História Abraze - Capítulo 37


Escrita por: e somerzz

Postado
Categorias Gigi Hadid, Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Justin Bieber, Revelaçoes, Segredos
Visualizações 379
Palavras 5.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, boa noite!
Espero que gostem =D

Capítulo 37 - The night promises.


Fanfic / Fanfiction Abraze - Capítulo 37 - The night promises.

Andar de salto era bem mais fácil que patinar no gelo. Meu salto Gucci Angel com tiras douradas e prateadas estavam lindos em meus pés, combinando perfeitamente com meu vestido prata de lantejoulas. Eu estava deslumbrante! Olho uma última vez no mesmo, contemplando minha maquiagem carregada. Olhos esfumaçados pretos com sombra dourada com pigmentos de brilho. Eu estava ótima.

— Você vai sair assim? — Meu pai pergunta, da porta do quarto, negativamente. Arregalo os olhos, encarando meu corpo.

— Sim. Não estou linda? — Ele balança a cabeça perplexo.

— Está, mas...

— Querido, vamos, está pra começar aquele filme que combinamos de assistir. — Vejo Cindy empurrando-o escada abaixo enquanto escuto seus resmungos sobre achar meu vestido muito curto. Abro um sorriso pro espelho, passando as mãos pelos meus cabelos planchados. Era incrível como eu conseguia fazer milagre em trinta minutos. Pego minha bolsa dourada, combinando totalmente ao meu look. Não havia trazido muitos vestidos, mas ainda bem que os coloquei na bolsa, para situações como essa, pra eu amostrar que estava por cima. Obrigada a pagar pena por embriaguez ao volante, mas por cima.

Saio do meu quarto, descendo as escadas rapidamente. Daisy estava lá, de calça jeans, chucks e jaqueta militar, rolo meus olhos pela sua total breguise.

— Uau. — Ela diz assim que se vira pra mim. Abro um sorriso, dando uma volta.  

— Eu sei. — Comento, indo em direção à porta. Em e Cindy já estavam sentados no sofá, agarrados para poder assistir o tal filme. — Vamos?

Digo a Daisy, deixando-a sair primeiro. Confiro se a chave que Emmett havia me dado estava na bolsa, junto com celular, dinheiro e cartões de crédito se precisasse fugir.

— Divirtam-se!

— Não esqueça do que combinamos. — Ouço meu pai gritar e abro um sorriso, fechando a porta. Desço rapidamente as escadas, atravessando a rua com Daisy.

— Entra aí. — Peço, assim que pararmos à porta de Justin, ela o faz sem pestanejar e eu puxo a porta do carro, sentindo o ar quente do ar-condicionado me abater. Justin estava abatido sobre seu banco, quase totalmente esparramado por ele, olhando pra longe, distraído. Assim que ele percebe minha presença, abre a boca.

— Uau. — Ele diz e eu abro um sorriso largo, entrando no carro.

— Eu sei — repito novamente, jogando os cabelos sobre os ombros enquanto pego o cinto.

— Você está bonita. — Eu o encaro, contemplando sua feição enrugada. Dou uma risada, procurando meu celular em minha bolsa.

— Amor, eu sou bonita. — Pisco, abrindo um sorriso mais grande que minha cara. Sinto o olhar de Justin sobre mim, mas não sou capaz de encará-lo naquele momento. Pego o celular em minha bolsa, abrindo a câmera. — Por favor, sorriam preciso de uma foto para meu Instagram.

Me aproximo de Justin, vendo pela câmera que Daisy se encolheu totalmente lá atrás apenas para não parecer. Clico em tirar, percebendo que o rosto de Justin não saiu para frente e sim para o meu rosto. Acho que ele encarava minha boca, totalmente preta. Dando de ombros, eu clico em postar, desligando a tela do celular. Ele liga o carro e no minuto seguinte já estamos saindo.

— Pra que precisava de uma foto?

Dou de ombros, olhando minha maquiagem do retrovisor.

— Apenas para indicar que estou viva e bem. — Respondo, vendo-o fazer uma careta. Não precisava fazer mais perguntas.

— Tá, e por que ela está aqui? — Ele pergunta sobre Daisy e eu suspiro.

— Condição para eu sair de casa hoje.

— Condição? Emmett te deixou sair de casa pra uma festa? Hoje? — Pergunta abismado e eu o encaro.

— Sim, ele deixou. Conversamos, sabe, sobre tudo — suspiro, balançando minha cabeça. Não queria pensar nisso mais.

