História Abyss - Capítulo 2


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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi"
Tags Howoo, Hozi, Jeongcheol, Soonhoon
Visualizações 41
Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sumi, mas apareci ~

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Dez anos antes.

 

Não era uma roupa que Lee Jihoon imaginou que usaria algum dia. O terno negro era grande para si, deixava seus ombros maiores do que já eram, e ele sentia-se flutuar ali dentro. Não que isso importasse muito, como o tempo estava abafado, mesmo com a chuva fraca, e ele sentia-se sufocar naquela gravata apertada.

Nada disso importava.

Ele sentia-se tremer, mesmo que estivesse com calor, ele sabia que estava com calor, mas era como se seu corpo não assimilasse o que estava acontecendo. Estava encarando o caixão negro há algum tempo, as palavras ditas pelo padre se perdiam em sua mente como névoa, e ele sentia as gotículas de água adentrando pelo colarinho.

Sua visão era turva a maior parte do tempo pelo choro, e ele sentia o vento bater suave por suas costas, como se dissesse hey, se aproxime. Estava tremendo tanto, que o pequeno buquê em suas mãos balançava de um lado para o outro. Podia sentir o perfume das flores subir e desaparecer conforme o vento batia, e suas mãos trabalhavam para mantê-las ali, com força mais do que o necessário.

Seungcheol estava ao seu lado, tão sério que parecia quase indiferente, mas o Lee sabia que não era isso. O Choi provavelmente estava mergulhado em lembranças, exatamente como ele, e estava perdido demais para notar. Provavelmente estava tão triste quanto, e o menor soltou uma das mãos do buquê, para caçar a alheia.

Foi como um choque para o mais alto, que acordou do transe, e abaixou seus olhos para a mão pequena que segurava a sua. Jihoon sempre teve mãos delicadas, e naquele momento estava estranhamente quente, suada, mas não menos bem vinda. O Choi também sentia-se suar, porém não era só isso.

Havia aquele sentimento horrível de culpa, afinal, se não fosse por sua causa, Jisoo ainda estaria ali.

Engoliu a seco, quando o padre terminou seu discurso, e perguntou se ninguém queria dizer nada. Inúmeras coisas vieram à sua cabeça, e ele sentiu a mão do menor se apertar em torno da sua. O olhar marejado do Lee lhe dizia vai lá por favor, e bem, não soube como, mas suas pernas seguiram o fluxo.

Ele se viu parado em meio a muita gente, segurando um buquê pequeno de lírios branco – porque eram os favoritos do Hong – e ele passou os olhos pelas pessoas, subitamente perdido.

“Eu–hm, queria dizer que Hong Jisoo foi por toda a sua vida, uma ótima pessoa.” Começou de alguma forma, e seu olhar fixou-se no de Jihoon. “Um bom amigo, um aluno exemplar, ele era, e sempre vai ser, perfeito, de alguma forma.”

Seus olhos queimavam pelo choro que ele estava segurando, e ele piscou, tentando se conter, sem muito sucesso. Elas explodiram, de uma vez, e ele se viu tremendo, como um bebê. Balançou sua cabeça, e se virou para o caixão aberto.

O rosto do mais novo mantinha-se etéreo, perfeito, que não parecia morto, parecia estar apenas dormindo. Aquilo era estranho de se pensar, e o Choi depositou as flores sobre seu corpo, com cuidado, como se fosse machucá-lo.

“Espero que finalmente esteja descansando, Josh.” Sussurrou, encarando seu rosto mais uma vez, antes de se retirar.

Jihoon o viu sair andando, os passos rápidos, e ele engoliu a seco. O chuvisco pareceu aumentar, e ele se aproximou com cuidado do caixão, após os pais do Hong saírem de lá. Estava tremendo ainda mais quando parou ao seu lado, e ele encarou aquele rosto tão suave e sereno.

Tentou decorar cada pequeno traço, e depositou o seu buquê sobre ele. O cheiro doce pareceu se misturar com os demais, e Jihoon teve a impressão de que nunca mais iria esquecer aquilo.

Era como morte.

