História Abraze - Capítulo 38


Escrita por: e somerzz

Postado
Categorias Gigi Hadid, Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Justin Bieber, Revelaçoes, Segredos
Visualizações 229
Palavras 4.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEEEYY GUYSS!!!!!

Capítulo 38 - Side effect.


Fanfic / Fanfiction Abraze - Capítulo 38 - Side effect.

— Saí do carro! — Rosno furiosamente para Bryce, ouvindo o barulho da porta sendo aberta e batida.

Acelero com tudo, indo para trás na mesma intensidade. Encaro o retrovisor vendo o pessoal se despistando em minha frente, dou uma girada no volante, ficando com o carro no sentido horário e logo seguida deslizo pela pista, saindo rapidamente da propriedade dos Loddington.

Com as mãos mais calmas, eu procuro o celular que caiu em algum lugar do carro, achando-o depois de um tempo. Clico em retornar a ligação, mas seu celular caí em caixa postal. Rujo com força, incapaz de conseguir escrever uma mensagem, minhas mãos soavam e inevitavelmente voltaram a tremer. Eu deveria ligar pra emergência ou pro meu pai, talvez pro Emmett... não sei. Naquele momento qualquer ideia além de entender a situação parecia precipitada.

Passei por todos sinais vermelhos e sinalização que vi, não queria nem pensar a borrada de multas que receberia mais tarde. Agradeci ao céus que já naquele momento da noite as ruas não estavam tão cheias, nem sabia o que aconteceria se tivesse alvos ambulantes no meu caminho. A todo momento apertava alguma coisa, meu celular, meu volante, meu próprio rosto. Estava nervoso, mas do que nervoso estava com raiva. Como assim ela estava grávida? Grávida! Ela tem dezesseis anos, mal cuida dela mesmo, como pretende cuidar dessa criança? E, além disso, cadê o pai? Ele sabe disso, como deixou essa merda acontecer? Como ela deixou essa merda acontecer? Que tipo de criação essa criança pode ter vindo de uma família tão desestruturada quanto a dela? O que as duas podem esperar disso? Meu Deus do céu.

Vou tão zangado pelo caminho que só percebo que cheguei quando o carro para, estava no automático. Saio do carro que nem um furação, batendo na porta que nem um animal, mas ninguém me atende, olho pela janela vendo tudo escuro, expiro o ar, tentando manter a calma. Meto a mão em meu bolso, procurando o molho de chaves, encontrando-o, procuro a chave da casa de Emerson. Via minhas mãos tremendo e minha memória falhando ao compasso que eu ia experimentando a chave no buraco. Depois de três tentativas, eu consigo, entrando em sua casa que nem o flash.

Subo as escadas dois em dois, logo, abrindo sua porta com força assim que chego ao seu quarto. Acendo a luz dele, procurando com os olhos ela, mas não encontro, então meus olhos se direcionam ao banheiro do qual uma luz forte e branca espreita por debaixo da porta. Corro em direção a ele, batendo na porta com força.

— Emerson abre sou eu. — Solto a voz, ouvindo-a sair em um rosnado nervoso. Escuto sua lamentação baixa, a mesma ainda estava chorando.

— Promete que não vai gritar. — Ela pede chorosa e eu solto um riso tenso. Passo as mãos pelos meus fios de cabelo, engolindo a seco.

— Vou tentar. — Digo, tentando deixar minha voz sair terna, mas sai mais como um silencioso aviso que eu vou matá-la.

— Promete! — Ela grita e eu respiro fundo, sentindo meus dentes doerem à medida que os aperto em minha boca.

— Emerson eu prometo! Agora abre a porra da porta! — Grito furiosamente, socando a parede. Ainda sentia meu peito apertado, como se alguém tivesse o comprimindo.

Escuto o silêncio do outro lado, o que me deixa mais nervoso ainda, se ela não abrisse aquela porta, eu iria arrombar e definitivamente não seria bonito. Ouço minha respiração descompassada, ficando mais calma assim que o barulho de trinco sendo aberto é ouvido. A porta range e eu empurro-a devagar, vendo Emerson encostada a parede enquanto uma posa de sangue se espalhava para o banheiro.

