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História Abstinência (Blackpink) (Chaelisa) - Capítulo 88


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Notas do Autor


Aviso: Esse capítulo contêm conteúdo sensível. Quem estiver passando por uma fase difícil, aconselho não prosseguir.

Boa leitura.

Capítulo 88 - Sufocando


Fanfic / Fanfiction Abstinência (Blackpink) (Chaelisa) - Capítulo 88 - Sufocando

Os olhos brilhantes de Lisa, estavam fixos nas luzes do refletor. As pupilas dilatadas da tailandesa, se semelhavam a um abismos escuro e profundo. Naquele momento, a garota não pensava em nada. Era como se ela fosse, um aparelho de tv fora do ar.

- Como você se senti? - Perguntou Candy, que também se encontrava entorpecida.

- Me sinto vazia... - Disse Lisa.

- Isso é bom, pelo menos agora você não está sentindo mais nada. - Disse a outra garota.

- O vazio é mais pesado do que você pensa. - Disse Lisa, deixando uma lágrima cair.

- Por que está chorando? - Perguntou Candy, enquanto fitava a tailandesa.

- Eu estou presa, e não consigo mais me libertar. - Disse Lisa.

- Você está falando das drogas? - Perguntou Candy.

- Eu estou falando de tudo. - Disse Lisa.

- Você só está tendo uma crise de consciência. Eu também me senti assim, quando eu usei drogas pela a primeira vez, depois que eu sai da clínica de reabilitação. Tenta apenas relaxar, logo isso tudo irá passar. - Disse a outra garota.

Lisa respirou fundo, se levantando de onde estava. A garota ainda carregava em suas mãos, a garrafa de vinho vazia. A tailandesa olhou ao redor, vendo que o estacionamento estava praticamente deserto. A jovem de cabelos curtos, olhou para Johnny caminhando em sua direção.

- Ei, aqui está muito chato... eu quero ir embora. - Disse ela, ao rapaz.

- Eu só vou poder ir, depois que os meus clientes forem embora. - Disse Johnny.

- Não seja por isso... - Disse Lisa, girando, e arremessando, a garrafa de vinho, em direção a um carro, que estava estacionado. O objeto acabou quebrando o vidro do veículo, acionando o seu alarme.

- Ficou louca, Lisa!? - Disse Johnny, levando as mãos a cabeça.

A tailandesa se encontrava em gargalhadas, parecendo não se importar, com oque havia acabado de fazer.

- Oque foi? Não achou engraçado? - Disse Lisa, pegando outra garrafa que estava no chão.

Não demorou muito para que surgisse um dos seguranças do mercado.

- Ei, seus marginais, oque pensam que estão fazendo!? - Disse o homem, que vestia um uniforme preto.

O enorme segurança careca, segurava um rádio comunicador, em uma das suas mãos, enquanto caminhava furioso em direção dos jovens.

- Vocês irão pagar pelos prejuízos. - Disse o homem, que esbravejava.

- Me obrigue! - Disse Lisa, arremessando outra garrafa, agora em direção ao segurança que desviou.

- Ei, sua pirralha, eu vou te prender! - Disse o homem, apontando para a tailandesa.

- Pode vim. - Disse Lisa, arremessando todas as garrafas, que estavam no seu alcance.

O segurança desviava dos objetos, como se estivesse fazendo uma estranha dança. Enquanto isso, Lisa ria sem parar, menosprezando a situação, a qual estava. Ao lado, Candy observava tudo, achando a atitude inconsequente da outra garota, extremamente excitante. O resto dos jovens riam, e aplaudiam, enquanto o segurança ainda desviava, dos objetos lançados pela jovem. Depois de alguns minutos, Lisa procurou por mais garrafas, notando que elas haviam acabado. O segurança se recompôs, recuperando o fôlego. Ele então, olhou furioso para a garota, usando o rádio comunicador para chamar reforço.

- Há um grupo de vândalos no estacionamento, necessito de reforço. Podem vim com tudo, pois eles são perigosos. - Disse o homem.

- O fortão chamou os amiguinhos? - Disse Lisa, debochando.

- Lisa, não provoca. - Sussurrando Johnny, para a tailandesa.

A garota parecia não está se preocupando, com as consequências dos seus atos. A única coisa que ela fazia, era rir daquela situação. De repente os jovens presentes alí puderam avistar, um grupo de seguranças surgirem, carregando cassetetes nas mãos.