— Eu não acredito nisso — Justin ri, incrédulo.

— Bom, eu posso ter contado uma pequena lorota. — Gesticulo com os dedos.

— Que lorota, dona Alyssa?

— Bem... Eu disse que a festa seria na sua casa, acho que seria mais reconfortante pra ele.

— Ah, claro! Você usou meu nome para mentir, como não imaginei? Isso faz bem mais sentido. — Ele rola os olhos, eu rio.

— Cada usa a arma que tem, querido. — Comento, abrindo um sorriso malicioso, Justin devolve o olhar contudo não sei se ele realmente entendeu. — A casa da Mary-Jane é muito longe?

— Estamos indo pra casa da Mary-Jane? — Daisy pergunta do fundo, horrorizada. Nós dois a encaramos.

— Não e sim, daqui a pouco estamos lá. — Ele responde, voltando seu olhar a estrada.

— Hmm... e o que você planejou pra noite? — Pergunto inocentemente, observando-o abrir um sorriso.

— Ah, vamos pagar pra ver. — Cruzo meus braços, lembrando-o.

— Tenho que estar em casa às três.

— Não preciso nem de vinte minutos, gata. — Ele pisca e eu sinto imediatamente minhas bochechas queimarem. É, definitivamente ele nem precisava disso.

Balanço minha cabeça, olhando pela janela. Estava uma noite linda lá fora e eu estava finalmente nela.

O trajeto para casa de M.J. é curto, o que me deixava entusiasmada. Assim que nos aproximarmos de um portão enorme, podemos ver as pessoas ao redor. Às vezes esquecia que Mary-Jane era filha do prefeito e morava em uma mansão. Do lado de fora o local estava pouco iluminado, diferente de dentro que eu conseguia ver tudo aceso. Várias pessoas estavam do lado de fora, bebendo, dançando, e se pegando, mas diferente do que eu imaginava a festa estava calma, bem calma. Eu não gostava de festas calmas.

Saímos do carro assim que Justin arranja um lugar na rua fechada e estreita perto a mansão. Caminhamos calmamente para dentro, e eu agradeço aos céus por minha perna estar quase totalmente curada — ainda conseguia ver os machucados, mas bem mais cicatrizados da última vez. Morreria se tivesse que usar calça jeans mais uma noite. Justin puxa-me pelo braço enquanto eu faço o mesmo com Daisy, entrando por uma porta lateral nós contemplávamos um salão de festa lotado com adolescentes para todos os lados.

Não tivemos que andar nem quinze passos pelo lugar para que Mary-Jane desse o ar da graça. Ela estava muito bonita em um vestido azul royal grudado ao seu corpo, se não fosse tão péssima de memória diria que comprei um igual em uma boutique em LA. Com um copo em mãos, ela parecia animada — ela sempre estava animada, mais ainda mais naquela noite. Senti seu corpo gelado me abraçando, ao passo que seu perfume maravilhosamente doce grudava em minha roupa.

— Estou tão feliz que você tenha vindo! — Abro um sorriso cínico pra ela, segurando sua mão. Uma coisa que eu odiava era falsa agitação, não combinava com minha péssima falta de empatia.

— É, eu também. Finalmente, não é? — Comento, dando uma olhada pra Justin, o mesmo estava com o pescoço esticado olhando pra alguém sobre os ombros de M.J.

— Sim, claro, quer uma bebida? Tenho que apresentar você as minhas amigas! Você gosta de hidromassagem? Eu tenho uma aqui, se você quiser entrar um pouco... — Ela me bombardeia de perguntas, puxando-me pela mão. Eu arrasto-me por ele, parando-a e olhando pra trás.

— Eu te vejo depois. — Justin anuncia nem me encarando e logo em seguida, dando-me as costas.

— Daisy? — Chamo-a que apenas sobe as mãos em sinal de rendimento e some entre as pessoas. Olho indignada para Mary-Jane.

— Ah, deixa eles. Vamos pegar uma bebida pra você. — Anuncia, dando de ombros e voltando a me arrastar.

Sigo ela até uma mesa do qual havia variadas bebidas alcoólicas, assim como petiscos do qual eu não tinha totalmente certeza do que era. As coisas naquela cidade aconteciam tão em cima dos olhos que eu mal conseguia acreditar, por ser filha do prefeito apostava que ela passava por cima das leis sempre que quisesse. Porque apostava um milhão de dólares que pelo menos metade da festa tinha menos de vinte e um anos.