Pisco rápido, levando minha atenção a ela.

— O que você fez? — Minha voz saí num fiasco e seus olhos se comprimem em minha direção, cheio de lágrimas. Seu rosto estava vermelho e inchado, pelo visto ela estava chorando há tempos.

— Eu estava tentando me livrar dele. — Ela ruge entre as lágrimas, engasgando-se com seus soluços sem conseguir me dizer uma palavra concreta. Franzo meu cenho, encarando seu corpo, havia um corte extenso marcado em sua camiseta branca. Observo seus olhos vacilarem e corro em sua direção, segurando seu rosto.

— Emerson, o que você fez? — Pergunto mais firme dessa vez, segurando-a em meus braços. Aperto seu rosto com a mão, obrigando-a a olhar pra mim.

— Eu... — ela se engasga, então aponta para pia. Viro meu rosto na direção dele, observando sangue, uma faca e alguns potinhos de compridos abertos.

— Emerson? — Chamo-a, vendo seus olhos se revirarem e seu corpo começar a tremer em meus braços. Penso rápido, puxando-a para meu colo. Passo pela poça de sangue, tentando não escorregar nela, colocando-a sobre o boxe do banheiro. Enfio o dedo em sua garganta, seja o que ela tivesse engolido, teria que botar pra fora, faço isso até ver seu corpo se contrair a mesma cuspir alguma coisa para fora. Encosto-a na parede, ligando o chuveiro no frio, ela precisava ficar acordada. Pego seu rosto com força, virando-me para mim. — Emerson quem é o pai?

Seus olhos azuis piscam com força e eu aberto sua boca, encarando-a nos olhos. A mesma podia mentir pra mim, podia não dizer, mas só tinha eu ali, o único adulto. Eu faria o melhor pra era, porém antes disso, precisava saber, isso precisava fazer alguma merda de sentido em minha cabeça.

— Quem é o pai? — Pressiono, vendo sua boca curva-se em um choro. Balanço minha cabeça, segurando sua cabeça com uma mão enquanto com a outra pego meu celular. Ligo pra emergência, ouvindo o choro sair de sua garganta, assim que escuto a voz da atendente, dou as informação, falando do carro, quando a ligação se encerra, o único barulho existente no banheiro é seu choro.

De joelhos aos pés dela, eu massageio meu peito, tentando afastar a sensação de sufoco que se instalou ali. Ficando mais calma, Emerson traz os olhos a mim, aqueles olhos que me lembravam momentaneamente de Ethel.

— Kurt.

É a única coisa que ela me responde antes deu ver o nome brilhando em minha tela. Aperto em aceitar sua ligação, limpando minha garganta antes de qualquer coisa.

— Justin, cara, o que aconteceu? Aonde você está?

— Acha a Alyssa e leva ela pra casa. — Solto, desligando a ligação logo em seguida.

Fecho meus olhos com força, mantendo minha raiva pra mim. Não podia pensar naquilo agora, não queria e não podia, Emerson precisava de mim agora, depois eu pensaria em um jeito de matar Kurt.

 

ALYSSA HESTER

Entro no meu quarto lentamente, olhando pro chão e constando o óbvio: eu estava bêbada. Apoiada na parede, eu retiro meus saltos, dando meia-volta e indo para o quarto de Daisy, ela não estava melhor do que eu, na verdade, ela estava ruim, muito ruim. Aproximando-me dela, eu puxo seus sapatos, observando a mesma ri desgraçadamente, lembrando-se do seu tombo que tomou ao subir as escadas. Tento a todo custo manda-la calar a boca, seria péssimo se Emmett soubesse que estávamos bêbadas e eu não precisava de uma bronca na altura do campeonato.

— Eu quero fazer xixi. — Ela múrmura entre as risadas, em uma língua estranha. Eu faço uma careta, acho que ela queria ir no banheiro, talvez quisesse. Eu me afasto.

— Eu não vou ajudar nisso não, vai sozinha. — Respondo, observando-a cambalear em direção a ele.

