sentiria tão ameaçada se houvesse a remota possibilidade dela estar ali só pelo meu bem estar. Eu iria abrir minha boca para começar a discussão, mas os passos leves e sorrateiros de Cindy me chamou a atenção.

— Eu a Daisy estamos indo jantar na Mom. — Encarando-nos de relance, ela volta sua atenção a Emmett que apenas concorda e lhe dá um sutil beijo nos lábios. Eu sentia minhas bochechas pegarem fogo, querendo soltar um riso ou até mesmo um comentário sarcástico. Mas me contive, temia pela minha vida o suficiente para ignorar.

Dando um breve aceno, Cindy vai em direção a porta, com um peso nos ombros que até eu que não reparo em nada, reparei. Daisy vai logo em seguida e um silêncio mortal se estende.

— Vocês querem conversar a sós? — Emmett começa, mas é cortado pela voz de minha mãe.

— Não. Pode ficar — sinto seus olhos sobre mim e automaticamente abro um sorriso. Será que ela queria uma briga de família? Porque bem, eu tenho muitas coisas a falar. — Acho que você vai querer ouvir isso.

Emmett suspira e o olhar de minha mãe é tão torturante que tenho que ajeitar-me sobre o assento para poder olhá-la com clareza.

— Por que não conta do porquê eu estar aqui?

— Pensei que estivesse vindo aqui pra ver se eu estava bem — desafio, contemplando um sorriso maldoso que alarga-se em seu rosto.

— Sim, estou, mas por que tinha que vim pessoalmente para fazê-lo? — Ela insiste e eu suspiro, olhando para o mesmo.

— Ah, ele está bem ciente. — Dou de ombros, indiferente. — Ele tem muita noção que eu acho sobre ele, não é Emmett?

Ele não responde, mas segura meu olhar, logo voltando seus olhos a Laurel. Sinto que a qualquer momento eu tomaria um tiro, só em pensar na possibilidade de irritá-la na frente dele.

— Você não tem a mínima... — Ela começa, e estou preparada para ouvir suas desmoralização sobre mim.

— Laurel — ele a chama, fazendo-a se calar. Seus olhos não saem do meu, ao modo que era uma visão clara para eu permanecer aonde estava. — Não acho que precise lembra-la sobre isso. Ela está ciente.

— Acontece Emmett, que se eu não lembra-la, ela não se põe no seu lugar. — Indaga, levando seus olhos até ele. — Ela tem a mania de testar até o último e não para até consegui-lo por inteiro. E pelo o que pude perceber, ela já o fez com você.

Eu franzo o cenho, tentando buscar os mínimos detalhes sobre nossa compostura, a não ser que ela estivesse interrogado antes que eu chegasse, não havia motivo para desconfiar do que eu fiz. Acendendo uma luz na minha cabeça, eu noto. O chamei de Emmett, não de pai. Pai seria uma intimidade do qual eu não estava nenhum pouco acostumada.

— Acho que entrarmos em acordo — ele defende-se e ela me fita, curiosa.

— O que você fez? — Solta e eu abro um sorriso tenso, sabendo que a qualquer momento essa conversa passaria de pacifica para aterrorizada.

— Por que acha que eu fiz alguma coisa? — me faço de inocente, era o melhor que eu podia fazer naquele momento.

— Porque ele não teria saído de casa se você não tivesse.

Tento segurar minha expressão chocada, porém não sei se consigo. Não consigo identificar se ela está blefando ou não, minha mãe tinha várias formas de me pôr no chão, uma delas era brincar com meu psicológico.  

— Só disse o que achava. — comento, tentando de alguma forma, buscar mentiras em sua palavra.

— Suponho que sim. — Responde indiferente, suspirando. — Ela fez algo que eu tenha que me preocupar, Emmett?

Ela pergunta a ele, mas eu não levo meu olhar até ele, me recusava a olhá-lo naquele momento. Se ele tinha coisas sobre mim que estava engasgado naquele momento, a hora era agora. O máximo que ele conseguiria era acabar com minha vida e ter a primavera mais insuportável de sua vida.