Balanço minha cabeça, por que eu me importo? Se fossemos pegos, minha bunda que não iria arder. M.J. é rápida em preencher meu copo com cerveja. Ela me obriga a pegar um limão, antes de virar um copo de tequila na minha mão, aquilo era só pra começar, minha noite só começava quando eu bebia tequila. Com o limão e o sal na boca, eu viro o pequeno copo, sentindo minha garganta esquentar à medida que chega ao meu estômago. Faço uma cara satisfatória, levando a cerveja a boca, Mary-Jane abre um sorriso, voltando-me a me puxar.

Tomo o máximo de cuidado para não cair entre aquelas pessoas. Solto um suspiro aliviado assim que sinto piso sobre meus saltos. Estávamos na área da piscina, aonde havia dois caras e um garota nela, ao redor havia mais pessoas, bebendo e conversando. Ao decorrer dela, conseguia ver os grupinhos que se formavam e assim que parei à frente de um grupo garotas, soube que iria conhecer as amigas dela.

— Meninas, esta é a Alyssa, Alyssa Hester! Ela é neta da estilista Adelaide Hetfield. — Vejo os olhos de M.J. brilhar assim que as palavras saem de sua boca. Era muito bom ser conhecida por algo que não fosse filha de Laurel Madsen, a bastarda, apesar disso, sentia que essa informação era apenas uma cortesia. Ela era minha amiga porque queria algo, porque eu tinha algo que ela queria e por mais que já tivesse acostumada com a ideia, aquilo não me descia, não totalmente.

Escuto o coro de oi das meninas a minha frente, mas especialmente as quatro.

— Essa daqui é Swayer, Winter e...

Conheço todas as amigas de Mary-Jane, todas elas eram amigas desde criança, todas tinha o sonho de se casar com um político rico ou atleta famoso, sem exceções. Meia-hora de conversa eu já estava exausta, apesar de gostar de falar de mim mesma e da minha vida exuberante — não ficava tão legal quando eu conversava com alguém quase no mesmo patamar que eu. Minha vida era melhor, sem sombra de dúvidas, mas mesmo assim, não era interessante.

Algum tempo mais tarde, eu só queria me sufocar com minhas próprias mãos. Não queria ser deselegante, contudo não queria mais ficar ali com as amigas dela, falando sobre sapatos ou o garotos que peguei em uma festa. Então tratei de dizer que iria pegar mais cerveja, já havia bebido mais de quatro copos desde que fomos para fora, sendo reabastecida toda vez que M.J. levantava a mão, pedindo a um garoto qualquer para trazer mais pra nós.

Assim que ela deixou, eu saí correndo, parando antes na mesa de bebidas e sequestrando uma garrafa de tequila semiaberta. Dei um grande gole quando atravessei o salão, indo parar no jardim. Era um longo corredor com grandes janelas que rodeava o salão. Puxo o ar puro, sentando-me em umas das grades enquanto olhava o jardim verde encostado ao muro. Levo a bebida a boca rapidamente, soltando um suspiro. Ouvia a música remixada da Nicki Minaj tocando nos alto-falantes assim como os gritos que as pessoas soltavam pela música.

Solto uma risada sarcástica, eu estava linda, poderia pegar qualquer garoto naquela festa, independente de quem fosse, mas não, estou do lado de fora, sozinha, com uma garrafa de tequila em mãos me perguntando por que diabos Justin Bieber me largou sozinha na festa? E, além disso, por que me importava? Bom, eu me importava porque ele me chamou, ele deveria estar aqui do meu lado, não fazendo nada mais que o trabalho dele, em me divertir.

Quase tombo no chão com a presença abruta de Daisy no meio do mato. Ela caminha calmamente até mim, pegando a garrafa da minha mão e levando a boca em um gole grande. Me devolvendo, eu faço uma careta pra ela.

— Já cansou? — Ela pergunta e eu suspiro, dando um gole.

— Estou passando por uma crise aqui. — Comento, rolando meus olhos.

— E por acaso sua crise se chama Justin? — Eu estreito meus olhos em sua direção, levando a bebida a boca. Daisy pega a garrafa da minha mão, fazendo o mesmo.

— Por que você acha que minha crise é por causa do Justin? — Pergunto indignada, ouvindo sua risada.

