História Abusive - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original
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Palavras 1.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


eae
eu ainda to viva

~BadAny0

Capítulo 2 - Hurt


Levantei-me com o sol nesta manhã, acordei cedo com objetivo de ajeitar a mansão...corrigindo-me, com o objetivo de não aborrecer Bill ao extremo. Não que isto seja a maior das minhas preocupações, afinal, não importa o que eu faça ou como eu responda, como eu me porte ou como eu o trate, sempre termina da mesma forma...

   Para a minha sorte, meu pesadelo mascarado por sua beleza não se encontrava em casa, eu teria todo o tempo para deixar aquele lugar impecável. Subi rapidamente até um pequeno quarto no último andar, era um cômodo simples, usávamos mais para guardar objetos velhos ou coisas que não poderiam ficar simplesmente atiradas por aí. A pequena janela que havia ali permitia a entrada da luz do sol no local, era pouca, mas suficiente para enxergar ali dentro. Dirigi-me até uma prateleira, nela estavam alguns discos de vinil, pequenas coletâneas de música francesa, eu costumava ouvi-las quando Bill saía, era o único momento em que eu me sentia em paz para ter esse tipo de entretenimento.

   Peguei um dos discos e o coloquei no aparelho deixando o som razoavelmente alto, logo a música calma se misturou com o eco que a imensidão da mansão fornecia, todos os cômodos estavam agora com a bela melodia sendo reproduzida. Voltei para o primeiro andar, peguei algumas coisas em um armário na cozinha e comecei meu dia, obviamente, não consegui me conter, dançava sozinha enquanto limpava as mesas do salão, me sentia leve, livre! Era uma sensação tão plena, tão boa...

  

  [Quebra de tempo]

 

   O relógio marcava oito horas da noite, Bill ainda não aparecera. A casa estava arrumada, tomei um banho rápido e vesti um vestido vermelho, um modelo caro, inteiro de renda, Bill o deu a mim como um pequeno presente, e pediu-me para usá-lo em noites específicas, hoje, era uma delas.

   Algumas vezes, havia dias nos quais eu podia me sentir bem, e segura, sempre que ele saía durante todo o dia, era para ir até a cidade vizinha, onde costumava comprar whisky, de marca cara de preferência. Nesses dias, Bill sempre chegava levemente alcoolizado, parava em bares antes de vir, mas nunca teve nenhum surto.

   Tudo o que ele queria quando chegava, era a minha companhia, e por incrível que parece, era de uma maneira boa, nada de agressões, nada de danças que se encerravam em sua cama, nada, apenas eu, sentada sob seus pés, cantando alguma canção, Bill dizia que adorava a minha voz. Quando ele finalmente adormecia, eu me trancava em meu quarto e dormia, por uma noite, em paz.

 

Bill: ELIZABETH! –gritou enquanto olhava para mim correndo pelas escadas.

 

Eliz: Aqui, querido –parei em sua frente e fiz uma pequena reverência a ele na tentativa de agradá-lo.

 

Bill: Bem...eu quero descansar por hoje, sabe o que fazer, não se atrase. –passou gentilmente a mão em meus cabelos e subiu com o cesto das garrafas em um dos braços.

 

   Fui até o quarto de Bill, um quarto grande com uma lareira, ali é onde ele fica sentado enquanto bebe. Aquela cadeira chique...com seus tecidos bordados em Azul Royal...ah, Deus...ele fica sempre tão elegante ali...uma pena que aquele seja meu local favorito quando penso em um cenário para a morte daquele monstro...seja engasgado, ou envenenado, era ali que eu desejava que ele deixasse este mundo, e esta vida. Quando entrei, já o encontrei, posicionado onde sempre fica, com sua taça de whisky em mãos.

   Aproximei-me com calma e sentei-me ajeitando o vestido, ele me deu uma olhada rápida e voltou a encarar o vazio da janela do quarto, enquanto direcionou a mão livre até minha cabeça, e me acariciou.

 

Bill: O que fez na mansão? Está tudo muito organizado –virou um copo garganta a baixo.

 

Eliz: Fiz o de sempre, limpei, organizei, deixei perfeitamente como você sempre pede. –respondi olhando para seus belos olhos azuis.

 

Bill: Tão obediente... –riu de canto- Viu só? Quando você é boa para mim...é por isto que eu sou bom para você... –tocou meus lábios com a ponta do polegar e desceu com os dedos até o crucifixo que estava em meu pescoço- Ah...o presentinho dele....se não ficasse lindo em você eu o arrancaria fora...Bem, sem mais enrolação, por favor comece.

 

   Assenti com a cabeça e iniciei. Uma música melancólica, contando sobre a princesa aprisionada pelo príncipe dragão, quem numa noite, roubara a chave do castelo para fugir das garras de seu, anteriormente, maior amor. Uma narrativa dramática sobre um relacionamento abusivo da época, que terminava sempre em uma dança, na qual ele a arrastava de volta para seus braços, tomando para si novamente a liberdade e a alegria da moça.