Fecho meus olhos com força, contando meus dedos. Me sentia totalmente área, mas ainda tinha consciência que estava bem. O mínimo de bem. Daisy volta, com um sorriso idiota no rosto, eu a ajudo a se deitar, cobrindo-a com o cobertor assim que ela tira os olhos.

— Aquele garoto era uma delícia. — Ele dá uma risada e eu acompanho, estreitando meus olhos.

— Que garoto? — Tenho noção que pergunto mais ela está muito ruim para me responder e eu muito fora de mim para entender.

— Eu quero água. — Ela comenta novamente, me encarando. Faço uma careta, desligando o abajur.

— Você dorme, eu trago a água, tá bom? — Daisy concorda com a cabeça e eu faço meu caminho em direção a cozinha, sei que entro nela, abro a geladeira, pego a garrafa e deixo na cabeceira. Porém não lembro dos acontecimentos nos mínimos detalhes.

Aproveitando que já estava ali, eu vou ao banheiro, lavando meu rosto. Precisava tirar aquela maquiagem, que para minha surpresa, ainda estava ótima. Resmungo frustrada, lembrando-me que minha escova ainda estava no meu quarto, fazendo o caminho preguiçosamente eu escovo meus dentes, indo ao banheiro para não ter perigo de fazer uma surpresa na cama. Assim que termino, desligo as luzes, me arrastando-me pelo meu quarto. Retiro meu vestido, jogando-o sobre a pilha de roupas que havia sobre os puffs, logo em seguida, entro debaixo das minhas cobertas sentindo meu corpo relaxar no mesmo momento.

Penso que vou dormir direito, constatando pela péssima noite que tive, mas assim que todas as paranoias vem à tona, percebo que não estou com sono. Penso quem era o garoto que me trouxe pra casa e porque ela me tirou de uma situação que iria ficar muito boa com os três amigos ficantes de Mary-Jane, penso por que Justin não apareceu para me buscar, devia estar ocupado ou correndo atrás da namorada dele. Não sei quantas vezes rolo na cama, afundando minha cabeça no travesseiro para tentar conter os pensamentos. Não dá muito certo, pois sinto a cada segundo que tenho uma merda pra resolver e minha cabeça não dorme.

Depois de algumas horas, eu chego a uma conclusão, o Justin era o grande culpado da minha confusão — e eu estaria bem mais concentrada em minha saída rápida dessa cidade se a sua aversão não fosse tão excitante. Ele estava me distraindo e eu não preciso de distrações, preciso apenas focar no que eu tenho que fazer e ir embora. Precisava cortá-lo da minha vida, o mais rápido possível, de um jeito rápido. Mas não sabia como e honestamente, nem sei se queria de verdade. Justin podia ser o que for, um babaca crocodita que me odiava, mas eu gosto dele, eu gosto dele... nego rapidamente, tentando clarear meus pensamentos confusos. Eu não gosto de Justin, não posso gostar dele, não posso me importar com quem ele corre atrás ou o que ele faz nas horas vagas dele. Não posso, não vou.

Tenho que acabar com que temos, seja lá o que for, preciso de um novo subordinado, preciso achar um jeito de afastá-lo do Emmett de uma vez por todas... suspiro baixo, sentindo meu coração desacelerar e minha respiração ficar mais calma. Eu tenho que...

 

Quando voltei a abrir meus olhos novamente, me arrependi totalmente. Em algum lugar da minha mente eu sabia que era domingo, então eu não tinha que fazer mais nada que ficar na cama. Diferente de outras vezes, eu estava bem, realmente bem. Só sentia minha cabeça pesando cem quilos e aos barulhos ao meu redor ecoando, como estivessem bem longe. Rosno contra o travesseiro, ouvindo meu celular tocar. Fico parada na cama, sem me mover, tentando lembrar aonde havia o posto, quando lembro, permaneço do mesmo jeito, seja quem fosse, que se fodesse.

Viro-me na cama, com meus olhos fechados com força, não sabia que horas eram, porém sabia que era o tarde suficiente para eu estar deitada na cama. Eu espero, espero minha visão embaçada melhorar, espero minha cabeça pesar normalmente e espero eu ter o mínimo de coragem para olhar pra Emmett. Por mais que eu quisesse focar na conversa de ontem, não conseguia. Minha atenção se direcionava diretamente a Justin Bieber, eu queria mata-lo, sufoca-lo com o travesseiro, ou até mesmo estrangulá-lo com minhas próprias mãos.