— Ah, qual é. — Ela ri sarcástica, balançando a cabeça. — Vocês vivem se pegando por aí, mas quando estão em lugares públicos fingem ser dois estranhos.

Faço uma careta.

— Isso não é verdade, hoje na pista parecíamos bem próximos.

— Sério? Porque o que eu vi, foi um garoto totalmente desinteressado, te largando no chão toda vez que via a ex-namorada saltitar. — Pisco bem devagar, digerindo as palavras.

— Namorada?

— É, ex-namorada. — Daisy dá de ombros, indiferente. — Ela voltou esse verão pra cá, havia ido embora depois que o Justin terminou com ela, tadinha.

Encaro as folhagens, sentindo a queimação da tequila assim que desce por minha garganta.

— Não sabia que o Justin tinha uma ex-namorada. — Comento, tentando não soar hostil, porém sinto que falhei miseravelmente assim que ela me encara curiosa.

— Ele não te contou? — Questiona, hesitante.

— Não, ele não me conta muita coisa, mas por favor, continue. Me conte sobre essa garota.

— Olha, eu não acho qu...

— Ah, por favor, não temos um relacionamento, nem sei se o que temos pode ser chamado de relacionamento. — Deixo minha voz mais madura e firme sair, indicando que eu não estava com raiva, eu não estou com raiva, não esto...

— Ahn... vamos fingir que eu não disse nada tudo bem? Não quero me meter entre vocês... — forço seu corpo para baixo assim que a mesma faz menção em levantar.

— Daisy, querida. — Digo, piscando rápido. — Você me deixou curiosa, muito curiosa e eu não gosto de ficar curiosa. Então, por favor, eu estou te implorando que você me conte, tudo bem? Se não fizer isso pelo bem da minha sanidade, faça por cem dólares.

Abro minha bolsa, apoiando-a em meu colo. Retiro uma nota novinha de cem dólares e os olhos de Daisy brilham.

— É assim que você consegue as coisas? Comprando as pessoas? — Dou de ombros, indiferente.

— Geralmente as pessoas me dão por livre e espontânea vontade — dou um risinho, subindo os ombros. — Mas aqui, o pessoal é mais difícil, então eu compro eles — empurro o dinheiro pra sua mão, apertando-a. — Por favor.

Seus olhos se estreitam e ela suspira, pegando a nota e enfiando no bolso.

— Tudo bem, mas se vocês terminarem ou tentarem se matar, eu não tive nada a ver com isso. — Concordo com a cabeça, bebendo minha tequila. — Tá, olha, pelo o que eu sei eles se conheceram na escola. O pai dela era diretor da escola, a mãe dela havia aberto uma exposição de arte na cidade, sabe. Ela era a típica garota boazinha, nova na cidade que tinha pais bacanas. Sei que eles ficaram juntos bastante tempo, mas depois Justin terminou com ela quando a irmã dele morreu.

Sinto um calafrio percorrer minha espinha assim que ela diz isso.

— Acho que ela foi embora logo depois. Deve ser sido demais pra ela — Daisy ri, dando de ombros.

— Qual é o nome dela? — Pergunto, sentindo o sangue circular em meu rosto.

— Danielle, acho. Danielle Horowitz, deve ser isso.

Balanço minha cabeça rapidamente. Então fora isso que Justin foi fazer depois de patinar? Ver a ex-namorada dele? Era por isso que estava tão distraído? Tão malditamente distraído. Guardo meu rujo frustrado dentro da minha boca, deixando a bebida descer pra dentro. Assim que balanço a garrafa vazia em minha mão, encaro Daisy.

— Mais bebida? — Questiono, levantando, a mesma balança a cabeça, indiferente.

Suspiro, começando a ir para dentro. Tá aí, havia achado uma boa razão pra ficar bêbada essa noite e provavelmente cometer uma merda que mais tarde, bem tarde, eu me arrependeria.

 

JUSTIN BIEBER

— Sabe, eu não entendo, realmente não entendo. O que ela vê nele? Na real, ele é um total babaca! — Tucker dá uma risada ao meu lado enquanto escutamos as lamentações de Brandon. Até quando ele ficaria ligando com quem Mary-Jane transava? Ela é só mais uma figurinha no baralho que podia ser facilmente substituída.

— Ele é capitão do time, Bran. — Respondo-o, observando Hale rapidamente.

— E daí? Até eu posso ser capitão do time de hóquei. — Ele resmunga e eu dou uma risada sendo acompanhada por Tucker. Se meu amigo não fosse tão ruim das pernas, acreditaria nele.