Afastou-se aos poucos, as palavras emboladas em sua garganta, e ele realmente quis dizer algo, mas nada saiu. Mordeu a própria língua, e resolveu sair andando.

Seguiu os passos de Seungcheol, deixando sua família para trás porque agora ele não queria ninguém se não o seu amigo. Sentia que nenhum deles poderia lhe dar o mesmo conforto, a mesma segurança. Achou-o quase no fim do cemitério, apoiado nas grades que separavam aquele mundo cinzento do lado de fora.

Aproximou-se com cuidado, não sabendo o que dizer, ou se precisava dizer algo. O olhar do Choi estava fixo no chão, e ele o ergueu ao perceber-se com companhia. A vermelhidão em suas orbes eram visíveis, e o Lee sentiu-se subitamente com vontade de chorar de novo. Seus braços se abriram, e o baixinho rapidamente se encaixou ali.

O abraço foi quente, e seu rosto foi de encontro ao peito do mais velho. As lágrimas saíram por conta própria, e ele nem entendia como conseguia chorar, mesmo depois de tanto que já o fizeram nessas últimas horas.

Talvez por seu soluço ser alto, ou como estava hiperventilando, ele não ouviu o que o Choi havia lhe dito. Sua voz era baixa, parecia carregada de culpa, e algo a mais. Jihoon se afastou ao que achou o suficiente, o mínimo apenas para poder ver o rosto de seu amigo.

“Me desculpe, Jihoon.” Foi o que lhe disse, assim que segurou o rosto pequeno em sua mão.

O Lee estava com o nariz vermelho, os olhos inchados, parecendo extremamente frágil. O baixinho quis perguntar o porquê daquilo, mas percebeu que o enterro havia acabado. Provavelmente haviam ficado tempo demais daquela forma.

Eles se afastaram, quando sua família o chamou para voltarem. A chuva agora tornou-se intensa, como se o impedisse de ir. E ele lançou mais um olhar em direção ao Choi, que acenou minimamente para ele com a mão.

Jihoon o imitou, fungando, e deu-lhe as costas, sumindo entre os túmulos altos e lápides exageradas.

Seungcheol esperou que este sumisse por completo, para enfim resolver partir.

 

•••

 

Agora.

    Yoon Jeonghan estava sempre com sua floricultura aberta, mesmo depois do sol se pôr. Não porque ele realmente achava que iria vender alguma coisa depois das seis, porque ele sabia que não iria, mas sempre tinha algum trabalho acumulado. Sempre deixava os pedidos para fazer durante a tarde, sem pressa alguma para voltar para sua casa.

O balcão alto o separava do restante das flores, e ele enrolava agora uma rosa vermelha com uma branca, para unirem-se as demais da cesta. Havia um pedido grande a ser feito, um que ele tinha de fazer vinte cestas daquela, para um casamento ao ar livre. Era estranho como as pessoas ainda se casavam naquela cidade, e ainda faziam essas coisas clichês.

Ele tinha um sorriso bobo enquanto as arrumava, pensando nisso. O pedido era específico, e ele só queria saber como iria transportar todas elas. Talvez seu irmão o ajudasse depois, quem sabe. Só no seu carro não iria caber.

Enquanto pensava sobre isso, a porta se abriu, o sininho pendurado a esta balançou suave, chamando sua atenção. Ergueu o olhar para o homem que adentrava, com as mãos nos bolsos e a expressão fria. Jeonghan parou o que estava fazendo, vendo-o dirigir-se às prateleiras, já erguendo suas mãos. Odiava quando seus clientes mexiam nas flores, porque nenhum era carinhoso o suficiente para tal, e aquilo o fez soltar a rosa que segurava.

Deu a volta no balcão, retirando o avental branco que usava, e seguindo o cliente, que atravessava as prateleiras parecendo estar em busca de algo.

Provavelmente um presente para a namorada, pensou ao se aproximar e forçar um sorriso, vendo-o tocar em um vaso pequeno de malvas.