Sento-me de joelhos, apertando meu rosto. Eu estou furiosa, furiosa com Justin Bieber, ele está correndo atrás da ex-namorada... balanço minha cabeça, não, eu não estou com ciúmes, eu não estou com raiva dele por esse motivo... o mesmo havia me largado na festa, e havia dito para um garoto cujo eu não conheço, me trazer para casa. Bufo com raiva. Por que eu pago ele mesmo? Não faz droga nenhuma por mim e ainda consegue me deixar putassa em um domingo de manhã.

Levanto-me da cama, indo olhar-me no espelho, eu estava horrível, simplesmente horrível. Pego minhas coisas de banho, cobrindo meu rosto com a toalha. Assim que saio do quarto, abro a porta de Daisy, a mesma ainda estava dormindo, de bruços, babando no travesseiro, rio com a cena, descendo as escadas.

Naquele momento, eu gostaria de abrir portais através das paredes, apenas para não ter que lidar com Emmett naquele momento, mas é inevitável, acabo chamando atenção e tento ao máximo não entrar em detalhes.

— Bom dia, como foi a festa?

Estou a meio metro do meu destino final, então não me viro, apenas faço um sinal de positivo com a mão.

— Inesquecível. — Múrmuro calmamente, ouvindo uma risada e aproveitando para correr dali.   

Entro no banheiro de supetão, quase tendo um troço quando a silhueta alta de Justin me surpreende. Boto a mão no meu coração, fechando meus olhos com força. Se não tivesse tanto álcool em minha corrente sanguínea, ele teria parado de bater.

— O que está fazendo? — Pergunto, observando o mesmo lavar sua camiseta na pia, assim como suas calças.

Seus olhos vem lentamente até mim, impassíveis.

— Você está horrível. — Múrmura ele, voltando seus olhos para o mesmo. Meu rosto se contraí e eu tenho a vontade esmagadora de gritar com ele, mas recuo. Não me importar, é pra começar.

Apoio-me na porta, esperando que ele saísse. Eu poderia muito bem ir tomar banho no quarto de Daisy, contudo não me atreveria a ter que falar com Emmett outra vez, precisava de um banho e iria toma-lo. Espero pacientemente, porém Justin parece uma tartaruga de tão lerda.

— Será que dá pra você sair? — Pergunto sem paciência, observando um sorrisinho sacana e raivoso aparecer em seu rosto. Se ele estava com raiva, era melhor ele ir embora logo, seria desastroso se eu resolvesse esmagar a cabeça dele no boxe.

— Eu estou ocupado. — Sua voz saí entre dentes e eu puxo o ar, me acalmando.

— Não estou nem aí pra que porra você está fazendo. — Retruco indiferente, ficando ereta. Seus olhos me encaram, fulminantes, não sei dizer se é raiva, apenas sei que eles estão famintos por algo.

Ele não me responde, apenas dá uma risada, voltando ao que estava fazendo. Dou um passo para trás, olhando o corredor, nada. Pego o ar, tá bom, seria só um banho, eu não estava com paciência para brigar, mas estava ciente demais para fazer o que eu havia prometido que não faria. Me repreendo mentalmente, que fosse, não aconteceria nada, absolutamente nada, ele sairia daqui a pouco.

Entrando novamente no banheiro, eu tranco a porta, colocando minhas coisas de lado e retirando minhas roupas. Tento não me concentrar nos olhares de soslaio de Justin enquanto o faço, apenas ando lentamente até o boxe para tomar meu banho. Quando a água desce e o vapor sobe, não ligo mais para a presença do mesmo.