— Posso te colocar no time se quiser. — Tucker sugere, risonho, tendo um olhada desconfiada de Bran. — Até porque você está olhando pros dois melhores zagueiros do Sucker Ducks. — ele passa o braço ao meu redor e nós dois fazermos menção aos músculos em nosso braços. Brandon rola os olhos enquanto Kurt se aproxima, alegre.

— Aonde estava? — Questiono, pegando a garrafa de vodka fechada em sua mão. Dou a Tucker que abre.

— Por aí, mamãe. — Ele sorri, sentando-se ao meu lado no capô do carro.

Endireito-me sobre a lataria. Depois da ligação de Emmy dizendo que precisava falar urgentemente comigo, eu estava em alerta, totalmente alerta. Ela parecia assustada e desesperada, o que fez meu sangue sumir do meu corpo, tentei de todo modo falar com ela — a procurei em sua casa, contudo Ximena estava muito bêbada para sequer se lembrar quando a viu pela última vez. Procurei por Ramon que não estava em seu esconderijo, tentei falar com suas amigas que também não sabiam aonde ela estava, mas me deram uma informação que, provavelmente, ela estaria com seu namorado. Então me pergunto: que namorado? Eu não sabia de nenhum namorado, ela não havia dito sobre nenhum namorado e Emerson contava tudo a mim! Me sentia excluído, apavorado e raivoso. Não acredito que ela estava namorando e não havia me contado, apesar que, ultimamente, ela não fazia mais nada que não fosse as escondidas.

— Ou, você viu Emerson ultimamente? — Pergunto a Kurt que bebe ao meu lado. Ele levanta os olhos até mim, lentamente.

— Não, por que? — Encaro-o de lado, dando de ombros.

— Ela me ligou ontem. Estava desesperada, não consigo falar com ela de jeito nenhum e já não a vejo faz dias. Estou preocupado. — Solto um suspiro, sentindo seus olhos direcionarem para frente. A bebida é levada a sua boca rapidamente.

— Ah, cara. Ela deve estar na casa de alguma amiga, deve tá fazendo birra por você estar passando muito tempo com a Alyssa. — Ele ri, dando de ombros.

Nego mentalmente em minha cabeça pelo comentário. Mas balanço minha cabeça.

— É, pode ser.

Comento, vendo o Cadillac preto de Dylan brilhando na noite pela rua. Rujo animado, abrindo um sorriso tenso pra Kurt.

— Você está pronto?

— Nasci pronto, babe. — Responde pra mim, entregando seu copo a Tucker. Dou uma risada pra ele enquanto caminhamos em direção ao diabo. — Sabe que isso vai pegar bem mal pra você, não sabe?

Dou de ombros, despreocupado.

— Não é com isso que eu estou preocupado — comento, sentindo minhas bochechas doerem.

— E com o que você está preocupado? — Kurt arregala os olhos e eu dou um empurrão nele, soltando um suspiro.

— Tem a menor possiblidade disso dar errado. Eu posso perder, posso ter que ficar submisso pra sempre e posso perder minha oportunidade de sair dessa droga de cidade. — Pisco rápido, nem queria pensar nisso. — De um jeito ou de outro, minha reputação é o que menos me preocupa.

— Huh, está mais preocupado com o que ela vai pensar, não é? — Dou de ombros, tentando soar indiferente.

— Se tudo der certo, ela nunca vai descobrir. — Suspiro, tateando meu bolso. Nenhum sinal de Emerson até então.

Acabamos chegando a Dylan e Bryce também que estava ao seu lado. Ao redor de ambos tinha pessoas, garotas e garotos, conversando com eles, duvidava que os mesmos haviam vindo do circuito e havia ganhado uma corrida, apesar de saber que a metade da cidade estava na casa de Bryce.

— Olha, a Cinderela e sua irmã feia. — Bryce comenta, fazendo todos aos seu redor rirem, eu abro um sorriso, encarando Kurt. O mesmo põe a mão na cintura que nem uma garota barraqueira.

— Quem você está chamando de feio, cabeçudo? — Kurt pergunta, apontando pra Bryce. Eu dou uma risada alta, vendo o rosto de Bryce ficar vermelho de raiva, Dylan estava quieto, quase rindo. Era naqueles momentos que eu sentia falta do ensino médio, éramos só moleques briguentos, se preocupando um com a merda do outro.