“Boa noite senhor.” Lhe disse, pegando-o de surpresa. “Estas são especialmente interessantes, sabia que elas são anti-inflamatórias?” Como sempre, o Yoon tentava aludir seu cliente, e este assentiu.

“Sim, é isso que preciso.” Respondeu, virando-se de frente para o dono da loja. “Serve principalmente para lesões na boca.”

Jeonghan deixou sua boca se abrir em surpresa, vendo que havia um corte em seu lábio, assim como uma vermelhidão. Provavelmente havia entrado em uma briga. Seus olhos profundos pareciam analisar sua alma, e o rapaz sentiu-se desconfortável.

“Hã, sim, mas não seria melhor um médico? Ou ir na farmácia?” O Yoon sugeriu, encarando as suas flores, que ele tinha apreço. Na verdade, o rapaz era apegado a todas elas, e odiava saber que teriam um fim tão trágico.

“Não gosto de remédios.” Retrucou, já pegando o vaso para si. “Quanto?”

O Yoon pensou seriamente em aumentar o valor da planta, para impedi-lo de levar. Mordeu seu lábio inferior, mas acabou suspirando, ele não podia se negar a vender, no final.

“Vinte.” Disse, e o viu levar a mão ao bolso. “Deixe-me prepará-las para o senhor.” Não era uma opção, era quase uma ordem, e o rapaz tirou-a de suas mãos com certa possessividade.

O homem o encarou curioso, vendo-o levá-la até o balcão, em um pequeno espaço que havia entre as rosas e a cesta. Jeonghan pegou um plástico de uma gaveta, enquanto seu cliente estranho o encarava do outro lado.

“Elas gostam de sol, mesmo que se adaptem facilmente, elas ficam felizes.” O Yoon soltou enquanto as embrulhava com cuidado até demais, alisando suas pétalas por fim. “Dê água para elas no caule, não nas flores ou folhas.”

Jeonghan ergueu o olhar, notando que ele o encarava. “Você fala como se elas tivessem vida.” Ele comentou, enquanto esticava uma nota de cinquenta.

O Yoon analisou-a, antes de balançar a cabeça. “Elas têm, é por isso que o senhor tem que cuidar bem.” Aquilo o fez soltar um risinho, e o rapaz arqueou uma sobrancelha. “Gosto das minhas flores, senhor?”

“Choi.” Disse simples, e o outro assentiu novamente. 

“Choi, eu as planto e vejo crescer, são como minhas filhas, entende?” Pegou o troco, e rapidamente devolveu para ele.

Percebeu que o Choi encarava sua bonsai, que ficava do lado do caixa. Era um de seus maiores orgulhos, e o Yoon inflou o peito.

“É uma bonsai de pitangas.” Comentou o Choi, pegando a flor, e a boca do floriculturista se abriu em surpresa. “Ela já tem mais de três anos, não era para dar frutos?”

“Ahn, sim, mas acho que ela está um pouco atrasada, apenas.” Levou sua mão instintivamente para um de seus galhos, e alisou suavemente suas folhas. “Ultimamente, está difícil o plantio, sabe?”

O Choi voltou sua atenção para ele, com o cenho franzido. 

“Como assim?”

“Ah, mesmo que eu cuide como sempre, elas continuam morrendo, não importa o que eu faça.” Comentou com um tom triste, voltando a olhar para suas rosas no balcão. “Mesmo com fertilizante e tudo, elas simplesmente murcham de uma hora para outra.”

“Como mágica?” O Choi perguntou, e Jeonghan o encarou, confuso, antes de assentir.

“Sim.”

O homem balançou a cabeça, como se tivesse o conhecimento de algo que o Yoon não. Ele fez menção de partir, e então o floriculturista resolveu acrescentar.

“Tome bastante cuidado com elas!” 

O Choi sorriu, virando-se para ele, e com um aceno, junto de uma pegada mais firme no vaso, ele saiu de sua loja. Jeonghan ficou encarando-o passar pela vitrine, e sumir. Soltou um suspiro, imaginando qual seria o triste fim de sua plantinha, enquanto voltava ao seu trabalho.

Afinal, ainda faltavam dez cestas.

