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História Absinto - Capítulo 7


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Notas do Autor


ooooi bbs

quem aí tava com sdds dos patrões?

Em primeiro lugar queria agradecer demais a todo mundo que leu até aqui, muito obrigada por todos os comentários e interações. Eu amei cada segundo em que escrevi e postei essa história. Fazia tempo que eu não conseguia ficar feliz com o resultado de um trabalho e esse aqui já é um dos meus favoritos. Eu espero que Absinto tenha sido tão legal pra vocês quanto foi para mim, mas é isso! Chegamos ao fim e QUE FIM kahshsb ( sério o capítulo tá enorme, me desculpem ) não vou dizer mais nada, encontro vocês nas notas finais. E pela última vez /ou não :

boa leitura 🖤

Capítulo 7 - Saquê



    – Você estava falando sério – Apesar de parecer uma piada não era. De verdade, uma das poucas coisas adornando a sala era uma estante alta e larga lotada de garrafas de bebida de diferentes tipos, algumas cheias, algumas pela metade, outras quase no fim. Fora isso, um piano enorme Kuhn-Bösendorfer no meio do espaço e um sofá longo de frente para a janela com uma vista do exterior. Hashirama só deixou o olhar vagar pelo lugar por duas batidas de coração. Sorriu ainda mais e inclinou o queixo em direção à estante – Me surpreenda, Uchiha. 

antes [...] 


    Nenhum dos dois deu muita atenção ao trajeto. Estavam presos um no outro, nos toques sutis, o roçar das mãos juntas, as poucas palavras sussurradas aqui e ali, a conversa leve apesar da proximidade e dos olhares carregados de intenção clara. Hashirama se sentia completamente atado pelo olhar atento de Madara, o modo como os lábios se moviam sempre que falava, o sotaque que aparecia de vez em quando, a rouquidão da voz. Em algum momento o cabelo havia sido preso e agora parecia mais um adorno caindo desleixadamente sobre as roupas negras fio a fio.

    O sorriso em seu próprio rosto não vacilava nunca, apesar de discreto. Se pegava apertado mais um pouco a mão magra sempre que falava algo, ou apenas deslizava o polegar sobre aquele pedaço de pele exposta, sentindo as reações do outro no jeito como respirava ou apenas quando parecia perder o foco no meio de uma frase e precisava apertar os olhos antes de conseguir voltar a falar. Estavam num nível muito mais sensorial do jogo agora. Cada olhar cruzado era como um lembrete. O beijo na festa, a conversa do lado de fora, o momento na cozinha e como foram interrompidos rápido demais... Era adorável ver Madara perder a pose, a voz, o ar, a cor, cada vez que o tocava superficialmente sabendo que estava pensando exatamente naquilo.

    A atenção de Hashirama só desgrudou mesmo do Uchiha no momento em que chegaram ao destino. O barulho das chaves tilintando fez sua atenção dar conta do cenário por um mísero segundo e as sobrancelhas caíram um instante.

    – Há uma ficha criminal que eu devia conhecer?

    – Pior – Madara murmurou completamente ciente da mão espalmada contra suas costas enquanto tentava girar a chave sob os tremores leves de seus próprios dedos. A distância entre os corpos não significava nada enquanto sentia a palma deslizar para cima e para baixo numa provocação óbvia, mas muito sutil. Precisou fechar os olhos com força para se lembrar de manter a voz firme e girar a chave na direção certa quando continuou – Pais ricos.

    — Sabe, há algo sobre corredores luxuosos que eu sempre quis entender. 

Madara estava prestes a perguntar sobre aquilo, e o tom entranhamente cínico do outro, mas uma olhada sobre o ombro foi o bastante para lhe destruir a pose. A palma do Senju desceu mais um pouco, apertando a cintura ao mesmo tempo que invadia a barra da blusa e antes que o Uchiha fosse capaz de sugar uma respiração completa se sentiu ser prensando contra a parede com uma firmeza que nascia do aperto dos dedos longos em seu abdômen e do quadril do Senju o pressionando por trás deliciosamente — E nem é como se não estivesse ansioso por um contato com.o volume pronunciando mas calças do outro que vinha o distraindo por todo o caminho, mas ainda assim era uma grata surpresa o quão bem os corpos se encaixavam. 

Um arquejo rouco escapou de Madara assim que sentiu o peito colar contra a madeira fria da porta ao mesmo tempo em que a boca do Senju se grudava ao pescoço exposto pelo cabelo preso. Hashirama aumentou o aperto sobre a cintura do Uchiha fazendo uma das mãos passear pelas costas amplas por baixo da camisa arranhando de leve enquanto com os quadris deixava o outro muito ciente de seu estado. Um sorriso encontrou os lábios do Senju ao receber algo entre um xingamento e um gemido do Uchiha, arranhou o pescoço com os dentes por cima da camisa de gola alta e deixou a ponta da língua se insinuar até a orelha povoada por piercings escuros. 

Um tremor arrancou o terceiro suspiro pesado de Madara acompanhado de um arrepio intenso que quase fez suas pernas fraquejar. Mas orgulhosamente conseguiu afastar a parte de si que estava ansiando se deixar levar pelas sensações e retomou o controle do próprio corpo se desvencilhando da prisão sensual que era o aperto do Senju. Conseguiu se virar apenas o bastante para encarar o outro que repousou ambos os braços dos lados de sua cabeça o mantendo, dessa vez, preso de costas contra a porta. 

— Nós não devíamos fazer isso no corredor. 

— Foi você quem demorou pra abrir a porta — Um sorriso ligeiro puxou os cantos dos lábios de Hashirama. Madara estava completamente ciente de como seus olhos deviam parecer necessitados encarando aquela curva deliciosa. 

Antes que pudesse ensaiar uma resposta os lábios do Senju se uniram aos seus numa reivindicação quase bruta. Dessa vez o som que brotou de si certamente poderia ter enchido todo o corredor estreito. As mãos se enlaçando as roupas do Senju, indo para o cabelo e descendo pelo peitoral de novo. A boca de Hashirama escorregou até o queixo fino e bem desenhado do Uchiha plantando uma mordida de leve e quando tentou descer mais se deparou com a gola alta outra vez, soltando um gemido deprimido antes de encarar o rosto corado do Uchiha. 