— Não — ele diz e eu automaticamente levo meus olhos até ele, confusa. — Só tivemos uns desentendimentos que foram corrigidos com uma boa conversa.

Ela ri, incapaz de acreditar.

— Estou impressiona. — Ela múrmura, sobre a postura firme de uma dama. — Alyssa não escuta nem ela mesma, imaginei que teria dificuldade nesse quesito.

— Ela é uma boa garota, só precisa saber como conversar com ela. — Ele me defende, mas não deveria, não mesmo, isso só tornava tudo mais difícil.

— Tenho que discordar dessa vez. Ela não é boa, é tão ruim quanto aparenta ser. Conversa não resolve, castigo resolve. Ela só entende sob ameaça. Ela não faz nada em troca se não tiver algo a perder. — Conclui meticulosamente. — Não é?

Eu dou de ombros para ela, se a mesma estava tentando virá-lo contra mim, nem precisava se esforçar muito.

— O que você quer que eu diga? — Pergunto, gostaria de saber qual era o teor de sua conversa e porque não havia sido ameaçada ainda.

— Não quero que diga nada. Não, a propósito, quero que ligue para Lawrence e confirme que está perfeitamente bem. As coisas que ele me disse ao seu respeito foram terríveis. Se não conhecesse direito Emmett, pensaria o pior.

Ela coloca a mão sobre o peito, abrindo um sorriso singelo. Vaca.

— Só isso? — Solto, na esperança que fosse. Só queria ir pro meu quarto naquele momento.

— Tem algo que você queira a acrescentar Emmett? Aposto que ela pode fazer mais por você, do que está fazendo no momento. Deve ser uma situação difícil o que sua namorada está passando.

— Não, não está tudo sobre controle. — Ele adiciona, meio inquieto. E nós duas o encaramos. — Tudo sobre controle.

Repete aquilo, como se devesse ser verdade.

— Tem certeza? Ela pode se oferecer para ajudar Cindy em alguma coisa, já que ela quer seguir a profissão de médica. Além disso, seria mais do que útil uma ajuda financeira, ela tem dinheiro de sobra.

O fato de gastar dinheiro não me incomodava, agora ela oferecer dinheiro para ajudar a Cindy em meu nome, me apavorava.

— Não se preocupa, Laurel. Está tudo bem, estamos bem.

— Bom. — Ela diz, levantando-se. — Não se acanhe em me pedir algo ou exigir algo de Alyssa, além de resolver os problemas dela, ela está aqui para ser útil para você.

Claro. E o lance de nos conhecermos melhor, aonde fica?

— Ela está — ele solta o ar devagar e percebo que só não está sendo embaraçoso pra mim, quanto pra ele também. — Tá tudo bem.

— Ótimo, é muito bom ouvir isso.

Vejo-a tocar em seu braço enquanto abre um sorriso reconfortante, eu queria estranhamente chorar, mas de medo.

— Alyssa porque você não vai lá pra cima? Quero falar sobre algumas coisas com o Emmett.

Ela não precisa falar duas vezes, pois corro escada a cima, entrando em meu quarto em velocidade recorde. Não sinto minhas pernas, pois assim que me jogo na cama, esqueço completamente dos movimentos do meu corpo. Retirando meu celular do bolso, eu mando uma mensagem pro Justin.

Alyssa: Minha mãe está aqui. Que roupa pretende usar no meu enterro?

Nem cinco minutos mais tarde, eu tenho minha resposta.

Justin: Lol, nenhum. Você ainda é minha saída pra fora dessa cidade. Precisa de resgate?

Pensando, eu abro um sorriso, digitando.

Alyssa: Preciso de um exorcista. Se o tiver, ajudará muito.

Eu mando, e recebo um lol quase de imediato seu. Eu afundo minha cara no travesseiro, até ter coragem o suficiente para respirar novamente.

 

Temo que a conversa entre minha mãe Emmett rende, pois só quarenta minutos mais tarde eu tenho o prazer de sua presença em meu quarto. Ela bate, contudo não espera uma confirmação para entrar, assim que o faz, examina o lugar, fazendo uma feição de despontamento. Não pelo lugar, mas sim por minha total desorganização com o local do qual eu durmo.