— O que querem? — Dylan toma a vez, antes que Bryce e Kurt resolvesse se enroscar no asfalto. Solto um suspiro alto, indicando meu cansaço.

— Vim te fazer uma proposta — falo sério, me dirigindo a ele. Suas sobrancelhas se arcam e ele endireita-se sobre a porta do seu carro, o mesmo estava apenas encostado.

— Que proposta? — Questiona, desconfiado.

Coloco meu celular no bolso, voltando meus olhos até ele.

— Bom, eu poderia vim aqui e te bater até estourar seu crânio — começo, sentindo os olhares alheios me acompanhando com uma hesitação errônea. — Ou poderia acabar com sua festa, dedurando vocês dois pro Emmett — dou uma risada, só pensando na cena. — Sabe que o cara te odeia, precisaria só de um comentário pra você ser virado ao contrário.

Observo sua feição séria, se retraindo à medida que ele entendia do que eu falava.

— Mas... — balanço minha cabeça negativamente. — Poderia não adiantar. Você é muito insistente e a Alyssa... — paro, pensando em uma palavra. — Vamos dizer que ela adora ser do contra.

— O que você quer? — Dylan solta ríspido, claramente desconfortável com o rumo da conversa, eu pisco devagar, fazendo um bico.

— Quero uma corrida, Davenport. — Vou direto ao ponto, encarando Bryce que acompanhava a conversa calado. — Uma única corrida pela propriedade dos Loddington. — anuncio, gesticulando. — Uma corrida, apenas. Se eu ganhar, você se afasta dela, de uma vez por todas. Sem ligações, sem encontros por aí, sem visitas inesperadas, você some, entendeu?

Ele abre um sorriso sarcástico, sem qualquer vestígio de agitação.

— Desculpa, não estou vendo aonde eu ganho nisso. — Diz irônico e eu abro um sorriso.

— Bom, caso você ganhasse, algo que eu acho muito difícil de acontecer —, rio — eu... relevaria. Se você vencesse, eu deixaria vocês em paz, faria questão de ajudar vocês a se pegarem por aí, sem serem caçados pelo pai dela. Sairia do seu caminho. Sem socos, sem presenças interruptas... só deixaria acontecer.

Ele pondera, encarando meu rosto. Eu estava muito calmo, até porque a situação não me intimidava, mas deveria fazer isso com ele.

— E se eu não quiser? — Ele pergunta e eu encaro o chão. Bryce o encara com a testa franzida, um silêncio preenche o local. Todos ao nosso redor escutava a proposta, sem nem piscar, o povo dessa cidade adora uma treta, pelo amor.

Em resposta a Dylan, eu dou de ombros. Sabia que havia a possiblidade dele não aceitar — se fosse esperto o suficiente, não faria. Confiava no meu taco o suficiente para ter certeza que não perderia, contudo, fazia tempo que não treinava e não corria muito no circuito e além disso, vencer dele era fácil, estava acostumado com a pista desde o quinze. Lembro-me de ter dado algumas voltas no local quando éramos moleques, vivíamos tentando ultrapassar os limites dos garotos do circuito.

— Provavelmente vou achar outra forma de foder você. — Respondo, honestamente. Seria abrindo o crânio dele com socos, só pra suprir minha vontade incontrolável de matar um Davenport. — De um jeito ou de outro, inevitavelmente. Mas pense bem nisso. A garota é o prêmio.

Eu espero, espero uma bela de uma resposta. Todos os encaravam apreensivo, ele poderia muito bem dizer não, todavia isso seria uma ferida para seu ego, é só uma corrida, uma corrida que ele pode ganhar.

— Qual vai ser, Dylan? — Pisco, ouvindo tudo ao meu redor, aquele silêncio estava me irritando.

— Tudo bem. — Ele profere as palavras calmamente, olhando Bryce. Abro um sorriso pra Kurt ao meu lado. — Mas qual é o truque?

Olho atônico em sua direção.

— Nenhum. — Falo, indicando Kurt. — Porém, Bryce vai no meu carro e Kurt vai no seu — digo, vendo sua feição confusa. — Sabe, quero garantir que meu carro não vai explodir no processo.

Abro sorriso, ouvindo a risada de Kurt.

Dylan e Bryce se olham, soltam um suspiro e nos encaram de novo.

— Tá, Bieber. Do seu jeito.