— Isso está começando a me irritar. 

Um sorriso contagiante partiu de um para o outro e com toda a força de vontade que lhe restava, Madara conseguiu afastar Hashirama o bastante para rodar as chaves da maneira correta e abrir de uma vez a porta. 


— Uau, isso é um apartamento e tanto — Um sorriso mais leve adornou o rosto de Hashirama.

— Está surpreso mesmo por não ser uma garagem ou uma loja de discos?

— Ou um porão? Estou surpreso com o lustre e o piano, mas isso serve também. Você não realmente não paga por um lugar assim com um emprego de meio período. 

— Meus pais compraram para mim e meus irmãos quando começamos a faculdade. Bem, isso antes de minha irmã mais nova decidir seguir a vocação dela e virar cartomante na Turquia.

— Algo me diz que eu me daria bem com essa garota — Uma risada baixa adornou a voz do Senju — Então são só você e o Izuna agora? 

— Até a Izumi decidir voltar, sim. Eu disse que o lugar é grande demais para dois, mas minha família é um tanto… expansiva.

    Se o eufemismo não estivesse claro pela estrutura do prédio, estaria pela entonação entendida completamente ensaiada que Hashirama ouviu na voz do Uchiha. A distração daquilo só durou um segundo, sendo completamente roubada pelo estado meio desgrenhado do cabelo escuro grudado pelo rosto de Madara.

Dessa vez não havia lugar para desconforto quando os dois se viram sozinhos na sala. Um mar de diferença do outro episódio onde mal conseguiam se encarar, dessa vez era difícil manter as mãos longe um do outro.

— Eu deveria dizer para ficar à vontade?     

— Eu pretendo — Hashirama se deixou sorrir ao encarar o móvel preto no centro da sala — Você toca? 

já não te mostrei? 

— Não, é do Izuna.

Hashirama não tardou a deslizar  para perto do Bösendorfer, deixou um dedo depois outro escorregar sobre as teclas extraindo uma melodia fraca, ergueu um meio olhar convencido — É um dos bons. 

Madara não teve certeza de que ele estava falando sobre o piano:

 — Tendo em vista o quanto custou, é bom que seja mesmo. 

Pairou ali perto indicando a estante com um aceno desinteressado, se recostando à superfície de madeira no lado oposto ao Senju. 

— Eu te prometi uma bebida, escolha. 

— Hm, você estava mesmo falando sério — Deixou que os dedos fizessem soar outra curta sequência de notas baixas — Me surpreenda, Uchiha.

Não demorou muito havia dois copos e uma garrafa pela metade sobre o piano. No completo escuro não quase não se via nada além de formas e silhuetas. Hashirama alcançou o vidro gelado com os dedos o puxando para perto na tentativa de ler o rótulo. 

— Saquê? 

— Ainda estou processando aquela besteira que você disse sobre vinho seco. 

Hashirama não deixou de rir enquanto voltava para perto do Uchiha, as mãos formigando com a necessidade de trocá-lo. Antes que pudesse fazer o que estava tentando Madara esticou o copo com a dose se virando para beber a sua própria depois de um suspiro descrente. Indicou com o queixo que o Senju bebesse também. Hashirama soltou chiado divertido com olhar lascivo persistindo sobre o Uchiha até bater o copo vazio sobre a superfície amadeirada. 

— Pronto? 

— O que você faz nos fins de semana?

É sério? — Um riso confuso — O que você está fazendo, Madara? 

— Acho que você disse que queria me conhecer "Muito bem" pelo que me lembro, mas eu não sei muito além do óbvio sobre você — Madara tentou imitar a entonação — Me fale sobre você. 

— Ah, isso? Bem, aos sábados eu treino uma turma de basquete infantil, sabe? É um projeto desportivo da universidade, são órfãos que…. 

Nem fodendo

— O quê? 

— Você não pode ser tão certinho, eu não acredito — Madara torceu o pescoço enquanto servia outra dose — Qual o seu problema? Quero dizer, dizer, de verdade. 


— De verdade — Hashirama sorriu abertamente, virou a segunda dose e emendou uma terceira com a que o Uchiha havia preparado para si — Eu sou péssimo em admitir minhas falhas, se contente com a ideia de que talvez eu seja perfeito… 

— Ou…?

— 'Ou' eu quero você o bastante para fingir que sou. 

Os dedos de Madara estavam buscando a garrafa outra vez quando ela foi puxada para longe. 

— … Mas, se quer tanto saber, eu tenho alguma inclinação para bebida. Eu não gosto de perder e sou ambiciosamente possessivo

A garrafa foi repousada contra a madeira com um tilintar quase insonoro. O modo como a última palavra soou fez o rosto inteiro de Madara queimar, havia sido uma frase simples, pontual. Mas dito daquele jeito não deixou de soar sujo. Como se escondesse um significado lúgubre. 

— Isso parece um grande defeito.  

— E também sou muito insistente. 

Hn? — Madara observou enquanto Hashirama afastava os copos do mesmo modo como havia feito com a garrafa. 

— Mas eu também sou paciente, porque… — Mais um passo e estavam colados. Madara se sentiu recuar mais um pouco sobre o piano, o queixo arqueado e o pescoço dobrado para encarar o homem levemente mais alto que o encurralava  tanto com o corpo quanto com o olhar — Eu sempre consigo o que eu quero… E… — O olhar do Senju desceu sobre os lábios avermelhados do Uchiha ainda molhados pela bebida — Você sabe o que eu quero agora, Madara?

Madara sentiu que pudesse ser devorado pelo modo modo como Hashirama o encarava. Um pequeno umedecer dos lábios fartos, os olhos marrons fixos aos seus que caíam continuamente para aquela boca.     

No entanto, o próximo gesto do Senju foi quase delicado. Se inclinou até colar a testa contra sua e a mão envolveu o pescoço naquele ponto que havia se tornado um hábito durante a noite. Os dedos arranhando o tecido da gola alta. 

