História Abrupto - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia
Tags Família, Lucy
Visualizações 35
Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Prezados leitores, venho por meio deste espaço para lhes desejar uma ótima leitura, obrigada :)

Capítulo 1 - O começo


Fanfic / Fanfiction Abrupto - Capítulo 1 - O começo

Eu lutei muito contra a minha família e a razão para conseguir seguir meu caminho. Eu queria viver me arriscando em coisas que eu acredito e gosto, mesmo que não me proporcionem nenhuma segurança de futuro e isso me faz ser quem sou. Em um mundo onde os jovens estudam cada vez mais, vivendo alienados pensando em como chegar a uma vida financeira estável mais fácil, a única coisa que eu queria e enchia meus olhos de brilho, era viver na linha entre a pobreza e o limite para alguém do possível para alguém de uma família com a classe social da minha. Quebrando todas as expectativas de que o ser humano nasce querendo se "superar financeiramente", o que eu sempre quis foi ser feliz de qualquer jeito e com essa ideia das coisas e a percepção de que não se pode sustentar uma família assim, desde pequena eu já tinha em mente que um filho daria-me trabalho de mais e não me permitiria voar tão longe quanto eu queria.

 

No fim, eu consegui isso - sem muito apoio, claro, mas consegui -, eu tinha uma apartamento meio pequeno, mas decorado criativamente, no centro de uma cidade grande, havia me graduado em filosofia e dava aula na Universidade Federal da cidade, ganhava mais dinheiro do que achei que podia ganhar seguindo essa profissão em um país como este, sempre sobra um dinheirinho para pagar a gasolina para ir pra qualquer lugar nas férias. Isso sempre foi tudo o que eu sonhei e eu consigo viver sozinha, meu dinheiro consegue pagar isso, o que me faz muito feliz, eu nunca precisei de ninguém e nunca tive que carregar ninguém nas costas. Infelizmente, as circunstâncias mudaram drasticamente para mim...

 

No auge de meus vinte e seis ano, quando meu irmão mais velho, praticante de medicina, menino muito inteligente, casado, com um lindo garoto de olhos verdes e cabelo loiro como filho, morreu em um acidente de trânsito, junto com sua mulher. Ele amassou todo o carrinho novo e me deixou um carinha de cinco anos para cuidar. Imagina só a minha surpresa, eu estava em uma junção com uns amigos, quando me ligaram dizendo que o meu irmão havia sofrido um acidente e que eu teria que cuidar da criança. Eu chorei muito, chorei durante todas as quinze horas que passei em um unibus indo pra droga de cidade que eu sofri tanto para ir embora. Fiquei me perguntado por que isso tinha que acontecer comigo de novo? por que com pessoas como o meu irmão? Ele só tinha trinta anos e se nessa vida alguém tinha que morrer, por que ele? Cara, isso não faz sentido!

 

Quando eu cheguei, o garoto ainda estava no hospital, eu fiquei nove dias ao lado dele até o moleque acordar. Ele apertava minha mão e eu não conseguia nem sair para comer, porque ficava com medo dele acordar e eu não estar lá, do lado dele, não queria que ele se sentisse sozinho ou tentasse se isolar - como eu tentei e me senti quando meu pai morreu. Me lembro que nessa época, quando meu irmão foi em casa me avisar que nosso pai havia falecido, eu me tranquei no banheiro para chorar, ele ficou sentado no lado de fora, esperando eu sair, quando sai, ele me abraçou e eu chorei como um bebê. 

 

Quando o loirinho acordou, eu tive que dar a notícia e, por mais cruel que isso tenha sido para uma criança de cinco anos, eu fiz do jeito que gostaria que fizeram comigo:

 

- Oi loirinho, que bom que acordou - sorri para ele.

 

- Tia, onde está o papai? - ele parecia confuso - Eu to com dor de cabeça - colocou a mão sobre a cabeça.

 

- Olha bebê, a gente precisa conversar sobre o papai e a mamãe... O papai e a mamãe não vão mais voltar pra casa - a todo momento eu olhava para qualquer reação de seu rosto. 

 

- Tá, mas onde eles foram tia? - perguntou.