— Não sei por que ainda tenho esperanças de vê-la mudada. — Comenta ela, chutando com os saltos altos as roupas espalhadas pelo chão. Eu não adiciono nada ao seu comentário, não poderia o fazê-lo, estávamos à sós, ela não precisava fingir na minha frente.

— Ele realmente saiu de casa? — Pergunto, notando uma pontada de arrependimento em minha própria voz, não havia pensando nisso até ouvi-la.

— Saiu, mas irá voltar. — Ela responde, ainda com os olhos sobre meu quarto. Dando alguns passos, ela retira algumas roupas de cima da cadeira, puxando-a e sentando-se calmamente sobre ela. — Ele sempre volta. — confirma, pensativa.

Mordendo meus lábios, eu balanço minha cabeça. Por mais que minha mãe fosse uma vaca sem remorso, sabia que se preocupava o suficiente com Lawrence para gastar seu tempo vindo até aqui. Apenas para provar que ela estava certa o tempo inteiro.

— Já falou com seu pai? — Sua voz se arrasta e eu sinto os pelos da minha nuca se arrepiarem no tempo que abro um sorriso nada discreto.

— Ah, claro! Não seria nada suspeito eu falar boas coisas do Emmett agora. — Ironizo, sentindo seu olhar cético sobre mim.

— Não me venha com suas ironias. Para princípio de conversa, tudo isso só está acontecendo por sua causa — tenho a impressão que suas últimas palavras saem arrastadas, entanto não reclamo. — Emmett é um ótimo homem e está te fazendo um favor em aceita-la em sua casa. Você deveria beijar os pés dele, ao invés se desfazer.

Eu gargalho, sarcástica. Olhando-a cinicamente.

— Desculpa, eu dificilmente consigo esconder o que eu sinto.  

— Eu sei disso — retruca menosprezando. — E isso é que a torna tão burra.

Eu a fito, curiosa.

— Eu tinha em mente que você seria difícil em aceita-lo como seu pai. Sabia que, em uma forma de vingança ou talvez desespero, você usasse Lawrence contra mim. Bom, admito a derrota em um deles. Seu pai ficou do seu lado dessa vez, interessantemente, o que me fez duvidar da minha capacidade de manipulá-lo. Então, conte-me, o que você disse a ele?

Eu pondero seu olhar, desconfiada. Se ele haviam conversando, ele teria dito, não é? Se sim, por que ela estava curiosa?

— Nada. Divagações, acho — comento, a encarando. Sua cabeça balança lentamente, contudo não sei se acredito que se ela aceitou minha resposta.

— Deve ter sidos divagações muito fortes. — Retruca em minha direção. Dou de ombros, em resposta.

— O que você quer de mim?

Ela parece pensar e uma feição óbvia estampa seu rosto.

— Ainda não está claro?

— Na verdade não — começo, arrastando-me na cama. — Diz que quer me manter na linha, tudo bem, eu aceito. Posso suportar as regras de Emmett, mas nada garante que eu vá me resolver com ele, então me diz, qual é o seu plano? Porque claramente as ameaças são superficiais.

Ela me encara plana, em silêncio, digerindo tudo que eu acabara de dizer. Sua compostura é tão reta que me pergunto se a mesma está respirando.

— Emmett me disse algo interessante — divaga, abrindo um sorriso pensativo. — Algo que me fez pensar seriamente quais são suas intenções.

— Sobre o quê? — Indago, curiosa.

— Sobre o tal Justin.

Franzo minha testa de imediato, tendo em mente que faço uma careta, já que seus olhos me interrogam com intromissão.

— O que tem ele?

— O que você quer com ele? — Devolve de volta, me fazendo expirar o ar. Entendi no exato momento aonde ela queria chegar, se ela achava que o usaria contra mim, estava muito enganada.

— Por que quer saber?