— Eu não confio facilmente — Se ouviu arfar no que nem era de fato um ato de resistência.

— Eu vou conseguir isso também. 

um tsc incrédulo deixou os lábios de Madara, quase desdenhoso. Os olhos teimando em querer fechar. 

— Eu não já disse que você é péssimo em flertar?

— Disse — Um estreito sorriso ladino — Mas acho que passamos dessa fase quando eu te fiz gozar na minha cozinha, lembra?

    Madara ficou feliz quando os lábios foram tomados. Tinha certeza que seria absolutamente incapaz de formular uma frase que fizesse sentido ou simplesmente dar uma resposta desinteressada. A voz, o cheiro, o sabor, o toque, o olhar...  Não havia nenhum de seus sentidos que não estivesse sendo obliterado pelo Senju. Se sentia assim, dopado. Mal conseguia corresponder ao beijo no ínicio, tão tomado pelo momento que cérebro e corpo pareciam sofrer um pequeno delay. Uma overdose de informações transmitidas pelo contato bruto e insistente.

    Três ou quatro batidas de coração depois tomou de volta o controle do próprio corpo. O beijo havia sido um gatilho. Despertando, instigando, tomando cada partezinha que de si que já sentia não ser mais sua, mas daquele momento. Como numa foto ou numa pintura. Como se o contato faminto das línguas e mãos fosse uma prisão. Uma realidade própria com regras próprias e ritmo próprio onde nada além daquele importava ou tinha poder. Madara sentia que o prédio inteiro desabasse e mundo queimasse lá fora, não seria nada comprado ao que sentiu ao ser beijado naquele instante. Como se nem as trombetas do apocalipse e a escuridão eterna fossem capazes de apartar aquele contato cru. 

Os lábios se abriram para um arquejo, os olhos fechados com força, a respiração necessitada. O corpo de Hashirama o apertando contra a madeira, quente e poderoso, as mãos firmes em sua cintura fazendo roçar quase casualmente as ereções sob as calças. Mordeu o lábio de leve policiando um gemido ridículo que queria escapar quando sentiu uma daquelas mãos apertar sua nuca nuca outra vez, empurrando para dentro a vontade de dizer que queria mais. De pedir por mais. O conforto de estar na posição em que era o objeto de desejo era bom demais para abrir mão. Se pegou admitindo para si mesmo que era aquilo que queria mais. Se sentir tão necessário, válido, ao ponto de o outro se desdobrar para ter sua atenção. A mordida se intensificou dolorosamente e os olhos se apertaram com mais força quando os lábios do Senju pararam sobre sua garganta lançando uma respiração quente contra o tecido da gola alta, os dedos firmes encontraram o outro lado do pescoço o segurando contra a boca e sugou contra o tecido antes de morder e puxar de leve. Um ronronar queixoso soou de Hashirama: 

— Você fica lindo vestindo isso… — murmurou, parando para puxar carne e pano contra os dentes outra vez — Mas eu quero arrancá-la de você. 

As mãos invadiram a barra do tecido quase que timidamente arranhando a pele lisa sem ir muito além. Hashirama pôde sentir o arrepio que assolou Madara sob os dedos, ele mesmo puxando uma respiração sofrida ao sentir o calor delicioso da pele  contrastar com as mãos frias pelo clima do apartamento. 

— Quer mesmo? — Um sorriso abusado adornou os lábios de Madara. Hashirama se sentiu obrigado a responder com um erguer de sobrancelha. 

— E sou eu quem não sabe flertar — Esticou e encolheu os dedos arrancando outro arrepio e dessa vez também um grunhido sob as unhas. 

— Não é isso que eu estou fazendo — Se defendeu corriqueiro, as mãos passeando pelo peito do Senju sem pressa, sentindo cada contorno firme até uma delas se esticar deixando o dedo se encaixar com a gola baixa rodeando o primeiro botão. A outra mão desceu reto pelo tórax parando rente ao abdômen para uma carícia imitada, as unhas raspando o tecido invés de pele. O sorriso de Hashirama se tornou cínico. Estava prestes a lançar uma nova provocação quando a mão de Madara desceu mais um  pouco segurando  a ereção sem nenhuma reserva. Apertou com força uma vez sentindo o tremor se espalhar por toda a pele do outro até a sua própria. Lábios sendo presos por dentes, um gemido em forma de xingamento solitário maculando o silêncio. Apertou mais uma vez e outra, até ver Hashirama o segurar com mais força se empurrando contra o toque, um murmúrio queixoso nos lábios e os olhos pedintes. 

Largou a camisa para encontrar o pescoço arqueado envolvendo os dedos na raiz do cabelo castanho e o puxou para si. O beijo era provocante de uma maneira quase divertida, Madara quebrava o contato com frequência entre mordidas e sugava os lábios antes de encontrar antes de disputar espaço com a outra língua outra vez, devagar, úmido. As mãos não paravam de trabalhar lá embaixo enquanto puxava de leve a raiz do cabelo. 

Um minuto daquilo foi o bastante para Hashirama perder o juízo. Firmou as mãos na cintura do Uchiha brascamente o empurrando tão forme contra o piano que o móvel tremeu. O beijou como lembrava que havia o feito gemer mais alto no dia anterior e recebeu exatamente o que estava esperando. Era fácil encontrar aquele ritmo outra vez desde que havia gastado cada minuto desde o primeiro momento pensando naquilo. Não pensou em pedir permissão outra vez quando empurrou a barra da camisa e a puxou para cima se afastando pelo miséro instante que bastava para que saísse do caminho. Madara arfou uma reprovação quando sentiu a proximidade se esvair. 

Hashirama parou onde estava permitindo observar o outro à sua frente. As mãos espalmadas na madeira com toda a certeza deixariam marcas. No escuro Madara parecia ainda mais pálido e os contornos do corpo esguio mais delineados. Quis grunhir ao dar atenção para as tatuagens que sujavam a pele desde o estômago plano até se espalhar em desenhos inconstantes pelo peito largo. Era a milésima vez que mordia os próprios lábios tentando conter o calor absurdo que se alçava em si cada vez que percebia o quanto queria o Uchiha. E o perto que estava de consegui-lo.