Balanço minha cabeça, dando as costas. Kurt volta comigo no processo apenas para pegar o carro, Tucker e Bran nos encaram confusos.

— Tá, o que foi aquilo? — Bran pergunta com a boca cheio de alguma coisa que eu nem queria saber.

— Uma proposta pela mão da garota do Bieber. — Kurt anuncia e eu rolo os olhos, entrando no meu carro.

— Ela não é minha garota. — Afirmo, colocando a chave na ignição. Meu amigo assobia ao meu lado, entrando no banco de carona.

— Você acabou de fazer uma proposta pra ver quem fica com ela, cara. De um jeito ou de outro, amanhã ela vai ser a garota de alguém. Espero que seja a sua. — Ignoro Kurt ao compasso que dirijo pela rua. A mansão dos Loddington é grande, se fossemos reto, sem entradas, daria cinco mil quilômetros, era pouco para uma corrida, mas suficiente para eu ganhar de Dylan. Eu iria ganhar, eu não tenho escolha.

 

Estávamos posicionados na linha. A largada era em frente ao portão que entrava na propriedade, iríamos correr no que estava ao redor, era torcer para eu me lembrar perfeitamente o caminho. Aumento mais um pouco a música do Chris Brown que tocava no meu rádio, cantando Gimme That, sabe, no tempo que ele fazia músicas boas. Balanço minha cabeça no som da música, vendo Bryce entrar no meu carro. Pelo retrovisor direito via que Kurt já havia entrado no carro de Dylan também.

Abrindo um sorriso, eu giro a chave na ignição, ouvindo o som alto e rouco do motor. Meu bebê estava muito bem desde a última vez que Bryce o viu.

— Está muito melhor da última vez que eu o vi. — Dou uma risada, lembrando-me perfeitamente da cena.

Estreito meus olhos para o retrovisor de frente, observando as pessoas ao nosso redor, ansiosos. Uma garota morena e bonita posicionou-se em nossa frente, acho que seu nome era Natasha, abrindo um sorriso ela puxou seu top rosa, ficando apenas de saía e sutiã. Contemplando a imagem, eu acelero o pé no acelerador, sem sair do lugar. Dylan se posiciona ao meu lado, fazendo o mesmo.

— Você vai perder... — Bryce múrmura ao meu lado e eu o encaro cético. Não havia essa opção no meu cardápio.

— Um... — ela grita, chamando a atenção de todos.

— Dois... — todo mundo nem respira, só esperando.

— Três! — então ela joga a blusa, dando início a nossa corrida.

Dylan ultrapassa na frente, fazendo ziguezague na pista para que eu não pudesse ficar ao seu lado. Colo na traseira do seu carro, mantendo meu Dodge no meio da rua, completamente ereto. Se ele continuasse daquele jeito, não conseguiria avançar mais. Piso meu pé no acelerador assim que seu carro vai pro lado esquerdo da pista, havia muita curvas estreitas na casa de Bryce, o que dificultava em deixar meu carro equilibrado nelas.

Seguro meu câmbio deixando o carro deslizar pela rua reta, em um descuido do mesmo, eu o ultrapasso, ficando à sua frente. Vejo sua frustração assim que ele gruda na traseira do meu carro, mas para não fazer o mesmo, eu acelero, acelero o máximo que meu carro aguenta, vendo-o vim para trás com o impacto e ficar andando só nas rodas traseiras.

Dou uma risada pela cara espantada de Bryce, encarando Dylan pelo retrovisor, comparado ao seu Cadillac, meu carro era leve, muito fácil de voar do que o dele. Fazia muito desde a última vez que eu parei para ver o carro dele, apesar de saber que aquele era novo, sabia como o mesmo gostava de complementá-los, deixando-os pesar uma tonelada. Porém, ainda com isso, ele era rápido, também não esperava mais de um carro seminovo. Ainda queria saber como ele conseguiu vencer o cara de Seattle, sei que ele é bom — o segundo melhor, depois de mim, mas ainda, o cara que ele correu era bom demais. Duvidava que ele tivesse trapaceado, mas também duvidava da sua capacidade de jogar totalmente limpo. Depois que me afastei dele, o mesmo ficou muito amigo de Bryce e Bryce, bom, o Bryce é um Loddington, e um Loddington nunca é bom, isso é fato.