— Seu pai está preocupado. Acha que tem algo de errado com vocês dois e eu sinceramente não quero você metida com garotos daqui. Além de você ter um péssimo dedo para isso, tenho certeza que isso pode trazer dor de cabeça para o Emmett. E claro, não quero que ocorra. Então quero saber suas intenções. Todas elas.

— Eu não tenho nenhuma — dou de ombros, indiferente. Não era bem verdade. — Só achamos algo que podíamos nos ajudar no tempo que eu permanecer aqui, nada demais.

Eu pisco, tentando esconder qualquer vestígio que eu estava blefando. Ela concorda, mas isso não me anima, não sei se estava assustada com o fato do Emmett ter descoberto alguma coisa ou pelo fato da minha mãe estar interessada nisso. De qualquer forma, era ruim. Muito ruim.

— Algo mais? — Questiono, me perguntando se ela iria embora hoje. Pedia aos céus que sim.

— Não, acho que estou satisfeita — ela se levanta e em um vislumbre de felicidade, a mesma lança-me um olhar duro. — Espero que esteja cumprindo com suas obrigações, além de não estar dando trabalho para o Emmett. Ele está sobrecarregado agora e a única coisa que ele não precisa é ter que se preocupar com o que você está pensando ou fazendo fora da visão dele. — arrumando sua saia lápis, ela inspeciona o quarto, assim como eu. — Não quero ter que conversar com você de novo sobre isso, então ligue para seu pai e faça seu melhor para fazê-lo compreender que o que está havendo aqui é certo.

— E se eu não fizer? — Desafio momentaneamente, ela estava sendo paciente. Não usará uma quarto de sua voz comigo, parecia que a presença do meu pai surgia algum efeito nela, afinal.

— Pague para ver — indaga divertida. — Mas sei que você é presunçosa o suficiente para não fazê-lo.

É, ela tinha razão. Por mais que eu fosse burra o suficiente para desafia-la, sabia o que tinha a perder e uma rendição parecia bem melhor que uma derrota.

— Limpe esse quarto, está horrível.

Fazendo uma careta, eu acompanho seu olhar, cruzando meus braços rapidamente.

— Eu sei, por isso acho que deveríamos ter uma empregada. — Pisco inocentemente, mantendo minha compostura. — Sabe, desde que a Cindy e a irmã dela se mudou para cá, ficou bem pior. A casa é pequena, o banheiro é longe, tem sujeira pra todo lado e eu não fico muito tempo em casa para minha força de vontade me obrigar a limpá-la. Bem que você poderia dizer isso a ele, não é?

Observo-a atentamente, tentando de algum modo ver se o nome Cindy mudava sua feição. A namorada do meu pai vim morar na casa dele era um grande passo, não é? Será que ela se ressentia por isso ou eu que estava alucinando? De um jeito ou de outro, ela não demostrou anda do que eu esperava.

— Por que acha que eu faria isso por você? — Rindo, ela me pergunta.

— Tenho a mínima esperança que você quer que eu me dê bem com o Emmett. — Começo, continuando assim que tenho sua atenção. — Posso te prometer que até o fim disso, isso será realidade. Posso te prometer que irei resolver as coisas com o Lawrence, dizendo a ele que aquilo que eu disso foi no mínimo frustração de minha parte, posso dizer também que suas intenções estão acima do meu conhecimento, mas que acredito em sua boa vontade.

— O que te faz pensar que sua palavra vale alguma coisa?

Eu penso.

Ela queria mais, porém o que eu poderia dar mais a ela? Então pisco rápido, buscando.

— Se terminar essa primavera sem incidentes, sem quaisquer assuntos maus resolvidos, eu quero minha herança antes dos vinte e um ano.

— E se não conseguir? — Seus olhos brilham em divertimento, no compasso que ela me encara de cima, como se já soubesse exatamente o que eu faria, quando tudo acabasse.

— Eu desisto da faculdade de medicina e vou pra França ajudar o vovó com os negócios.

Não havia nada mais que ela queria que me ver desistir e virar uma caipira do sul alienada. Ela pensa por algum momento, tentando não deixar transparecer o sorriso que estampa seu rosto.