— No que está pensando agora? — Nenhuma força no mundo teria feito a voz de Madara soar firme ante o olhar minucioso do Senju. Nem as pernas estavam. 

— No que estou pensando…hmmm — Num segundo os corpos estavam juntos outra vez, Hashirama agarrou uma das mãos de Madara e a levou aos lábios beijando tão suavemente a palma que não tinha nada a ver com modo como respiravam. Tirou uma a um dos quatro anéis os deixando cair tinindo como um sino sobre a madeira do piano, fez o mesmo com a outra mão, mas deixou o beijo por último. Não parando na palma, mas subindo pelos pulsos marcados, pelo antebraço, até arranhar o ombro com os dentes e encaixar os lábios da maneira que havia quisto contra a pele pálida do pescoço. Se não houvesse sido mortalmente baixo, o que soou de Madara pareceria um grito.  Não soltou o pescoço descendo com a mão livre pelo peito nu, espalhando um arrepio desejoso atrás do toque enquanto arranhava a pele maculada com mais força que antes parando por um momento para brincar com a barra da calça antes de replicar o que o outro havia feito consigo agarrando membro duro por trás do tecido. Madara estava no meio de um gemido causado por isso quando o mordeu de novo, com força, no pescoço, sugando a pele logo seguida em pelo menos três lugares fazendo questão de o deixar marcado — Eu estava pensando que nunca fodi alguém contra um piano.

 Empurrou o quadril numa fricção deliciosa fazendo as ereções se provocarem através do tecido como uma lembrança do que havia acontecido no dia anterior. Se afastou o bastante para deslizar o zíper agilmente e encontar caminho até o pau que pulsou contra o aperto imediato de sua palma. Não deixou de pensar na conversa que havia tido na sala de aula quando recebeu outro gemido languido. Quase sorriu apertando a carne rígida com mais força antes de deslizar o punho para cima e para baixo gemendo junto com o outro enquanto o sentia se empurrar contra sua mão. Os olhos estavam grudados nas reações do Uchiha, a face rosada, a respiração sofrível, o cabelo preso dava uma visão completa do rosto se retorcendo sob um dose impura de prazer que era sua própria dose de alguma coisa ainda melhor. O estômago se retorcia com a necessidade de extrair mais de Madara. Mais daquelas expressões, dos sons, dos gestos. De tudo que o faria sentir.

— Hashirama… 

— E também estava pensando que ainda não vi a tatuagem da Sophia. 

uma risada torpe, que morreu num gemido foi o que tiveram em seguida e em mais uns instantes: 

— Quase lá. 

Hmm

O beijo seguiu o ritmo da mão. Adorava sentir como Madara se retorcia sob seu toque, adorava lhe calar os gemidos com a boca, adorava lamber cada canto da boca doce, chupar a língua, engolir os gemidos de resposta. Cada pequena descoberta acendia seu vício. Tanto que acreditava ser capaz de gozar nas calças apenas ouvindo Madara gemer daquele jeito enquanto enquanto o pau pulsava e escorria entre seus dedos. Não tinha nenhuma dúvida de que gozaria só ver o de perto o corpo pálido do outro ser atravessado por um orgasmo provocado por si. Só de pensar em fazer Madara gozar só para si, as pernas lhe faltavam. Do mesmo modo que havia passado a manhã do dia anterior com o rosto enfiado no acolchoado do sofá de casa ordenhando o próprio pau até jorrar com a simples lembrança das reações do Uchiha, da voz, do cheiro que ainda estava no sofá… Não tinha orgulho de lembrar quantas vezes fez aquilo. 

 Deixou os beijos deslizaram pelo queixo até o pescoço  e no lado inverso de antes o marcou com os dentes e a língua. O choramingo de Madara cresceu ainda mais. Serpenteou a língua pela garganta sugando bem de leve a pele por cima do pomo de Adão que não parava de mexer. 

Madara grunhiu abafado, as unhas arranhando a madeira lisa, os joelhos enfraquecendo enquanto ouvia o piano reclamar de novo atrás de mais uma vibração ressonante. Uma risadinha sem ritmo soou de Hashirama, os lábios encontraram o meio do peito chupando a pele até marcar três vezes, uma debaixo da outra indicando um caminho que seguiu de volta para cima e sugou até embaixo outra vez. Amou o fato de Madara soar como uma criança queixosa que não conseguia ter o suficiente de um brinquedo novo. Apertou o pau mais uma vez e encontrou o mamilo livre com os lábios, raspando os dentes pela carne tenra antes de girar a língua ao redor. O fez quase com pressa, ansioso pelo próximo. Uma risada baixa banhou a pele de Madara com o hálito quente quando os dentes encontraram o piercing atravessado no mamilo e puxaram com uma pressão mediana antes de sugar com força. Beliscou o mamilo livre desmedidamente enquanto sugava o outro. 

— Porra… Não… Ha...sh...

Hashirama teria rido outra vez se não estivesse completamente inebriado pelas reações do outro. Precisou de um suspiro antes de forçar a soltar o Uchiha. Desceu estalando beijos outra vez pelo tórax, sem força o bastante para marcar, mas fazendo questão de deixar o caminho bem molhado. 

Puxou as calças e cueca de uma vez só, parou para desencaixar os sapatos e só voltou o olhar para cima quando o outro estava completamente nu. A corrente fina prateada no pescoço e os piercings eram as únicas coisas sobre a pele de Madara. A vontade que sentia estava próxima da de chorar. Como um devoto vendo a imagem de um de seus deuses mais sagrados. Com a certeza de que sacrificaria a própria alma, ou a de quem fosse pela chance de um vislumbre por pura devoção. O corpo delicioso exposto no escuro, o contraste das tatuagens, a pele molhada onde tinha beijado e vermelha onde havia arranhado. Segurou o próprio pau gemendo fracamente e fechou os olhos com força. Aquilo era tão bom que chegava perto de um castigo. Sua própria penitência por ser um pecador tão perverso. 