- Ferrou... - Disse Johnny.

O rapaz segurou a mão de Lisa, a puxando em direção a sua moto. Os outros jovens do grupo também correram, fugindo dos seguranças, que avançavam sobre eles. Johnny e Lisa, subiram na moto saindo do local, antes que fossem pegos. A tailandesa ria eufórica, enquanto eles corriam em alta velocidade.

- Você é completamente louca! - Gritou Johnny, enquanto pilotava.

- Eu sei! - Respondeu Lisa.

A tailandesa ergueu o seu corpo da garupa, se apoiando nas costas do traficante. Ela então, fechou os olhos sentindo o vento soprar sobre o seu rosto.

- Não me responsabilizo se você cair. - Disse Johnny.

- Tudo bem... - Disse Lisa, abrindo os braços.

Se a tailandesa caísse, provavelmente morreria na hora. Apesar dos riscos, a jovem não parecia está com medo. Lisa sorria sentindo a adrenalina correr por todo o seu corpo.

- Uhull! Eu estou voando! - Gritou ela, se sentindo viva.

A jovem de cabelos curtos estava distraída, quando escutou uma buzina de carro, que tocava Insistentemente. Ao olhar para o lado, a tailandesa pode ver um mustang vermelho, se aproximando da moto.

- Você é mesmo louca! - Gritou Candy, que estava com a metade do corpo, para fora da janela. O namorado da garota era quem dirigia o carro.

- Fico feliz que você tenha conseguido escapar dos seguranças. - Disse Lisa, rindo.

- Aquilo foi emocionante. - Disse Candy.

O mustang e a moto, seguiam lado a lado, enquanto Johnny pilotava, em direção a sua casa. Não demorou muito para que eles chegassem, a uma enorme residência, em um bairro de classe média alta de Canterbury. Os pais do traficante eram ricos, e aquilo não era novidade para ninguém. O rapaz só vendia drogas, apenas por diversão. Os pais de Johnny estavam nós Estados Unidos, oque significava que o rapaz, tinha a casa só para ele. Talvez esse tivesse sido o grande erro dos seus pais, achar que bens materiais podiam substituir o afeto e a atenção. Johnny já era maior de idade, por isso tomava muito cuidado para não ser pego, em alguma confusão, pois sábia que séria o único a ser preso.

- Quase que você me ferrou. - Disse o rapaz, descendo da moto.

- Foi mal, eu me deixei levar pelo LSD. - Disse Lisa.

Candy e o seu namorado desceram do mustang, se aproximando dos dois.

- Essa é a sua casa? - Perguntou o namorado da garota.

- Sim. - Respondeu Johnny.

- Você tem mais drogas? - Perguntou o rapaz.

- Sim, vamos entrar. - Disse Johnny, abrindo o portão automático.

Os quatro adentraram a residência. Lisa estava familiarizada com o lugar, pois já havia frequentado a casa antes. A tailandesa foi direto em direção a adega, pegando uma garrafa de vinho.

- Eu também vou querer. - Disse Candy, agarrando o braço da outra garota.

As duas se jogaram em um enorme sofá, que havia na sofisticada sala. As jovens bebiam direto no gargalo, revezando a vez de beber. Enquanto isso, Johnny e o outro rapaz, foram até o quarto pegar mais drogas.

- Vocês estão namorando há quanto tempo? - Perguntou Lisa, para a garota de cabelo rosa.

- Já vai fazer dois anos. - Respondeu Candy.

- Como vocês se conheceram? - Perguntou Lisa.

- Eu, e o Tommy, nós conhecemos no colégio. - Disse Candy, tomando um gole do vinho.

- Você já usava drogas? - Perguntou Lisa, curiosa.

- Comecei a usar por causa dele. Antes de o conhecer, eu nunca tinha nem bebido álcool. - Disse Candy, rindo.

- Os seus pais, não proíbem o namoro de vocês? - Perguntou Lisa.

- Sim, os meus pais odeio o meu namorado, mas eu gosto dele, por isso eu não me afasto. - Disse Candy, dando outro gole no vindo.

Lisa se sentiu mal, ao ouvir a história da outra garota. A tailandesa nunca ofereceria drogas, ou algo do tipo para Rosé. A jovem se odiaria para sempre, se a sua namorada se tornasse viciada, por causa dela. Lisa então, começou a se questionar, sobre aquele assunto.