 

•••

 

Chegaram em seu apartamento alguns minutos depois e, como se não tivesse passado um segundo após o incidente, Lee Jihoon mantinha-se puto.

Ele estava com a cara fechada, caminhando com os pés pesados por todo o local. Soonyoung imaginou que algum vizinho, mais cedo ou mais tarde, ligaria para reclamar, e ele teria de se desculpar com o mesmo depois. O Lee foi direto para a cozinha, abrindo o armário e pegando um copo, para enchê-lo de água.

O Kwon o seguiu, sentando-se em uma das banquetas altas que haviam ali, ficando de frente para o baixinho. Este se virou com o líquido transparente balançando em suas mãos, e o ofereceu. O maior não estava com sede, mas bebeu da mesma forma, sem querer contrariá-lo.

Jihoon então se aproximou, levando suas mãos até seu pescoço, como havia feito mais cedo, analisando as marcas em seu pescoço. Já estavam escuras, de uma forma que não havia como esconder.

“Dói?” Ele perguntou em um fio de voz, parecendo preocupado agora, como se a raiva tivesse sido esquecida.

“Só quando respiro.” Soonyoung riu fraco, sentindo sua garganta arranhar. “Ei, não fique com essa cara, vem cá.”

Deixou o copo do seu lado do balcão, e puxou o baixinho para si, abraçando-o mesmo que a diferença de alturas agora fosse grande.

“Já passou, está tudo bem.” Murmurou em um tom baixo, sentindo-o apertá-lo na cintura, a cabeça afundada em seu peito.

“Eu nem acredito que isso aconteceu, eu estou tão, mas tão puto!” Grunhiu ele, se separando, suas bochechas ganhando uma nova coloração. “Ele sumiu durante anos, e quando reaparece, está tentando matar o meu namorado!”

“Noivo.” Soonyoung o corrigiu, vendo-o bufar, antes de revirar os olhos.

“Agora não vem ao caso!” Reclamou o baixinho, cruzando os braços.

“Ah vem sim, estou um status superior.” O Kwon sorriu, puxando-o de volta para si. “E é isso o que importa, que vamos nos casar em breve.”

“Nós vamos, mas não é disso que eu estou falando!” Jihoon reclamou com a voz abafada, e forçou-se para separar, pois sabia que o outro não lhe daria atenção se continuasse a abraçá-lo. “Você não está bravo? Ele podia ter te matado! Isso me deixa tão puto!”

“Hoonie, se acalme.” Seu tom era doce, e ele segurou o rostinho quadrado que tanto amava em suas mãos, vendo-o bufar. “Já passou, eu estou bem, não precisa se irritar com isso.”

“Mas eu estou puto!” Grunhiu, se soltando e começando a andar em voltas. “Primeiro ele some, quando eu mais precisava dele, depois, me reaparece do inferno para tentar te matar! O que eu fiz para merecer isso?”

Soonyoung estava rindo, e o menor não entendeu se era dele ou se foi de alguma coisa que havia dito, e cruzou os braços, parando de andar.

“Do que está rindo, palhaço?” Questionou, franzindo o cenho, e o Kwon sorriu, pulando do banco.

Ele se aproximou com cuidado, passando suas mãos por seus ombros, e deslizando até sua cintura. Era quase como um jogo, um jeitinho especial para fazê-lo derreter, e o Lee odiava como aquilo funcionava, já estava até se agarrando nele.

“Você fica muito fofo quando está bravo.” Comentou em um tom baixo, aproximando seu rosto de sua bochecha, deixando um selar suave sobre sua pele.

“Você ouviu alguma coisa que eu disse? Você deveria estar puto também!” Reclamou, dando leves socos em seu peito. “Nem parece que se importa!”

“Oh, eu me importo, e muito.” Soonyoung respondeu, deslizando sua boca pelo maxilar alheio, traçando beijos. “Mas me preocupo mais com meu Hoonie bravinho.” Riu contra sua pele, e o baixinho se controlou para não deixar-se levar.

“Para com isso, seu bobão.” Jihoon se afastou, agora com as mãos na cintura. “Temos um problema aqui, e você só está pensando com a outra cabeça!”