Madara sorriu ao ver o Senju precisar de pelo três respirações fundas para se recompor só por vê-lo. Os olhos pareciam tochas ao encará-lo outra vez. Queimavam pura determinação, quase assustadora, principalmente porque o sorriso que tinha nos lábios parecia, de alguma maneira, uma ameaça. Segurou Madara pelas coxas arranhando a pele que — não deixou de notar — Era uma novidade aos seus olhos.

Os olhos escanearam a pele registrando cada centímetro com cuidado percebendo a concentração de tatuagens em uma das pernas. Correu a ponta dos dedos pelos traços bem feitos até encontrar um rabisco garranchudo em francês ao redor de um dos joelhos. Traçou a pele com os dedos sentindo inveja da Sophie, porque de um jeito nem tão literal também queria estar gravado sob a pele do Uchiha.

 E ainda mais fundo

Mais irreparável

Queria ser assimn como uma daquelas tatuagens, uma marca perpétua.

Raspou a pele com as unhas de novo ajeitando a altura, lançou um olhar incisivo para o outro: — Da última vez que eu estive de joelhos para você, nós fomos interrompidos — Lambeu os lábios vagarosamente sem se dar conta de quantos níveis absurdos sua fome alcançava — Lembra disso?

Madara não só lembrava como não havia conseguido parar de pensar nisso desde que havia saído do maldito apartamento no outro dia. Mas antes que conseguisse se concentrar o bastante para dar uma resposta, Hashirama baixou os lábios em direção ao pênis ereto o segurou pela base e lambeu até a ponta. As mãos do Uchiha escorregaram sobre o apoio do piano até se firmar na borda. Gemeu alto quando o outro o engoliu de uma vez só chupando com força o caminho na volta. Apertava as coxas enquanto a boca subia e descia, parava na glande às vezes rolando a língua vagarosamente até engolir de novo. Um xingamento sofrido deixou os lábios do Uchiha e foi tomado como incentivo. Logo Hashirama sentiu as mãos se prenderem ao seu cabelo o puxando de encontro as investidas nervosas do quadril, gemeu deliciado pela combustão do outro descendo deslizando a língua mais rápido.

O ar queimou os pulmões quando quebrou o contato. Sentiu a saliva escorrer pelo queixo e gemeu roucamente punhetando o pau de leve até trazê-lo para a boca mais uma vez até o fundo enquanto o sentia tremer contra a língua e apertava de leve as bolas com uma das mãos. Se forçou a afastar fazendo soar um característico som úmido. 

— Hashirama…Isso, Ah? — Madara choramingou desavergonhadamente no final ao ver o Senju se erguer. Se tivesse uma grama a menos de orgulho haveria implorado para que o Senju o fizesse gozar com a boca. Não que estivesse muito longe da borda àquela altura. O fato de que gostava de ter o outro de joelhos para si não passou desapercebido. 

— Não ainda, hmm — Hashirama explicou arfando de leve quando se inclinou perto de sua orelha encaixando uma mão em sua cintura outra na nuca — Por mais delicioso que você seja. 

O próximo beijo foi violento. Madara não sabia dizer ao certo o que o outro estava tirando de si, mas se sentia perder algo. O que quer que fosse daria até a última gota com prazer. Era quente como sangue fresco escorrendo de um corte. O modo como Hashirama o apertava e sugava e empurrava muito perto da insanidade em cada beijo era como um paraíso, uma parte dele que nem Adão deveria ter conhecido. Nem todas as almas perdidas que vieram depois. Era quase ortodoxo que aquela sensação o fizesse se sentir sujo e ao mesmo tempo único. E se sentia absolutamente medíocre por isso, por ser levado à uma dose de realização tão pura apenas sendo beijado. 

— Você não faz ideia do que faz comigo — Hashirama agarrou sua orelha com os dentes depois de lamber longemente o pescoço, as mãos passeando brutalmente pelas costas até nos piercings na base, os dois grunhiram. A mão desceu um pouco mais até que os dedos se ficassem sem nenhuma suavidade contra a carne macia. Madara apertou os olhos os olhos, os dedos doloridos de tanto apertar a madeira, o pau vibrando só de ouvir a voz rouca — Eu quero tanto…. "Ter" você. Madara… 

Ter.  

Ser algo quisto não parecia má ideia. 

— Você está vestido demais — Reclamou quase num rosnado.

As mãos do Senju o apertaram mais uma vez, com a ainda mais força, separando as nádegas numa promessa muda.

— Você está perfeito — Hashirama era incapaz de desgrudar os olhos do pescoço marcado do Uchiha, os olhos caídos sob as pálpebras subiram até o rosto avermelhado e os fechou por um instante sentindo o pau reclamar da prisão dolorosa. Enfiou as mãos entre os cabelos presos do Uchiha e os soltou num só puxão. 

Madara fincou os dentes contra os lábios no meio de um ronronar queixoso ao mesmo tempo em que as mãos cuidavam dos botões da camisa de Hashirama. As mãos empurraram o tecido apressadamente para longe, correndo soltas pelo peito, as unhas pretas bem cortadas marcando a pele escura enquanto trazia o outro para um beijo ritmado sentindo o corpo forte o prensar mais uma vez contra o piano. A ereção rija apontando contra seu estômago. Não tardou a agarrá-la ouvindo o outro soltar um xingamento desmedido enquanto lançava a cabeça para trás.

— Isso deve estar um inferno — O esfregou contra o tecido recebendo um ranger de dentes queixoso e quase riu — Dolorido

— Eu estava me concentrando em você

Madara sentiu a mão ser afastada e quase emitiu um protesto ao ser atacado mais uma vez pela boca afoita, as mãos do outro desbravando sua bunda sem nenhuma vergonha, apertando, deslocando, arranhando a carne. Os lábios de Hashirama estavam presos outra vez àquele ponto dolorido em seu pescoço quando conseguiu falar. 

Nós não… Ah, droga. O piano… Não…

De alguma maneira Hashirama captou mensagem dando um olhar lamuriento ao móvel opulento. 

— Não mesmo? — Sua voz era quase um gemido rouco. 