- Você tem quantos anos? - Perguntou Candy, trazendo a tailandesa de volta a realidade.

- Dezessete. - Disse Lisa.

- Nós temos a mesma idade. - Disse Candy, sorrindo.

- Legal. - Disse Lisa, meio desanimada.

- Você começou a usar drogas quando? - Perguntou a garota.

- Comecei com quinze. - Respondeu Lisa.

- Quem foi que te ofereceu? - Perguntou Candy, se aproximando cada vez mais da tailandesa.

- Foi o Johnny. - Disse Lisa.

- Então, vocês são amigos... deve ser bom, ser amiga de um traficante. - Disse Candy, encostando a sua cabeça no ombro da tailandesa.

Lisa estava tão fora de si naquele momento, que nem percebeu as intenções da outra garota.

- Você é muito bonita, sábia? - Disse Candy, com uma voz suave.

- Obrigada. - Disse Lisa, dando um gole na garrafa de vinho.

A tailandesa estava distraída quando viu Candy, aproximando o rosto para beija-la. A jovem rapidamente se afastou, encarando a outra garota.

- Oque foi? Você não quer? - Disse a garota de cabelo rosa, ainda com os olhos fixos, nós lábios da tailandesa.

- Por que você tentou me beijar? - Perguntou Lisa, confusa.

- Eu tentei porque te achei bonita, e atraente. - Disse Candy, sorrindo.

- Mas e o seu namorado? - Perguntou Lisa.

- O Tommy não liga para isso, inclusive eu já fiquei, com outras pessoas. - Disse a garota.

- Entendo. - Disse Lisa, se afastando mais ainda.

- Já sei, você deve ser comprometida, acertei? - Disse Candy.

- Sim, eu sou. - Disse Lisa.

- Quem é o sortudo? - Perguntou Candy.

- Sortuda... quer dizer, eu não sei se posso considerar ela sortuda, por namorar alguém como eu. - Disse Lisa, dando um sorriso triste.

- Não diga isso, é claro que ela é sortuda, por namorar uma garota linda como você. - Disse Candy, sentindo uma pontada de inveja.

- Eu sou toda errada, fico pensando que ela merecia alguém muito melhor. - Disse Lisa.

- Do jeito que você fala, até parece que ela é um anjo. - Disse Candy, com ciúmes de alguém que nunca viu.

- Mas ela é. - Disse Lisa.

- Então, você deve gostar muito dela. - Disse a outra garota.

- Eu a amo. - Disse Lisa, virando a garrafa de vinho.

- Então, você não me beijou porque tem medo dela saber? - Perguntou Candy.

- Eu não beijei você, porque eu não quero beijar ninguém, além da minha Rosé. - Disse Lisa.

Candy se sentiu ofendida com aquilo. Era a primeira vez, que alguém se recusava a ficar com ela. O ego da garota parecia ter sido ferido, ao levar o primeiro fora da sua vida. Depois de alguns minutos, a jovem de cabelo rosa começou a rir.

- Oque foi? - Perguntou Lisa, confusa.

- Você acabou de pisar no meu orgulho. - Disse Candy, sorrindo sem graça.

- Me desculpe, não foi a minha intenção, a ofender de alguma forma. Não me leve a mal, você é muito bonita, e divertida, mas o meu coração já é de outra garota. - Disse Lisa, sendo sincera.

- Eu entendo. Então, vamos brindar a garota, que roubou o seu coração. - Disse Candy, indo buscar outra garrafa de vinho na adega.

Nesse momento Johnny e Tommy, retornaram do quarto, trazendo as drogas com eles. O namorado de Candy se sentou no chão, jogando alguns pacotinhos com um pó branco, sobre a mesa de centro. Enquanto isso, Johnny foi até o aparelho de som dando play, colocando "Medicine" do Bring me the horizon para tocar. Lisa observava Tommy abrindo os pequenos pacotes, espalhando o conteúdo, sobre o vidro da mesa. O rapaz pegou no bolso da calça a sua carteira, tirando de dentro um cartão de crédito, o usando para alinhar o pó branco. Depois de fazer aquilo, Tommy inalou uma das fileiras. Candy então, retornou a sala, com mais uma garrafa de vinho, se sentando novamente no sofá.

- Aquilo que ele está usando é cocaína? - Perguntou Lisa.

- Sim. - Disse Candy, abrindo o vinho.