 

Foi a coisa mais louca que eu já tive que falar, nada nunca me pesou tanto quanto isso. Me fez arrepiar inteira, meus olhos se encheram de lágrimas.

 

- O que foi tia? - perguntou colocando as mãos em meu rosto, limpando minhas lágrimas.

 

- Sabe o Harry Potter loirinho? Ele perdeu os pais quando era um bebezinho, lembra? 

 

- Eu perdi os meus pais também tia? É isso? - droga, ele é esperto que nem o pai.

 

- Sim, eu sei que não é o ideal, mas eu vou tentar cuidar de você, tá tudo bem? 

- Tia, eu acho que tá tudo bem – ele disse chorando – só pare de chorar.

- Não está bem não pequeno, eu sinto muito... – o abracei – eu te amo, ok? Eu sei que você ia ficar melhor com o seu pai, mas ele não pode mais cuidar de ti agora, nem de mim, mas eu vou tentar – ele começou a soluçar – me desculpe, me desculpe, me desculpe – nenhum dos dois mais segurava o choro – Eu não sei direito o que fazer, mas você agora é a minha vida e eu vou cuidar de você... Eu te amo tanto meu bebê. Eu vou te amar mais e mais, todos os dias. 

Ele disse algo, mas soluçava tanto que eu não consegui entender.

Já faziam dois natais que eu não ia pra casa comemorar com meu irmão. Eu não sabia se ele me reconheceria depois de tanto tempo quando acordasse. Parece que a vida das crianças passa rápido de mais. Fico feliz que ele me tenha agora, em momentos assim, não há nada como a família.

Nós deitamos ali abraçados, dormimos até às nove horas da manhã. Ele recebeu alta do hospital, às três horas da tarde e fomos para a casa de uma amiga minha, pois eu não queria levá-lo para sua casa ainda.

O advogado nos leu o testamento do meu irmão e de minha cunhada. Eles haviam me deixado com a guarda do meu sobrinho, a casa na praia deles e para o garoto, todo o dinheiro que tinham para usar depois dos dezoito anos. Por conta de uma aposta que fez com um amigo, meu irmão deixou seu carro com o piazinho que levava para posar lá em casa quando éramos pequenos, não lembro seu nome, algo com r ou s presumo. Eles sempre foram grandes amigos, se afastaram um pouco quando o menino virou crente e meu irmão foi estudar em outra cidade, mas depois se reencontraram e foi como se nunca tivessem se separado. Eu tenho uma amiga assim, que não vejo a anos. Sempre quando lembro das nossas conversas, sussurro seu nome e choro por pensar que ela talvez não lembre de mim com tanto carinho como lembro dela.

Foram tempos difíceis os primeiros momentos que tive que passar com a criança. Não que ele desse trabalho ou algo assim, era quieto como meu irmão na infância, chegava a me preocupar como minha mãe se preocupava com o silêncio de meu irmão, mas  é que apesar do meu salários me dar o luxo de pagar minha gasolina até a praia para dormir no carro todo ano, não era o suficiente para sustentar um garoto. Minha rotina havia mudado drasticamente, ele tinha mais um ano na creche, tive que pagar uma nova perto de onde eu morava, o que era bem caro levando em conta a localização do meu apartamento que mal tinha espaço para mim. Como eu não tinha condição de me mudar para uma casa e não havia conseguido o direito de usar o dinheiro do meu irmão pra cuidar do menino, meinvesti meu dinheirinho em uma beliche, coloquei no meu quarto e vendi o colchão velho na internet. Mesmo assim eu dormia direto com ele, pois não queria dormir sozinho sabendo quer os pais não estavam mais aqui. 

Tive que mudar meus horários na faculdade para bater com os dele também e agora minhas prateleiras tem mais cereais e frutas do que já vi na minha vida. Minha alimentação nunca foi das mais saudáveis, e quando eu era criança, meu pai não ligava muito para essas coisas, mas eu fico preocupa com tudo em relação ao menino, com medo de fazer algo errado  é decepcionar meu irmão, afinal, ele colocou a vida do filho dele em minhas mãos. 


Notas Finais


Muito obrigada por ter lido até aqui.
- com carinho, Kkoi_ <3


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