Esfrego meu rosto com força, puxando a água do meu cabelo. Pendo minha cabeça para trás, não aguentando seu peso. Estava um caco, nem o banho que deveria me aliviar estava ajudando, a presença de Justin no cubículo me deixava tensa, sentia minha barriga dando cambalhotas a cada segundo. Suspiro fundo, me lembrando que deixei minhas coisas do lado de fora. Não iria abrir o boxe, mas precisava, senão não sairia nunca daquele banheiro. Entro em dilema, ele poderia ter ido embora, mas não, ainda através do vidro, conseguia vê-lo. Respiro fundo, criando coragem. Quando eu fiquei assim? Meu Deus.

Abro o boxe, esticando-me para pegar minhas coisas e assim que as alcanço sinto a mão gelada de Justin. Um calafrio percorre toda minha espinha, enviando um alerta vermelho para meu cérebro eletrizado. Levo meus olhos lentamente até ele, deixando minha feição raivosa transparecer imediatamente, ele segura meu olhar, entendendo o recado e me soltando. Puxo minhas coisas, coçando meus olhos. Coloco a escova na boca, tendo em mente que boxe ainda estava aberto, ele me encarava, não meu corpo, mas sim meus olhos, aquilo estava me deixando tensa, mas tensa do que saber que eu estava nua em um banheiro com ele, sabendo que meu pai está há poucos passos de distância de mim.

Cuspindo pra fora, eu volto meus olhos até ele, pegando meu shampoo. Tudo que eu não queria naquele momento era conversa, todavia seria exatamente o que ele iria me dar, inevitavelmente.

— Eu sinto muito. — Diz, com os olhos inebriados. Engulo a seco, semicerrando meus olhos em sua direção assim que processo o que ele diz.

— Pelo o quê? — Questiono, ainda sou capaz disso. Ele não sabia sobre minhas paranoias e sinceramente nem queria que soubesse, seja lá do que ele estava se desculpando, não era sobre mim.

— Por ontem. — Esfrego o shampoo na minha cabeça, balançando a cabeça lentamente. Viro meu rosto para frente, encontrando azulejos.

Por ontem. Tento não pensar nisso, mas penso. Sentia meu coração batendo rápido no meu peito, eu estava nervosa e não queria estar nervosa, o Justin não deveria me deixar nervosa, argh!

— Eu sinto muito, mesmo. — Comenta novamente e eu volto meus olhos a ele, empurrando seu peito.

— Já ouvi, pode ir agora.

Expulsando-o, eu fecho o boxe, colocando minha cabeça debaixo do chuveiro novamente para tirar o produto. Rosno mentalmente, ouvindo o boxe sendo aberto com força. Estou de olhos fechados e não pretendia abri-los tão cedo.

— Quero que você me desculpe, de verdade.

Suspiro, massageando meu cabelo e logo em seguida, abrindo meus olhos.

— Justin, eu te desculpo, seja lá do que você esteja falando. — Pronuncio, piscando rapidamente. Sua boca forma-se um bico, tornando seu belo rosto em feição endurecida.

Eu queria me livrar dele, então diria qualquer coisa que ele quisesse ouvir, entanto, ele continuava lá, me olhando, sem hesitar.

— Não senti sinceridade nisso.

Dou uma risada, segurando a porta do boxe e me inclinando em sua direção.

— Está desculpado, mas do que desculpado, eu juro por tudo que é mais sagrado no mundo que eu te desculpo. E não estou dizendo apenas porque quero me livrar de você, então se não se importa, vai embora. — Falo, empurrando-o, ele dá uma passo para trás, cruzando os braços rapidamente. Eu o fito, impacientemente. — Que foi?

— Se livrar de mim? Por que você iria querer se livrar de mim? — Pisco devagar, absorvendo, em minha cabeça a frase saiu totalmente irônica, então por que o mesmo escutou apenas isso?

— Nossa, não sei porque. Um banheiro, eu tomando banho... Não sei porque vejo a necessidade de te ver fora. — Ironizo, abrindo um sorriso. Seus olhos castanhos se semicerra em minha direção à medida que seus pés andam para frente.

— Huh, qual é disso agora. Você não é tímida e além disso, já tomamos banho antes. — Retruca, curioso.

Dou um passo para trás, sentindo-o muito próximo.

— Aquela foi em outras circunstâncias... — digo, lembrando-me. — Agora são outras, então, por gentiliza, saía.

— Não.