— Tudo bem, Alyssa. Vou conversar com ele sobre isso — ela diz, dando-me as costas, antes virando-se novamente para mim. — Mas diferente do que acha, gosto de tê-la sob minha visão, é mais fácil coagi-la sobre isso.

Adicionando, eu seguro a vontade de rolar meus olhos. Ela me joga um olhar, antes de passar pela porta. Indo atrás dela, eu indago exaspera.

— Vai embora hoje?

Acompanhando seus passos rapidamente, escutando o tilintar dos seus saltos sobre o piso de madeira. Ela desce as escadas elegantemente como se estivéssemos na baile deficiente da família Hetfield. Todo meu entusiasmo com sua partida, acaba no momento que vejo Justin. Minha mãe sorri tão triunfante que tenho a sensação que algo está apertando meu peito. Emmett também está lá, conversando com ele, queria que não fosse, entanto as duas atenções vão imediatamente a ela.

— Já está na hora de eu ir.

Suavemente ela diz, fazendo-o abrir um sorriso singelo. Parada no começo da escada, eu permaneço ali.

— Mas já?

— Sim, disse tudo que tinha para dizer para Alyssa. E também tenho um caso para resolver amanhã, então é melhor eu ir. — ela explica-se e o mesmo concorda.

— Certo, quer que eu dê uma carona para você até o aeroporto?

Não vejo seu rosto, mas sei que ela está sorrindo. É claro que está, é o Emmett.

— Isso seria ótimo.

Eu desço as escadas com sua resposta, contemplando o olhar amistoso de Justin.

— Você deve ser o Justin ou estou enganada? — Ela se dirige a ele e Emmett me dá um olhar antes de se virar para pegar suas chaves.

— Sim, sou eu. Justin, Justin Bieber. — Ele estica a mão em sua direção e ela a pega, gentilmente, ainda com um sorriso nos lábios. Eu não gostava nada daquilo, então não segurei minha vontade de rolar os olhos.

— Justin Bieber, claro — múrmura, balançando a cabeça. — Filho de Archie Bieber, não é? Eu lembro do seu pai quando vim para Medford.

Justin balança a cabeça, estreitando os olhos, aquilo devia fazer muito tempo.

— É... agora ele é o xerife agora.

— Ah sim! Ele parecia promissor já naquela época. Pensa em seguir o caminho dele algum dia? — Ela pisca, e eu penso em interferir na conversa assim que percebo o desconforto no rosto dele.

— Não, na verdade não. Ficar nessa cidade não é algo que eu cogito, principalmente governa-la.

— Entendo. Tive esse espirito livre antes de engravidar de Alyssa, é algo magnífico, contudo uma hora acaba.

Minha mãe tinha a péssima mania de querer acabar com os sonhos de todas as pessoas que entravam em seu caminho.

— Eu espero que não aconteça o mesmo comigo — ele ri, parecendo ter uma piada interna correndo em sua cabeça. — Tenho muitos planos pela frente... mãe da Alyssa — ele fala, enrugando o rosto. —... e nenhum deles é engravidar uma garota por aí e perder meu espirito.

Minha mãe ri, dando uma olhada em mim.

— Claro, claro. Mas pode me chamar de Laurel. — Ela pisca, abrindo um sorriso encantador. — Bom, eu tenho que ir agora, mas foi um prazer te conhecer Justin. Espero que ache o que procura e não perca o que já tem.

Ela diz isso e Justin balança a cabeça, parecendo pensar. Eu não entendo aonde ela quer chegar com isso, entanto não chego a perguntar.

— Boa noite, Alyssa. — Sua voz aterrissa enquanto ela anda em direção à porta, do qual Emmett está à espera. — Não se esqueça do que eu disse.

Eu pisco, murmurando um aham. Emmett nos encara antes de fechar a porta. É, definitivamente ele estava desconfiado, definitivamente minha mãe estava tramando alguma e definitivamente eu estou cansada demais para pensar nisso agora.

Jogando-me no sofá, solto um rosnado sôfrego, massageando com força o ponto no meio da minha testa. Estou cansada e odeio estar cansada. Não funciono bem quando minha cabeça está paranoica com alguma coisa.