- Você usa? - Perguntou Lisa.

- Sim, você não? - Perguntou Candy.

- A última vez que eu usei algo tão forte, acabei me dando mal. - Disse Lisa, lembrando da sua overdose.

- Isso é besteira, ninguém morre só porque usou um pouco de pó. - Disse Candy, rindo.

- Cocaína pode provocar ataque cardíaco. - Disse Lisa.

- Falando desse jeito até parece que você não usa drogas. - Disse Candy, caindo na gargalhada.

Lisa se sentiu idiota, desistindo de tentar alertar a outra garota. Afinal de contas ela estava agindo de maneira hipócrita, já que também era uma viciada.

- Você é engraçada, sábia? - Disse Candy, dando um beijo no rosto da tailandesa.

A jovem de cabelo rosa, se levantou do sofá, dando pulinhos em direção ao seu namorado. A garota se sentou no colo do rapaz o beijando. Em seguida, Candy se inclinou em direção a mesa, cheirando uma das fileiras de cocaína. Lisa observava a cena, sentindo um estranho arrepio em sua espinha. A tailandesa por um momento, imaginou Rosé usando drogas. A garota sentiu o seu estômago embrulhar, enquanto um sentimento de angústia a tomava. A jovem começou a questionar os sentimentos de Tommy, em relação a sua namorada. Se o rapaz realmente gostasse dela, ele não téria a levado, para o fundo do poço.

- Está pensando em que? - Perguntou Johnny, se sentando ao lado da tailandesa.

- Não é nada de importante. - Disse Lisa.

- Não vai querer experimentar o pó? - Perguntou o rapaz.

- Você sabe oque aconteceu da última vez, que eu experimentei uma droga diferente. - Disse Lisa.

- É, eu sei. - Disse Johnny, dando um longo suspiro.

- Não sábia que você estava vendendo drogas pesadas. - Disse Lisa.

- Os meus clientes estavam cansados de usar sempre as mesmas coisas, então eu tive que diversificar um pouco. - Disse o rapaz.

- Mas você sabe que isso é perigoso, não sabe? - Disse Lisa, alertando o rapaz.

- Eu sei. - Disse ele, tirando dois cigarros de maconha do seu bolso.

Johnny colocou um deles em sua boca, oferecendo o outro a tailandesa. Lisa prendeu o baseado entre os lábios, enquanto o rapaz acendia o cigarro, usando um isqueiro. A jovem de cabelos curtos deu uma tragada, sentindo a fumaça invadir os seus pulmões. Os dois então, deitaram as suas cabeças sobre o sofá, olhando para o teto, enquanto usavam a droga.

Enquanto isso, no vestiário do colégio. Conan e Shawn, estavam tomando banho, em chuveiros separados, conversando sobre temas variados.

- Eu estou sentindo o cheiro do seu shampoo daqui. - Disse Shawn.

- O poder das frutas vermelhas. - Disse Conan.

- Isso não é fragrância de mulher? - Disse o quarterback, rindo.

- Garanto que é muito melhor do que o cheiro do seu. - Disse Conan.

- Oque tem de errado com o meu shampoo? - Perguntou Shawn.

- Ele tem cheiro de shampoo para pulgas. A Camila usa um com o mesmo arona para dar banho no cachorro dela. - Disse Conan, rindo.

- Todo mundo do time usa, eles falam que é fragrância de macho. - Disse Shawn.

- Só se for macho de quatro patas. - Disse o outro rapaz, rindo.

Conan estava distraído lavando os seus cabelos, quando Shawn entrou em sua cabine.

- Me deixa usar o seu shampoo? - Pediu o quarterback.

- Claro. - Disse Conan, gaguejando. O rapaz pegou o seu shampoo, o entregando para o amigo.

- Rosinha? - Disse Shawn, olhando para a embalagem do produto.

- O seu cabelo não vai cair, só porque a embalagem é rosa. - Disse Conan, derramando o produto sobre a cabeça do jogador.

O rapaz franzino passou as mãos sobre os cabelos de Shawn, os fazendo ficar cheio de espuma.

- Realmente, o cheiro é muito melhor. - Disse o quarterback.

- Eu disse. - Conan sorria, enquanto massageava o cabelo do amigo.

Ao olhar para o abdômen definido do quarterback, Conan pode ver um enorme hematoma. O rapaz colocou uma das mãos sobre o machucado, fazendo Shawn se contrair de dor.