Dylan ultrapassa, ficando ao meu lado, por um momento corremos em sincronia pelas ruas estreitas, nem um, nem outro ficando à frente. Escuto a música do rádio trocar, então batuco meus dedos contra o volante, esticando meu pescoço para ver se conseguia enxergar mais à frente. Além de asfalto, mato e grandes e muros, eu não via mais nada. Em algum momento, o carro de Dylan ficou para trás, entrando no meio do matagal de propósito, eu olho Bryce que está com um sorriso em seus lábios. Rolo meus olhos, balançando a cabeça, o mesmo havia pegado um atalho, mas é claro! Como não pensei nisso? É óbvio que ele iria roubar, mesmo que não tivesse deixado claro as regras, era o mínimo do esperado não fazê-lo, entanto por que estava surpreso? Ele é um Davenport, e eu espero tudo de um Davenport.

Meu pé caí no acelerador, deixando ir a mais de duzentos por hora, naquele momento não estava me importando se bateríamos em um poste pela alta velocidade, ou se sairíamos voando em direção uma parede. Naquele momento eu só me importava em vencer, questão de honra agora. O cara não se garantia ao ponto de jogar totalmente limpo comigo.

Parece que corri um quilômetro inteiro sem ver Dylan atrás de mim, mas por incrível que pareça faltando poucos mais de dois quilômetros para a linha de chegada o avistei, a minha frente. Acelerei ao máximo, observando-o fazer em ziguezague, contudo assim que consegui uma brecha em sua manobra, adentrei, ficando ao seu lado. A cada novo segundo os nossos carros ficavam na frente, estávamos no limite, um iria ganhar.

Deixo o pé descansar no pedal, sentindo e ouvindo meu celular tocar em meu bolso. Segurando o volante com a mão, eu pego o celular do meu bolso, tentando manter o equilíbrio assim que olho pra tela. Clico em aceitar a chamada assim que leio o nome Emerson na tela. Coloco o celular no meu ouvido, segurando-o com o ombro enquanto volto minhas mãos para o volante.

— Emmy? Finalmente! O que aconteceu? O que você queria?

— Eu preciso falar com você. — Ela múrmura baixo no outro lado e eu faço uma careta para tentar ouvir.

— Agora? Emerson, agora é uma péssima hora, será que eu posso ligar pra você daqui há uns cinco minutos?

— NÃO! — Ela grita no meu ouvido, fazendo-me deixar cair o celular no chão, irritado, eu seguro o volante com uma mão novamente, abaixando-me para pegar o celular no porta luvas. Escuto o resmungo incrédulo de Bryce ao meu lado, se fossemos para morrer, morreríamos juntos, não havia nada mais que ele pudesse querer mais do que isso no mundo. —... entendeu? Preciso falar agora! Preciso que você venha até minha casa agora! Justin, por favor!

Sua voz estava mais alta dessa vez, embaçada como se ela tivesse chorando, seguro o ar em meu corpo, sentindo meus ossos estralarem.

— Emerson, agora, realmente, realmente, é uma péssima hora. Eu estou em uma corrida muito, muito importante. — Tento soar calmo pelo telefone, mas ela teria que entender a urgência em minha voz. Daria toda a atenção que ela precisava em cinco minutos, não antes disso, precisava me concentrar em vencer e não conseguiria com ela gritando em meu ouvido.

— Esquece essa corrida idiota. Eu preciso de você aqui. — Ela implora e eu ouço os soluços engasgados em sua garganta. Sinto cada músculo tenso.

— Em, eu não po...

— JUSTIN! EU ESTOU GRÁVIDA E TEM MUITA SANGUE, EU NÃO SEI O QUE FAZER. Você tem que me ajudar! Por favor, eu preciso da sua ajuda, você tem que me ajudar!

Fecho meus olhos com força, ouvindo meu coração pulsar o sangue rapidamente. Não tenho certeza do que ouvi, não tenho certeza se estou sentindo minhas pernas.

— Você disse o quê?

— Sangue! Tem muito sangue! Por favor, me ajuda!

Engulo a seco, sentindo o nó na ponta do meu estômago. Embaralho os pedais, apertando com tudo o de parar ao invés de acelerar. Escuto o baque alto do corpo de Bryce por frente e não tenho certeza se o mesmo acontece comigo porque estava com as mãos suando de nervosismo. Encaro Bryce perplexo, olhando a frente logo em seguida. Solto o ar preso, vendo que Dylan passava pela linha de chegada enquanto eu estava atrás.

Pisco rápido, constatando o óbvio: eu havia perdido.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Até quinta xxx.


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