— Izuna me mataria.

— Iria valer a pena — Murmurou contra a pele do pescoço pálido raspando os dentes no lugar onde havia acabado de lamber dando um último aperto no glúteo antes de se afastar — Mostre o caminho. 

Um olhar desavergonhado foi a última coisa que a consciência sã de Madara notou. O resto foi uma névoa. 

...


Hashirama se deixou ser empurrado contra a cama alta sem notar muito do que havia ao redor além de que os lençóis eram pretos. Madara avançou sobre si como um gato, as unhas cravadas contra os ombros enquanto sugava sua língua e os lábios, brincando com sua resistência até beijá-lo como se bebesse de uma fonte que era a única capaz de aplacar sua sede. As lambidas úmidas desceram pelo pescoço, a língua quente traçou as feridas que haviam sido abertas por suas unhas provando  o sabor leve de sangue e suor enquanto descia mais sendo agraciado por um gemido gutural. 

— Vamos cuidar de você agora — Murmurou, os olhos lascivos desgrudando do rosto do outro quase imediatamente quando alcançou a altura do umbigo. Girou a lingua ao redor e dentro escorregando de volta pelo fio estreito de pelos que sumia sob o jeans branco. Desceu um poouco mais rodeando o mebro com a boca fazendo questão de umedecê-lo o  bastante para transpassar o tecido grosso. Sorriu ao ouvir a voz do outro transformada em algo entre um rosnado, uma lamúria e um xingamento. 

O som do zíper abrindo foi um alívio para os dois. 

Madara fez questrão de tirar a calça primeiro, mesmo que seus movimentos não estivessem lá muito ágeis pela urgência e curiosidade que o inebriavam. Em segundos desceu a cueca até o meio das coxas do Senju mas  não foi além disso atraído pelo mebro grosso, longo, completamente endurecido que brilhava sob uma quantidade considerável de pré-gozo que escorria até as bolas. Engoliu quase audivelmente sem nenhuma coragem de encarar o outro sabendo que a fome devia estar estampada em seu rosto. Grunhiu um xingamente baixo ao agarrar o mebro pela base e agitá-lo para cima e para baixo uma única vez. Gemeu o que parecia com algum tipo de pedido quando sentiu o membro pesado pulsar contra sua mão aumentando o aperto antes de se lançar a lambê-lo copiosamente, esfregando os lábios contra a carne dura, sugando a pele de leve e voltando a lamber sorvendo todo o conteúdo derramado se deliciando com o sabor característico até descer para os testículos sentindo seu peso sob a mão livre antes de limpá-los com a língua também sugando um por um e depois os dois juntos, lambendo de volta para  cima até a glande onde esfregou o polegar ao redor lambendo os lábios ao se deliciar com o contorno bem marcado, a pele escura, as veias que acompanhavam o comprimento. Sabia que não seria um trabalho fácil quando de uma vez só tentou levá-lo até o fundo da garganta. 

O som que brotou dos lábios de Hashiarama não foi nada estético. Madara engasgou uma, duas vezes até conseguir engolí-lo de uma vez só o trazendo até a garganta com uma sucção poderosa. Voltou para cima com os lábios conectados ao pau pela saliva abundante e puxando uma respiração fraca fechou os lábios contra a cabeça inchada sugando com força antes de começar a chupá-lo circulando para baixo. 

A dor no escalpo foi a única coisa que o distraiu da tarefa quando Hashirama o puxou pelo cabelo obrigando-o a cessar com os movimentos. Os olhares se encontraram carregados de luxúria, gula, ira, e talvez mais do que os outros quatro pecados.

— Eu mandei você parar — Hashirama grunhiu, os dentes apertados a cabeça girando.

Eu não ouvi — Madara admitiu quase com orgulho, lambeu os lábios úmidos tentando não sorrir, vendo o quão transformado o outro parecia. A melhor parte era saber que podia causar aquilo. 

A sombra de um sorriso animalesco apareceu nos lábios do Senju: 

— Parece que acabei de descobrir algo em que você não é tímido. 

— Eu não sou tímido em nada em que sei sou bom — Madara estava ciente do que as palavras provocariam no outro e a reação não tardou.

Sentiu-se ser puxado para cima sem nenhuma gentileza, as coxas ao redor do pescoço do Senju, o hálito quente banhando a carne pouco antes dos dentes se fecharem contra a parte interior, e sugarem com força. Hashirama o marcou na parte interna das duas coxas se deliciando ao ouvir os gemidos transfigurados em gritos. Separou as pernas trazendo o membro rosado até a boca e chupou rápido e firme, língua e lábios precisos enquanto os dedos separavam os glúteos, apertando com força até encontrar o caminho para a entrada, rodeou com um dedo sentindo-a se contrair quando fez uma leve pressão. Teria sorrido se a boca boca não estivese ocupada 

No segundo seguinte estava invadindo os lábios entreabertos de Madara com os dedos. O Uchiha fechou os lábios contra os dedos longos e sugou uma vez, as mãos procurando apoio na parede sobre a cabeceira os gemidos abafados enquanto lançava o quadril contra a boca do Senju. 

Hashirama acompanhou cada contorção visivél do rosto do Uchiha quando escorreu aquele dedo úmido na estrada que mal ofereceu resistência o abraçando até o fundo. Madara agrediu os lábios com uma mordida para evitar o que teria sido um grito e o sangue encheu seu paladar quando o segundo dedo o seguiu. Mal ouviu a praga alta que Hashirama emitiu antes de sentir o corpo ser lançado outra vez contra o colchão. Hashirama estava ajoelhado sobre si, os olhar vidrado preso ao corpo esparramado no colchão: a boca entreaberta, lábios molhados, as tatuagens escuras adornando perfeitamente os músculos discretos e o cabelo longo caindo sobre o peito, fios grudados no rosto e espalhados pelo colchão. 

