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História Abre o portão que eu cheguei ( one shot ) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Sei lá, eu tava escutando abre o portão do Gustavo Lima e como é a única música que eu gosto dele, e eu gosto MUITO, resolvi escrever algo baseado.

Então fiquem com esta despretenciosa oneshot de Seulrene, hehe ;)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Abre o portão que eu cheguei ( one shot ) - Capítulo 1 - Capítulo Único


Era noite de sábado. Seulgi estava cansada do trabalho e cansada de ser cadelinha de um certo alguém. Portanto, aquela semana ela prometeu a si mesma que se guardaria para o fim de semana. Aceitaria o típico convite de sua melhor amiga, Son Seungwan, para ir a mais uma das melhores baladas de Itaewon, e iriam se divertir como se não houvesse amahã.

Aquela noite ela dançaria, beberia e, no fim, terminaria na cama de outra pessoa que não fosse Bae Joohyun. Sim, foi o que ela prometeu a si mesma. Afinal, ela estava mais do que frustrada com a sua situação com a modelo. Mais do que isso, pra ela era o fim. Chega de se deixar enganar por falsas palavras de amor. Chega de atender aos pedidos da mais velha. Chega de se permitir ser deixada de escanteio apenas para satisfazê-la. Aquela noite seria marcada como o dia de sua libertação.

E, como uma iniciação honrosa e corajosa pra isso, agora a morena estava lá, com suas roupas estilosas e atraentes se moldando e afrouxando em partes perfeitas pelo seu corpo, de aura sensual e olhar felino voraz. Ela havia virado dois shots de tequila de uma vez, junto a Seungwan, apenas para criar coragem e, por fim, escutar sua amiga gritando palavras de incentivo enquanto batia os punhos no balcão do bar e lhe observava com seu celular na mão.


Wendy : Apaga! Apaga! Apaga! Apaga! Apaga! Apaga! Apaga!

- E então ela o fez. Excluíra o número de Irene de seu celular e, ela jurou pelos Deuses que uma corrente de calafrio correu pelo seu corpo, lhe arrepiando e lhe fazendo arfar surpresa com seu próprio ato. - ISSO AÊÊÊ!! LIBERDADE!!!!

- Gritara lhe abraçando forte, dando tapas em suas costas e lhe contagiando com sua escandalosa euforia. Elas gritaram juntas e beberam mais dois shots antes de irem até a pista de dança. Um peso havia saído das costas da Kang e, mesmo que ela fosse se arrepender no dia seguinte, ou depois, ela sabia que havia sido um paço necessário a ser dado. -


Seulgi : Essa é a minha música! Eu preciso dançar isso!

- Gritara para que a loira lhe escutasse, escutando o pré refrão do hino dos solteiros, vulgo SOLO, tocar no meio da balada. Não que ela estivesse em um relacionamento com a Bae. Até porque esse foi justamente o seu maior motivo de sofrimento durante esses três anos de caso com a mesma, ser nada mais que uma amante.

Mas sinceramente, agora ela se sentia livre e, enquanto fazia os movimentos clássicos da coreografia com o indicador, mostrando todas as suas habilidades elevadas de dança e exalando toda a sua aura confiante e sexy, ela chamava a atenção que ela tanto queria, de mulheres bonitas e dispostas a lhe darem seus números de telefone.

E, quando chegara a hora do break dance final, ela mandara para que todos ao seu redor vissem o seu gingado e todo o seu mais sedutor rebolado. E, Deus, se só em existir ali ela era um dos maiores focos de atenção. No fim, ao se recostar de forma ofegante no balcão do bar e pedir mais um shot ao barman, ela podia sentir queimar em sua pele os olhares predatórios.

Portanto, quando seus olhos cheios de luxúria se encontraram com o de uma morena alta e de longos fios negros ondulados caindo pelas suas costas, vestindo um justo vestido amarelo e desafiando a moda ao ficar fodidamente linda naquela cor exageradamente chamativa, elas duas sabiam o que queriam. - Seung, se divirta. Acho que encontrei o que eu queria...

- Avisara a amiga, andando calmamente entre aqueles corpos suados e excitados se esfregando até o calor se tornar insuportável, indo em direção ao seu alvo. A morena de sorriso provocante e olhar envolvente. -


×× : Acha que seria ousadia demais eu te perguntar se você é tão boa na cama quanto na dança?...