- Aí! - Disse o quarterback.

- Desculpa, deve está doendo muito. - Disse Conan.

- Sim, aquele jogador me acertou em cheio. - Disse Shawn.

- Você quer ajuda para terminar, o seu banho? Eu acho que você vai sentir dor, se tentar lavar as costas. - Disse Conan.

Shawn olhava para o amigo parecendo está pensando.

- Okay, me ajuda a lavar as costas. - Disse ele, se virando.

Conan começou a lavar o cabelo cor de cobre, do outro rapaz, descendo em direção as largas costas do amigo. Ele queria realmente ajudar o quarterback a tomar banho, sem segundas intenções, mas era quase inevitável, o rapaz não sentir o seu coração bater acelerado. Conan nunca havia ficado com nem um garoto de uma maneira mais íntima. Ele já havia beijado alguns rapazes, durante os acampamentos da igreja. Mas nunca havia se apaixonado por nem um, ao ponto de querer dormir com eles. O corpo do jovem só vibrava, quando estava perto de Shawn. Conan olhou para baixo, vendo o lindo bumbum redondo do quarterback. O rapaz moreno sorriu, sentindo o seu rosto corar, mas logo desviu os olhos, para não ser pego no flagra. Conan tentou afastar aqueles pensamentos, terminando de lavar as costas do amigo.

- Pronto. - Disse ele.

- Valeu. - Disse Shawn, terminando de lavar o seu corpo.

Depois do banho, os rapazes foram trocar de roupa. Conan parecia está distante desdo momento no chuveiro. O garoto se perguntava sem parar, se um dia iria ter coragem, de se declarar para o seu amigo.

- Você está me ouvido? - Disse Shawn, trazendo o outro rapaz de volta a realidade.

- Desculpa, eu estava distraído. - Disse Conan.

- Eu percebi, você ainda está de toalha. - Disse Shawn.

- Oque você estava dizendo? - Perguntou Conan.

- Eu perguntei, se você poderia emprestar o seu desodorante. - Disse o quarterback.

- Pode pegar. - Disse Conan, entregando o seu desodorante para o amigo.

O rapaz franzino observava o jogador, que já se encontrava vestido. Conan parecia está angustiado, com oque estava sentindo. Ele não achava justo, ter que esconder os seus sentimentos. Shawn era o seu amigo de infância, mesmo que ele não correspondece aos seus sentimentos, séria bom poder tirar aquele sentimento, de dentro do seu peito. Só assim, Conan achava que iria poder seguir em frente.

- Shawn... - Disse o rapaz, em uma voz fraca.

- Sim? - Disse o outro rapaz, terminando de colocar o cinto.

- Eu queria ter uma conversa muito importante com você. - Disse Conan, gaguejando.

- Pode falar. - Disse o quarterback.

- Eu tenho uma coisa para dizer, e ela pode ser um pouco estranha para você. - Disse Conan, se sentando no banco do vestiário.

- Fala. - Disse Shawn, prestando atenção no seu amigo.

Conan parecia está muito nervoso. O rapaz tremia, e parecia não está encontrando as palavras certas.

- Isso será uma das coisas mais difíceis, que já fiz em toda a minha vida. Eu realmente não sei como contar... - Dizia Conan, se perdendo nas próprias palavras.

- Ei cara, você está me deixando preocupado. - Disse Shawn, encarando o outro rapaz.

- Quer saber, esquece. Não era nada de importante. - Disse Conan, se levantando abrindo a porta do seu armário.

- Ei, pode falar. Pela sua cara, parece ser algo sério. - Disse Shawn, tocando no ombro do amigo.

Conan encarava o quarterback, que olhava para ele, com o sorriso mais lindo do mundo. Os olhos do rapaz moreno, se fixaram nós lábios do amigo, que pareciam mais irresistível que nunca.

- Eu... - Disse Conan, beijando o outro rapaz sem avisos.