Desceu o olhar sobre Madara como uma coruja, os olhos queimando, a cabeça levemente inclinada a respiração atordoada. Se perdeu na face afogueada, a pele pálida coberta de suor, as sobrancelhas franzidas, a bagunça que era o cabelo negro espalhado pelo lençol. Murmurou alguma coisa que nem foi legível antes apertar com forma o pescoço esguio e elegante enquanto pressionava os lábios com violência contra a boca avermelhada. Madara nem sequer conseguia respirar quanto mais corresponder. 

O aperto no pescoço folgou, os lábios se separaram. 

— Você vai acabar com meu juízo — Hashirama disse no que parecia um traço de irritação, quase como se cobrasse uma dívida — Minha paz Eu estou perdido… Por sua causa… Em você… 

Madara não fazia ideia do que significavam as coisas que Hashirama não parava de murmurar tão distraidamente que nem ele mesmo parecia notar. Os lábios continuavam se movendo atrás de palavras rápidas, entrecortadas, desconexas… Aquilo deixou de importar para o Uchiha quando sentiu os dedos o invadindo outra vez. Hashirama foi até o fundo e voltou lhe arrancando um suspiro e repetiu. Madara se agarrou à seda escura do lençol grunhido longamente equanto se retorcia, os pés apoiados contra a cama, os joelhos eeguidos.

A mão de Hashirama envolveu o próprio pau masturbando no mesmo ritmo em que invadia o corpo do Uchiha com os dedos. Madara soava aprazível, o Senju se recusava a encará-lo por mais de um segundo sem o risco de se perder. Enfiava os dedos de uma vez, os trazia de volta, tirava por completo girava ao redor, os olhos fixos ao contato, fechava os olhos cada vez que ouvia o outro gemer mais alto. 

Hashirama — A voz soou chorosa, o ensaio de um pedido.

— Eu vou me divertir muito com você, Madara — Sorriu ladino, se permitindo um olhar faminto ao corpo esguio debaixo de si.

Quando? — Mesmo com a voz entrecortada e falhando, a provocação sugestiva era óbvia. O sorriso de Hashirama cresceu assustadoramente. 

Não respondeu. Segurou as coxas do Uchiha e as afastou num ato só. Firmou as mãos nos quadris e os ergueu ao mesmo tempo em que se abaixava, a língua escorrendo pelo períneo até a entrada numa carícia quente e molhada. Grunhiu para si mesmo, ignorando o quanto apreciava os gemidos do outro enquanto continuava chupando e lambendo, explorando e estimulando com atenção. 

Os lábios de Madara abriram passagem para um grito mudo quando o corpo bateu mais uma vez na cama, as ondas constantes de prazer fazendo seu corpo balançar tão forte quanto as batidas desreguladas do coração, os dedos brancos de agarrar o lençol, os lábios partidos pelos próprios dentes, os olhos banhados de lágrimas. 

— Se eu continuar com isso você vai gozar, não vai? Eu adoraria ver... 

Se tivesse forças para responder diria que era exatamente isso que queria, mas não tinha destreza o bastante para moldar a voz em algo além de grunhidos e gemidos chorosos. Que só aumentaram quando sentiu a ponta espessa da glande empurrando contra si. As pernas tremeram, o ar faltou, o mundo inteiro perdeu a cor diante de seus olhos. Hashirama recuou e pressionou outra vez. E de novo. Se esfregando na entrada que parecia ansiosa por rebebê-lo. Contornou o ânus espalhando o pré-ejaculatório que escorria pela glande, as mãos segurando com mais força do que o necessário as pernas bem abertas, se enfiou de uma vez só até metade do caminho. 

Os dois perderam a voz em suspiros pesados, os olhares se encontrando só quando ambos abriram os olhos. Madara umedeceu os lábios arfando pesadamente. Os olhos presos aos do Senju que não conseguia se impedir de devorá-lo com aquele olhar fixo, focado, quase como se a visão houvesse sido roubada. Todo o último ano passou como um flash por seus pensamentos antes de empurrar com força até o fim. O grito oco, rouco, desesperado do Uchiha foi o bastante para queimar seu último fio de controle

Açoitava a entrada quente com o pau descomedido. A penetração indocil era o centro de todo seu universo. Estava completamente alheio a qualquer sensação, som ou imagem que não contemplasse o fato de finalmente estar fodendo o Uchiha. Os sons que escapavam da própria garganta eram algo muito próximo de qualquer coisa animal, primitiva. Faziam um duelo ritmado com os sons dos corpos se chocando e os gemidos desesperados de Madara, que sentia a garganta seca, apertada, os lábios abertos em busca de ar, enquanto era completamente incapaz de impedir os sons que saíam de si, que eram desde gemidos até xingamentos e clamores. Nada fazia sentido além da sensação deliciosa de ser invadido daquela maneira. 

O prazer fez crescer o desespero no interior de Hashirama. Sentia o ventre apertar, as bolas retesadas, o pau latejando a cada nova penetração. Se deixou escorregar para fora, xingando alto com a sensação de abandono. Uma reclamação parecida soou dos lábios do Uchiha, seguido de algo como uma súplica. 

Vire-se — Comandou sem dar brecha para uma reação. Agarrando os quadris do outro e o girando contra o colchão. As mãos passearam pela curva da bunda contemplando uma marca que já havia sido deixada alí por seus dedos, se inclinou o bastante apenas para segurar o outro pelo cabelo e puxá-lo em direção a si, com uma gentileza que sequer combinava com todo o resto. 

Madara sentiu as costas se colarem contra o peito forte do Senju, as mãos grandes prendendo sua cintura, a boca explorando sua nuca… Foi obrigado a se inclinar buscando apoio na cabeceira da cama quando a mão do Senju agarrou seu pau ao mesmo tempo em que voltava a penetrá-lo sem dó. A mão trabalhando tão rápido quanto os açoites em seu interior. 

Aqui.... — Hashirama arfou metendo com força até sentir o interior do outro se contrair ao seu redor quando bateu no fundo do canal.  Uma queixa necessitada deixou os lábios de Madara enquanto se empurrava contra as investidas sentindo a penetração estimular um ponto delicioso dentro de si ao mesmo tempo em que o pau pulsava contra o aperto da mão de Hashirama que desacelerou os movimentos sentindo o outro se mover. A percepção quase o levou ao limite, enfiou o rosto no pescoço do Uchiha, lábios roçando contra a orelha, dentes agarrando o lóbulo: Você está fodendo minha mão e meu pau ao mesmo tempo… Madara... Goza pra mim, lindo.