- Disse ao aproximar-se de si, sussurrando tão próximo de sua orelha a ponto de roçar os lábios pintados em batom carmesin na mesma, causando cócegas gostosas a Seulgi e lhe fazendo sorrir sapeca. E como. Ela adoraria mostrá-la todas as suas habilidades mais pecaminosas. - Prazer, Park Sooyoung. Mas Joy é menos brochante.

- Disse em um bom humor maravilhoso, fazendo a menor rir anasalado e negar encarando seus olhos bonitos e escuros. -


Seulgi : Pelo contrário... Kang Seulgi... Eu adoraria chamar seu nome em meio a uma noite de prazer. Me soa excitante.

- Disse se aproximando de seu ouvido, pronunciando a última palavra em um arfar arrepiante. Provocativo. E não dera outra. A Park lhe puxara pela gola, capturando seus lábios em um beijo afoito e cheio de desejo, lhe permitindo provar de seus lábios sabor cereja e encaixando as bocas com uma perfeição lasciva.

Seulgi apenas se viu guiada por seus impulsos, caminhando com as mãos na cintura fina da mais alta e lhe empurrando até senti-la bater com as costas contra a parede de um corredor conhecido. O corredor que dava aos quartos vips da boate.

As mãos da menor passeavam por seu corpo sem pudor, a segurando firme e apertando com possessividade a sua bunda empinada e durinha. Joy arfara entre seu lábios como resposta, fazendo uma pontada de prazer atingir as duas e fazendo suas intimidades pulsarem. Céus, elas realmente queriam aquilo. E como queriam aquilo.

E então você se pergunta. Não é hipócrita uma pessoa que reclama de ser mantida como sexo casual estar agora prestes a fazê-lo com outra pessoa? Mas a questão para a Kang não era essa. Mas sim que existia uma diferença entre sexo casual com uma desconhecida gostosa, e sexo casual durante três anos com a pessoa pela qual era loucamente apaixonada.

Seulgi se viciara no gosto da modelo que enfeitiçara seu coração e, depois de um tempo, ela começara a se sentir cansada de sempre ser colocada em escanteio pela Bae, mas ainda assim chegar ao ponto de largar reuniões de negócios apenas para foder Joohyun a sua vontade. Aquilo não era justo.

Mas era sempre assim. Ela dizia eu te amo. Irene também dizia eu te amo. Mas quando Seulgi tentava passatempos que não envolvessem sexo ou lhe contestar quanto a um relacionamento sério, era sempre a mesma coisa. Ou a mais velha estava sem tempo, ou seu trabalho lhe tirava muito tempo. Ou ela simplesmente não se sentia no momento. E Seulgi respeitava isso. Mas havia a diferença entre respeito de interesses e ser trouxa.

Por exemplo, enquanto ela se pegava horrores com Sooyoung, seu celular insistia em ficar vibrando e vibrando irritantemente em seu bolço. E, quando ela atendera e interrompera os beijos com a morena por saber que aquele maldito toque não encerraria, ela soube que ela era realmente uma idiota trouxa. - Alô?!

- Pedira desculpas silenciosamente para a Park, a observando sorrir maliciosa enquanto passava a mão pelos seus cabelos. -


- Eu te ligo e é assim que me atende?... Estava se masturbando?... Transando com outro alguém? Porque está tão ofegante, querida.

- Suas perguntas vinham calmas, acompanhadas por aquele tom aveludado na voz profunda que tanto lhe causava calafrios de prazer. Se é que isso era realmente possível. Mas sem brincadeiras. No instante em que ouvira aquelas palavras, Seulgi ficara tão nervosa que suas mãos começaram a tremer.

Droga, não importa como, mas ela não podia ter aquela conversa na frente da mulher que mal havia acabado de conhecer. E lá estava ela, dispensando uma linda e maravilhosa garota e sexo só por causa de Joohyun. Se isso não é ser trouxa ela gostaria que você explicasse então! -


Seulgi : Eu realmente sinto muito. Mas eu tenho que ir! Pegue meu número com a loira que estava comigo antes!

- Disse sorrindo amarelo para a morena confusa e lhe deixando a passos largos e apressados, tampando o microfone do celular e saindo daquele local barulhento, indo diretamente para a entrada da boate. 