O encaro seriamente, colocando a mão na cintura. Como assim não? Ele me disse não? Ele não pode me dizer não.

— Como assim não?

— Não vou sair. — Indaga, me encarando sério. Devolvo o olhar, confusa.

— Por que não?

— Tem algo de errado com você. — Ele aponta em minha direção e dou uma risada, na defensiva.

— Tem algo de errado com todos nós, meu caro. — Comento, o encarando. — E se você não sair, eu vou gritar.

— Gritar? Eu duvido. — Abrindo um sorriso sacana, ele espera. Solto um suspiro, olhando para o teto, abro minha boca rapidamente, soltando um grito alto, no momento seguinte sinto minha cabeça batendo contra a parede enquanto a mão de Justin tampa minha boca.

— Por que você fez isso? — Múrmura ele incrédulo. Começo a gargalhar, ouvindo a voz de Emmett soar pelo corredor, Justin me olha apavorado e eu o encaro risonha.

Sussurro lentamente para que ele me solte e o mesmo me encara tenso. A água caía em sua cabeça, ao compasso que eu me sentia escorregando pela má posição. Sabia que o mesmo estava pronto para me socar se fosse necessário, mas eu acalmei seus nervos.

— Pai não foi nada! Só achei mais uma barata. — Respondo, ouvindo sua voz responder do outro lado.

Eu encaro Justin, empurrando-o com as mãos. Seus cabelos já estavam encharcados e eu ria baixo sentindo meus músculos relaxarem.

— Saí do banheiro. — Peço calmamente e o mesmo avança em minha direção, segurando meu rosto com força. Observo os olhos escuros me inundaram novamente. Ele estava com raiva, muita raiva e eu sabia que não era só por minha causa, talvez não fosse nem por minha causa. Ele estava com raiva e eu estava no ponto.

— Por que? — Justin rosna e eu dou uma risada.

— Preciso te dá um motivo? Só saí do banheiro. — Repito novamente, firme.

— Em qualquer outro momento você me pediria pra ficar. Por que não agora? — Eu encaro seus olhos, eu estava sendo tão suspeita assim? Honestamente eu não perderia a oportunidade, porém estava convicta que precisava me livrar dele, só não sabia se era uma boa escolha contar-lhe a verdade.

— Não quero mais ficar com você. 

Talvez fosse.

Respondo calmamente. Seus olhos se estreitam e sinto minhas bochechas doem ao modo que ele a aperta.

Justin não diz nada, apenas me fita em silêncio. Temo que meu coração vai sair por minha boca. Ele deveria ir embora, mas eu queria que ele ficasse. Por um lado, eu queria ouvi-lo negar, dizer que eu estava muito errada, queria que ele desse uma risada sarcástica e não aceitasse a situação. Mas por outro, eu queria ele fosse embora, aceitasse a situação normalmente e se não fosse demais, queria ele esquecesse tudo que fizemos e seguisse em frente. Seria mais fácil assim, ele tinha que fazer isso. Ele tinha que obedecer senão eu não conseguiria ir até o final, e passar por cima da minha palavra novamente seria um erro. 

Para o meu pesar e surpresa, Justin me beija. Tentei a todo custo empurra-lo, enxota-lo dali, mas não consegui, sentindo seu corpo quente sobre minha pele, era difícil. Muito difícil, amaldiçoei-me desgraçadamente, resistindo ao máximo toda vez que sua língua tentava entrar em minha boca, mas no fim acabei cedendo.

Aperto minhas mãos em seus ombros, levando elas até seu pescoço e cabelo. Inclino sua cabeça para me acompanhar, arfando com a pressão que ele fazia no meu corpo contra a parede. Justin apoia seus braços na minha cintura, puxando-me contra ele.

Era naquele momento que eu deveria chutá-lo, e manter minha sanidade intacta, mesmo sabendo que o mais importante era o que eu estava sentindo, mas invés disso, eu continuei o beijando. Empurrei-o contra o boxe trocando de parede. A água caiu sobre minha cabeça e eu observei rapidamente Justin tirar sua camisa. No momento seguinte o mesmo estava sobre mim, apertando-me contra a parede. Seus lábios descem para meu pescoço, fazendo uma varredura por toda extensão até pararem no lóbulo de minha orelha, o mesmo deixa um beijo ali, deixando-me arfar com a sensação de frio e do calor que irradiava do seu corpo.