O som que deixou os lábios de Madara foi o bastante para fazê-lo retomar o controle. Puxando o quadril violentamente em direção às investidas incessantes do pau, ajeitou o ângulo gemendo longamente ao se assistir entrar e sair, trazendo o pau quase inteiro para fora e metendo tudo de uma vez só furiosamente. As pernas tremiam com a dificuldade de sustentar o peso dos dois. O estômago preso atrás de uma necessidade urgente que crescia a cada estocada bruta. Ouviu um ganido absurdo distorcer a voz de Madara quando o pau em suas mãos tremeu violentamente despejando o líquido quente e pegajoso sobre seus dedos. Não parou de masturbá-lo enquanto cavalgava seu próprio orgasmo com força. Os olhos presos aos piercings na base das costas, os ouvidos cheios pelos gemidos desvairados. Saiu por completo do corpo quente ainda trêmulo, envolvendo o próprio pau com a mão suja do prazer do outro, se esfregou três vezes e foi o bastante para explodir num orgasmo intenso corrosivo, que quebrou cada partícula de seu corpo e mente completamente assolados por aquele seu vício. Mirou sobre os implates intradermais quando gozou vendo o sêmen escorrer abundantemente sobre as costas até a bunda firme.  Os ouvidos tomados por um zumbido alto, a vista escurecida e turva, o mundo inteiro parecia um borrão. 

Os dois corpos caíram sobre o colchão completamente suados, exaustos. O cheiro de sexo impregnado no ar e os cheiros dos dois se misturando.

Hashirama sentiu a própria mão escorregar pelas costas do outro até esbarrar nos piercings na base. Um gemido baixo deixou sua garganta e ouviu a própria voz sonolenta dizer num tom exausto ainda que contemplativo: 

Você é perfeito, Madara. Eu acho que poderia destruir você.


… 

— Você é pesado. 

A voz de Madara despertou Hashirama do pequeno transe ao qual estava preso, não fazia ideia de quanto tempo havia passado ali, deitado sobre o outro, aproveitando aquele torpor que seguia o orgasmo se abatendo sobre si. Grunhiu um gemido roucou quando rolou para o lado deitando de costas para encarar o teto, um sorriso de puro deleite no rosto. 

—  E você é perfeito — Virou o rosto suficiente para encarar o outro, não sabia dizer se Madara estava vermelho pelo elogio ou pelo sexo. Os olhos pretos foram para longe si, como de costume —  Hmm, isso de novo? 

Madara umedeceu os lábios doloridos, puxou uma respiração longa, necessitada, fechou os olhos e voltou a encarar o Senju que já tinha o típico sorriso calmo de volta aos lábios. 

— E agora

Hashirama notou que aquela era uma das perguntas que dizia mais do que estava alí. Não respondeu. Se inclinou sobre o Uchiha, o cabelo caindo em volta dos dois quando o trouxe para um beijo mais leve do que qualquer um que haviam trocado até então. Acariciou a bochecha gentilmente com um dedo enquanto segurava o queixo no lugar. 

Agora, eu vou me divertir muito fazendo você se apaixonar por mim — As mãos invadiram o cabelo puxando levemente enquanto aprofundava um beijo mais quente, exigente — Eu te quero  só pra mim. 

Madara não tinha a menor dúvida do quanto aquilo era real. Não quando eles se emaranharam nos lençóis até amanhecer ou quando passaram um bom tempo na banheira morna aliviando as dores de uma noite incansável, muito menos quando duas noites depois ainda não conseguiam desgrudar um do outro, ou quando o Senju cumpriu aquela promessa e o fodeu contra o piano. Nem um mês depois quando os encontros casuais passaram a ser bem mais constantes que os encontros ocasionais em Ética II. Mesmo assim, Madara ainda sorria, desviava os olhos e repetia versões ensaiadas da resposta que deu naquele momento:

— Isso é muita autoconfiança para alguém só veio para uma bebida — O Uchiha deixou escapar um riso em meio a um arquejo. 

— Você não vai fugir de mim. 

Não havia nenhum humor na frase. Nada que indicasse uma promessa ou ameaça, mas Madara acreditou que fosse verdade. Sentiu o corpo inteiro arrepiar e não teve certeza se a causa eram os beijos depositados em seus ombros. Hashirama sorriu para si mesmo lembrando da promessa silênciosa que fez da primeira vez que viu o Uchiha:

você vai ser meu. 

eu vou ter você. 

Um viciado buscando a próxima dose. Ele não se importava do quão sujo ou imoral parecia, mas sabia que, por qualquer meio que fosse, cumpriria aquela promessa. 








Notas Finais


quem não queria ser encoxade pelo hashirama no corredor que atire a primeira pedra!

E aí, chegaram até aqui vivos? todo mundo bem? kskskks acho que não tenho muito o que dizer sobre, hmmm. Parabéns pra @hsmdftbiz que acertou o título do capítulo, toma aqui uma flor 🌻

Depois de escreve isso meu sonho é ter um piano, n vou elaborar.

MUITO OBRIGADA A TODO MUNDO QUE LEU E COMENTOU 🖤 Sério, muito obrigada por não desistir mesmo com a demora e as falhas, espero que vocês tenham gostado dessa história e que tenham entendido a personalidade estranha dos protagonistas que não é tão linear assim como parecia no começo. Não tenho como dizer o quanto amei escrever isso, espero que todos tenham se divertido lendo, peço desculpas se não foi bem o que vocês esperavam, mas é isso. Até a próxima 💚

ou será que vem aí um epílogo?????

antes que eu me esqueça, a capa nova eu fiz baseada nessa fanart do Mads que eu tinha feito especialmente para essa fic, tá aqui o link pra quem quiser conferir: https://twitter.com/xhsmd/status/1357296206020571138?s=19

me deixem saber o que acharam, mil beijos e obrigada ♥️


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