Shawn parecia resistir ao beijo, mas estranhamente ele deixou, que aquele gesto de carinho continuasse. Conan percebeu que o quarterback parecia está confuso, em relação aquilo, mas o rapaz continuou com o beijo, pois não queria que aquilo acabasse. Logo Conan viu aquela primeira resistência sumir, e sentiu os lábios do jogador se mexer no mesmo ritmo que os seus. O coração do rapaz explodiu, em uma completa felicidade, ao ver que Shawn estava retribuindo o seu beijo. Conan começou a fantasiar o seu futuro, com o outro rapaz. Imaginando como séria os seus encontros as escondidas depois dos treinos, e dos jogos de futebol. As mensagens de celular que eles trocariam, e os carinhos que teriam no banco de trás, do carro do quarterback. Tudo aquilo então desmoronou, quando o rapaz ouviu o som de um flash.

- Eu sábia! - Disse uma voz familiar.

Os dois rapazes, rapidamente interromperam o beijo, olhando  para a entrada do vestiário, vendo Erick parado. O jogador sorria, enquanto segurava o celular em suas mãos.

- Oque você está fazendo aqui!? - Disse Shawn, parecendo está desorientado.

- Eu fui dar uma volta para esfriar a cabeça, e quando voltei, eu vi os dois boiolas entrando juntinhos no vestiário. Eu senti que havia algo de estranho, e não é que eu estava mesmo certo. - Disse o jogador, dando uma gargalhada.

- Não é isso que você está pensando, ele me agarrou. - Disse Shawn, nervoso.

- Shawn! - Disse Conan, incrédulo.

- Engraçado, não parecia um beijo forçado. - Disse Erick, mexendo no seu celular.

- Oque você está fazendo!? - Disse Shawn, tentando pagar o parelho do outro rapaz.

- Tarde demais... - Disse Erick, apertando a tela do celular.

- Oque você fez!? - Perguntou Shawn, parecendo está completamente apavorado.

- Eu mandei a foto para o grupo do time. - Disse Erick, com uma voz calma.

- Você é louco!? Isso irá arruinar a minha vida! - Disse Shawn, segurando o outro rapaz pela camisa.

Enquanto isso, Conan parecia está caindo em um poço profundo e escuro. Em apenas alguns minutos, o rapaz havia ido do céu ao inferno. Ele olhava para Shawn, que tinha os seus olhos completamente cheios de lágrimas.

- Os caras do time logo íram ver a foto, mas se você quiser eu posso limpar a sua barra. - Disse Erick.

- Como!? - Perguntou Shawn, desesperado.

- Eu digo para os outros, que você foi realmente agarrado pelo Conan. - Disse Erick, rindo.

- Você não pode fazer isso! - Disse Conan, nervoso.

- Você só precisa ir embora, que eu cuido do resto. - Disse Erick.

- Shawn, olha para mim, não escuta ele! - Disse Conan.

Shawn olhou para o amigo, deixando algumas lágrimas caírem.

- Me perdoa... - Disse o quarterback, saindo as pressas do vestiário.

- Shawn! - Gritou Conan, tentando ir atrás do outro rapaz.

- Ei, você fica! - Disse Erick, segurando o rapaz.

Enquanto isso, no campo de futebol. Os jogadores que ainda estavam comemorando, sentiram os seus celulares vibrarem. Eles pegaram os aparelhos, olhando perplexos para a tela.

- Vocês estão vendo, oque eu estou vendo? - Gritou um deles.

- É o Shawn e o Conan!? - Disse um dos rapazes, incrédulo.

- Caramba, eles estão se pegando no vestiário. - Disse um outro, rindo.

Não demorou muito, para que todos que estavam na comemoração, vissem a tal foto. De repente, todos puderam avistar alguém adentrando o campo de futebol. Ao olharem melhor, todos puderam ver Erick, arrastando Conan pelo braço. A tolha que cobria o outro rapaz estava quase caindo, enquanto ele implorava para que o jogador o soltasse.

- Pessoal, eu acho que vocês todos, já devem ter visto a foto. Pois é, esse tarado atacou o nosso capitão no vestiário, o agarrando a força. - Disse Erick, mentindo para os outros.

- Isso não é verdade! - Disse Conan, tentando se soltar.

- Oque vocês acham, que devemos fazer com ele? - Perguntou Erick, aos seus colegas de time.

Os jogadores olhavam para Conan com repúdio, enquanto o rapaz parecia está completamente apavorado.

- Vamos dar uma surra nele! - Disse um dos rapazes.

- Isso mesmo, vamos dar uma lição nele! - Disse um outro.

Logo todos os jogadores se reuniram, formando um círculo ao redor do rapaz.

- Isso é para você aprender a não ser anormal... - Disse Erick, dando o primeiro soco, derrubando Conan no chão.