Justin joga-se ao meu lado não muito tempo depois, ainda com uma carinha sonolenta. Seu perfume forte e rustico entra pelas narinas, me deixando inebriada por alguns instantes. Olhando minhas unhas, eu suspiro, precisava de um banho e de uma manicure.

— O que sua mãe veio fazer aqui? — Justin indaga baixinho, me fazendo encará-lo. Ele olhava para baixo, examinando sua mão enfaixada que tão pouco o mesmo estilhaçou contra a parede.

— Dizendo ela que veio me ver — respondo com uma pintada de sarcasmo na voz. Ele ri, mas balança a cabeça em negação. — Você quer? — pergunto.

— Quero o quê? — Ele questiona.

— Tomar banho comigo — múrmuro em uma súplica, fazendo-o rir, porém quando seus olhos voltam para mim, eles estão sérios.

— Eu não vou transar com você — sua voz saí suave, entanto percebo a perseverança em suas palavras. Entortando minha cabeça, eu solto:

— Por que não? — tento não soar ofendida, contudo temo que não consigo. Mas para aliviar o clima, eu rio, colocando meu melhor olhar de inocência no rosto.

Seus olhos castanhos me fitam, pensativos e até aquele momento eu não havia percebido que eles ficavam mais claros de perto, acho que não tive chance de reparar totalmente nisso. Me encarando, seu lábio forma-se em linha reta, porém logo se transforma em um sorriso travesso do qual ele não explica. Voltando seus olhos pra baixo, ele brinca com o anel em seu dedo, continuando:

— Você não acredita nisso, não é?

— No quê? — questiono confusa.

— Na sua mãe, que ela veio aqui só pra te ver — eu dou de ombros, inquieta. Não sabia ao certo.

— Não sei. Não confio nela.

— Por que? Ela parece ser uma pessoa bem... amistosa — eu indireto meu corpo assim que essa palavra saí de sua boca.

— Você não disse amistosa.

— Ah, eu disse sim — ele retruca, prosseguindo: — E, aliás, ela é gata pra caralho! Por que você não puxou a ela?

Eu faço uma cara feia em sua direção. Não sei se o mesmo quis dizer que sou feia, mas se disse, precisava seriamente de um óculos.

— Primeiro, jamais diga que minha mãe é bonita, para minha saúde mental e seu bem-estar. Segundo, apesar das pessoas falarem que eu pareço com ela, eu discordo, minha irmã Daphne é mais parecida com ela, para minha sorte. E terceiro, porém o não menos importante, não a chame de amistosa. Ela é péssima. Uma manipuladora, mentirosa que consegue se passar por boa moça.

— Oownt. — Ele múrmura inconsequente, me fazendo socar seu braço violentamente. — Aí!

Resmunga ele, rindo incontrolavelmente.

— Você fica fofa quando está com raiva — ele diz, acalmando-se dá risada. Contraio minha mandíbula, era a mesma coisa que Keeran me dizia, isso quando eu não estava prestes a pular no seu pescoço.

— Gatinho, você não me viu com raiva, não realmente. — piscando em sua direção, eu abro um sorriso. — Sou pior que o cão.

— Vou levar isso como uma ameaça — garante ele, sorrindo.

Depois de um tempo, ficamos em silêncio, apenas observando a televisão desligada. Fechando meus olhos, eu solto um suspiro baixo, isso estava me matando.

Limpando sua garganta, Justin começa, me deixando com mais uma ponta de dúvida, mas uma dúvida do qual eu estava lidando há tempos.

— Bem, se sua mãe não veio aqui pra te ver, o que ela veio fazer?

Apertando meus olhos, eu ignoro a sensação de sufoco em meu peito, puxando todo ar que consigo.

— Sinto que irei descobrir em breve — eu sussurro, engolindo o seco.


Notas Finais


HAHAHAHAHAA — risada maligna KKKK
Sábado eu posto mais um, OK?
Não esqueçam de me dizer o que achou!
Bye <333


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