   Quando terminei, vi que Bill não aprovara minha nova composição, seu olhar sério e causador dos meus arrepios...era nítido, eu cometi um erro em lhe mostrar meus sentimentos através de uma canção...meu único momento de paz poderia agora estar em risco, e tornar-se um inferno, como todos os outros...

 

Bill: Por que, Elizabeth? –encarou-me com aquele olhar- Por que você insiste nessa idéia de me fazer parecer um monstro para você? –completou, sem tirar os olhos de mim.

 

Eliz: E-Eu...só... –não conseguia respondê-lo, o medo de que algo me acontecesse era maior- Desculpe Bill... –abaixei a cabeça, consegui ouvi-lo bufando meio impaciente.

 

Bill: Ta, ta...vi que há cartas na porta, traga-as para mim –pegou a garrafa e bebeu dali mesmo, já nem usava mais o copo.

 

   Fui o mais rápido que pude até a porta de entrada, peguei um pequeno monte de cartas que estava ao lado da mesma e subi novamente.

 

Eliz: Aqui estão –entreguei as cartas nas mãos dele e fiquei em sua frente de pé esperando que ele me mandasse sair.

 

Bill: Cartas da cidade, reinos vizinhos... –dizia enquanto folheava as cartas, quando de repente, Bill parou e ficou olhando para uma das cartas- Jack...Skylivers...?

 

   Jack era um velho amigo meu, tivemos uma época em que nos amávamos, mas não achamos que éramos o que procurávamos exatamente, nosso relacionamento terminou logo, mas continuamos melhores amigos.

 

Eliz: Jack? Uma carta do Jack??? –eu fiquei empolgada e, com a minha ingenuidade, tentei pegar a carta, em questão de segundos, a mão de Bill veio contra meu braço e o segurou com força. Nesse momento, eu entrei em choque.

 

Bill: Uma carta de outro homem, Elizabeth? –ele continuava a apertar meu braço, como se quisesse quebrá-lo, nesse momento ele não estava tão sóbrio quanto antes.

 

Eliz: B-Bill é só uma carta do Jack! Você conhece o Jack! –tentei acalmá-lo antes que o pior acontecesse, mas minha tentativa era em vão.

 

Bill: “Minha’’ querida Eli? –lançou-me um olhar mortal, ali pressenti minha possível morte, “Maldita hora que o Jack resolve me chamar de querida!”, pensei.

 

Eliz: Bill você não está pensando direit-... –mal consegui mudar o pensamento dele, foi muito rápido o que havia acontecido, só pude ver os estilhaços de vidro se espalhando sobre mim junto a uma dor horrível em minha cabeça, em seguida eu já estava no chão.

 

Bill: Vadia... –ele se levantou pegando outra garrafa.

 

Eliz: Bill!!! Não se atreva!!! –levantei-me tropeçando em alguns pedaços de vidro e comecei a andar para perto da porta.

 

Bill: CALADA ELIZABETH!!! –ele atirou a garrafa na minha direção, por sorte, consegui me abaixar antes que me acertasse a cabeça novamente, por mais que os cacos voassem violentamente contra mim me deixando pequenos cortes.

 

   Não esperei nem um segundo, abri a porta e corri para fora do quarto em direção ao corredor, meu desespero fez com que eu já nem soubesse onde eram as escadas. Olhei rapidamente para trás, ele estava lá, me seguindo, andando em minha direção furioso, com outra garrafa em mãos, esta porém estava cheia.

   Continuei correndo, lágrimas escorriam pelo meu rosto, aquilo foi o ápice de toda a minha desgraça, saber que ele estava atrás de mim e embriagado me dava mais pavor, por uma maldita carta, um mal entendido tão desnecessário, ele não tinha piedade em seu olhar, tinha certeza, ele queria me matar naquele momento, tudo o que eu podia fazer era correr. Até que finalmente consegui achar as escadas, corri até elas como se não houvesse amanhã, eu realmente estava crente de que eu conseguiria fugir, ou pelo menos me esconder, mas não...novamente, a mesma dor, ele jogou a garrafa contra a parte de trás da minha cabeça, com mais força do que antes, eu cai na beira das escadas extremamente desnorteada, quando tentei me levantar, ele me alcançou e me deu um chute, fazendo me cair escada a baixo.

   Não sei como, uma escadaria de setenta degraus, a cada um, uma batida diferente sobre meu corpo, eu parei no chão lá em baixo cheia de hematomas, mal me movia, e nem iria me mover, ao ouvir os passos de Bill vindo até mim, resolvi fingir a minha morte, segurei minha respiração enquanto ele estava por perto. Encarou meu corpo atirado ali por um bom tempo, quando ele finalmente sumiu dali de volta para seu quarto, me levantei com dificuldade, silenciosamente fui para o meu quarto, tranquei a porta e desabei em prantos atirando-me debruçada na janela.

 

Eliz: Por favor...por favor, se há alguém aí em cima me tire daqui...o mais rápido possível...nem que eu tenha que morrer, eu só quero que tudo isso acabe! –implorei olhando para o céu- Queime ele no inferno meu Deus...mas me tire daqui...


Notas Finais


Proximo cap é o ultimo
~BadAny0


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