Os outros jogadores, começaram a sessão de espancamento. Conan estava acuado, enquanto recebia violentos, socos e chutes. Erick puxou a tolha que cobria o rapaz, o deixando completamente nu. Conan tentava se defender, enquanto era machucado e ofendido, pelos outros jogadores, que o chamavam de nomes terríveis. Erick era o mais violento entre eles. O jogador pisava no rosto do rapaz, enquanto ria. Conan implorava, enquanto chorava achando que iria morrer. Naquele momento, Lucas retornava ao campo, depois de ter ido devolver, a sua roupa de mascote. Ao olhar para o meio do campo, o rapaz pode ver um pequeno tumulto. Foi então, que ele ouviu a voz de Conan, que gritava por socorro.

- Conan!? - Sussurrou Lucas.

O rapaz começou a procurar por algo, para usar como arma. Foi quando ele pegou a bandeira do time, puxando o longo pedaço de ferro que a segurava.

- Deixem ele em paz! - Disse Lucas, partindo para cima do grupo.

O jovem começou a distribuir vários golpes de cano de ferro, acertando em cheio os rostos dos jogadores, os derrubando no chão. Um deles foi Erick, que acabou perdendo um dos dentes.

- Seu desgraçado! - Disse o rapaz, com a mão sobre a boca que sangrava.

- Se afastem do Conan! - Disse Lucas, ameaçando os jogadores, com o cano de ferro.

- Você não sabe oque esse gay fez! - Disse um dos jogadores.

- Não me interessa, apenas saíam daqui, antes que eu arranque os dentes de todos vocês! - Disse Lucas, furioso.

O grupo de jogadores pareciam está com medo, de enfrentar o rapaz.

- Vamos embora, o boiola já recebeu oque merecia. - Disse um dos rapazes.

Os jogadores começaram a se retirar do campo aos poucos. Erick saiu do local, amparado pelos seus colegas de time. Lucas só baixou a guarda, quando viu o último jogador deixar o gramado. O rapaz solto o cano de ferro no chão, indo ao socorro de Conan.

- Você está bem!? - Perguntou ele, tocando no amigo.

- Está doendo muito... - Disse Conan, que se sufocava com o próprio sangue.

- Vêm cá, eu irei te ajudar. - Disse Lucas.

- Me deixa sozinho... por favor. - Disse Conan, se encolhendo com vergonha, por está nu.

Lucas tirou a camisa que estava vestindo, a enrolando na cintura do amigo, cobrindo a sua intimidade. Conan começou a chorar, enquanto ainda engasgava com o próprio sangue, que saía da sua boca. O rapaz estava muito machucado, e se sentindo humilhado.

- Não chora, ninguém mais vai te machucar. - Disse Lucas, tentando acalmar o amigo.

Ele demorou algum tempo, até que finalmente conseguiu convencer o outro rapaz, a ir tomar um banho no vestiário, e vestir uma roupa. Lucas queria levar o amigo até a delegacia, para fazer uma queixa por agressão, mas Conan se negou dizendo que só queria ir para casa. Lucas acompanhou o rapaz até o estacionamento, insistindo para dirigir o carro, mas o outro jovem se recusou entrando no veículo sozinho. Conan ligou o carro, saindo do local. Lucas observou o veículo, até que ele sumisse no meio da noite. Conan dirigiu o caminho todo, como se estivesse em um tipo de transe. A única coisa que o rapaz pensava, era em Shawn o abandonando no vestiário. Ao chegar em casa, o rapaz guardou o carro na garagem, entrando na residência logo em seguida. A única coisa que o rapaz queria naquele momento, era ir para o seu quarto, e chorar o resto da noite. Conan estava passando pela sala, quando viu o seu pai entrar no local. O homem estava segurando uma garrafa de cerveja, enquanto encarava o rapaz.

- O senhor ainda está acordado? - Disse Conan, tentando esconder o seu rosto machucado.

O homem olhou furioso para o garoto, arremessando a garrafa de cerveja contra a parede.

- Me explica que porra, é essa! - Disse o homem, mostrando a tela do seu celular.

Conan congelou imediatamente ao ver a foto do seu beijo com Shawn, na tela do aparelho. As mãos do rapaz começaram a tremer, enquanto ele urinava de medo. A única reação que o rapaz conseguiu esboçar foi um fraco suspiro.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.


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