Fora como um choque. Juntando ao frio na barriga que a Bae lhe causava, a brisa que lhe atingira era tão gelada que sequer a sua jaqueta de couro fora capaz de lhe esquentar. - Joohyun, você me acha com cara de boba?! Dessa vez estou te atendendo só pra dizer que semana passada foi a nossa última vez. Eu ignorar seus textos e ligações não foi o suficiente pra entender?!

- Disse já irritada, bufando ao apertar o punho trêmulo, sentindo que se havia um momento para ter coragem, era aquele. Chega. Ela não podia mais se rebaixar aquilo. Não podia se rebaixar para Irene. -


- Espera, eu achei que estava apenas ocupada demais. Como pode simplesmente terminar assim, quando eu preciso de você. Eu te amo, Seulgi...

- Disse de uma forma carente, mas um carente sensual, com uma voz arrastada extremamente  estimulante. Ela sabia o que aquele "eu preciso de você" significava e, droga, ela não podia ceder. Mas como ela poderia manter o auto controle quando Joy havia a excitado, e em sua mente lhe vinha uma Joohyun de robe de seda e uma voz manhosa enquanto deslizava a palma pelo vale dos seios.

Maldita mente fértil e seu conhecimento apurado sobre a morena! -


Seulgi : Nossa... Você deve se achar muito esperta. Toda vez com essa mesma conversa. Me iludindo e me levando no chão... Me manipulando, e quando vou dormir vejo que estou na sua cama.

- Por mais que ela deixara claro seus sentimentos românticos pela mais velha, Seulgi nunca havia  sido tão sincera assim. Tão aberta. Mas era isso. Ela se sentia manipulada, presa a um joguinho de Irene e completamente enlaçada aos seus desejos.

De uma forma tão forte que, por mais que ela soubesse que nada nunca mudaria, no fim, ela sempre estava lá pra ela. Atendendo aos seus chamados e a satisfazendo. Mas pior ainda era saber que, além de satisfazer a Bae, ela satisfazia a si mesma, mesmo com toda a dor e confusão que aquela situação trazia ao seu coração. - Sinceramente, Irene, eu não consigo te entender. Sempre me diz que é amor, mas só me quer por prazer!


- Oh, é sério que você vê assim?... Você não é obrigada a me foder, Kang. Você é livre pra escolher fazer o que quiser, até mesmo me deixar.

- Disse levemente mais séria, em um tom irônico que tirava a mais nova do sério, a fazendo esfregar as mãos suadas no tecido da sua calça jeans colada enquanto apoiava o celular entre sua cabeça e seu ombro, antes de procurar por dinheiro em sua carteira. -


Seulgi : Aish, você não entende né?! Claro que não, só pensa em si mesma!

Eu tô cansada disso, Bae. De sair no meio da noite e te satisfazer, e um minuto depois de matar minha vontade eu me arrepender. Sair de madrugada, no meio da balada. Largar a minha vida pra viver essa adrenalina com você. Como eu estou fazendo agora!

- Por fim dissera alto, bufando e ouvindo um silêncio ensurdecedor tomar conta da chamada. Ela não se chocaria se a Bae estivesse séria e em silêncio agora. Afinal nem a própria Kang conseguia processar as suas palavras. - Droga, Joohyun. Você sabe que eu sou louca por você e que me tem nas mãos. E eu confesso que as vezes, muitas vezes, acabo me pegando esperando a sua ligação.

O meu problema é que eu te amo, pra cacete. É por isso que eu não consigo parar, me afastar. E é por isso que a sua maldita indiferença me deixa puta.

- Ela então estendera o dinheiro para o motorista do táxi, já com o celular na sua destra, suspirando derrotada e mais mansa, saindo do veículo e se pondo de frente para a mansão luxuosa que ela tanto conhecia de ponta a cabeça. -


- Seulgi, eu não...


Seulgi : Esquece... Eu tava fora de mim, bebi muito, estava numa balada.

- Apertara o interfone e por fim sorrira ladino, negando com a cabeça para si mesma e rindo anasalado, por último falando ao mesmo tempo para o aparelho e seu celular. - Esquece o que eu falei... Abre o portão que eu cheguei.

















Notas Finais


É isso meus caros, foi curtinho mesmo e é a minha primeira one realmente utilizando ativamente a letra de uma música e eu adorei! Espero que vocês também. Até a próxima!


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