Seus lábios voltaram até os meus, mordendo meus lábios à medida que suas mãos impulsionavam meu corpo para cima. Enlaço minhas pernas em sua volta, gemendo com o contato abruto de sua ereção em minha perna. Passo as minhas mãos em seu cabelo, trazendo-os para trás para poder ver seus olhos melhor. Eles estavam escuros, encobridos em um desejo avassalador, mas ainda assim, a raiva continuava ali.

Fecho meus olhos com força assim que seu corpo se move para frente com força, deixando meu corpo em frenesi. Já não sentia mais meu corpo me respondendo e a lembrança que aquilo que estávamos fazendo era errado, despareceu no momento que eu ouvi meu nome saindo da sua boca. Eu estava com pressa, queimando por debaixo da água morna, pouco me importava o que ele dizia, só precisava do mesmo urgentemente, dentro de mim.

Encaro seus olhos, apertando seu rosto com força, apoio minha cabeça na sua.

— Vamos sem. — Digo e percebo a feição contrariada em seu rosto. Dou uma risada, quase inclinada a desistir. — Vai por mim, gatinho, engravidar de você é algo que eu não pretendo e se isso te faz sentir melhor, só tive três namorados em minha vida e nenhum dele tinha DST, eu juro.

Ainda sinto seu olhar teimoso sobre mim, porém acho que minha risada é o suficiente para ele se convencer. Depois que fui para a França tive dois namorados, em um curto período de tempo, nenhum deles era uma saía rodada mais transavam que nem uma beleza. Suspiro só em pensar neles, não havia nada no mundo mais quente que um homem francês em êxtase, sussurrando sacanagens no seu ouvido.

Justin abaixa as calças, arrumando meu corpo sobre seu colo. Ele pincela seu pau na minha extensão, entrando com tudo dentro mim. Solto um gemido alto, fazendo o mesmo me beijar para encobrir os barulhos, Justin não vinha com um aviso prévio. Adentro minha língua boca, tentando não fazer barulho. Emmett ainda estava na casa, para minha infelicidade. Fecho meus olhos com força, sentindo seu pau deslizar dentro de mim em um ritmo rápido.

Minha cabeça bate contra a parede assim como minhas costas que deslizam sobre os azulejos. Já atrás sem mim, eu não sentia mais nada. Cada ponto do meu corpo queimava intensamente, deixando-me inerte a qualquer coisa que estivesse acontecendo além do meio das minhas pernas. Também não tenho tempo para pensar mais nada, estava inebriada por seus beijos e seu corpo. Aquilo era bom demais.

Justin solta minhas pernas, deixando-me ficar em pé, sinto minhas pernas bambas quando o mesmo me vira contra a parede, puxando minha bunda com força, enquanto força minha entrada. Meus seios batem contra a parede e sinto-os endurecidos com o impacto gelado contra eles. Justin entra em mim com força, fazendo-me apoiar a cabeça contra a ela. Ouço o barulho do seu corpo batendo contra o meu, os seus múrmuros inaudíveis e meus gemidos incontroláveis, saindo do fundo da minha garganta.

 Meu corpo amolece nos braços dele, assim que ele vira-se para me beijar. Com a respiração entrecortada nós esperamos. Ele apoia a cabeça na minha, levando os olhos até mim. Pelo tempo, devíamos ter acabado com a água do planeta.

— Considere essa aqui nossa última ficada. — Engulo a seco, ouvindo as palavras saindo da sua boca.

Ele se afasta de mim e eu abro minha boca indignada. Deveria me sentir completamente bem sabendo que o mesmo aceitou numa boa, mas sentia uma dor devastadora comprimindo meu peito. Ignoro a sensação. Me afastar dele era um favor que eu estava fazendo pra nós dois, então por que eu sentia que havia cometido um grande erro?


Notas Finais


hsaushauah nd a comentar.
Até o próximo hsauhsahsa =DD


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