O Kwon ergueu as mãos, em defesa própria, e se encostou ao balcão, onde o mais novo achava melhor.

“Certo, me diga o problema.”

“O problema ta no seu pescoço.” Jihoon apontou, vendo-o rir. “E por que Seungcheol quis te matar? Vocês conversaram antes? Quando eu fui no banheiro?”

“Não, ele já chegou me pegando pelo pescoço.” O Kwon respondeu, e o Lee o encarou, no fundo dos olhos.

“Tem certeza? Você não o provocou de alguma forma? Ou disse algo para ele?” O menor insistiu, e Soonyoung abriu a boca parecendo surpreso.

“Você está duvidando do seu noivo? Aquele que vai passar o resto da sua eternidade com você?” Ele parecia realmente ofendido, e o mais baixo revirou os olhos.

“Estou falando sério, e não estou duvidando de você, Soonie.” Tentou amenizar a situação, vendo-o cruzar os braços. “Mas eu sei que você pode ser um pé no saco as vezes.”

“Seu padre, pare esse casamento.” Soonyoung murmurou, desencostando-se do balcão. “E eu não fiz nada, você pode perguntar para as pessoas que estavam lá, se duvida de mim.”

O Kwon foi saindo da cozinha, e o menor o seguiu de perto, segurando-o pela camisa. “Náo, Soonie! Eu acredito em você, é só que–bem, não acho que Seungcheol iria surgir do nada pra te bater.”

“Vai ver ele tem ciúmes de você.” Soonyoung não parecia nada feliz, e o baixinho manhou, abraçando-o pela cintura.

“Tá bom, chega, tá legal?” Jihoon fez um bico, ouvindo-o bufar. “Amanhã eu vou atrás dele tirar satisfação.”

“O que? Depois disso tudo, você vai falar com ele? Hoonie, ele é doente!” O Kwon finalmente se virou para ele, segurando em seus ombros enquanto falava.

“Ele pode só estar confuso, ou te confundiu com alguém, sei lá.” O Lee murmurou, parecendo tristonho agora. “Se você o conhecesse, Soonie, entenderia.”

“Você já me contou sobre ele, Hoon, milhares de vezes, e eu acho que quem não entendeu aqui foi você.” Seu tom se tornou mais frio, e o menor ergueu o olhar, para encará-lo diretamente. “Ele me enforcou sem pensar, o que você acha que poderia te acontecer? Hoonie, você conheceu o Seuncheol de dezessete anos, não esse de vinte e sete. As pessoas mudam, e você não sabe pelo que ele passou nesses anos.”

Jihoon queria argumentar, dizendo que o conhecia sim, mas sabia que o Kwon estava certo, e talvez não o conhecesse mais. Ele suspirou, sentindo-se estranhamente leve, e o abraçou com força.

“Você está certo, Soon.” Sussurrou ele, sentindo as mãos alheias subirem e descerem por suas costas. “Eu só–só queria que tudo voltasse a ser como antes.”

Soonyoung assentiu, mesmo que o baixinho não pudesse ver, tentando passar o máximo de conforto possível.

“Sabe que isso é impossível, não sabe?” O Kwon sussurrou, sentindo-o concordar, enquanto encarava o balcão. “Agora você é um adulto, Hoonie, e tem a mim, não precisa se preocupar com mais nada, muito menos com aquele louco.”

O Lee suspirou, e concordou novamente, embora uma parte pequena de si lhe dissesse que era mentira, e ele deveria ir atrás de Seungcheol.

“Quer assistir alguma coisa?” Soonyoung já estava animado de novo, com um sorriso quente, ao se afastar de si.

Jihoon olhou para todos os traços daquele rosto, e sorriu também, seu pequeno coração aquecido pelo outro. Assentiu, sentindo um selar suave sobre sua testa, e o vendo se afastar para arrumar suas coisas.

Ele definitivamente iria atrás de Seungcheol.


Notas Finais


Obrigada a todos que leram, vou parar de procrastinar a

Juro que tem Jeongcheol em algum momento q


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